Why Do You Fight?

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Why Do You Fight?

Mensagem por Daniel Sundfør em Qua Jan 10, 2018 11:38 pm

Why Do You Fight?
A roleplay é iniciada pelo post de Daniel Sundfør, seguindo por Sieghart Pallen Wahnsinn e Maximilian Burnham. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 30 de dezembro de 2017, às 20:00, num supermercado. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: Why Do You Fight?

Mensagem por Daniel Sundfør em Qui Jan 11, 2018 1:29 am


Let Me Help
O ano estava acabando, e eu ainda olhava para a enorme televisão na sala de meu apartamento no Brooklyn, vendo o ano. Dois mil e dezessete. Eu havia ficado tanto tempo assim vivendo em uma casa em Oslo escondido do mundo? Minha amargura parecia sem sentido quando eu via todas as maravilhas e tragédias que haviam acometido o mundo desde então; o pânico das invasões alienígenas, as torres gêmeas caindo, atentados terroristas, aviões caindo no Pentágono, o surgimento dos Fast Foods, população morrendo o surgimento de doenças incuráveis, movimentos feministas, aceitação da homossexualidade, movimento negro... Era tanta coisa perdida que quase me senti mal por me ocultar da humanidade, entretanto eu sentia que talvez aquilo fosse para o melhor; todos precisamos de reclusão às vezes para nos recuperarmos dos tombos da vida. No meu caso levou uma vida inteira, mas agora havia acabado.

Minha espada e escudo estavam em meu quarto, usava uma camisa que ocultava os braceletes e então decidi ir fazer compras. Ainda estava me adequando à sociedade atual, porém era bem complicado e eu tinha de usar a telepatia para absorver conhecimentos de coisas estranhas e diferentes, como por exemplo os telefones celulares, que magicamente não precisavam de botões. Decidi deixar também meu laço da verdade, afinal não estava mais em época de guerras globais como a Segunda Grande Guerra havia sido, então eu poderia me defender sozinho com meus poderes e meus braceletes. Fui a pé até um supermercado próximo fazer algumas próximas, ele era amplo e tinha milhares de produtos novos e bonitos, e então fui explorando e comprando o que eu podia pagar com meu salário de investigador da polícia – com a ajuda de um amigo meu já idoso que lutara ao meu lado, consegui novos documentos e pude fazer um teste para ser detetive, conseguindo-o de forma justa.

Foi então que ouvi algo. Clique de arma. Poderiam ter se passado anos comigo sem ouvir aquele som ameaçador, porém assim que o ouvi, senti meu corpo eletrificar-se e meu peito inflar, enquanto eu soltava o carro de compras de metal e procurava pela origem do som. E então um tiro foi disparado, fazendo-me entrar em choque para, em seguida, correr com minha velocidade sobre-humana até o caixa, onde haviam quatro homens fortemente armados com as mais novas invenções letais da modernidade. Com os olhos fixos nos homens que usavam máscaras de palhaços e faziam os clientes de reféns, senti-me no direito de proteger todos aqueles inocentes.

— Eu disse para ir para o chão, seu viadinho! — Gritou um dos homens, apontando um rifle para mim, e eu pendi a cabeça levemente para a direita, encarando-a.

— Não sei o que isso significa, mas foi rude. — Comentei, e então o tiro veio em minha direção, o projétil comprido e dourado passou direto pelo lado esquerdo de minha cabeça, de forma que deslizei no chão liso do supermercado e acertei o estômago do homem com um soco, fazendo-o chocar-se contra o teto e cair desacordado. Os outros homens buscaram rapidamente suas armas preciosas e fúteis e atiraram contra mim.

— Matem-no! — Gritaram, fazendo inúmeros disparos de revólver e uma metralhadora.

