+ You bleed just to know you're alive

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+ You bleed just to know you're alive

Mensagem por Harley Melbourn Caellach em Dom Abr 23, 2017 12:50 am



Yeah, you bleed just to know you're alive
A roleplay é iniciada pelo post de VARUS MELBOURN FEUD, seguindo por Harley Melbourn Caellach. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em Hospital Estatual, às 21h e 47min. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.



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just like animals
So if I run, it's not enough, you're still in my head, forever stuck, so you can do what you wanna do, I love your lies, I'll eat 'em up but don't deny the animal that comes alive when I'm inside you.

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Re: + You bleed just to know you're alive

Mensagem por Varus Melbourn Feud em Dom Abr 23, 2017 5:21 am


Acorde Um

Nossa é vida é como intervalos de melodias, ao menso acredito nisso. E embora você não, temo em dizer que, no meu caso, toda as grandes notas vieram antes. E eu me lembro do acorde de Harley, foi o mais antigo de todos. Por que acordes? Por que músicas? Somente, por que? Porquê existem momentos em que algumas histórias devem ser contadas. Harley, minha única prima mais velha, filha do irmão de meu pai, sempre vinha nos visitar aos sábados após as aulas de informática. Ela passou a fazer isso ao pedido de mamãe acerca do fato de eu sempre estar sozinho. Eu gostava de Harley, ela era engraçada e ela foi a primeira pessoa que ouviu como esta história começa, ela foi a primeira a ouvir a minha voz, porém, não a minha voz enquanto pessoa pessoas, mas a minha voz interior expressada em músicas. Já faziam duas semanas que papai havia viajado para a Geórgia em busca de uma espécia de planta transgênica, enquanto mamãe estava na Carolina do Norte com seu grupo de pesquisa. Com ode costume, ficávamos eu e a Srta. Holstoy, a governanta e minha "mãe" na maior parte das horas. A rotina simples: Acordar, estudar, retornar e passar o resto da tarde assistindo ou algo praticando secretamente o canto.

Estalei os dedos, enquanto os pés pairavam acima do pedal do piano. Estalei por um certo tempo, até que meus dedos encontraram as teclas do piano e passaram a toca rum solo de jazz, dedilhando habilidosamente uma melodia característica dos anos 50. Meus pés seguiram o mesmo ritmo da harmonia que as mãos. Não havia ninguém com que me preocupar. A sala de música era só minha e, era em momentos como aqueles que eu não me arrependia da minha família não se importar na maior parte do tempo. Dedilhei todas as notas introdutórias, completando o início da canção com minha voz, porém, aguda: - I know what I came to do. And that ain't gonna change. So go ahead and talk your talk, Cause I won't take the bait. I'm over here doing what I like, I'm over here working day and night. And if my real ain't real enough. I'm sorry for you, babe.

Aqui era como Nancy e Sinatra, favoritos de papai, cujo os discos possuía em coleção. As batidas lembravam-me isso. Continuei o ritmo e elevei uma nota em "Babe", segurando a melodia em seu desenvolvimento contínuo. Balançava o corpo e a cabeça ao prosseguir a letra: - Let's find a light inside our universe now. Where ain't nobody keep on holding us down. Just come and get it, let them say what they say. Cause I'm about to put them all away. - Elevo a nota "Away" momentaneamente e e ela deságua nas todas que interrompo ao piano e passo bater na parte de cima do piano. Como batidas de percussão, improviso com a smãos e deixo a voz mais ríspida:- Focus on me. Fo-fo-focus on me. Focus on me. Fo-fo-focus on me - Altero o ritmo de tudo ao voltar meus dedos para as teclas e o jazz se torna contemporâneo e a época da arte muda. Faço a batida bem mais animada e aumento um pouco a voz que parece preencher cada pedaço ínfimo do ambiente. Até que escuto a porta abrir e deixo a música arar abruptamente. Harley estava parada ali, olhando-me com um sorrisinho e uma expressão de surpresa.

- Nossa, Varus. O que está fazendo?  - Ela aproximou-se e puxei a partitura para meu colo. Deliberadamente, eis que ela sentou ao meu lado. Cabelos reluzentes, expressão travessa, essa era Harley. Ela tocou levemente meu braço, havia nela ternura inimaginável. - Não tem que esconder. Isso é lindo. Você tem uma voz linda, primo. Por que está fazendo isso?

