You Are a Devil Boy

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You Are a Devil Boy

Mensagem por Mikhail Björn-Østberg em Sab Jan 06, 2018 2:08 am

You Are a Devil Boy
A roleplay é iniciada pelo post de Tom M. Phlöros Dekker, seguindo por Mikhail Björn-Østberg e Heidi Björn-Østberg. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 02 de janeiro de 2018, Rockefeller Center. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: You Are a Devil Boy

Mensagem por Tom M. Phlöros Dekker em Sab Jan 06, 2018 2:52 am

SHIT
Light-years away from you A distant orbit cast away, Your gravity, it pulls me near And it keeps me closer to your side. Hide from the light I'll navigate through the dark I feel in you



Tom estava com o rosto enfiado nas próprias pernas. As mãos constavam em seu calcanhar conforme lá fora a sensação térmica era frígida e não muito boa; mas para o Phlöros não havia nada melhor.

Uma voz soou deixando explícito que já haviam parado na estação. Para ir, ele tardou um momento: apertou as pálpebras sobre os olhos, e respirou. Usou das mãos e dos braços para descer e só então saiu. Tom se sobrepujou à colisão cálida e úmida do ar em seu rosto. Lá, os olhos herméticos se arrastavam pelos rostos que haviam e, sobretudo, não tinha mais homem do que mulher; eram todos de uma mesma unicidade — mesma cara, mesma merda.

MORS, "Filhos da puta".
ËMMETT, "Temos mais o que fazer".

Tom pôs-se a andar; houveram muitos alheios próximos a si, desagradando-o, mas nada que o fizesse parar.

ÖRPHÉLIA, "Você está fraco, Tom".

— Eu sei. — ele diz.

Seu estômago roncou. Ele arranha a garganta: mas que merda... Assume. E mesmo com esse desconforto, e a noção de que mal possuía um tostão consigo, enfiou uma das mãos na calça e vasculhou por qualquer mísero resquício de um. Nada. Eu não como desde quando?, queria saber. Havia deixado seus pertences todos para trás, e voltar para lá seria um desgaste desnecessário. Logo seus pulmões encheram-se de ar, e expurgaram todo ele, tornando a suprimir seu torço com a dor posterior.

— Porra. — vocifera.

ÖRPHÉLIA, "Deve ter algo bem próximo de onde você está".

Com presteza inigualável, Tom vadiou por todos arredores de uma calçada afora até se deparar com uma exposição cobiçada de sushi. Isso mesmo, o seu preferido — que coincidência. Ele treme de ansiedade, e a epinefrina transpassou por todo o seu corpo com um imediatismo ávido. Satisfação, afinal. Não custou em suprir ambos os braços com uma leva e se arrastar para fora. Supôs que sair de lá não seria assim tão fácil (nunca é), então, nada que o bom Funebrius não fosse resolver. Fazer-se invisível à consciência dos que estavam lá presentes permitiu-lhe passar sem ser notado, mas o que vinha logo após foi desprevenido: bem próximo do asfaltamento, já novamente visível, uma sensação desconfortável acometeu suas têmporas.

— Quem são?

HELGE, "Björn-Østberg...".
ÖRPHÉLIA, "Eles parecem querer algo com você".
ËMMETT, "Närcisus".
NÄRCISUS, "Não acho que eu vá ser necessário, mas gostaria"

— Era só o que me faltava.




Wherever you are I dissolve into nothing; So far no signs of life Wherever we are We'll find home Though we know we've lost the way Through the void we've gone astray But you are not alone We'll find home




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Re: You Are a Devil Boy

Mensagem por Mikhail Björn-Østberg em Sab Jan 06, 2018 2:11 pm


Kneel

Havia chegado à esta cidade estranha faziam pouco mais de dois dias e já desgostava dela. As pessoas eram tão fúteis! Indo para festas alternativas, experimentando culturas diversas tentando de alguma forma se encaixar, comprando aos montes em lojas e fazendo danças aleatórias pelas ruas. Não sei explicar direito o motivo, mas parecia que algo primordial me faltava, todas as vezes que passava as mãos em meus cabelos, sentia falta de meus chifres, sentia falta de minha capa e mesmo tendo-os, sabia que não podia sair por aí usando-os. Qualquer indício em público de que eu não era humano e em breve o governo viria até mim. Heidi e eu estávamos estreitando os nossos laços, os anos separados nos deixaram meio leigos, mas, com um pouco de esforço fomos nos aproximando novamente. Era complicado, mas no fim ainda nutríamos um forte apego emocional que superava nossa indiferença quanto aos humanos e, agora que sabíamos que éramos superiores, tudo ficava melhor.

