O'KEEFE, Calliope

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O'KEEFE, Calliope

Mensagem por Calliope O'Keefe em Seg Maio 01, 2017 6:53 pm

Reencarnada




Escreva os dados


i. A NOMENCLATURA: Calliope O'Keefe
ii. COMO É CONHECIDO: Rainha Vermelha
iii. TIPAGEM SANGUÍNEA: Reencarnada
iv. QUANTAS ESTAÇÕES VIVEU: Cinquenta e oito anos
v. PRIMEIRO RESPIRO: Oito de outubro de 1959
vi. DESCENDENTE DE QUE POVO: Estaduniense
vii. COMPORTAMENTO: Neutralidade Bélica
viii. COMUNIDADE: Anti-herói
ix. CARGO PROFISSIONAL: Membro do Gabinete Presidencial

Informe os atributos


i. PONTOS DE ATRIBUTO: 51-?? 120 PA
ii. ESPECIALIZAÇÃO: Intelectual (+5 de Inteligência)
iii. ATRIBUTOS:



FORÇA: 10INTELIGÊNCIA: 35 + 5
RESISTÊNCIA: 20AGILIDADE: 10
VIGOR: 20CARISMA: 25



Diga as perícias


i. PERÍCIAS:

i. Prontidão, calouro


Cite os poderes


i. SUPER-PODERES:

i. Telecinese — Telecinese poderosa o suficiente para levantar e manipular objetos de porte grande sem nenhuma dificuldade, disparar explosões poderosas, criar campos de força, voar e até mesmo fazer com que imagens em sua mente se tornem tangíveis.
ii. Manipulação da realidade — Capacidade de dobrar as cordas quânticas que compõem a realidade em uma área específica através da telecinese, podendo mexer com a realidade atual, modificando-a.
iii. Telepatia — Ler e manipular a mente de outros seres dentro de um vasto, potencialmente ilimitado e desconhecido, raio.


  • Camuflagem telepática — Pode mascarar sua presença (ou de seus aliados) de ser detectada por outros telepatas e/ou rastreadores, como bestas, por exemplo. Também pode alterar sua aparência, para que, aqueles ao seu redor, a vejam de acordo com sua vontade.

  • Escudo psíquico — Um escudo que bloqueia ataques mágicos para a sua proteção ou de aliados próximos.

  • Controle da mente — É a capacidade de controlar a mente de outros, podendo assumir controle total do corpo do alvo como se fosse o seu próprio, ou apenas alterar a personalidade, apagar ou introduzir memórias.

  • Ilusões telepáticas — Habilidade de criar ilusões telepáticas realistas e fazer com que as pessoas experimentem eventos que não estão realmente ocorrendo.

  • Parafusos psiônicos — Pode projetar parafusos psiônicos, que não têm efeitos físicos, mas que afetam a mente do alvo, podendo causar uma horrível dor, inconsciência ou morte cerebral, dependendo da potência.

  • Transferência de mente — A Rainha Vermelha pode transferir sua mente e seus poderes para outro corpo em seu raio de visão, tomando-o para si permanentemente.

  • Detecção mental — Capacidade de sentir e localizar outros meta-humanos e mutantes a um pequeno raio à sua volta.

  • Projeção astral — Projetando sua forma astral para fora de seu corpo, a Rainha Vermelha pode viajar entre os planos atrais e físicos. No plano físico, ela pode viajar a grandes distâncias, e ao chegar em seu destino, puxar seu corpo até sua forma astral, como uma espécie de teleporte, podendo também trazer alguém consigo. No plano astral, ela pode criar mentalmente objetos psiônicos e manipular os aspectos do ambiente.


iv. Sifonação psiônica — A habilidade de sifonar as energias psíquicas de outros mutantes psiônicos, usando a energia roubada para aumentar seus próprios poderes, ou canalizar tal energia para outra pessoa, como um aliado.

v. Vampirismo psíquico — É citado que Madelyne aprendeu ou roubou alguns poderes de Selene, sendo um deles, a habilidade de drenar energia de outros mutantes, para manter-se sempre jovem.

