Meaner than my demons

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Meaner than my demons

Mensagem por Chiara Lucchese em Ter Jan 09, 2018 6:50 pm

A RP é iniciada pelo post de Harleen Müller Esswein, seguida de Chiara Lucchese, Serena Adamatti, Eilown Tanghle Aitany e Noir Dekker.Encontra-se fechada. Passando-se no dia 12 de janeiro de 2017, em um bar. O conteúdo é livre.

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Re: Meaner than my demons

Mensagem por Harleen Müller Esswein em Ter Jan 09, 2018 7:25 pm



entre o bem e o mal a linha é tênue, meu bem
ou me odeia descaradamente, ou disfarçadamente me tem amor


Sob as luzes e holofotes da cidade, uma mancha rosa se movia em alta velocidade, atravessando cruzamentos como quem não tem amor à vida, desencadeando uma verdadeira orquestra de buzinas e xingamentos. Cricket era quase um borrão de tinta aquarela, suas bordas misturando-se com a escuridão da noite, amorfa, o cabelo colorido chocando a vista dos que tivessem o desprazer de cruzar com uma motorista tão imprudente. Embora estivesse, fisicamente, com as mãos no guidão, pilotando a moto, sua mente vagava pelos nomes na lista de cobranças da noite. Ursula tinha sido especialmente babaca, mandando a jovem ir atrás não de três endividados - como estava acostumada -, mas de cinco. Velha miserável. Quatro desgraçados já tinham sido devidamente visitados, faltava apenas um.

Yuri Yamakufu. Imigrante ilegal, viciado em metanfetamina, pseudo-músico-de-bar.

Crick acelerou, desviando de um grupo de pedestres desavisados, e realizou uma curva fechada, no mínimo perigosa, entrando na rua que correspondia ao endereço que lhe fora indicado. O bar em questão - O Holandês Voador, uma espelunca de aparência antiga, estranhamente lotada e barulhenta, encontrava-se logo adiante. Com pouco cuidado, estacionou a moto um quarteirão antes do estabelecimento. Esswein tirou o capacete e jogou-o dentro de sua mochila de couro preta, com cuidado para não ser danificado pelo martelo ali guardado; checou se suas facas estavam em seus devidos lugares - uma em cada manga da jaqueta jeans, a terceira dentro do coturno esquerdo e a última embainhada no cinto; estava preparada.

Seguiu decidida até a entrada principal do bar, assobiando baixinho a melodia daquela música chata de "Chapeuzinho Vermelho".

Quem tem medo do lobo mal, lobo mal?

Aquela cidade, de fato, estava lotada de lobos assim. Seria ela um deles?

Abriu a porta com o ombro direito e observou a multidão de clientes e funcionários, procurando o inconfundível rosto de Yamakufu, marcado por uma tatuagem ridícula de estrelas perto do olho direito. Foi necessário algum esforço, mas enfim localizou-o, sentado no balcão de pedidos, as mãos abraçando uma enorme caneca de chopp. Cricket tirou o martelo da mochila e rodopiou-o graciosamente, testando seu peso. Como se movidas por mágica, as pessoas à sua volta abriram caminho para que passasse, olhos arregalados diante de tamanha falta de noção e vergonha na cara. Ah, e é claro, do martelo enorme. Um sorriso de escárnio abriu-se em seus lábios conforme de aproximava, a ansiedade por terminar outro trabalho bem feito causando seus efeitos. Quando estava a alguns palmos de distância de seu alvo soltou um suspiro alto.

PAM!

Bateu o martelo com força no balcão. O impacto quase derrubou uma dúzia de canecas, o barulho assustou a todos num raio de cinco metros. Apesar de magrela e, bem, fracote, com aquela arma em mãos a cobradora conseguia fazer um belo de um estrago. Pagara uma nota naquela espelunca, um de seus melhores investimentos.

Yuri engasgou com a bebida. Ao ver as temíveis e conhecidas madeixas cor-de-rosa, sabia o que o esperava.