Juntos, Heidi e eu podíamos expandir nosso horizonte, conquistar, dominar, persuadir e vencer todos os outros que se julgavam por aí como “heróis” e salvadores de inocentes. Como sempre, ainda havia muito desperdício de poderes por aí, mas com minha irmã e eu não seria assim. Iríamos prosperar em meio a todo esse caos, porque nós seremos o caos. Naquela manhã, decidi convidá-la para irmos a um lugar qualquer comer sushi. Apesar da hesitação inicial – diferente de mim, Heidi tinha negócios e era uma mulher muito ocupada –, ela topou ir com minha segunda insistência. E então fomos, comigo dirigindo o carro negro e luxuoso da garagem da loira. Aos poucos, fomos chegando a uma espécie de amplo mercado/restaurante de sushi – uma das comidas que ela mais gostava. Eu odiava, mas como amava fazer os gostos da loira, decidi leva-la ali mesmo. Desci, abrindo a porta para ela – ou tentando, já que ela foi logo abrindo e descendo, grossa – e então fomos para a feira, sentando numa mesa negra e redonda e então fazendo o nosso pedido.

— Sei que gosta de sushi, então pensei que isso poderia deixa-la menos tensa. — Sorri para a loira, olhando meio desgostoso para a comida chinesa – ou seria japonesa? – e então experimentando um pedaço de peixe cru, logo largando-o ali mesmo e pedindo qualquer coisa que não tivesse animal cru. — Não sei como consegue gostar disso. — Reclamei, tomando longos goles de refrigerante para retirar o gosto horrível da boca, e foi então que eu percebi um menino roubando. Ele parecia faminto, talvez até meio doente pela sua palidez, mas tinha algo de diferente, e, estreitando meu olhar no jovem franzino, engoli em seco ao sentir algo. Talvez fosse meus poderes telepáticos ou uma intuição interior, mas ele tinha algo de diferente.

Levantei-me de meu assunto, indo na direção do rapaz que logo se tornara invisível para fugir. Procurei-o mentalmente, mas sem encontra-lo, por fim avistando-o do outro lado da feira, no asfalto. Heidi me fitava meio que sem entender, e com um apontar de queixo na direção do garoto, indiquei a ela aonde ia, indo na frente para falar com o rapaz. Talvez fosse algo errático a minha ação de ir confrontar uma criança, mas se ele possuía poderes assim como minha irmã e eu, seria interessante conversar com ele. Concentrei-me fixamente na figura diminuta do jovenzinho. ”Não se preocupe, quero apenas conversar, posso lhe dar dinheiro e até mesmo um teto, desde que coopere!”, falei para o jovem em sua mente. Minha mão assumiu um forte brilho verde-escuro e então criei uma parede enorme à frente do rapaz, tudo para que pudesse encurralá-lo para poder conversar com ele.


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Re: You Are a Devil Boy

Mensagem por Heidi Björn-Østberg em Dom Jan 07, 2018 2:56 pm



BABY, I'M HERE TOO

Tinha sido um longo dia, o anterior. Como se não bastasse eu ter tido que trabalhar em pleno feriado, meu irmão tinha decidido ir me visitar. Ele era meu irmão, e, possivelmente, um aliado poderoso, por isso precisava fingir estar feliz com sua presença, mas tudo o que ele me fazia sentir era uma leve sensação de familiaridade. Eu o conhecia desde que nasceu, assim como ele me viu em meus piores momentos, isso, com certeza, gera certo afeto. Porém, eu não o amava. Não poderia. E, sinceramente, não sabia se o queria ali, ele poderia me trazer problemas. Infelizmente, sabia que não poderia me livrar dele.

Depois de muita insistência, desmarquei algumas reuniões para sair pra almoçar com ele. Eu não sabia o que Mik estava tramando, mas tinha quase certeza de que ele não queria apenas me agradar. Se ele queria me levar pra comer, que assim fosse, de comer eu gostava. Porém, quando paramos em uma feira de sushi, eu quis espancá-lo e depois colocá-lo nu, pendurado de cabeça pra baixo em exposição, como uma peça de arte.

