Do You Need Help?

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Do You Need Help?

Mensagem por Nikolai Petrov em Qua Jan 10, 2018 8:05 pm

Do You Need Help?
A roleplay é iniciada pelo post de Harleen Müller Esswein, seguindo por Nikolai Petrov. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 13 de janeiro de 2018, sábado, numa rua qualquer. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão Encerradas.


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Re: Do You Need Help?

Mensagem por Harleen Müller Esswein em Qua Jan 10, 2018 8:52 pm



Ela vai me acorrentar na areia e esperar a razão me devorar
Eu sempre soube muito bem aonde isso vai dar


Harleen Müller Esswein, mulher de muitos desgostos, tinha um ódio especial pelo Bronx. O simples fato de ter começado essa sentença com seu nome de nascença e não de escolha mostra o quão sério esse assunto é. Conhecia cada esquina, cada beco, cada ruela como se fossem as cicatrizes que marcavam-lhe as costas, concedidas também neste bairro. Sabia quais eram os melhores esconderijos para quando seu pai tinha uma de suas crises de raiva, os melhores mercados para comprar suas bebidas baratas e sobrar um trocado para reabastecer os pães da casa. As paredes dos prédios antigos ali tinham cor de nostalgia, de memórias amargas, dos dias que gostaria de esquecer, porém não conseguia, independentemente do quanto tentasse. E, ah, ela tentava para caralho.

Mesmo que todos os ossos de seu corpo magrelo ansiassem estar bem longe dali, um trabalho era um trabalho, e trabalhos não se cumprem sozinhos.

Se bem que nessa cidade cheia de loucos, talvez tenha algum ET que consiga fazer isso. Nunca se sabe.

Cricket observava seu alvo a uma distância segura, as facas em seus devidos lugares - a maior embainhada no cinto da calça de couro preta, duas escondidas nas mangas da jaqueta militar e uma enfiada no coturno esquerdo - e seu martelo de confiança sendo segurado pela mão direita. O alvo, Helene Goldenberg, uma loirinha estilo petit, quase raquética de tanta cocaína em seu sistema, olhava de modo paranoico para os dois lados da rua deserta, parada na entrada de um mercadinho comum. Parecia ansiosa, e isso era sempre um péssimo sinal. Significava mais trabalho para Crick.

A cobradora estivera do lado de fora, escondida, por cerca de dez minutos, esperando. Vira Helene rondar o quarteirão inteiro, uma pilha de nervos, as mãos indo e voltando do bolso de seu moletom. Seus olhos sempre voltavam para a vitrine do estabelecimento, sedentos. Provavelmente uma faca. A vagabundazinha vai assaltar o mercado.

- Pior de tudo, provavelmente vai usar o dinheiro para mais droga - Murmurou consigo mesma, de saco cheio. Já que estava atolada até o pescoço em dívidas com as Crying Lightnings do Brooklyn, os Dregs de Manhattan e os Lioneaters do Queens, Goldebenrg provavelmente fugiria de Nova York. E não pagará a porra do meu dinheiro. - Filhinhas de papais escrotas...

O celular de Helene tocou, a melodia de Toxic da Britney Spears inundou o silêncio da rua como uma tsunami engolindo cidades inteiras. Se aquilo, de fato, terminasse em assalto, aquela garota era uma verdadeira amadora. Ela se inclinou para a direita e atendeu o aparelho. Por mais que quisesse ficar ali enumerando todos os motivos pelos quais a loira era uma idiota completa, aquela era a deixa de Cricket. O mais silenciosamente que pôde, saiu do beco onde se escondia e caminhou até o mercadinho. Goldenberg falava baixo com alguém, sua voz fina irritante deixava transparecer sua raiva. Estava completamente absorta, e não percebeu nada.

Crick girou o martelo uma vez, deliciando-se com seu peso, e bateu-o com força na parede de tijolos do mercado, tomando cuidado para não acertar a vitrine. O dono daquele estabelecimento não merecia pagar pelos erros idiotas daquela princesinha mimada. Contudo, a força fora um pouco demais, e os tijolos trincaram. Pelo menos eu tentei.

