Park, Kimi

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Park, Kimi

Mensagem por Kimi Park em Qui Jun 29, 2017 2:51 am

Original




Escreva os dados


i. A NOMENCLATURA: KiMi Park "Kim";
ii. COMO É CONHECIDO: Original;
iii. TIPAGEM SANGUÍNEA: Meta-Humano;
iv. QUANTAS ESTAÇÕES VIVEU: 18 anos;
v. PRIMEIRO RESPIRO: 16/05;
vi. DESCENDENTE DE QUE POVO: Coreana;
vii. COMPORTAMENTO: Benevolência Neutra;
viii. COMUNIDADE: Herói;
ix. CARGO PROFISSIONAL: Estagiaria da Braddock’s Enterprise (Computadores e Tecnologia).

Informe os atributos


i. PONTOS DE ATRIBUTO: 40 PA;
ii. ESPECIALIZAÇÃO: Ágil;
iii. ATRIBUTOS:



FORÇA: 08INTELIGÊNCIA: 06
RESISTÊNCIA: 06AGILIDADE: 08
VIGOR: 06CARISMA: 06



Diga as perícias


i. PERÍCIAS: A princípio, só terá UM PONTO DE PERÍCIA para distribuir, logo, obviamente, ela, a única, estará no nível calouro.

i. Tecnologia, nível calouro;
ii.;


Cite os poderes


i. SUPER-PODERES:

i. Como Meta-Humana, Kim possuí DOIS PODERES, descritos abaixo;


ii.Desenvolvimento Genético. Desenvolvimento genético é a capacidade de exercer uma agilidade e flexibilidade fora do comum, tendo também a bonificação de atributos, assim como o fator de cura, dentre outras habilidades que o tornarão um sobrevivente nato.


ADQUIRE: FATOR DE CURA, SUPER-AGILIDADE, SENTIDOS AGUÇADOS, VELOCIDADE SOBRE-HUMANA.;


iii. Super-Força. Super-Força é a capacidade de exercer força física acima do normal. Entre os efeitos estão a habilidade de poder levantar grandes pesos ou esmiuçar materiais resistentes mediante o exercício de sua força física.


ADQUIRE: SUPER-RESISTÊNCIA, SUPER-PULO.;



Conte o histórico


Olá, aqui é Kimi Park, mas pode me chamar de Kim, prazer em conhece-lo. Hoje, como me foi aconselhado, vim contar sobre a minha história. Na última consulta com a psicóloga designada pelo estado foi me aconselhado a escrever um diário dizendo como foi o meu dia e o que eu fiz. Primeiro achei meio divertida, mas depois que comprei ele na venda do Sr. Cheng fiquei pensando o quando isso parecia infantil, quando parei para pensar uma terceira vez percebi que mesmo que eu quisesse escrever o que me desse na telha, não poderia mostrar pra ninguém, porque ferraria todo o meu disfarce. Que complicado. Aff.


Você deve estar se perguntando “o porquê” em ter um disfarce, os mais espertos e atentos devem estar mais curiosos o motivo de eu ter uma psicóloga designada pelo estado. Bom como toda boa história, ela tem um começo, vamos dele então.


Como você deve ter percebido pelo meu nome e sobrenome eu não sigo nenhum dos modelos americanos de garota, de longos cabelos loiros e olhos azuis ou cabelos cacheados castanhos assim como os seus olhos e pele morena. Tenho cara daquela maldita asiática nerd que vai tirar a sua vaga no vestibular e ficar no primeiro lugar da sua turma, mas anote bem aí, “tenho cara”. Tudo bem, como meu pai sempre me deu acesso à tecnologia desde novinha, eu sempre tive facilidade as tecnologias atuais. Na verdade por algum tempo era bam bam bam de computadores no colégio e capitão do nosso time de LOL. Ok, eu me rendo sou uma nerd, de óculos e tudo, mas prefiro ficar nos computadores, eles sempre me entenderam melhor do que as pessoas.


