What That Hell Are You?

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What That Hell Are You?

Mensagem por Nikolai Petrov em Sab Jan 06, 2018 5:13 pm

What That Hell Are You?
A roleplay é iniciada pelo post de Nikolai Petrov, seguindo por Sidney Zed Ak'uma. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 03 de janeiro de 2018, num Cais de NY. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: What That Hell Are You?

Mensagem por Nikolai Petrov em Sab Jan 06, 2018 8:53 pm

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Clothes Tag: Sidney Zed Ak'uma Music

Quando acordei, pude sentir o aroma suave das azaleias e rosas que cobriam meu corpo, crescendo junto às videiras que se enroscavam no dossel de madeira de minha cama. Sorri amplamente, esticando os pés e pulando quase que imediatamente, indo tomar leite e biscoitos no café da manhã. Abri meu laptop no balcão da cozinha, sentado em meu banco coberto por folhas de “Dieffenbachia picta” – conhecidas como comigo-ninguém-pode –, e logo comecei minha pesquisa de onde havia parado no dia anterior. Estava de olho em um dos armazéns mais afastados dos bairros de Nova Iorque, conhecido por estar trazendo árvores que foram ilegalmente cortadas na Amazônia e trazidas por navios para a cidade, além do ato horrível de despejarem todos os lixos de fabricação de drogas e madeira nos oceanos, matando toda a vida marinha da região. Bem, isso não iria durar por muito tempo. Dei umas dedilhadas e percebi que, de forma bem suspeita, os policiais e o governo parecia fechar os olhos para aquilo, então eu teria de tomar as rédeas da situação. Como sempre.

Decidido, pensei num horário em que provavelmente a gangue estaria no armazém e depois disso apenas relaxei. Eles tinham armas, mas não poderiam me derrubar, afinal o Verde estava comigo e meus filhos e filhas iriam fazer todo o trabalho por mim, nem que para isso eu derrubasse todo aquele armazém. E era exatamente isso que eu planejava; havia conseguido negociar com um bandido algumas granadas e iria explodir todo aquele local. Devidamente vestido – calça confortável de látex e jaqueta negra de couro –, fui até o cais onde iria pôr um fim de uma vez por todas naqueles miseráveis. Enquanto dirigia, bebia um pouco de vodca e ia pensando na grandiosa empresa que fora a responsável por minha morte e renascimento. Eles mereciam morrer por terem me atirado num tonel de veneno tóxico, mas ao mesmo tempo eles eram os responsáveis por eu agora ser protetor do Verde, certo? Bem, isso não era importante no momento, então estacionei meu carro a uns bons quilômetros do cais e fui andando pelos caixotes de navios e afins dali e me aproximei de meu alvo: o armazém.

Tratava-se de um enorme armazém de cor escura e faixada vermelha, do vidro – tive de subir numa caixa para dar uma espiada – pude ver que eles tinham movido as madeiras – provavelmente já tinham usado – e agora estavam empacotando algo que parecia ser pó. Sorri, criando em minhas mãos sementes de heras venenosas e oleandro, que logo floresceram pelo local e enroscando-se nos pés dos homens, antes que os mesmos pudessem pegar suas armas. Da janela da qual eu observava, atirei as granadas e então corri. E pouco tempo depois, tudo estava acabado, a explosão destruíra todo o armazém, dando um fim definitivo ao pequeno quartel de drogas que ousou mexer com o Verde. Enquanto observava satisfeito de braços cruzados, observei que da água saía uma menina de fios ruivos.

— Menina, de onde você saiu? Essa parte aqui é funda... — Perguntei, olhando ao meu redor para todo o cais. Ali era fundo demais, afinal até navios chegavam ali para descarregarem.

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Re: What That Hell Are You?

Mensagem por Sidney Zed Ak'uma em Ter Jan 09, 2018 2:58 am

what that hell are you?

Naquela noite, eu estava nas águas que banhavam Staten Island por dois motivos. O primeiro, era porque eu gostava de vagar entre a vida marinha; lá embaixo era tudo muito colorido, muito animado e bonito aos olhos. O segundo, era porque eu precisava estar na água, havia um limite de tempo que eu poderia ficar no ambiente terrestre e, após mais de um dia, eu já não estava me sentindo muito bem. A ideia era passar a noite inteira nas águas perto do cais, mas, porém, contudo e entretanto, o som de uma explosão, vinda da superfície, fez com que eu abandonasse meus planos e emergisse.

O que eu vi foram chamas. Eu estava muito perto de uma área que costumava abrigar um grande armazém, mas, agora, não existia mais o armazém, apenas o fogo que lambia tudo, e os destroços. Destroços que boiavam em volta do meu corpo, o que me deixou irritada, pois, esse tipo de sujeira sempre atrapalhava a vida marinha. Com pouca paciência, e uma grande vontade de ouvir explicações, varri o local, procurando pelo autor daquele feito. A figura masculina, não muito longa da beirada da ponte de madeira, chamou minha atenção e, automaticamente, nadei até a beirada do cais, subindo nela sem muitas dificuldades.