Helene pulou de susto e derrubou o celular no chão. Assim que seus olhos turvos de viciada focaram as madeixas cor-de-rosa, todo traço de cor sumira de sua face.

- CRICKET! Eu juro que vou te trazer o dinheiro! - Engasgou nas palavras, afastando-se da cobradora - Por favor, meu pai vai pagar... Eu, eu... Eu consigo arranjá-lo agora mesmo!

- Chupa meu saco, Helene. - Cricket cuspiu, irritada. Pisou em cima do celular sem dó nem piedade. Com um movimento treinado, encaixou o martelo entre as pernas, tirou a faca da manga esquerda e fincou o ombro do moletom de seu alvo na parede. Passou a milésimos de sua pele. Poderia facilmente tê-la cortado, mas não queria caos, ainda. Eram reflexos de anos de experiência. - Ursula está perdendo a paciência, e eu também. Seus juros já estão nas alturas, e você nem deu a entrada. Agora, me escute bem, vaca. Me. Dá. A. Porra. Da. Sua Carteira.



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Re: Do You Need Help?

Mensagem por Nikolai Petrov em Qua Jan 10, 2018 11:04 pm

I'm not your hero



Estava praticando ioga no gramado verde-limão que cobria minha sala. Meu pé direito estava encostando em minha face, tal a minha elasticidade corporal, de forma que eu podia sentir todo o cansaço e tensão escapar lentamente de meu corpo que se acumularam durante o dia. Respirei profundamente, desfazendo a complexa posição, vestindo algumas roupas e decidindo dar uma caminhada. Meu dia havia sido tranquilo, havia vendido diversas flores e tudo estava indo bem. Ninguém desconfiava que eu havia sido o responsável pelo assassinato dos homens que, aos olhos das reportagens, eram apenas pescadores, e tudo seguia bem. Foi naquela noite que tudo mudou do nada. Eu estava caminhando pelo Bronx, uma parte de Nova Iorque bastante desagradável e perigosa, e não me importava com o que poderia vir a testemunhar – eu confiava plenamente em meus poderes.

Foi quando decidi ir tomar água e, meio que estupidamente, percebi que esqueci de trazê-la. Decidindo ir num mercado próximo, me deparei com a seguinte cena: uma mulher de fios loiros sendo ameaçada por uma jovem que segurava um martelo e que havia acabado de bater na parede, usava uma jaqueta militar e parecia bem ameaçadora, e as duas pareciam conversar de forma acalorada – pelo menos a mulher de cabelo rosa era bem durona. Continuei indo na direção na entrada do mercado como se tal perturbação não existisse, mas foi aí que vi um homem se aproximar; calça jeans, jaqueta jeans surrada e camisa branca regata, usava um soco inglês na mão direita e mirava na cabeça da menina de cabelo rosa. Respirei profundamente, indo na direção das meninas como se mandasse no lugar – minha atitude era sempre assim – e então senti meu corpo expelir feromônios na direção do homem – e apenas dele. Automaticamente, seu punho fechou se abriu e ele relaxou, abrindo um sorriso bobo de calma. Bem, tecnicamente ele estava sofrendo de uma “brisa” similar à maconha, mas triplicada.

— Bem, você vai ir embora, certo, querido? — Falei de forma cínica com o homem, que assentiu e deu meia-volta, indo embora com passos bem lentos. Virei-me para a moça de cabelo rosa e sua amiga loira. — Algum problema com vocês duas? — Perguntei soerguendo as sobrancelhas e pondo uma mão em minha cintura, observando-as com atenção.


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Re: Do You Need Help?