Conte o histórico


''Olá, Steven. Meu nome é Calliope, e eu sou a sua mãe. Talvez, quando ler esta carta, você não associe o termo ''mãe'' a mim, pois o que eu terei feito será imperdoável para qualquer filho, mas saiba que, se eu pudesse, nunca teria feito isso. Crianças escrevem carta ao Coelho da Páscoa, ao Papai Noel, e isso, de certa forma, é terapêutico. Eu não tenho patologias mentais, se é isto que está pensando, porque a essa idade já deve ser muito inteligente, mas no momento, eu preciso muito conversar com você. Peço desculpas se minha caligrafia estiver um pouco ruim, ou se na hora que ler, ver alguns borrões de tinta, ainda não aprendi a controlar minhas lágrimas. Na sua história, eu sou a vilã. Que tipo de mãe faz isso? Que tipo de mãe abandona o próprio filho com desconhecidos?

Hoje é dia três de março de 1995. Daqui alguns dias, você irá nascer. E eu serei a mãe mais feliz do mundo ao dar a luz a uma pessoa tão especial  quanto você, meu querido. Digo que você é especial, porque eu também sou, e o seu pai também é. Eu sou o que as pessoas que conhecem chamam de telepata, tenho a facilidade de invadir a mente humana e moldá-la de acordo com a minha vontade. Mas ainda não sou muito experiente com essas coisas, seu pai tem me ajudado muito com isso. Eu queria ser aquela que te daria uma vida normal, uma vida que você é merecedor. Mas infelizmente não poderei fazer isso, nunca. Mas sei que há pessoas que podem. Por isso, ao tê-lo em meus braços, irei entregá-lo a outra família, uma família que cuidará de você, como eu não posso cuidar. Meu maior medo é de machucá-lo. Não tenho controle dos meus poderes, eu... fiz coisas terríveis com pessoas boas que não mereciam, e você não merece passar por isso. O único presente que posso lhe dar são memórias, minhas memórias, que transformarei em palavras nessa longa e maravilhosa carta. Não pare de ler em nenhum momento, e se for preciso, leia de novo e de novo, porque cada palavra tem muito sentimento envolvido, meu e do seu pai, que o amamos tanto ao ponto de colocar sua segurança acima de nossa felicidade.