Foi você quem explodiu a construção? — Questionei, a pergunta feita pelo homem foi prontamente ignorada, porque eu precisava torcer os fios rubros que partiam de minha cabeça que pingavam. Um vento gelado soprava e, por um momento, me repreendi por ter saído de casa vestindo apenas com um short de malha e uma regata, mas controlei o impulso de me abraçar e encarei o estranho. Ele não parecia muito velho, e nem tinha cara de quem poderia ter cometido um ato de vandalismo daquele porte, mas, quem era eu para julgar alguma coisa?

Eu tinha um combinado com os homens do cais do Distrito de Richmond — e, possivelmente, com todos os outros cais de Nova Iorque —, era algo simples para eles e simples para mim. Eu fazia com que a pesca fosse sempre farta, e eles permaneciam em silêncio sobre a minha pessoa. Esse combinado nunca se estendeu à segurança do cais e, eu não me importava muito, para ser sincera, com o que acontecia fora dos meus domínios. Logo, não era da minha conta se algum tiozão vândalo resolvia botar fogo nas coisas em terra firme.

Mas... Havia algo na fumaça que vinha da construção. Algo diferente, quase mórbido. Era diferente do odor da maneira, do ferro e de outros elementos que se tem em uma construção. E, apesar de nunca ter sentindo o cheiro de um corpo carbonizado, eu tinha certeza que, o que eu estava sentindo naquele momento, era o cheiro da morte. Isso me assustou, num primeiro momento, depois, apenas me deixou curiosa. O que tinha levado aquele homem a cometer assassinato?  

Tinha pessoas ali dentro. — Tombando ligeiramente a cabeça para o lado, olhei para o homem. Não era uma pergunta, eu afirmava, pois, foram poucas as vezes que meus sentidos tinham me passado para trás. — Por que você as matou? Esses pescadores não fazem mal a ninguém... — Tudo bem, eu já tinha visto eles flertando rudemente com algumas mulheres, e falando alguns palavrões feios, mas não acho que isso era motivo para serem assinados. — Na maior parte do tempo, é claro.

Desviei os olhos para as minhas mãos; não percebi o momento em que eu as enlacei, na frente de meu corpo. Minha mão artificial brilhava sob a luz da lua, chamando minha atenção para ela. Eu deveria usá-la? O tio que estava na minha frente era um homicida e, honestamente, eu não me importava muito, porque aquelas pessoas não eram valorosas para mim, mas eu sabia que era errado. E, por causa dele, a água ao redor do cais estava um pouco suja. Era como se ele tivesse entrado na minha casa e sujado a sala de estar. Isso não era muito legal.

BY MITZI

_________________


cold water
and if you feel you're sinking, i will jump right over into cold, cold water for you, and although time may take us into different places, i will still be patient with you.

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Re: What That Hell Are You?

Mensagem por Nikolai Petrov em Qua Jan 10, 2018 5:40 pm

Green

Clothes Tag: Sidney Zed Ak'uma Music


Enquanto enxugava seus fios ruivos, pude notar que a garota era ainda mais jovem do que aparentava, possuindo um brilho em seu olhar que denotava sabedoria, apesar da pouca idade. Ela definitivamente era bem mais que apenas uma menina nadando pelas redondezas e que, coincidentemente, aparecera somente agora depois da explosão. Ela tinha um ar autoritário e uma postura corajosa, me perguntando quem havia explodido a construção. Apontei o dedo indicador para meu próprio peito, sem receios. Ela parecia confiante demais, quem sabe ela não tinha uma arma com ela? Pensei nela ser parente ou parceira daqueles homens, mas talvez não – ela parecia calma demais, apenas estava curiosa. Ao falar que haviam pessoas ali dentro, sorri.

— Eu sei, foi a intenção. — Falei à medida que meu braço direito começava a ficar esverdeado e pequenas raízes finas de hera venenosa o cobriam, surgindo flores rosas e minúsculas em meus pulsos prontas para expelir veneno. Algo de errado havia na menina. Ao me perguntar o motivo de eu tê-los matado, a inocente garota ainda teve a audácia de dizer que eles eram bons homens e que nunca fizeram mal a ninguém. Ri, uma risada de puro deboche, chiando com a língua em negação e maneando a cabeça em reprovação.

— Esses homens fabricam drogas na surdina, sujam e poluem o verde e os mares com suas drogas estragadas e móveis velhos, transportam ilegalmente pobres árvores da Amazônia e todos os dias alimentam milhares de viciados em drogas e eles são bons pescadores? Poupe-me, garota! — Sentia as flores desabrochando, seu núcleo pontudo mudando de cor querendo expelir veneno, mas as contive ao ver a mão da garota brilhar. Ótimo, uma meta-humana ou mutante! Será que ela era algum tipo de mula ou mensageira da gangue? Ela parecia conhece-los – e defende-los.

— Vai ser bem melhor para você se não se meter em meu caminho. Apenas fiz o que foi preciso para proteger o Verde. — Enquanto falava, sentia intuitivamente as raízes abaixo do solo se movendo, como se conhecessem e apreciassem minha voz, saudando seu pai como ele realmente deveria. Sim, meus queridos filhos, eu iria protege-los da maldade dos homens, ah, se eu iria! Eles eram porcos num lamaçal e como tais seriam abatidos caso ousassem a continuar manchando o verde, nem que para isso a humanidade venha a perecer sob o domínio de minhas plantas.

— Você tem poderes relacionados a água, estou certo? — Perguntei-a apontando com o indicador direito envolto por raízes para a mão brilhante.

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Re: What That Hell Are You?

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