I Found You

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I Found You

Mensagem por Tom M. Phlöros Dekker em Sab Jan 06, 2018 2:25 pm

I Found You
A roleplay é iniciada pelo post de Noir Dekker, seguindo por Tom M. Phlöros Dekker. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 01 de janeiro de 2018, MANHATTAN PARK. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: I Found You

Mensagem por Noir Dekker em Sab Jan 06, 2018 3:06 pm

my blood and yours
Conforme o tempo em que exercia um trabalho, independente do que ele obriguava ao trabalhador a realizar, tornava-se uma simples tarefa. Com o preencher das décadas e, enfim, os séculos, a plena ciência a respeito das aptidões sobrenaturais, que portava, foi absorvida pelo culto sistema neural. Um traço peculiar no olfato, o sentido responsável por captar odores de qualquer tipo, fazia-o "antecipar" um acontecimento. Isto é, enquanto estivesse processando, poderia intervir. Claro, por conta da personalidade daquele que o possuiu, a extensão do olfato entendia-se como uma maneira de guiá-lo a um cenário criminoso; o propósito que o conduzia à vida era exatamente com base nisto, punir aqueles que um dia ousaram em romper as leis dos homens.

Tinha um determinado período em que um cheiro perturbava-o. De fato, o primeiro e possivelmente o único, ao longo da história, em que não reconhecia o dono. Na realidade, como um rastro disperso na atmosfera, seguia-o até o local em que havia uma perda. Porém, aparentemente, sempre sumia após. Questionava-se como e por quê os poderes abandonaram-no. Sem nexo ou contexto, afinal, tratando-se de outros, funcionava com extrema perfeição. Então, por quê? Era um tipo de brincadeira de mal gosto. O encarregado de tal gozação merecia a pior das mortes possíveis, já que estava a remover o resto da sanidade de Dekker.

Novamente, o demônio ativou-se à medida que permitiu, mentalmente, adentrar na transformação. A carbonização era uma visível consequência, sua carne substituiu-se por um manto de chamas nítidas e o que restava da composição física era a base - o esqueleto -. — Chega para mim. — A distorção no timbre rouco dominou os ares, ao mesmo tempo em que deslocava-se de um ponto a outro. O outro, assim, correspondia ao ambiente em que deveria ir. O veículo de duas rodas adaptou-se à forma, assumindo uma aparência semelhante: possuída pela raiva do elemento fogo, uma linha do mesmo deixava-se pelo caminho que percorria.

Não deu um pingo de importância na ação de estacionar o transporte, praticamente saltou dele para fora. A presença de Noir era um perigo ao Manhattan Park, porque o que envolvia poderia dizimar o resquício de verde na área. Sem pensar duas vezes, as pernas trabalhavam avidamente na corrida. No final, um menor a cerca de um metro de distância. — Uma criança. — Apesar de não ter expressões no modo em que encontrava-se, estava descrente a ponto de ostentar as sobrancelhas arqueadas e os beiços, entreabertos.

O cheiro exalava dele. É ele. Tanto Noir quanto Zarathos confirmaram.

Sem absoluta reação do que fazer, assumiu o físico humano bem diante aos olhos do garoto.



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Re: I Found You

Mensagem por Tom M. Phlöros Dekker em Sab Jan 13, 2018 5:58 am

I SEE
Light-years away from you A distant orbit cast away, Your gravity, it pulls me near And it keeps me closer to your side. Hide from the light I'll navigate through the dark I feel in you



Com madeixas esvoaçadas e fios sob os olhos, Tom M. Phlöros Dekker encontrava-se parado em frente a muitos civis, e iam de lá para cá numa frenesia que ele não entendia muito bem o porquê. Em suas mãos, uma flor perdia cada uma das pétalas lentamente, conforme ele permanecia ali, sem nada para fazer. Estava entediado, para ser exato. Franzindo o nariz, ele ergueu o rosto para ver melhor, e fazer com que mechas saíssem da sua frente.

MORS, "Um chefe de cartel, drogas ilícitas e contrabandos, e mesmo assim ele fica enfastiado".
ÖRPHÉLIA, "Aborrecido. Ele ainda só tem 11...".
HELGE, "11?".
NÄRCISUS, "Puta que pariu. E o que é que tem?".

Um respiro longo. Tom gostaria de poder se emputecer com nada sem que eles fizerem quaisquer ponderação sobre isso. Ele deixa os restos destroçados da flor que possuía consigo cair e então, põe-se a andejar pelas gramíneas e arredores. Seus oculares vagavam pelo horizonte com ânsia de algo que pudesse, enfim, o entreter. Ele umedece os lábios e então, vê um homem com sua prole; todos muito eufóricos com os abraços e beijos do mesmo. O moreno, então, está defronte de uma situação sobre o qual ele não sabia muito. Porque estão assim? Refuta, e devido a isso, incendeia a pele de um deles só para ver o que ia acontecer.

MORS, "Não há de que".

— Obrigado, Mors.

A decorrência fora de demasiada preocupação; o homem pôs as mãos na cabeça, sem ter noção do que fazer ao ver a pele de um de seus primevaris arder e ferir. Desesperado, ele até se esforçou para apagar com água, e de fato teve êxito. Mas Tom, mesmo assim, sentiu que valeu a pena.