Ergui meus antebraços, sentindo a camisa ser rasgada com as balas e então expor os braceletes cinza-escuros, as balas ricocheteavam e não me atingiam. Conseguia, graças aos meus sentidos aguçados, saber onde as balas vinham, além de eu ser rápido demais, de forma que eu ia desviando das balas e, cansado dos projéteis, bati meus antebraços um no outro, formando um X perfeito e lançando uma onda de energia que lançou os homens para fora do supermercado, quebrando as vidraças no processo. Certo, pagaria depois por isso. Respirando profundamente, observei-os de pé vindo até mim, querendo mais, e ainda com mais balas.

— Sério isso? — Com um sorriso de canto apreciando a coragem dos homens, corri e me joguei no chão, deslizando com a perna e dando rasteira em um deles, dando-lhe um soco no rosto e então pegando outro pela gola, lançando-o contra o parceiro, derrubando ambos.

— Obrigado, moço! — Gritou uma senhora, aplaudindo.

— Fiz o que qualquer um faria em minha posição e com meus poderes. — Sorri, pensando que eu só queria naquele momento pegar meu carrinho, passar pelo caixa e ir embora. E foi exatamente o que fiz, ignorando os flashes das câmeras e indo até o meu carrinho, tentando inutilmente no caminho ajeitar os braços da camisa rasgados, ocultando inutilmente meus braceletes.

— Por favor, apenas quero fazer minhas compras e assistir Netflix, seja lá que filme seja esse... — Falei para a multidão ao meu redor, passando direto por ela e indo no caixa, sendo atendido por uma mulher negra que me olhava pasma, passando as compras.

— Boa noite... — Sorri sem jeito, meio tímido. Era bem mais fácil lutar na guerra que aqui, com todos esses flashes.

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Re: Why Do You Fight?

Mensagem por Sieghart Pallen Wahnsinn em Qui Jan 11, 2018 4:09 am


So why you’re sitting around? Did you think it’ll be easy? I tell you if it was so easy, then everybody do it too.

Olhei em volta da caverna de gelo. Era estreito e baixo, de modo que as estalagtites quase tocavam minha cabeça. Tudo parecia feito de gelo, mas eu não sentia frio ou dificuldade para caminhar. Segui o único caminho que tinha até me deparar com um ambiente maior, redondo e amplo, de onde saíam vários possíveis caminhos dentro da caverna. No meio do salão havia uma pedra enorme de gelo, onde sentava uma garota loira, de cabelo na altura dos ombros, olhos claros e um olhar frio, aparentemente desconhecida. Olhou no fundo dos meus olhos e sussurrou: "Deslize.".

Nesse momento, dei um pulo, e bati a testa numa estante. Nada mais emocionante do que acordar todo dia como se tivesse acabado de nascer. Respirei fundo enquanto tentava colocar as idéias no lugar. As luzes da cidade pela janela denunciavam que já anoitecera. Olhei em volta. Estava em casa. Bom, na verdade não era minha casa pois eu não tenho, mas provavelmente era da moça que virou minha amiga na festa passada, Eilown. Sem sinal de Eilown naquele momento, julguei oportuno sair pela janela e mandar uma mensagem depois.

Só depois de pular eu me toquei que era no sétimo andar de um apartamento. Tempo suficiente para utilizar do mimetismo eólico e cair ileso no chão, como um gato. Estalei o pescoço para os dois lados. "Boa noite, New York", pensei comigo mesmo, e decidi que precisava comprar algo para comer. Chequei por dinheiro nos bolsos, e ao sentir as notas de dinheiro amassadas, me encaminhei ao supermercado mais próximo, sem conferir os valores das notas. O que seria da vida sem algumas surpresas?

