Let Me Understand You

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Let Me Understand You

Mensagem por Tom M. Phlöros Dekker em Dom Jan 07, 2018 1:41 am

Let Me Understand You
A roleplay é iniciada pelo post de Sidney Zed Ak'uma, seguindo por Tom M. Phlöros Dekker. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 07 de janeiro de 2018, ESCOLA PÚBLICA. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: Let Me Understand You

Mensagem por Sidney Zed Ak'uma em Dom Jan 07, 2018 2:59 am

Let Me Understand You
Eu odiava a escola. Odiava ter que ir até ela. Odiava ter que escutar aqueles professores chatos. Odiava ter que fazer tarefa de cálculo. Odiava ter que fingir que era normal. Odiava meu irmão, por ele ter me convencido a voltar a vida emersa. Na verdade, eu não odiava meu irmão por isso, mas, por ele ser um grande filho da puta traidor, mas, não vejo nenhum problema em colocar mais um item na extensa lista de merdas que Riven fez. Mas, acima de tudo, eu me odiava por ainda compactuar com isso tudo.

Me odiava por não desistir de tudo isso e não ir para o fundo do mar, tipo, para sempre. Eu odiava porque eu sabia que tudo era medo. Porque desistir dessa vida era desistir das lembranças que eu tinha dos meus pais, da nossa casa, do meu irmão — quando ele ainda não era um grande filho da puta traidor — e, todas as memórias eram o que eu tinha de mais precioso, infelizmente. Todo o poder que os atlantes juraram que eu teria, nada disso poderia trazer meus pais de volta, ou meu irmão, e isso me deixava aborrecida.

E eu me sentia um peixinho fora da água, porque eu não ficava feliz em lugar nenhum.

E, bem, o lugar que eu não estava feliz naquele dia, era a escola, por isso, achei que seria uma boa ideia fugir dela durante o recreio. Era algo que eu fazia sempre, começou quando eu precisei muito, muito sair e ir para a água, porque essa é uma necessidade fisiológica muito importante para mim e, depois, virou meio que rotina. Eu usava uma falha do alambrado, numa área atrás dos prédios, onde ninguém nunca ia, apenas o tio da limpeza às vezes, mas tudo o que a gente precisava fazer para mantê-lo quieto era dar um maço de cigarro

E nos subúrbios de Nova Iorque não é tão difícil conseguir maços de cigarros, mesmo que você tenha menos de um e quarenta de altura e aparente ser uma criança de onze anos.

Eu achei que estaria sozinha, já que tinha visto o tio no refeitório. Eu gostava de estar sozinha. Mas, contudo, porém e entretanto, quando deixei os prédio escolares para trás, já próxima a falha da cerca, me dei conta que havia outra pessoa. Eu ouvia sua voz, ao menos. Ela parecia estar tendo uma conversa entusiasmada... Ainda que eu escutasse apenas ela. E eu sou curiosa, né? Fui de mansinho, seguindo o som do que parecia ser alguém da minha idade. E, bingo!

Tinha um garoto, sentado perto de um monte de lenha. Ele era meio grande, e eu nunca o tinha visto na escola, mas eu não consigo imaginar o que um menino que não fosse do fundamental estaria fazendo no fundamental. E isso nem era o mais estranho; ele estava conversando... Sozinho. Ou estava, já que parou assim que me viu. Eu fiquei encarando ele um tempinho, procurando por algum animal, ou inseto, ou qualquer outra coisa que pudesse ser com quem ele falava, mas não achei nada, sabe?

Por que você está falando sozinho? — Eu me aproximei um pouco mais. O cenho enrugado e a provável careta que eu fazia eram os sinais exteriores perfeitos para esboçar toda a minha falta de entendimento da cena. E eu odiava não entender o que estava acontecendo, também.
BY MITZI

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cold water
and if you feel you're sinking, i will jump right over into cold, cold water for you, and although time may take us into different places, i will still be patient with you.