- Porque é errado, porque não é o que meus pais querem. Eu não posso cantar. Eu tenho que focar na biologia. - Comentei ao olhar os raios de sol ao adentrar pelos vitrais enormes da mansão. Harley se endireitou no banco e ficou de frente para mim. Os olhos encarando os meus aos quais sua mão virou a força: - Não é errado se você é habilidosamente bom para o fazer. Ninguém pode te dizer o que ser. Não se esqueça disso, Varus. - Ela soltou meu rosto e ficou mais branda. - Continua, por favor. Continua a música, primo. - Olhei para Harley por um instante e senti que não podia dizer não para minha única companhia. Passei o dedo nas teclas e o som foi estridente. Ajeitei os mesmos e tornei a entoar o verso dois da melodia:- I can tell you're curious. It's written on your lips. Ain't no need to hold it back, Go 'head and talk your shit. I know you're hoping that I'll react, I know you're hoping I'm looking back. But if my real ain't real enough. Then I don't know what is. - Movi os ombros e Harley estalou os dedos seguindo a música, mexia o corpo rebelde e divertida. O próximo passo dela foi ficar de pé e olhar para mim. Minha prima realizou uma espécie engraçada de coreografia e disse: - Não pare de tocar. - Seguiu sua dança e eu a música.

Elevei a voz em algumas partes do verso e repeti a última frase, antes de seguir o fluxo da canção e adentrar ao pré-refrão: - Let's find a light inside our universe now. Where ain't nobody keep on holding us down. Just come and get it, let them say what they say Cause I'm about to put them all away. - Minha prima girou na ponta dos pés e correu ao agitar as cortinas. A felicidade estava estampada em seus olhos alegres, e meus pés ao pedal se entusiasmaram com aquilo ainda mais. As notas que eu entoava sem controla eram afinadas e altas, sobretudo, nos fins de verso. Levantei-me do piano e a melodia cessou, porém, não na sala. Passei a bater palmas em movimentos sonoros semelhantes à percussões e cantei: - Focus on me. Fo-fo-focus on me. Focus on me. Fo-fo-focus on me - Passei a dançar lado a lado com a minha prima e hora ou outra eu segurava em sua cintura e girávamos juntos pelo grande pavilhão. Olhei para ela e pisquei o olho direito ao cantar harmoniosamente: - You know i like when you focus on me. - Finalizei a música, todavia, Harley bateu palmas nas pernas e emitiu um som de término. Acabamos nos abraçando e sorrindo. Sorri até sentir uma dor no estômago. Ela me apertou fortemente e soltou. A loira segurou meu rosto e disse: - Isso foi incrível, Varus. - Ela parou um instante, ponderou, tornou a dizer. - Pode parecer idiota, mas um dia, eu, Harley, quero te ver num daqueles teatros de Nova York E não porque você é meu primo, mas porquê é pecado esconder do mundo algo assim.

Depois daquela tarde, eis que as visitas de Harley foram se tornando mais escassas, mesmo que ainda falássemos por telefone. De escassas elas tornaram-se inexistentes. E eu nunca entendi o motivo pelo qual ela havia parado de vir. Depois daquela tarde eu fiz a melhor apresentação colegial de toda a minha vida, eu cantei Focus, apenas para me lembrar do que havia sentido naquele instante no qual, se houvesse magia, estaria presente. Mas Harley não estava lá.

(...)

Caminhei com o tecido enrolado no antebraço, o sangue havia estancado mais, no entanto, ainda caía. Maldita tecla frágil, fora apenas um soco e uma tentativa estúpida de tentar colocar a tecla do piano no ferro. E ali se fez o corte, aquele reto e que sangrou como o inferno. Peguei um táxi até o Hospital do Bronx, o mais próximo dali. Não dei palavra alguma com o taxista, mesmo que ele houvesse forçado a barra para isso acontecer. Era um daqueles homens muito bem humorados a falar de futebol ou garotas e ele falou dos dois assunto,s não tendo de mim nenhuma resposta. Mantive o tecido pressionando o corte durante todo o percusso. Paguei a corrida e não peguei o troco, só queria sair dali e entrar no hospital. Eu não suportava sangue, o cheiro me deixava com pura vertigem.