E foi uma surpresa enorme quando um pedinte de rua me parou, no instante seguinte, pedindo por dinheiro. Poderia me permitir boas ações vez por outra, certo? Puxei uma nota qualquer do bolso e entreguei ao homem, e tamanha foi a surpresa quando eu vi pelo canto do olho que era de cinquenta dólares. Quando pensei em voltar atrás, ele já estava correndo e pulando pelas ruas, abraçando quem visse pela frente. Uma corrente de frio bateu em meu pescoço. Me encolhi no casaco. Ano novo estava chegando, e as luzes da cidade me cegavam em níveis altíssimos. Continuei andando. Ano novo. Fogos de artifício, roupas brancas e saudade. Nada poderia parecer mais escandaloso que o ano novo iminente, a não ser a figura apontando uma arma para dentro do supermercado.

"O que seria da vida sem algumas surpresas?". Será que essa vai ser a última coisa que vai passar pela cabeça dele? Conjurei uma forte rajada de vento, desequilibrando a mira do homem, que se virou para mim, provavelmente incrédulo, mas era difícil dizer com a máscara de palhaço em seu rosto. Apontou a arma na minha direção. Olhei por cima do ombro e não vi ninguém atrás de mim na rua. Sorri de canto. Estava em casa. Andei com calma na direção dele, ouvindo do homem murmúrios tão trêmulos quanto as mãos imundas do mesmo, algo sobre me dar um tiro se eu desse mais um passo. Quando já estava no terceiro, ouvi o barulho da arma. O tiro veio direto no meu peito, o que foi surpreendente baseado no tanto que ele parecia nervoso. Intangível pelo mimetismo, senti a bala atravessar e me senti obrigado a dar um leve show. Pus minhas duas mãos no local do peito por onde a bala atravessou, como um personagem de teatro muito apaixonado. Fiz uma cara enorme de drama, levei uma das mãos à testa e fingi um desmaio bem dramático. Deixei meu corpo cair, e ao tocar no chão, me tornei completamente invisível, como se tivesse desaparecido. Digno de um Oscar. Me levantei invisível, vendo o homem olhar para todos os lados, me procurando. Andei lentamente em sua direção, materializei as mãos no queixo e no topo da cabeça dele e quebrei-lhe o pescoço.

Me tornei visível novamente e fiz uma reverência à minha saudosa plateia do lado de dentro do supermercado. Fui entrar mas vi outros dois homens com máscara de palhaço, mirando, respectivamente, uma pistola e uma metralhadora para um homem musculoso na fila do caixa. Aproveitando que tinha atenção das pessoas lá dentro, apontei para os homens, mas não foi o suficiente. Pude ver um deles pegando uma mulher como refém, usando o corpo dela como escudo enquanto apontava uma pistola para a cabeça da mesma, enquanto seu comparsa continuava com a metralhadora apontada para o homem musculoso no caixa, que parecia curiosamente sereno, o que me deixou altamente interessado. Não conseguia ouvir nada dito do lado de dentro do supermercado.

No entanto, era plenamente audível o som de pneus cantando no fim da rua. Um furgão preto surgiu no horizonte. Mais dois sujeitos com máscara de palhaço. Não conseguindo ligar os pontos e agir ao mesmo tempo, corri para me esconder em um beco, pouco antes de ouvir o som de uma metralhadora a todo vapor dando tiros na parede adjacente à minha. Respirei fundo enquanto pensava no que fazer. Quem poderia me salvar agora?

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Re: Why Do You Fight?

Mensagem por Maximilian Burnham em Qui Jan 11, 2018 2:19 pm

CUP NOODLES
Max não se encontrava em seus jogos naquela de sábado. A comida para passar a noite estava terminando, mas não foi esse o motivo para ir sozinho a um mercado. Com poucos cliques, poderia solicitar a entrega do que desejasse sem sair do conforto de sua cadeira giratória. Quase nada no mundo é capaz de remover o jovem de sua base segura e, para o infortúnio dele, seu alter-ego se encontrava no topo da lista.