Mensagem por Harleen Müller Esswein em Qui Jan 11, 2018 1:07 am



Ela vai me acorrentar na areia e esperar a razão me devorar
Eu sempre soube muito bem aonde isso vai dar


Helene engoliu o choro, os ombros tremendo de medo da faca que passara perto demais de sua preciosa pele. Como se desperta de um sono, seus olhos se arregalaram, e o braço livre tateou às pressas os bolsos do moletom, buscando sua lâmina para se defender. Cricket xingou alto e deu um encontrão com o ombro direito, empurrando a loira de volta para a parede de tijolos. Não fora lá muito forte, mas o susto valeu. As mãos não tentaram buscar a faca novamente.

- CARALHO, GOLDENBERG! VOCÊ TEM MERDA DE POMBO NO LUGAR DO CÉREBRO? - Vociferou, os cabelos rosa saindo do rabo de cavalo bagunçado que os mantinham no lugar, devido à agitação. Crick pegou o martelo que prendia no meio das pernas e bateu-o novamente na parede dessa vez perigosamente perto das bochechas anêmicas de Helene  - Quer tentar alguma coisa contra mim, é, vagabunda? Não tem medo de morrer? Sou eu que mando aqui. Eu. Porra.

O sangue estava subindo à cabeça. Viciados idiotas. Idiotas. Idiotas. Idiotas.

Esswein estava atingindo seu limite. Com o martelo, pressionou o braço de Helene que não pendia inútil por causa da faca que prendia suas vestes nos tijolos. Com a mão livre, tateou os bolsos da menina, encontrou um pequeno canivete ridículo que mal servia para palitar dentes depois do almoço, pegou-o e guardou-o no próprio bolso traseiro das calças.

Respirou fundo, dramática.

- Agora, sejamos civilizadas, sim? Sei que seu papai te deu uma boa educação de alguns milhões de dólares, então você não deveria ser uma completa jamanta - Falou as próximas sílabas o mais devagar e claro que consegiu, como se estivesse frente à frente com um bebê - Ou você me paga os 1.000 dólares em dinheiro agora, ou eu vou até a sua casa e vou bater um papinho com o seu papai. Quando parar de mijar nas calças, entramos naquele mercado e você vai retirar o dinheiro. Com juros extra, só porque seu perfume é enjoativo para cacete.

E foi aí que percebeu, o perfume não vinha da loira, vinha de trás. Como uma corrente de ar quente, o aroma pesado de flores campestres dominou todos os outros. Eram como se a ruela escura do Bronx tivesse se transformado em uma das estufas do Central Park. Sem diminuir a pressão do martelo que mantinha Helene no lugar, deu uma rápida olhada para trás e viu uma enorme figura ruiva em roupas de corrida. Uma segunda forma se afastava em passos trôpegos, claramente chapado.

Que diabos aconteceu?

- Algum problema com vocês duas? - Disse o homem desconhecido. Cricket não pode evitar em reparar que aquela quantidade de cabelos ruivos dariam uma grana no mercado de perucas. Pensamentos estranhos como esse assombravam aqueles envolvidos em negócios mais sombrios. Faziam parte do pacote.

Crick mediu-o de cima a baixo, sem diminuir a guarda. Não confiava em homens, nem um pouco. E aquele homem-com-cheiro-de-flor era esquisito para dizer o mínimo. E o sotaque? Aquele sotaque era típico de babacas.

Seu alarme de "não confie no cara branco com cara de rico" soou em sua mente.

- Depende do que você chama de problema, querido - Cada palavra saiu carregada do mais puro veneno. Com o martelo, bateu de leve no ombro de Helene, que choramingou - Eu e minha amiga estamos acertando uma dívida aqui. Sabe, preciso do dinheiro para... Minha vó... Com câncer. Câncer de língua. The good old thing. Se nos der licença, nos resolveremos.

- Eu posso pagar! Por favor, só me deixe ligar para meu pai e avisar que sacarei o dinheiro! - A loira agora chorava, cada lágrima manchando o asfalto com um grande plop.

Cricket revirou os olhos. Ela acha que eu sou burra? Empurrou o machado com mais força, fazendo-a se calar, e o choro a aumentar.

- São negócios, ruivo. É a poderosa e justa mão do mercado.



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Re: Do You Need Help?