- Yamakufu, já passamos da fase de cordialidades, não acha? - Disse Cricket, sentando-se no banco ao seu lado. Deu uma piscadinha para o barman, conhecido antigo, e fez um movimento com as mãos pedindo uma rodada do de sempre - um shot de vodka pura, dupla - Sejamos breves então. Ou você me dá logo a porra do dinheiro que me deve, que eu sei que você tem, ou eu quebro cada um dos seus dedinhos, para que você demore um tempão para voltar a tocar em espeluncas ridículas. Se bem me lembro, seu pé esquerdo ainda está se recuperando do nosso último encontro.- O barman entregou-lhe o pequenino copo de vidro, e Cricket virou-o de uma vez só - Caralho, Yuri, pensei que vocês japoneses ou whatever deveriam ser inteligentes.



grisha from @epifania

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Re: Meaner than my demons

Mensagem por Chiara Lucchese em Qua Jan 10, 2018 1:00 am

Meaner than my demons

-Você tem até amanhã para me dar a resposta. O juiz disse prestes a se levantar, como se aguardar um dia fosse fazer qualquer alteração na resposta de Chiara. Ela limitou-se a revirar os olhos de forma sutil e sinalizar para que ele permanecesse por mais alguns instantes. A dona dos longos cabelos cor de brasa se levantou da cadeira, apoiou as duas mãos sobre a mesa de madeira, inclinando-se para frente, aproximando o rosto do juiz e olhando-o de forma desafiadora. -Por quê esperar até amanhã se posso responder agora? A essa altura você já deve estar ciente de que neguei sua proposta, além do mais, queira você ou não, as coisas correrão como planejei no tribunal. Sussurrou com ambos semblante e tom de voz desafiadores. A princípio ao se levantar e sair da sala, ele a fitou duvidando de sua ameaça. Chiara não podia culpá-lo por não ter a mais vaga noção das capacidades dela.

Tal discussão orbitou acerca de uma proposta que o juiz fizera de conversar com alguns de seus conhecidos e reduzir a pena de alguns aliados no governo da família mafiosa Lucchese. Decerto ela seria capaz de manipular a mente do promotor e fazer com que eles se quer fossem para a cadeia. De qualquer forma, por mais que lidasse com discussões desse teor com frequência estratosférica, ainda assim classificava algumas como entediantes. Decidiu ir à um bar, já fazia algum tempo desde que não fora a um. Deixou o prédio comercial da indústria, foi até seu carro e saiu à procura de um bar próximo dali. Enquanto dirigia, ocorreu-lhe que não precisava gastar todos aqueles minutos dentro do automóvel, quando podia simplesmente aparecer no bar em um piscar de olhos. Tal cogitação foi descartada, talvez o fato de seus poderes serem de conhecimento de muitos indivíduos pudesse prejudicar os negócios nas indústrias, e bares costumavam ser ambientes lotados à essa hora da noite.

Assim que adentrou o local, em meio aos ruídos de vozes que se misturavam, ouviu algo batendo com força sobre o balcão. As conversas cessaram, um silêncio sepulcral tomou conta do lugar, exceto pelo som de copos de vidro colidindo com o chão e se estilhaçando. A dona do martelo que se chocara com o balcão parecia ser uns dois ou três anos mais jovem que Chiara. Aquela, pela conversa nada amigável que tinha como o homem de traços orientais, parecia estar cobrando uma dívida. -Se não se importar, eu adoraria te ajudar a quebrar cada um dos dedos dele, ou no que quer que seja que você fará com ele caso não pague sua dívida. Sugeriu se aproximando da jovem de cabelos cor rosa pastel, com os lábios cuja cor era carmesim por causa do batom, repuxando levemente em um sorriso . Estava um tanto quanto surpresa, não esperava que encontraria algo realmente interessante para se fazer naquela noite, bem, além de ingerir uma grande quantidade de líquidos com teor etílico, como havia planejado.

Suspeitava que além do grande martelo, ela também havia trazido consigo outras armas. Já havia lidado com cobradores antes, em verdade, já contratara diversos para procurarem aqueles que deviam a ela. Por sorte, não necessitaria de armas caso decidisse auxiliá-la a conseguir o dinheiro do homem.