Adentrei o hospital e fui até a ala de registros para atendimentos de emergências. Uma mulher morena e simpática dirigira-se à mim: - Parece que temos algo grave aqui. Qual o seu nome? - A olhei sério e disse: - Varus, Varus Melbourn. Não costumo fazer alardes, mas está doendo. - Mostro o machucado para ele, ele corta exatamente uma das folhas da minha tatuagem corpórea. A atendente levantou apressada e me fez segui-la. Ignorei as pessoas ali e apenas caminhei olhando para a frente. Até pianos querem me ferir nesta porra, só pode. Guiei meus passos até o fim do corredor principal e sentei na cadeira, aguardando as informações do atendimento. Enquanto encostei a cabeça na parede, vi uma enfermeira correndo em minha direção e me agitando para que eu não adormecesse. Era loira, era como a minha última lembrança, Harley.
Focus On Me



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down and dirty
I don't ask the mirror, I know I'm the fairest. I'm bringin' the fire, so call me Daenerys. They wanna know who sneakin' into my place, They don't need to know. No one's business how I play.

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Re: + You bleed just to know you're alive

Mensagem por Harley Melbourn Caellach em Ter Abr 25, 2017 7:27 pm


it can't be a mistake if i just call it change

Aquela estava sendo uma noite estressante para Harley. A maioria dos médicos estavam ocupados com casos mais graves, deixando para os enfermeiros trabalhos extras, além dos que já tinham que fazer por ofício. Não que a loira não gostasse, era muito melhor para ocupar sua cabeça quando não tinha tempo sequer para tomar uma água, mas era cansativo.

Tinha perdido as contas de quantos pacientes tinha atendido desde que seu turno começara. Estava em um momento em que suas ações eram totalmente automáticas: ela pegava os prontuários, tomava conhecimento do problema e pensava em uma forma rápida de como solucioná-lo para que não fosse necessário a intervenção de um especialista. Quando a ficha de um rapaz chamado Varus chegou em suas mãos, não foi diferente. Estava tão focada que, qualquer coincidência, como o nome dele ser o mesmo daquele que protagonizou muitas de suas memórias mais antigas, foi descartada pelo cérebro da jovem.

Se dirigiu rapidamente até o corredor de espera, imaginando os cuidados que teria que tomar. Podia ver a vítima ao longe, com o antebraço envolto em um tecido de aspecto sujo. E podia ver também, para seu azar, que as pálpebras masculinas se fechavam vertiginosamente. — Senhor.... Senhor? — Sua voz saiu um pouco mais estridente do que o necessário quando se deu conta que o rapaz estava perdendo a consciência. Sacudiu-o delicadamente após se aproximar, apenas para ter a certeza de que ele tinha desmaiado, e não cansado o suficiente para dormir sentado. — Que droga. — Resmungou, fitando o corpo inerte no banco. — Eu acho que vou precisar de uma ajudinha aqui. — Gritou por cima do ombro, chamando a atenção de outros enfermeiros que passavam pelo corredor.

xxx

Go ahead and cry little girl. — Cantarolou baixinho, enquanto que, com um movimento impecável, furou o braço que não estava ferido para que pudesse inserir sono fisiológico na corrente sanguínea do paciente. — Nobody does it like you do. — Após ele ter desmaiado no corredor, Harley, com a ajuda de outro enfermeiro, o colocou em uma maca, e o levou para a enfermaria, lugar onde estavam no momento. Além de ambos, não havia ninguém ali e, com exceção da voz feminina, a sala estava insuportavelmente quieta.

Certo, vamos dar um jeito nesse antebraço agora. — Com delicadeza, despiu o membro que continuava enrolado no tecido tingido de vermelho. Apesar de ter jorrado muito sangue, o corte não era tão profundo — contudo, também não era simplesmente raso. Precisaria de alguns pontos e, como a maioria dos médicos estavam ocupados naquela noite, caberia à Harley aquele trabalho.

Iniciando os cuidados, ela se sentou ao lado da figura masculina, com uma bacia média em seu colo. O recipiente continha antisséptico diluído em água e ela usaria a mistura de líquidos para limpar a pele envolta do corte. Com um pano limpo, ela começou a atividade, o passando vagarosamente sobre a pele avermelhada. — I know how much it matters to.... — Cessou a cantoria, encarando o rapaz que abria os olhos preguiçosamente. — Olá. Você se sente melhor?

thanks

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Re: + You bleed just to know you're alive

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