Entre os corredores do mercado, Superboy se encontrava a procura de algo melhor que Cup Noodles para passar a virada de ano. Ocasionalmente suspirava, pensando em como seria fácil procurar por toda a loja em supervelocidade e depois sair sem ser notado. Uma ideia rara, visto que sempre se focava mais em ser um rebelde galã do que um rebelde criminoso.

— Não tenho dinheiro para isso — constatou ao ver o preço da bebida que segurava. Agora que tinha dificuldade em ficar bêbado, Max ficou menos relutante em ingerir álcool. — Nem eles.

Um grupo de mascarados e armados entrou no estabelecimento. As intenções eram nem um pouco amigáveis e suas armas eram muito reais, diferente das que Maximilian possuía familiaridade.

Tiros fizeram Superboy se incomodar. Era a primeira vez que ele presenciava um assalto, assim como tiros de fuzil. Foi desapontador para o rapaz.

Antes que Burnham salvasse a noite dos solitários que faziam compras naquele lugar, um homem bem mais alto do que ele e com músculos visíveis a grandes distâncias sem o uso de supervisão foi confrontar os malfeitores. O rapaz pensou em ir salvar aquele herói de mercado de ser transformado em queijo suíço. Todavia, a cena em seguida o deixou boquiaberto e estupefato. Como uma menininha psicopata brincando de boneca, o musculoso jogou os assaltantes para longe com nenhuma dificuldade. Usou um para bater no outro e até mesmo fez com que um batesse com suas costas no teto.

— Uau — disse Max em uníssono com a plateia. Tanto ele, quanto a plateia, nunca antes haviam sido salvos por alguém poderoso como aquele homem, um verdadeiro super-herói. — Preciso fazer nada. — Aceitando o ocorrido como um sinal do destino, o jovem colocou a bebida que queria no carrinho e foi em direção ao caixa.

Quando estava prestes a passar com sua compra pelo caixa, dois mascarados fizeram reféns com funcionários. O super-herói musculoso parecia não ter notado aquilo e o rapaz não pôde deixar de fazer algo. Além do mais, caso não fizesse, não conseguiria levar a bebida que lhe tiraria seus últimos tostões.

No que parecia um andar vagaroso entre as pessoas para Superboy, era impossível de acompanhar por olhos comuns. O vigilante foi até cada criminoso que estava fora da atenção do super-herói gigante e tocou suas armas com delicadeza. Um brilho azul contornou cada uma que ele tocava em supervelocidade. Quando terminou, voltou ao seu lugar no caixa e fingiu que não estava notando os fuzis e pistolas caindo em pedaços, desmontados.

“Opa”, disse Max em sua cabeça ao se dar conta que esqueceu de um detalhe importante. Em uma fração de segundo, ele libertou os reféns e amarrou os criminosos desarmados com os próprios cintos deles.

— Senhor — falou para o super-herói enquanto cutucava suas costas com o indicador —, acho que ainda há ladrões lá fora. — O tiroteio não negava, mais ladrões haviam chegado. — Ah! Mas antes, como você se chama? — Não era o momento oportuno para perguntar, porém o rapaz não entendia bem disso e Superboy se preocupava mais em tirar a dúvida, as pessoas em perigo poderiam esperar um instante.


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Re: Why Do You Fight?

Mensagem por Daniel Sundfør em Qui Jan 11, 2018 10:47 pm


Let Me Help
Aos poucos as compras eram efetuadas e um embalador ia pondo os produtos nas sacolas e colocando num outro carrinho, e aos poucos o clima ia suavizando, as pessoas paravam de ficar tão em cima de mim – mas grande parte deles ainda estavam de olho em mim, alguns ainda insistentemente tirando fotos. Suspirei, olhando para o alto fingindo que não percebia toda aquela atenção em mim, mas era difícil. Eu não era de receber muita atenção, a última vez que algo parecido ocorreu foi em 1945, quando a Segunda Guerra acabara e meus amigos decidiram me levar a um bar para comemorar a derrota da Alemanha. Foi então que ouvi novos disparos, desta vez fora da loja, e vi um jovem franzino cair no chão. De olhos arregalados, senti meus lábios entreabrirem-se em surpresa e fui andando rapidamente na direção do bandido, porém estranhei quando o rapaz simplesmente sumira e reaparecera logo atrás do bandido, quebrando-lhe o pescoço com força. Engoli em seco, negando com o olhar a ação do jovem. Matar era errado, mesmo os bandidos não mereciam serem assassinados. Humano nenhum deveria ter o poder de retirar a vida de outro, e aquele rapaz não podia sob hipótese alguma fazer aquilo.