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Re: Meaner than my demons

Mensagem por Serena Adamatti em Qui Jan 11, 2018 12:48 am


Permaneceu de pé em frente ao bar, mãos nos bolsos da jaqueta grossa que usava na intenção de esconder a peculiaridade contida no lado esquerdo do corpo curvilíneo, os olhos curiosos observando o vai e vem das pessoas enquanto contemplava se a decisão de ir àquele estabelecimento era de fato tão boa quanto havia pensado inicialmente.

Apesar da pouca idade, a italiana não era uma visão estranha naquele ambiente; os frequentadores assíduos do Holandês Voador certamente já a tinham visto por ali uma ou duas vezes, ainda que a esmagadora maioria talvez estivesse embriagada demais para se lembrar. Merda, talvez ela mesma estivesse embriagada demais para se lembrar de qualquer rosto além de seu próprio nas noites em que ali estivera.

Não pretendia deixar o conforto do apartamento em uma noite como aquela, mas a necessidade de colocar álcool em seu sistema fez-se demasiado provocativa para ignorar, subjugando sua vontade primária de dormir até o alvorecer do dia seguinte. Desde que chegara da Itália e se instalara em New York, Serena havia tomado um certo gosto por bebidas alcoólicas — elas a ajudavam a esquecer os horrores de seu passado, além, é claro, do sabor que a agradava e da sensação de leveza que apenas aquela substância era capaz de trazer à tona. Não era alcoólatra, no entanto. Em seu passado no "submundo" italiano havia tido o desprazer de conhecer viciados o suficiente para nutrir uma eterna repulsa por qualquer tipo de vício.

Os passos firmes a levaram para dentro do estabelecimento, por fim. Sentiu alguns olhares de curiosidade se voltarem para si, talvez por aparentar menos do que seus vinte e um aninhos, talvez por ser uma dentre poucos seres de gênero feminino em meio àquele mar de beberrões barulhentos. Não se importou, qualquer que fosse a razão. Os olhos estavam fixos no caminho a sua frente, atenta ao simples objetivo de alcançar o balcão e pedir uma bebida. Quando alcançou seu destino, sentou-se em um dos banquinhos dispostos ao longo do balcão, bem ao lado de um sujeito de feições orientais que não lhe era estranho, embora não recordasse de onde conhecia a face. Certamente de nenhum lugar decente. Gesticulou para o barman, um sorriso astuto pintado nos lábios rosados.

Envolveu os dedos no copo de uísque que pedira, ouvindo o tilintar familiar do gelo dentro do vidro. A mão esquerda permaneceu segura no bolso da jaqueta, enquanto coube à direita a tarefa de levar a bebida à boca. Tomou um gole generoso, fornecendo algum alívio à garganta seca.

Mas, como dizem, tudo que é bom dura pouco, e assim foi com a sensação de tranquilidade que Serena experimentava ali. A calmaria deu lugar a tempestade na forma de um furacão cor-de-rosa adentrando o bar, uma garota de talvez a mesma idade de Serena, de posse de um...martelo? Sim, um martelo absurdamente grande. Como ela empunhava aquilo ia além da compreensão de Adamatti.

Agradeceu, mais uma vez, pelos dons que detinha, pois a estes devia a capacidade de prever o que estava para acontecer. No exato momento em que a garota ergueu sua arma inusitada, prestes a atingir o balcão bem há uns míseros metros de distância de onde ela se sentava, Serena ergueu o copo, enquanto muitos dos desavisados perderam suas bebidas para o impacto, repousando-o de volta no lugar prévio quando o perigo se fora.

Em meio ao longo silêncio que o estrondo fizera recair sobre o ambiente, a voz da dona dos cabelos coloridos se fez ouvir na forma de uma dezena de ameaças e palavrões direcionados ao pobre asiático sentado ao lado de Serena. Identificou-o mediante às ameaças alheias como "Yuri Yamakufu". Ela observou-o com o canto dos olhos, sua expressão de incredulidade lembrando-a dos muitos traidores e devedores dos quais seu pai a mandava cuidar e, de todas as coisas, divertiu-se.