Mensagem por Nikolai Petrov em Qui Jan 11, 2018 5:26 pm

I'm not your hero



As palavras da jovem de cabelos coloridos preencheu o ambiente com agressividade e rispidez. Estava claro que a garota estava mais que envolvida no mundo das negociações e que sabia muito bem aquilo que estava fazendo. Atento, observei o martelo da garota e me perguntei se ele não era pesado demais para uma jovem tão magra e aparentemente frágil. Bem, eu já estava acostumado a conhecer seres de aparência frágil que eram subestimados e depois mostravam suas forças: as minhas plantas. Pequeninas flores eram capazes de derrubar um elefante com apenas um pouco de perfume ou néctar venenoso, poucas gotas de uma planta matava o mais forte dos homens em poucas horas, e por aí vai.

Com a cara mais cínica do mundo a garota com um martelo diz que estava negociando com sua amiga um dinheiro para a sua avó com câncer, e tal mentira deslavada apenas me provocou um sorriso debochado e ligeiro, e então cruzei os braços observando a loira implorando, chorando copiosamente e pedindo para ligar para o seu pai. Geralmente eu não era muito de ajudar as pessoas, mas decidi ajudar a pobre viciada desta vez – não queria ter de ver a mulher ter a cabeça amassada bem ali na frente do supermercado. Fitei meu próprio pulso direito, do qual saíra uma flor amarela, e então me aproximei da jovem loira, agachando-me. Fitei a moça de fios rosa, enquanto a loira cheirava feito uma viciada – na verdade, ela era uma viciada – e então ela sorria, relaxada. Alisei os fios da loira, observando a negociante.

— E então, minha bela, você vai pagar à moça de cabelos coloridos o dinheiro dela? Se não o fizer, não vou te dar mais do meu perfume. — Sussurrei para a loira num tom de voz doce, sabendo que a moça de cabelo rosa iria escutar. Virei minha atenção para a mesma, piscando um olho. — Trabalha para alguma gangue, estou certo? O que é preciso para entrar nela? — Perguntei com curiosidade, enquanto aguardava a loira pegar seu dinheiro – caso ela tivesse – e pagasse a negociante.

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Re: Do You Need Help?

Mensagem por Harleen Müller Esswein em Qui Jan 11, 2018 8:28 pm



Ela vai me acorrentar na areia e esperar a razão me devorar
Eu sempre soube muito bem aonde isso vai dar


Em um universo paralelo, onde Cricket provavelmente esbanjava cabelos castanhos encaracolados e virgens, usava vestidos cheios de babados e atuava em uma profissão considerada aceitável - dentista, fisioterapeuta?, ela teria se abalado com a demonstração dos poderes da grande parede ambulante ruiva. Contudo, nessa realidade em que se encontrava, ainda mais em Nova York, o aparente ponto de encontro mundial de extraterrestres, mutantes e esquisitões, ficara mais entediada do que qualquer coisa. Okay, ele controlava perfumes. Grande bosta.

Observou quieta, com uma sobrancelha arqueada em demonstração de clara irritação, o desenrolar daquele truque de mágica de segunda linha. Semana passada tinha conhecido Jean Howlett, aquilo sim era impressionante.

- Então você é um adubo de flores ambulante... É, essa cidade realmente está indo por água abaixo - Riu baixinho, sem conseguir se conter. Apesar de um tanto quanto cômico, imaginou o quanto lucraria vendendo o pó daquela plantinha mágica. A maneira como Helene simplesmente esvaziou tão rápido era curiosa. Um produto como aquele viraria o jogo para as Crying Lightnings.

- E então, minha bela, você vai pagar à moça de cabelos coloridos o dinheiro dela? Se não o fizer, não vou te dar mais do meu perfume - Goldenberg assentiu rapidamente, vidrada. Crick imaginou que faria qualquer coisa por apenas mais uma dose do perfume maldito. A cobradora engoliu em seco. Quando se trabalha no ramo de drogas, a primeira lição é manter distância da mercadoria. Bastava uma cheirada para passar de caçador a caça.