Então vamos pelo começo, o dia que conheci seu pai. Na universidade, eu não era o tipo de pessoa popular, que tinha vários amigos. Eu tinha alguns amigos, mas eram tão apagados quanto eu. Por causa do meu dom, certos momentos, os pensamentos de todos invadiam minha cabeça, e por isso, meus pais me levavam toda semana ao psiquiatra, pois para eles, eu era defeituosa, havia algo de errado comigo, e o único conserto eram os remédios. Eles faziam as vozes parar, oh, eu lembro do silêncio. Mas sabe o que é pior que a gritaria? O silêncio. Várias vezes ao dia eu tinha alucinações, ataques de pânico, ter uma vida normal era supostamente impossível para mim segundo o psiquiatra, e estar na universidade era contra a vontade dele, mas com uma boa lábia e um pouco de dinheiro, meus pais conseguiram convencê-lo a me medicar tanto para que  eu pudesse ser, ao menos, um pouco normal. Sabe, eu não os culpo, eles só queriam ter uma filha normal, é a vontade de qualquer pai e qualquer mãe, mas aqueles remédios, aquelas drogas, retardaram meus poderes e, de certa forma, minha humanidade. Um saco vazio que se movimentava. Certo dia, quando eu estava indo ao banheiro na universidade, vi um homem todo de preto dentro de uma sala escura, e aos poucos, parecia que eu estava me aproximando dele, cada vez mais e mais, até que quando cheguei perto o suficiente para enxergar o seu rosto, desperto. A realidade é que eu havia caído no meio do caminho, tive uma convulsão. Ao abrir os olhos, vejo um outro homem, ajoelhado, segurando minha cabeça para que ela não ficasse no chão. Ele estava gritando, bem alto na verdade, pedindo ajuda. Meus olhos então se fecharam novamente, e tudo ficou escuro. Desperto, não sabia ao certo a onde estava, que horas, que dia, quem estava a minha volta, só conseguia enxergar aquele que me segurou. O tempo passou, e com isso, nos apaixonamos. Cada dia mais ele se aproximava de mim de tal forma, que, para qualquer mulher, é inexplicável. Ele me entendia, ele sabia o que eu passava. Lembro até hoje que ainda tinha dúvidas se ele existia ou se era uma ilusão criada por causa dos remédios. Conforme mais o tempo passava, mais eu melhorava, curiosamente. Ainda tomava os remédios, mas com menos frequência e quantidade, até o dia que as vozes se aquietaram mesmo sem sequer colocar uma pírola na boca. Ele sabia que eu tinha alguns problemas, ele sabia desde o começo que eu era perturbada de certa forma, e nunca me deixou. Quando as vozes pararam, um convite foi feito, romântico, jantar inteiramente preparado por ele. E foi nesse dia que ele me pediu em casamento. Óbvio que eu aceitei. Naquele momento, eu era uma versão de mim que nunca imaginei que existiria. Claro que eu tinha dúvidas, do tipo: cadê as vozes? Por que pararam? Ele que me ajudou com isso? E as vozes, que eu digo, não são vozes desconhecidas, são pensamentos de outras pessoas. Mas eu estava feliz, entende? Para que cutucar algo ruim quando se está feliz? Nos casamos, e no exato momento em que disse sim, senti uma presença diferente, mas conhecida. Não sei bem como explicar com palavras, mas eu sentia você dentro de mim. Minha gravidez foi ótima, no começo. Eu então descobri que, as vozes só pararam, porque eu tinha bloqueado elas. Os remédios ajudaram, meu cérebro era uma geleia se apagando, e ao ficar grávida, tudo se ligou novamente. Os hormônios só pioraram as coisas. As vozes tinham voltado, e dessa vez, estavam mais fortes, mais altas. Eu achei, assim, eu quase desisti da vida. Mas, novamente, seu pai me ajudou muito durante as primeiras semanas. A única coisa que me trazia ao mundo real era o pensamento de que um dia eu o seguraria em meu colo, sentiria seu calor, sua respiração, e isso me confortava, me dava forças para aguentar tudo aquilo. Porém, eu sabia que não poderia ser sua mãe. Sabia que não poderia ser sua mãe nessa vida. Meu papel era, e é, trazê-lo ao mundo.

Steven, eu espero que você leia isso, de verdade, e tenho fé que um dia iremos nos reencontrar novamente.


Com amor e profundos sentimentos, Calliope.''

05/03/ 1995 - Steven nasceu, parto normal, completamente saudável, aparentemente.
06/03/1995 - Calliope recebeu alta, e após a primeira amamentação, Steven foi levado por um casal de britânicos, que agora eram seus novos pais. Um único pedido foi feito ao casal pela mãe, que eles entregassem tal carta para Steven quando este fizesse 15 anos. O casal concordou, mas o que Calliope não sabia e não sabe até hoje, é que Steven nunca chegou perto da carta. Steven nunca leu uma palavra que sua mãe o escreveu.
05/08/2000 - Calliope finalmente concluiu a separação, o casal já não dava mais certo por diversos motivos, sendo o principal foco o alcolismo de seu ex-marido.
2017 - Seus poderes já não eram mais um fardo, e sim, aliados. Uma vida boa, feliz e saudável — mas com muitas perdas.

— Steven! — suspirou.  

Outras Coisas


i. Fonte (poderes)



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