Uma segunda garota, ruiva desta vez, surgiu para oferecer auxílio a primeira, prometendo quebrar cada dedo do azarado Yuri caso necessário. A oferta, feita de tal maneira, trouxe um sorriso aos lábios de Serena que, irritada com a incapacidade de se pronunciar do homem, adicionou:

— Talvez devessem cortar também a língua dele — virou o rosto somente o suficiente para fazer contato visual com o devedor, que desviou o olhar logo de imediato. — Ele parece incapaz de usá-la, de qualquer maneira.
WRAP ME UP IN CHANEL INSIDE MY COFFIN
might go to hell and there ain't no stopping, might be a sinner and i might be a saint

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Re: Meaner than my demons

Mensagem por Eilown Tanghle Aitany em Qui Jan 11, 2018 2:15 am


Sexta-feira, pleno janeiro, o desânimo ocupava a alma de todos na cidade, em especial naquele bar tão abandonado por Deus e destruído pela natureza. O Holandês Voador era mal frequentado, mas Eilown tinha tão pouco dinheiro ganho de maneira honesta que preferia agir como se seu baixo salário só a permitisse ir em lugares como aquele, o que de fato era verdade, mas ela encontrava suas maneiras para beber um bom Moët & Chandon e aliviar o estresse da vida em Nova Iorque. Como pobre tem que comer e beber o que dá no momento, a jovem experimentava o líquido amarelado estranho com cheiro duvidoso no copo a sua frente sem fazer muitas expressões, um estranho do outro lado da mesa a encarava com olhos brilhantes.

Uma hora ou outra, ela olhava de volta para o homem, apenas a fim de certificar-se que os pensamentos que ouvia eram dele a respeito dela, e estocar ainda mais nojo. Olhando em volta, tinham algumas mesas redondas em lugares pouco estratégicos do bar, em um espaço para 30 delas, conseguiram largar 50 e as cadeiras em volta, dificultando ainda mais o acesso aos extremos do salão. Pelo mesmo motivo, andar em linha reta por mais de 2 metros era um desafio, assim como aguentar aquele cheiro de álcool impregnado em todos os móveis, já que a todo momento alguém derramava a bebida. As horas passavam devagar naquele ambiente esquecido nos anos 90; Eilown se encontrava em um canto com a luminária fraca em cima há mais de 2 horas, estava no quarto copo da coisa amarela, e conseguia uma boa visão da entrada e da mesa do bar.

E na terceira vez em que uma perna desconhecida encostou na de Eilown, ela levantou o rosto com seu típico ar de cansaço, os olhos azuis quase perfurando o rosto do homem visivelmente anos mais velho. – Minha falta de interesse em retribuir seus toques não é o suficiente para que entenda? – Por trás dela, o bar de repente pareceu mais barulhento, mas não parecia importante, era apenas normal. Entretanto, o homem desviou o olhar para a entrada. – Quanta confiança pra continuar insistindo, qual o segredo? Por acaso você tem… – um silêncio pairou no ambiente inteiro, e uma voz sobressaiu –...uma rola de ouro?

Como que percebendo naquele momento que algo a mais estava acontecendo, Eilown levantou a cabeça para olhar em volta. O mister Talvez-Dourado-Mais-Embaixo olhou assustado de volta depois da última frase, e ela sem mesmo ler sua mente, compreendia o que ele estava pensando e se limitou em fazer um gesto fraco com a mão para encerrar a conversa. Na mesa de bar, algo bem mais interessante estava acontecendo, antes era apenas uma, depois duas, e agora três mulheres estavam ameaçando um asiático qualquer que parecia estar devendo. A moça entendia muito bem a sensação de “não dá mais, vou ter que vender algum órgão” pela a qual o homem deveria estar passando, e ao contrário das companheiras de gênero, não deu dicas de como torturar, só engoliu mais um gole da bebida e deslizou da cadeira para caminhar até mais próximo do bar com o propósito de escutar a conversa mais de perto.