A loirinha, hipnotizada, tirou a carteira Louis Vuitton de um bolso costurado no interior do moletom de capuz. Abriu-a e sacou um punhado de notas de cinquenta dólares amassadas, armazenadas juntas de duas passagens só de ida para os Hamptons. Estava certa, como sempre. A filhinha de papai ia fugir. Melhor pra ela, provavelmente não terminaria a semana viva. Entregou todo o dinheiro para Cricket, que contou-o rapidamente. 1.900 doletas. Mais do que o necessário.

Com um cálculo mental rápido, decidiu que uma margem de lucro de 500 dólares era mais do que justa, sendo que 1.000 iriam diretamente para os bolsos de Ursula. Assim, devolveu os 400 restantes. Helene precisaria daquele dinheiro para sumir do mapa; apesar da burrice crônica, não merecia morrer nas mãos de outras gangues menos respeitosas que as Crying Lightnings.

Esswein ouviu a pergunta do homem sobre a gangue e escolheu ignorá-la em um primeiro momento. Não queria uma jovem drogada soltando o que sabia sobre as fornecedoras sem filtro nenhum. Portanto, tirou a faca que prendia-a na parede e guardou-a novamente na manga da jaqueta; parou de pressioná-la com o martelo.

- Vaza, Helene. Estamos acertadas. Rápido, antes que eu perca a paciência. - Crick deu um passo para trás, liberando a passagem. Enquanto Helene saía de cena, sussurrou perto de seu ouvido - Vá para os Hamptons, os próximos a procurá-la são os Lioneaters, e o cobrador deles não é nem de longe tão generoso quanto eu. Mas não se esqueça, tenho ouvidos em todos os lugares.

Quando ela estava longe o suficiente, a cobradora voltou sua atenção para o homem-perfumado.

- Você não parece o tipo de cara que se interessa pelos serviços que ofereço, então não me leve a mal se eu preferir manter minha sanidade mental e ficar de boca fechada quanto a isso - Cricket assoprou um fio rosa rebelde para longe do rosto e abriu a mochila para guardar o martelo - De qualquer maneira, a banana pendurada entre suas pernas te torna automaticamente inválido para o negócio. Contratamos apenas do bom e do melhor. Ou seja, women, baby.

Estava ansiosa para sair dali. Embora não temesse os poderosos tanto quanto a maioria, sabia que não era boa ideia provocá-los. E, bem, sua natureza exalava provocações. Era um imã de problemas. Não queria descobrir se ele controlava algo mais do que flores campestres.

Era nova demais para que um ET fizesse nascer um cactus no meio do seu cu.



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Re: Do You Need Help?

Mensagem por Nikolai Petrov em Sex Jan 12, 2018 5:16 pm

I'm not your hero



Bem, meu objetivo ali não era intimidar, muito menos atrapalhar a situação da jovem de fios coloridos – eu apenas fazia uma caminhada e queria fazer compras e, por coincidência, acabei topando no caminho da negociante. Desdenhando de meus poderes e parecendo nem um pouco impressionada com meu controle de feromônios e minha capacidade de secretar toxinas e perfumes, ela chega a me chamar de “adubo de flores”, e tal crítica me faz rir, uma risada gostosa, cheia de veneno e cinismo encobertos. Chiando a língua negativamente, observei a jovem demonstrar um pouco de benevolência ao deixar a tal garota viciada ir embora, inclusive dando dinheiro para a garota poder fugir. Sorri com tal ato; dava para ver claramente que a garota durona tinha sua fraqueza e cota de bondade.

Ela finalmente decide responder minha pergunta quanto ao seu grupinho de bandidos e começa a guardar seu martelo pesado na mochila, inclusive falando que minha “banana pendura entre as pernas” me tornava inapto a entrar no seu grupinho. Ergui uma sobrancelha, surpreso com tal comportamento. Geralmente eu era muito vingativo e malicioso, mas admirando a coragem da garota, decidi dar-lhe um passe livre, afinal ela não fazia a mínima ideia de com quem lidava. Fiz meu braço retornar à pigmentação humana e comum e as flores retornaram para dentro de mim, assim como as pequenas raízes.