Havia apenas uma pessoa que me entendia como ninguém, Josh. Ele assim, assim como eu, era membro do time de LOL do nosso bairro, bom ele não era aqui de Manhattan, ele vinha para cá, porque adorava alugar filmes de artes marciais em Chinatown. Não, eu não moro em Chinatown, até porque sou filha de pai coreano e minha mãe, bem nunca conhecia ela – mas isso não vem ao caso -, e nos encontrávamos quase todo dia na loja do meu pai para praticarmos táticas, após fazermos os nossos deveres.


Todos nos chamavam de casal no colégio porque andávamos sempre juntos, fomos até ao baile do colégio juntos, mas não me entendam mal, nós até ficamos uma ou duas vezes naquela noite – maldito ponche batizado, levei um mês pra fazer ele entender e desencarnar -, mas ele não era o meu Crush.


Mas o que quero dizer contando tanto sobre ele, era ressaltar que ele sempre foi um pessoa muito importante na minha vida, mesmo não sendo o meu primeiro amor – talvez apenas o último – mas, voltando ao assunto, graças à ele eu também conheci a minha ídolo, a White Panther. A super heroína mais maneira de toda Nova Iorque. Ela tinha esse apelido porque era forte e ágil como uma pantera e tinha os cabelos platinados, praticamente brancos, e lidava com a bandidagem do nosso bairro. Eu a conheci a primeira vez, quando ela recuperou alguns televisores que uns trombadinhas da nossa rua roubaram da loja do meu pai e ela até me deixou tirar uma selfie come ela, eu só esqueci que estava usando o “freio de jegue” – se alguma vez você já usou aparelho sabe o quão horrível ele é e do que estou falando - quando postei a foto na internet.


Desde então nós, eu e Josh, tínhamos desenvolvido um software que recolhia todas as informações, notícias e fotos que eram postados na net sobre ela. Pode ser que eu fosse meio Stalker? Talvez, mas posso dizer uma coisa? Ela foi o meu primeiro Crush. Ela conseguia fazer tudo aquilo e ainda tem um cabelo liso, um corpo tão sexy que fazia todos os garotos e homens caírem de paixão por ela.


Mas, voltando ao como Josh me ajudou a me tornar a Companier dela. Um dia o nosso software rastreou que ela estava pelas redondezas da nossa rua, pela foto que um turista tirou, sem querer, dela saltando de um prédio para outro. Pegamos os nossos celulares e saímos como dois loucos ela, enquanto buscávamos ela, ouvimos sons de tiros de um dos becos ao redor da minha casa e logo sem seguida um furgão, com a porta ainda aberta e homens mascarados dentro dela que pareciam estar comemorando algo. Entramos no beco e lá estava ela, a White Panther, deitada no chão com várias marcas de tiro espalhados pela sua barriga, pernas e braços.


De começo quase entramos em choque, nunca achávamos que heróis podiam morrer, foi com essa ideia que me aproximei e – usando os conhecimentos básicos das aulas de primeiros socorros – analisei os seus sinais vitais e notei, que apesar de baixos, ela ainda estava viva. O que uma pessoa em sã consciência faria? Levá-la-ia para um hospital. O que eu fiz? Levei-a para o meu quarto.


Entrei pelo loja e enquanto levava uma bronca do meu pai por andar na rua com um tiroteio, Josh a levou para cima pelas escadas de incêndio. Quando subimos, a deitamos sobre a minha cama, peguei a “farmacinha” que tínhamos na sala e comecei a fazer os primeiros socorros, para a nossa surpresa, o próprio corpo dela já tinha expelido algumas das balas, outras estavam cicatrizando, então eu apenas limpei o sangue de suas roupas e cobri os ferimentos com curativos. Depois deixei ela lá, com sua máscara, mas com um dos meus pijamas, ficaram meio apertados nela, mas entraram – ainda me pergunto quando “eles” vão crescer, e se vão – e logo após acompanhei Josh até o ponto de ônibus.


Quando retornei para o meu quarto, após o jantar, pretendia trocar os curativos dela e ver como ela estava. Mas, quando abri a porta não havia ninguém ali, fui checar pela janela se ela tinha saído por lá, quando fui surpreendida pela som da porta fechando e a frase que me arrepiou todos os meus pelinhos “Seu pai nunca te ensinou que não deve trazer estranhos para casa?” Fiquei gelada, não tive nenhuma reação, a não ser virar bem devagar e lá estava ela de pé, como se ser alvejada por tiros não tivesse feito nela, o mais esquisito é que seu cabelos estava preto, preto como a noite.