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Re: Let Me Understand You

Mensagem por Tom M. Phlöros Dekker em Dom Jan 07, 2018 4:00 am

WHAT U WANT
Light-years away from you A distant orbit cast away, Your gravity, it pulls me near And it keeps me closer to your side. Hide from the light I'll navigate through the dark I feel in you



Estava cansado. Despertou abruptamente mais de uma vez, sempre com a mesma sensação desgostosa, todas a ver com Cordélia, sua mãe — quem ele já sequer sabia como era o rosto... Não mais. Seu coração estava oscilando com sua respiração, e o suor era inevitável. Merda.

MORS, "Achava que já havíamos superado isso.
Ela morreu. Nós matamos ela, e ela não faz falta".
NÄRCISUS, "Mors, com nós você quis se referir a você, não?".
MORS, "Vai se fazer de desentendido, Närcisus?".

— Eu não tenho nada a ver com a morte dela. — ele diz, grasna, e se arrasta para fora da superfície onde estava. Ele anda pela sala atrás de um copo de água do qual tinha certeza de que havia deixado por lá. Foi sem muito tardar — assim que o acha, bebe.

NÄRCISUS, "Você realmente vai fazer o que aquele tal de Noir Dekker quer que você faça?".
ÖRPHÉLIA, "É o mais sensato".
MORS, "É um opróbrio, isso sim".

— Vou. Ele é...

TODOS, "O cara que meteu na sua mãe, vazou e voltou".

— Isso.

Quando se fora ainda haviam gotículas d'agua que desciam dos fios de suas madeixas, escorriam de sua pele, e repousavam sobre os lábios. Seus punhos regados de hematomas ainda estavam lá, mas incumbidos sob as vestes; não fora com nada além, aliás. Tom não tinha noção de onde estava. Não sabia o que era exatamente, mas não haviam homens nem mulheres (exceto por uns que pareciam ser os tão aclamados "docentes" os quais Dekker havia mencionado).

No horizonte, várias cabeças ocas iam de lá para cá, se abraçavam, falavam, e falavam, e falavam. Era só o que sabiam fazer. Isso deixou Tom um tanto quanto desconfortável já que não era para isso que estavam ali, e sim para houvesse algo de profícuo em suas consciências absortas de... Nada. Sim, Tom tinha plena convicção de que não havia nada em sequer um deles. Nada.

Todo aquele cenário já fora o suficiente para que Tom decidisse poupar-se de tanta inépcia. Foi até um ponto recluso ainda nas dependências de lá, e por lá ficou. Quando estava assim, só, suas caras surgiam com mais veemência:

MORS, "Não sei porque ainda não fomos fazer algo de mais útil".
NÄRCISUS, "Devo concordar".

— Depende do que você considera útil.

Toda uma controvérsia e constatação viera após; Mors queria por que queria convencê-lo de que vadiar por aí seria muito mais proveitoso. Närcisus não tinha muito o que falar, Örphélia e Helge estavam refutando algo que Tom não sabia muito bem o que era, e Ëmmett só apreciava as chamas que Tom havia ateado próximo a ele. Num subto, ele notou que não era mais o único ali.

— Com quem você está falando? —, uma ruiva com um par de límpidos azul-esverdeados surgira do nada; foi o que ele achara que ela havia proferido, pelo menos. O moreno virou-se para ela antes de franzir o cenho.

— Não te entendi. — ele diz, fazendo-se de ébrio — Quem é você?




Wherever you are I dissolve into nothing; So far no signs of life Wherever we are We'll find home Though we know we've lost the way Through the void we've gone astray But you are not alone We'll find home




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Re: Let Me Understand You

Mensagem por Sidney Zed Ak'uma em Dom Jan 07, 2018 4:39 am

Let Me Understand You
Quando eu era menor e meus pais ainda estavam vivos, eu gostava muito de ver as criaturas marinhas que eles cuidavam. Sempre era algo novo, algo diferente. Algumas criaturas me assustavam, outras, me deixavam com fascinada, mas, definitivamente, todas aguçavam minha curiosidade de querer saber mais sobre. Era o que estava acontecendo naquele exato momento.