— Eu tenho como poder a melhor mulher do mundo, criança; a Mãe Natureza. — Pisquei para a jovem, com a mão ainda verde acariciei sua bochecha, retornando dois passos. — Sugiro respeito, pois se eu fosse perverso teria liberado neste toque toxinas suficientes para matar uma manada de elefantes. — Dei meia-volta, saindo dali, porém antes de adentrar a loja de comes e bebes, virei-me para a loira.

— Sou Nikolai, a propósito. E gostei de você, menina, se precisar de ajuda, me ligue. Você sabe como se virar sozinha e eu aprecio isso. — Entrei na loja de uma vez após lhe atirar meu cartão, deixando a bela mafiosa para trás. Sabia que algum dia iria vê-la novamente.

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Re: Do You Need Help?

Mensagem por Harleen Müller Esswein em Sab Jan 13, 2018 8:33 pm



Ela vai me acorrentar na areia e esperar a razão me devorar
Eu sempre soube muito bem aonde isso vai dar


Eu tenho como poder a melhor mulher do mundo, criança; a Mãe Natureza. — Cricket queria morder aquele dedo nojento que o homem encostara em sua face. Homens nojentos e seus complexos de superioridade. Todo seu corpo tremia de nojo e raiva e irritação e tudo. Provavelmente nunca seria capaz de realmente tocar qualquer ser humano do sexo masculino, graças ao seu pai. E, na maior sinceridade, não queria nem tentar aguentar esse ruivinho de merda  — Sugiro respeito, pois se eu fosse perverso teria liberado neste toque toxinas suficientes para matar uma manada de elefantes. — Naquele momento ela queria que ele tivesse tentado. Veríamos se seria assim tão poderoso com uma faca na garganta; os dedos da jovem inclusive seguravam a arma escondida na manga direita de sua jaqueta, sedentos por sangue.

Não tinha tido grandes problemas com o estranho, até agora. Qualquer um que tivesse a petulância de "exigir respeito" merecia uma dose merecida de seu ódio. Respeito não é algo que se implora, como atenção - algo que poderosos como ele pareciam precisar desesperadamente, tamanho seus egos; respeito se conquista.

Escroto.

E apesar de todos esses sentimentos passarem por sua mente, sabia que não deveria dizer nada, ou tentar nada. Tinha amor à vida o suficiente para ficar quieta. Então abriu um sorriso sarcástico, a face distorcida em uma máscara de escárnio.

- Que bom que não sou um elefante, né? - Disse, afastando o dedo dele de sua bochecha com a mão que não segurava a lâmina - Desprazer, Nikolai, pois prazer só recebo de mim mesma e moças maravilhosas. Cricket. Espero que da próxima vez que nos encontremos você esteja vestindo roupas não tão suadas. Seus odores corporais são enjoativos.

Como uma dança ensaiada, os dois se olharam por um longo segundo, os olhos azuis dela penetrando os verdes dele, cada um se estudando. As coisas em Nova York aconteciam assim. Quando menos se espera se conhece alguém que pode fazer da sua vida um inferno. Cricket apenas esperava que Nikolai não se metesse em seu caminho novamente. Apesar de não ser burra - afinal, sabia que sua humanidade era uma desvantagem naquele mundo louco -, não perderia uma luta sem causar um estrago.

Observou-o entrando no mercado, guardando bem seus traços na memória. Nikolai. Chegando em casa faria algumas pesquisas no Google, gostava de ter a vantagem do conhecimento sobre as pessoas. Colecionava esse tipo de informação como se fossem figurinhas premiadas.

Assim que Nikolai sumiu de vista nos corredores do estabelecimento, também o fez Harleen nos becos do Bronx. Sua moto estava estacionada no quarteirão de trás. Era hora de ir para casa.



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