“Parece que tenho uma Stalker? O que devo fazer?” Dizia ela enquanto apontava para o meu computador, eu tinha esquecido o maldito software abeto. Ela se aproximava de mim, com uma de suas adagas em mãos, apontada em minha direção. “O que você pode querer comigo?” A única coisa que passava pela minha cabeça era que tinha me ferrado e que era o meu fim, ela ia me matar. Mas ela se aproximou mais e mais e no fim, cortou a sanduiche que tinha trazido para ela no meio e pegou um dos pedaços, dando uma piscada e um sinal de aprovação após experimenta-lo.


Passamos o resto da noite conversando, sobre tudo o que tinha acontecido, como eu havia me tornado uma fã dela, como tinha desenvolvido o software da rastreamento e como a encontramos na tarde anterior. Eu não me segurei de ansiedade e a enchi de perguntas, se ela era um alien? Como ela tinha adquirido seus poderes? E se tinha namorado. Ela disse que namorados apenas atrapalhavam nos “negócios” e riu quando perguntou sobre ela ser alien, ela disse que apenas tinha reproduzido uma velha fórmula em seu laboratório e dali que vieram os seus poderes. Eu, empolgada e burra, perguntei se algum dia eu poderia tomar ela também. Pude ver sua expressão mudar da agua para o vinho, recebi um enorme sermão dela, sobre não se meter nos crimes e que já heróis e vilões demais nesse mundo, para que eu esquecesse essa ideia. Logo em seguida ela saltou pela janela do meu quarto e não a vi mais por alguns meses.


Numa noite qualquer, quando entrei no quarto, encontrei ela sentada sobre a minha cama, tive que fazer muita força para não dar um berro de excitação, mas ela fez sinal que eu ficasse silencio e consegui me aguentar. Foi quando ela em contou que tinha voltado e que precisava de ajuda com um trabalho que estava fazendo, ela estava desconfiada que havia uma empresa que estava tentando desenvolver a mesma formula que ela tinha produzido.


Foi quando ela me contou que a sua ideia de usar o soro era usá-lo para a cura de paraplégicos, para que retornassem a andar e se movimentar novamente, reconstituindo os seus corpos de todos os traumas – físicos e neurológicos – com a sua formula. E que ela tinha sido a paciente zero, após ter ficado paraplégica, no mesmo acidente que vitimou a sua filha e marido. E que ao tomar a formula, ela funcionou mais do que esperado, lhe dando super habilidades, ela também explicou que os seus cabelos ficavam apenas platinados quando as suas habilidades chegavam a um certo nível de atividade e como isso a ajudava a manter a descrição.


Completou dizendo que certa vez ela deu a formula para o filho de um velho amigo que estava muito doente, para que ele se curasse da sua doença, mesmo sabendo que seria arriscado, mas que o soro agiu de maneira inesperada no garoto. Ele ainda ganhou as mesmas super habilidades que ela, mas acabou desenvolvendo uma sede de vingança e raiva implacável, quase impossíveis de controlar. Sendo ele que queria reproduzir e comercializar o soro.


Mas, voltando ao pedido, ela queria que eu usasse o software de rastreamento que usamos para encontrá-la para que encontrasse os culpados pela comercio e me deu todas as informações para que eu aplicasse no programa e assim eu o fiz. O programa passou dois dias direto rodando sem nenhuma atualização, quando retornava da aula, recebi uma notificação no celular que ele tinha encontrado algo e Josh, que ainda achava que o programa estava ativado para encontrar a White Panther, já estava a caminho para tirar algumas fotos dela para mim. Tentei ligar para ele, mas só dava fora de sinal.