O coração do menor excedera-se ao ver as labaredas içarem sob a epiderme alheia — mais ainda, então, com o dispersão que viera ao porvir. Ele não sabia bem o porquê, já que a situação já havia sido sanada, mas era extasiante. Afastando os lábios, esboçara uma feição satisfeita com toda aflição que causara por tão pouco. Ficou ali, admirado, e mal pôde perceber que a evazão de quase todos os que estavam próximos não era só por ele, mas por alguém que estava, de fato, atrás do menor. Ao dar-se por si, virou-se: não sabia quem era, mas sabia quem iria sofrer a penitência de todo o acontecimento, afinal, era ele que estava em chamas.

— Quem é você? — diz a ele.




Wherever you are I dissolve into nothing; So far no signs of life Wherever we are We'll find home Though we know we've lost the way Through the void we've gone astray But you are not alone We'll find home





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Re: I Found You

Mensagem por Noir Dekker em Sex Jan 19, 2018 7:51 pm

my blood and yours
Bastou um instante para o caos implantar-se no interior do mais velho. O confronto de ideias propagava os sonidos de consecutivas explosões, das quais somente o próprio podia escutar. Afinal, aquilo que prendia-se dentro da psique, esta compartilhada com o anjo de chamas, ambos conheciam. A legislação do contrato era impecável; apesar dos pesares, o peso do propósito e intuito era o que sobressaia-se. Nada, nem ninguém e isto inclui Noir Dekker, poderia sequer cogitar em negar as condições. Se ousasse fazer, as consequências eram irremediáveis.

Realizar a transmutação novamente, portanto, tornou a forma da realidade humana, foi o início da afronta.

Visualizando o de cabelos tão rebeldes, a aura em torno era nítida. De início, o que captou visualmente assemelhava-se a negritude, sinônimo do quão pecador era. No entanto, ao ouvir o som de sua voz, pareceu assumir uma tonalidade diferente. Do puro e mais belo ébano, a inconstância caracterizou-se: com aquele símbolo da cultura asiática que demonstra a harmonia – o yin-yang -, a aparência astral do menor era tanto alva quanto enegrecida. O fator visto auxiliou em absolutamente nada. Em todos os anos de escravidão a seu mestre, jamais deparou-se com uma alma daquelas.

O dom de detecção permitia-o compreender melhor, ou até perfeitamente, o comportamento dos alheios. O desconhecido, no entanto, exibiu-se como o primeiro ser evidentemente irreconhecível ao receptáculo da encarnação da vingança. Imaginando-se um cenário jurídico, Dekker agia como o juiz, Zarathos era o promotor e a criança, o acusado. Identificar se era inocente ou culpado nunca exigiu-o muita atividade mental, até o momento em questão. Milhões de hipóteses atormentaram-no, dentre a principal traduzia-se como “ser como ele”.

— Noir. — Para quem respondia a questão, o silêncio, estabelecido desde o segundo em que foi questionado até a denunciar, transformou-se em um objeto desconfortável. Pela primeira vez em vida, queria palavras. Respostas para fazê-lo entender as circunstâncias.

Haver dons telepáticos certamente ajudaria. Porém, não fazia parte do arsenal de aptidões. Tomou o rumo da visão a todos os cantos possíveis. Por sorte, não existiam figurantes. Agradeceu a qualquer entidade religiosa, já que alguém vê-lo mudar de fisionomia, bem, seria problemático.

— Me pareceu impressionado com meu truque de mágica, não é. — A conduta assumida era algo indiferente em relação ao que pensou fazer a princípio. Mesmo com o outro residente martelando-o com sermões e ameaçando possui-lo, deu de ombros e quis parecer sociável. — Mas, me diz, garoto. — Com um pouco receio por ambas as partes, aproximou-se o suficiente de reduzir a altura a mesma dele. — Por que está sozinho aqui? Cadê seus pais? — Piscava em intervalos idênticos. Os olhos, desta vez, focava nos do menino. Só eles contariam a verdade.



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Re: I Found You

Mensagem por Tom M. Phlöros Dekker em Sab Jan 20, 2018 4:16 pm

I SEE
Light-years away from you A distant orbit cast away, Your gravity, it pulls me near And it keeps me closer to your side. Hide from the light I'll navigate through the dark I feel in you



O acaso gosta de situações estarrecedoras. Tanto Tom quanto aquele homem, eles ficaram lá, emudecidos enquanto ambos os oculares se esfaqueavam. Eles estavam perfeitamente calados, e não eram eles próprios que se perfaziam a meros póstumos. O coração dos Dekker palpitavam com o mesmo ócio, mas não sabiam ainda.

Quando o homem proferiu sua primeira indagação flexionou os joelhos; seus olhos faziam uma risca de morte, no mesmo encalço que havia uma sensação de proximidade que ele próprio não sabia esclarecer. Tom, pela primeira vez, não sentiu quaisquer intervenção de quaisquer uma de suas caras. Nem Örphélia, nem Helge, Ëmmett, Närcisus... Ou Mors.

— Minha mãe já se foi... Eu não sei onde ela está. — diz, não por filha da putagem, mas porque ele não conseguia ter certeza, de fato, do que havia acontecido com ela: — Eu sabia. Sei, acho. —, diz.

— Cordélia R. Plhöros, sabe quem é?




Wherever you are I dissolve into nothing; So far no signs of life Wherever we are We'll find home Though we know we've lost the way Through the void we've gone astray But you are not alone We'll find home





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