Eu estava inegavelmente curiosa para saber o motivo daquele garoto estar conversando sozinho, porque era da minha natureza ser curiosa, e porque conversar sozinho era estranho, até mesmo para pessoas que vivem debaixo da água. E, o fato dele se fazer de desentendido apenas me aguçou um pouco mais, pois. E, de “por que ele fala sozinho?”, minha mente começou a questionar “Por que ele não quer que eu saiba que ele fala sozinho?”

Você entendeu. — Resmunguei, sem muita educação. E me aproximei um pouco mais. Cheiro de queimado inundou minhas narinas, mas minha atenção estava totalmente voltada à figura masculina. — Você é louco? Se bem que, caso fosse, você ficaria bravo por eu perguntar sobre a pessoa com quem estava falando, já que ela realmente existiria... Na sua cabeça. Em vez disso, você está tentando me fazer acreditar que não estava falando com ninguém, por quê?

Eu não queria ter dito o que estava pensando, pois, o menino poderia se ofender, de alguma forma. Não que eu me preocupasse com os sentimentos de uma pessoa estranha, mas ele poderia tentar me agredir, e daí eu teria que agredir ele... E não seria muito justo. E eu estava trabalhando para me tornar alguém mais justa, sabe? Para eu ser uma boa rainha, quando chegasse a hora. Mas eu acho que não estava dando muito certo.

Quando eu parei de caminhar, estava bem próxima do menino. Se eu esticasse meus braços, poderia tocar os cachos negros que cobriam sua cabeça. Mas, em vez disso, resolvi me abaixar e sentar de frente para ele. — Quem eu sou? Ué, eu sou a Sid. Mas o mais importante, quem é você? — Com os olhos semicerrados, lancei o melhor olhar você-não-vai-me-tapear para o garoto. Eu era um pouco pequena, mas tinha uma grande determinação — para não dizer teimosia.
BY MITZI

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Re: Let Me Understand You

Mensagem por Tom M. Phlöros Dekker em Dom Jan 07, 2018 5:24 am

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Light-years away from you A distant orbit cast away, Your gravity, it pulls me near And it keeps me closer to your side. Hide from the light I'll navigate through the dark I feel in you



Em condições adversas a essa, Tom já estaria tirando uma com a cara dela. Ele é insensível, apático, e ia gostar e muito de vê-la osciosa, sem saber o que falar ou como reagir. Conforme ela se aproximava, então, o moreno preferiu permanecer perfeitamente como estava, sem esboçar um traço sequer.

NÄRCISUS, "Que porra é essa?".
ËMMETT, "Alguém sabe o que é que ela está fazendo?".
ÖRPHÉLIA, "Nada".

Claramente. Mas desde o aramado até estar de frente para o moreno, ela parecia não saber com quem é que ela estava defrontando. Tom arrastou seu par de soturnos e opacos por seu corpo: ela queria mostrar que era o que, para ser sucinto, nem ela sabia se era. A fala e a forma como ela estava muito perto queria exonerar qualquer resquício de que, contudo, ela não estava nada confortável com ele. Tom não havia afastado ambos os lábios para nada, mas ele põe seu rosto tão próximo a dela que era capaz, até, de sentir sua respiração fronte à dele.

— Não, não sou nada que você acha que sou, não alucino, não deliro, e também não quero que saiba o que você acha que sabe. —, ele diz, e se afasta: — Tom M. Phlöros Dekker. Pode me chamar como quiser, ou do que preferir.

ÖRPHÉLIA, "Ela não está fazendo nada, e mal sabe o que quer fazer".




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Re: Let Me Understand You

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