Corri até o local indicado, para ajudar um baita temporal que vinha sendo anunciado a dias no noticiário, decidiu chegar bem naquela tarde. Quando cheguei ao local, um antigo galpão abandonado, vi ao longe o Josh deitado... No chão... Debaixo da chuva... Quando me aproximei vi seu corpo cheio de cortes e perfurações... Ainda sonho com a imagem e acordo chorando sempre, obvio que não conto ao meu pai... Mas acho que ele já percebeu, mas não fala nada. Mesmo assim ele ainda respirava com dificuldades, apoiei sua cabeça em meu colo. Ele tentava me falar alguma coisa, mas eu apenas mandava ele calar a boca dele, para que ele poupasse forças.


Quando enfim ele conseguiu dizer algo “Atrás de você...” Foi quando senti algo gelado entrando pelas minhas costas e saindo pela minha barriga. Olhei para baixo, era uma lâmina cromada e linda, coberta com sangue, o meu sangue. Ouvi uma respiração perto do meu ouvido e me dizendo: “Avise para a White Panther não mandar crianças se meterem nos meus negócios.” Tinha sido uma armadilha, para mim, não para o Josh, mas nós dois tínhamos sido pegos. Na mesma velocidade em que a lamina entrou, ela saiu pelas minhas costas. Antes que eu caísse no chão, meus óculos escaparam do meu rosto e mesmo ele estando perto de mim, não pude ver o rosto dele. Na verdade estava com tanto medo de morrer e me focando para não desmaiar – porque sempre falam nos filmes que se você desmaiar, você morre – que nem prestei muita atenção no homem. Mas pude ver que ele e mais alguns homens se afastavam rindo de nós.


Não sei com que forças eu ainda consegui ligar para a ambulância e pedir socorro, bem na verdade eu não consegui dizer nada, apenas chorava de dor, mas ainda consegui balbuciar o endereço onde estávamos, antes de apagar. Os próximos dias foram meio confusos, para mim. Eu apenas via flashes dos poucos segundos que eu tinha de consciência. Mas foram dois os que mais me marcaram: quando sem querer, ouvi meu pai conversando com os médicos e eles lhe dizendo que já tinham feito tudo o que podiam por mim e que agora dependia apenas de mim; e a segunda foi quando a White Panther veio me visitar, tirando a máscara se apresentou e me deixou um presente, Teddy, o ursinho de pelúcia da sua filha. Na verdade o flash com ela foi o último que tive antes de acordar.


Como se eu apenas estivesse dormindo, numa manhã, eu acordei e vi meu pai, ainda com as roupas todas amarrotadas e com o rosto todo acabado me dormindo sentado na poltrona que ficava ao lado da minha cama. Quando ele me viu acordar, deu um salto em minha direção, e mesmo com todos os cuidados possíveis, me deu um longo, demorado e caloroso abraço para esconder as lagrimas que corriam pelo seu rosto.


Ainda fiquei mais aquele dia de observação no hospital, até porque os próprios médicos estavam surpresos com a minha melhora, e neste dia meu pai me contou tudo o que havia ocorrido, que havia se passado mais de um mês desde que eu fui internada no hospital. Principalmente pelo corte ter sido, pelas palavras dos próprios médicos, cirúrgico, para acertar vários órgãos vitais e causar uma grave infecção que por pouco não me matou. Ele também me contou a pior notícia que já recebi na minha vida, que Josh não tivera a mesma sorte do que eu, até porque ele teve bem mais ferimentos e estes bem mais graves do que os meus. Ele já morrera no mesmo dia que fomos atacados e enterrado dois dias depois. Perguntei se alguém investigava o caso, mas ele havia sido engavetado por falta de provas.


O ocorrido com Josh me derrubou, por mais que eu estivesse feliz por estar viva, por outro lado estava triste pela morte do meu melhor amigo. Fiz uma visita para a mãe dele, Sra. Evans, mas tudo o que recebi foi um tapa na cara e acusações por ser a culpada pela morte do seu filho. Não vou negar e nem discutir o que ela me disse, afinal fui eu que comecei com a história de perseguir a White Panther, ele apenas entrou na onda, até mesmo a sua morte fora banal, apenas para me impressionar, eu sabia dos seus sentimentos em minha relação e não os levei a sério e por causa disso, ele estava a sete palmos abaixo do chão agora, enquanto eu podia seguir a minha vida normalmente? Não me parecia justo.