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Re: Meaner than my demons

Mensagem por Noir Dekker em Sex Jan 12, 2018 11:21 pm

The house was awake
Independentemente da maneira exibia-se, a visível característica nele era a atração. Os olhos, incandescentes na nítida coloração de um límpido céu, portavam a função de ponte; um portal à alma do indivíduo. A alma que mantinha o espírito de Dekker no estado de existente, adormecida no interior de seu corpo e imperceptível aos sentidos humanos, ela trabalhava com a perfeita projeção do submundo. A travessia para a mirada do mesmo só era acessado nos momentos em que a humanidade fazia-o falta na aparência.

A exata visão.

Os olhos daquele eram de ébano. Uma pedra tão preciosa e rica de detalhes, diferente do caráter do dono. Sequer correu-lhe pensamentos a respeito do quão perigoso era enfrentá-lo. Para quê? Um mal necessário, sim. Tão errado um sujeito de consciência pura como ele - Noir - viver da gula, do desejo obsessivo em compensar mortes. Nutria o sentimento da vingança e vivia por ele. Para que não caísse na rotina, buscou por métodos mais eficazes do que um simples cruzamento de olhares. A dança da corrente, no ar, foi uma solução impecável. O aço movia-se precisamente, banhado por chamas e fervido a uma temperatura preocupante, reduzindo as vítimas em meros resquícios de um pó escuro.  

Trabalho feito. Cinco deve ser o suficiente para você. Certamente que sim, jamais foi especificado no contrato quantos deveria punir por dia para não se incomodar. Não houve um pingo de resposta. Por uma quantia infinita de dias, estava sozinho. Se não fosse pela transformação, logo passaria a crer que o espírito, então nomeado de Zarathos, abandonou-o. Refletindo com profundidade neste instante, agradeceria se realmente tivesse livrado daquele que o ocupava o seu interior. Já apresentado nos padrões físicos da humanidade, torceu a chave na ignição e absorveu o ruído sonoro do motor. Franzindo as narinas, inspirou a fumaça negra, a qual escapava dos canos do veículo de duas rodas.

Veloz como o vento, inclinava-se para cortá-lo. Ousadamente, não limitava a velocidade nas curvas e a realizava de jeitos, teoricamente, impossíveis. Com a noite sobre a cabeça, os faróis reduziam-se a feixes esquivando-se de obstáculos. O bico seco ansiava pelo peculiar e ávido sabor do álcool. Conhecia o lugar perfeito para saciá-lo. Além de ser aquele típico cenário de bar feito às pressas e com um baixo orçamento, o local enchia-se com apresentações hilárias de brigas constantemente, como um filme de Hollywood, mas sem atores e dublês e a necessidade de pagar para assistir; entretenimento de graça é sempre bem-vindo.

Já dentro da espelunca, o que não passou-se pela mente do moreno foi do envolvimento de mulheres, o que tornava uma situação curiosa na perspectiva dele. O ambiente era mais frequentado por homens. Homens gordos que exalavam a falta de banho há tempos. A princípio, uma garota de fios tingidos apareceu com um martelo em mãos e praticamente explodiu o balcão em uma poderosa porrada. Em segundo lugar, uma ruiva resolveu por ajudá-la no serviço que a primeira veio cobrar. Mais tarde, adentraram na cena mais duas morenas, distribuindo ideias da maneira que deveria torturar o alvo.

— Yuri Yamakufu. — Captou o nome daquele. O era familiar. Detalhe: dentro da cabeça de Noir funcionava como uma espécie de central de polícia. Representando visualmente, um mural quilométrico, ordenado alfabeticamente, com nomes dos seres que deveria caçar. Yuri Yamakufu estava nele. Expôs um cínico sorriso na curva dos lábios, enquanto erguia-se da mesa que sentava. Entremeio a lento passeio até onde se concentrava o espetáculo, havia roubado o maço, junto do isqueiro, do bolso da sua calça jeans.  

— Por que não queima a cara dele? Vai lembrar de pagar as coisas toda vez que se olhar no espelho. — Sugeriu. Levou o Marlboro entre os beiços, preso entre os dentes e ateou fogo na extremidade. Tragou lentamente. Em seguida, mirou cada rosto presente. — Desculpa. Querem um? — Ofereceu o maço.



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