Eu sabia que meu irmão odiava sushi, mas o que ele sabia sobre mim? Meu pai tinha um "amigo" que era dono de uma das rede de restaurantes de comida japonesa - ou será chinesa? Sempre confundo - mais famosas de Oslo, e, por isso, meu pai sempre nos fazia jantar lá para fazer cena. Sushi era o prato favorito de nossa mãe, mas eu e Mik odiávamos. A diferença é que eu fingia, mas Mik não. Não me lembrava de termos conversado alguma vez na vida sobre nossos gostos, mas será que ele realmente acreditava que eu amava sushi?

— Mik, eu... — Mas ele não me deixou terminar.

Sem saber o que fazer naquela situação, eu simplesmente enfiei um Temaki na boca. Era mais ou menos como chupar uma garota depois de ter jogado molho nela, mas sem toda aquela coisa do prazer. Como se para me livrar de meu sofrimento, Mik se levantou - sem motivos aparentes, devo ressaltar - e saiu, como se procurasse alguém. Eu fiquei olhando suas ações com cara de bolacha e meio sushi mal mastigado na boca. Meu irmão me lançou um olhar e apontou para quem quer que fosse com o queixo. Perdida estava, mas levantei o polegar pra ele como se tivesse entendido tudo, e cuspi o resto de sushi em uma guardanapo.

— É, Mik. Eu odeio sushi. — Resmunguei, mais pra mim mesma, pois tinha consciência de que ele não podia me ouvir.
   

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Re: You Are a Devil Boy

Mensagem por Tom M. Phlöros Dekker em Seg Jan 08, 2018 9:16 pm

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Re: You Are a Devil Boy

Mensagem por Mikhail Björn-Østberg em Ter Jan 09, 2018 8:28 pm


Kneel

Ainda estava preso por minha onda de impulsividade quando fui atrás do garoto com poderes, de forma que não pensei bem como me aproximar do mesmo ou como confrontá-lo sem assustá-lo ou pior, mata-lo. Geralmente a saída mais fácil era simplesmente conversar, mas como eu nunca havia falado com uma criança – e eu as odiava –, tudo se tornava um pouco mais complicado. Afinal, quantos anos tinha esse garoto, sete, dez? Não sabia, mas mesmo assim decidi ir até o mesmo e, suspirando, ouço sua ameaça rebatendo a minha. Certo, então o garoto sabia brincar. Sorrio de canto e me aproximo à medida que sinto algo de estranho, como um impedimento ou algum tipo de barreira, mas não necessariamente uma, era mais como uma aglomeração de pensamentos simultâneos se embaraçando de forma caótica, como se os pensamentos do rapaz fossem rápidos demais para serem acompanhados. Por acaso ele teria inteligência sobre-humana?

E então, em uma demonstração de seus poderes, ele deixa sua comida flutuar e então se senta em uma caixa que lhe servira de assento, perguntando-me o que eu queria e sendo bastante ríspido e direto. Bom, pelo menos ele tinha essa qualidade. Cruzei os braços, desfazendo a parede mágica ao olhá-la e então observando o rapaz.

— Você me parece ser um garoto inteligente que faz o que é preciso para sobreviver. Diga-me; tem família? Posso ajudá-lo com os seres que habitam em você, reaver o controle de seus poderes, ajuda-lo a crescer exponencialmente como nunca fizera antes. Casa, carro, comida, o que quiser terá. Em troca, apenas quero acompanhar pessoalmente seu desenvolvimento. — O garoto parecia ser bem poderoso e eu tinha um faro muito bom para pessoas poderosas, de forma que eu iria fazê-lo crescer como uma erva daninha e expelir seu veneno neste mundo. Como eu estava me sentindo bem-humorado, deixaria ele decidir e, caso recebesse um “não”, o deixaria ir, afinal, matar crianças não era nada divertido.

— O que mais possui além de telepatia e telecinese? — Perguntei-o, soerguendo levemente o queixo, sorrindo para o jovem tentando ganhar a sua confiança. Virei-me para Heidi, cuja expressão de descontentamento era visível.

— Heidi, venha cá. — Chamei-a, observando o jovem.



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Re: You Are a Devil Boy

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