Consegui terminar o colégio sem problemas, apesar de sequer perceber os dias passando ou falar com alguém de lá, eu apenas ia, fazia os trabalhos e prova corretamente e retornava para casa. Para ocupar um pouco a minha cabeça, passei a ajudar com mais frequência o meu pai na loja de eletrônicos. Foi num destes dias que estava cobrindo o meu pai, enquanto ele estava no banco, que a minha vida deu mais uma reviravolta.


Estava no balcão vendo televisão, o dia estava bem parado, estávamos com poucos clientes, quando dois homens, vestindo jaquetas de couro pretas com detalhes em vermelho entraram na loja, agi normalmente e apenas os atendi. Eles perguntaram se o Sr. Park estava e se ele já tinha se decidido se aceitaria a ajudaria da Ordem. Eu não entendi bem e perguntei o que era essa tal Ordem? Mas em resposta recebi apenas um xingamento de um dos caras, enquanto o outro derrubou de propósito um dos nossos televisores, que como era modelo de tubo, espatifou na hora. Avisei-o que teria que pagar por ele, mas fui surpreendida com uma espingarda apontada para mim.


Eles comentaram que a Ordem já estava dominando todo o bairro e que se o Sr. Park não se unisse à Ordem, ela passaria por cima dele e que, por exemplo, fariam meu corpo lembrar disso. Que merda, foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça, tinha acabado de sair do hospital e já iria morrer novamente, mas foi aí que as esquisitices começaram. Não sei como, percebi que por um milésimo de segundo, o homem que segurava a espingarda deixou de prestar atenção em mim, e a partir daí, meu corpo agiu por reflexo. Minhas mãos, que estavam erguidas sobre a cabeça, rapidamente agarraram o cano da arma e facilmente eu levei o cano da arma na direção do rosto do homem, quebrando o nariz dele com o impacto.


Quando este cambaleou para trás, o segundo puxou uma pistola semiautomática e disparou e por reflexo, fui para o lado e saltei o balcão na direção deste segundo. Ele tentou ajustar a mira na minha direção, mas agarrei os seus braços e apontei a pistola para o chão, enquanto o meu cotovelo esquerdo foi em direção do seu rosto e o acertou em cheio, fazendo ele largar a pistola na minha mão. Foi neste instante que senti o cano da espingarda nas minhas costas e ouvi alguns xingamentos, sendo “vadia” o mais amigável, outra vez pude sentir tudo ao meu redor e quando ouvi um estalo do dedo do primeiro homem começar a puxar o gatilho da espingarda, rapidamente agachei e desferi uma rasteira em suas pernas, fazendo ele atirar para cima e cair de costas no chão. Com um salto, sentei em cima de seu peito, e prendia seus braços com meus joelhos, desferi apenas mais um rápido soco em seu rosto e ele apagou.


Ouve som de passos nos cacos de vidro, do tudo do televisor, se aproximando de mim, e num salto já me pus de pé, enquanto o segundo homem acertava erroneamente o primeiro com o extintor de incêndio da loja. Ele fez mais uma investida com a sua arma improvisada em minha direção, outra vez agachei e deslizei para frente, me pondo entre o corpo do segundo homem e o extintor. Quando subi, dei uma cabeçada em seu nariz, que assim como o do primeiro home, quebrou. Com a dor, ele largou o extintor e pôs as mãos sob o seu rosto. Na raiva, ele tentou desferir mais um soco, mas completamente sem jeito e lento, apenas dei um passo para o lado e com um soco rápido, o apaguei também.


O detalhe, é que tudo isso pareceu ser lento para mim, mas para quem assistia, pareceu ocorrer em milésimos de segundo. Foi só quando os dois homens estavam apagados no chão da loja e conferi a pistola, que ainda estava em minha mãos, que tive noção de tudo o que tinha feito e pra piorar com a normalidade que tinha feito. Foi quando por reflexo vi o meu reflexo em um dos televisores e vi meu reflexo, o detalhe é que meus cabelos estavam brancos, tão brancos como os da White Panther.


Foi quando várias coisas começaram a fazer sentido na minha cabeça, como um quebra cabeças que ia se montando sozinho, a visita da White Panther, a minha cura milagrosa que surpreendera até os médicos, o fato de que de uma hora para outra eu, que só enxergava borrões sem óculos ou lentes, estava com a visão perfeita, o corte profundo e cirúrgico que sequer tinha deixado cicatriz – apesar do meu pai jurar que foi graças aos médicos – e um ferimento, da bala da pistola que passara de raspão, já começava a cicatrizar sozinho. Neste instante, eis que meu pai entra pela porta e me vê de pé, uma asiática de pouco mais de 1,60m magricela, que mal conseguia carregar uma televisão de tubo de 14 polegadas, entre os dois marmanjos apagados e ensanguentados.


Chamamos a polícia e demos a desculpa de assalto e que meu pai, que é faixa preta em Tae-kwon-do, tinha neutralizado os dois. Quando os oficiais foram embora tivemos uma conversa e ele me explicou que na mesma noite em que recebi a visita da White Panther ela ofereceu a ele o soro, o mesmo que ela havia desenvolvido para curar a paralisia em suas pernas, pois com sorte, ele faria efeito e eu me salvaria. Os dois imaginavam que se eles não me contassem, e com um pouco de sorte, apenas as habilidades curativas do soro fariam efeito e eu nunca desenvolveria as habilidades sobre humanas que ela possuía, o que para o azar deles não foi o caso.


Indaguei com raiva porque o mesmo tratamento não fora oferecido para o Josh, mas meu pai apenas respondeu que quando nos encontraram no velho galpão, ele já estava sem vida, por isso o soro não funcionaria nele e mesmo eu, recebi o soro após 3 semanas de internação e ele levou cerca de uma semana para me curar por completo, devido ao meu estado terminal.


Em seguida, perguntei sobre a tal Ordem que os homens seguiam e ele me explicou que no mesmo tempo que fiquei internado, uma gangue surgiu no bairro se auto intitulando a Ordem da Caveira Branca, o que me lembrou das caveira costuradas nos bolsos das jaquetas dos dois homens. Esta tal Ordem foi passando em todos os comércios do bairro, cobrando impostos por proteção contra a violência, mas por coincidência, todos que negavam tinham suas lojas roubadas, destruídas ou incendiadas logo em seguida e seus seguros nunca cobriam os estragos. Como ele passava quase todo o dia no hospital comigo, ele ainda não tinha respondido ao líder da Ordem, um homem de cabelo ruivo como fogo chamado Zack, mas após o ocorrido esta tarde, ele temia por nós e já começava a planejar nossa saída dali.


Tive mais um flash de memória, do dia do nosso atentado, meu e do Josh, lembro de homem que me acertou ter o cabelo vermelho como fogo, achava que era alucinação por causa do trauma, quando tinha pesadelos com ele. Mas para meu desespero, eu conhecia esse nome, era o mesmo nome que a White Panther pedira que eu pesquisasse em nosso software de rastreio, Zack, Zack Phillips. Eu tinha um nome e uma descrição física, naquele momento era tudo o que eu precisava para uma vingança.


Passei os dias seguintes me aprimorando. Comecei a sair escondida do meu pai, nas horas vagas, para treinar as minhas novas habilidades. Criei um pequeno circuito de exercícios, saltar de um telhado em outro nos prédios da vizinhança, socar alguns tijolos de um velho terreno baldio. Durante a noite, usava os meus conhecimentos tecnológicos e as ferramentas da eletrônica ao meu favor, ajustei um velho fone de ouvido para não apenas funcionar como antena de rádio normal, como pegar o sinal do rádio da polícia. E peguei um velho visor de óculos noturno e confeccionei uma versão mais prática e menor para mim. Também tentei criar alguns trajes – encomendei um maiô esportivo e fazer uns desenhos nele, mas usar maiô no inverno de Nova Iorque não é lá a melhor ideia, mesmo para uma super. Por fim, religuei o software, que estava desligado desde o dia do acidente graças ao meu pai, para rastrear a Ordem.


Não demorou muito para que vazasse uma notícia sobre um suposto ataque da Ordem, a outra loja que decidira não pagar os impostos para eles. Vesti meu traje – uma calça e jaqueta preta de abrigo – meus fones e meus óculos de visão noturna e fui tentar a sorte. Para a minha surpresa, tudo bem, após três maçantes horas de campana, de uma van preta surgiram quatro homens trajando as mesmas jaquetas pretas e vermelhas, mas desta vez cobrindo seus rostos com máscaras de caveiras brancas. Obviamente que desci e me diverti um pouco com eles.


Por mais que eles parecessem homens acostumados com o trabalho, eles pareciam sempre estarem em câmera lenta, ou seus movimentos eram muito pesados, ou simplesmente previsíveis. Parecia mesmo que eu estava pegando o jeito da coisa, quando três já estavam nocauteados e restava apenas um deles com quem poderia obter mais informações, eis que ouço ao longe um grito pedindo ajuda. Fiquei estaqueada na dúvida, ajudar? Arrancar informações sobre Zack Phillips? Por fim, minha cabeça agiu por impulso, deixei os homens no chão e fui ajudar. Quando cheguei a rua ao lado, era uma mãe, agarrada e tentando proteger a filha, de um panaca mascarado com uma máscara de hóquei, mandando ela passar a grana. Provoquei ele dizendo que por mais que estivesse frio, ainda não podíamos jogar hóquei na rua. Ele me encarou e avaliando o meu porte físico, apenas agiu com displicência e pediu que aguardasse que ele me assaltaria em seguida, enquanto a mulher me implorava para fugir com os olhos. Dei mais uma provocada, dizendo que nenhum homem deveria fazer uma mulher esperar.


Bom, o resto vocês devem imaginar, marmanjo ataca de maneira desengonçada, erra, mocinha da uma surra nele, o desarma e o nocauteia. Quando terminei, a mãe a filha se aproximaram de mim e perguntaram se eu era a famosa White Panther que todos falavam, foi só aí que me dei conta que estava de preto e meu cabelo estava branco. Rindo disse que não, que era a sua estagiaria, a White Cat.


Após chamar a polícia e ter certeza que os oficiais tinham recolhido o nosso querido assaltante sonhador, retornei onde tinha deixado os caveirinhas sonhadores e sem nenhuma surpresa não encontrei nada, nem 4 homens, nem van preta, mas pelo menos a padaria da Sra. Silveira ainda estava inteira, sã e salva.


Os dias começaram a passar e pra minha surpresa, fui chamada para um cargo de estágio da Braddock’s Enterprises, sendo que eu nunca tinha mandado um currículo para lá, presentinho do meu velho pai que pretendia me afastar da loja da vizinhança. Enquanto numa noite, quando retornei de uma das minhas rondas noturnas, encontrei um traje especial, com um tecido que apesar de térmico era bem maleável – pro meu desespero, justo – e funcional. Ele também era da mesma cor do traje da White Panther, mas com um rosto de um gato na lapela, acompanhado de uma par de luva e botas, combinando com o traje.


Junto ao traje uma carta da White Panther:


“Minha querida Kimi!

Fico feliz que tenha encontrado um proposito para a sua vida, mas ao mesmo tempo triste que não pude lhe oferecer um destino melhor do que o meu. Está cuidando bem do Sr. Teddy? Ele era a pelúcia preferida da minha filha, hoje ela teria a mesma idade que você se ainda estivesse viva. Peço apenas que não trate a vingança contra Zack como algo sanguinário e que termine com mais mortes, peço que o entregue para a polícia e deixe que eles resolvam, tudo conforme as leis. Este traje é um pequeno agrado de um velho amigo que me devia um favor, espero que tenha gostado.

Beijos e se cuide minha gatinha!”


Outras Coisas


i. Kimi por ter ascendência Coreana bem próxima, seu pai ser natural do país, ela fala fluentemente tanto o Inglês quanto o Coreano.
ii. Quando Kimi usa as suas habilidades de maneira demasiadamente forte, mais de uma ao mesmo tempo, ou uma com muita força, seu cabelo troca de cor, de preta para um loiro platinado, quase branco. Ela não possuí controle sobre esta mudança, a não ser usar com menos frequência as suas habilidades super.
iii. Mesmo não precisando mais, ela continua usando óculos, mas com lentes falsas, um pouco para ajudar no disfarce e um pouco por costume, por ter usado eles a vida toda.

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