Fui surpreendido quando dois dos bandidos se levantaram e um deles apontou uma pistola para uma das mulheres que era feita de refém, enquanto o segundo deles apontava uma metralhadora para mim. Tudo estava sendo muito rápido e o jovem com poderes de invisibilidade havia me pego desprevenido, além de ter me distraído e dado brecha para os bandidos fazerem uma refém. Chiando a língua, estendi minhas mãos em rendição para os bandidos. Poderia rapidamente avançar com minha velocidade anormal e salvar a mulher, entretanto um dos bandidos mantinha consigo uma metralhadora, que podia ferir feio os outros ali dentro. Antes de criar mais estratégias – já havia criado umas cinco e estava medindo tudo – eis que mais uma vez sou surpreendido por um ser com poderes, desta vez o rapaz ia com uma velocidade sobre-humana e destruía as armas dos bandidos, vindo até mim e me perguntando o meu nome, pouco depois de dizer que haviam ladrões lá fora.

— Proteja os civis, pararei esses dois. Já basta de tiros por hoje. — Assenti para o jovem de aparência asiática, percebendo tardiamente que o jovem com poderes de invisibilidade havia sumido. Correndo, ajoelhei-me à frente da entrada do supermercado – cujas paredes de vidro haviam sido destruídas pela explosão energética de meus braceletes anteriormente – e então utilizei meus braceletes para desviar das balas, andando agachado e deslizando com os joelhos no chão, batendo com os meus braceletes mágicos na direção das balas, que ricocheteavam para o alto ou para o chão, sem atingirem os civis. Eram muitas balas – eles usavam metralhadoras – e se eu não fizesse algo ficaríamos a noite inteira só nisso.

— Mirem nesse vadio com os braceletes. Quero ele morto, quero esses braceletes para mim! — Gritou o homem que dirigia o furgão, e então sorri, verdadeiramente me deliciando com a ingenuidade do homem em achar que ele realmente iria conseguir retirar aqueles braceletes de mim.

Foi então que eu avancei, ficando de pé e dando alguns passos para a frente e, acumulando energia em meus braceletes, bati-os com toda a força divina que eu possuía, liberando uma onda de energia para fora do supermercado que foi o suficiente para lançar o furgão e os três bandidos para longe. O automóvel girou no ar, capotando e lançando os dois atiradores para fora, o motorista preso nas ferragens. Corri até ele, retirando-o das entranhas metálicas do veículo e jogando-o inconsciente no chão, observando o rapaz invisível que me fitava de um beco, escondido. Assenti para ele, apontando o dedo indicador.

— Matar não é a resposta, salvei essas pessoas sem precisar matar nenhum desses sete bandidos. Aprenda isso, rapaz. — Virei-me para o rapaz asiático dentro do supermercado, chamando-o com a mão. Assim que ele se aproximou, estendi a mão para um aperto de mão gentil.

— Sou Daniel Sundfør, prazer em conhece-los. Fizeram bem, rapazes, apesar de você ter matado um deles, meu jovem. — Apertei a mão do jovem veloz, abrindo um sorriso gentil para ambos.

— Então, vocês também são proles divinas? — Perguntei-os com um sorriso amplo, realmente esperando que eles tivessem sangue divino como eu.

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Re: Why Do You Fight?

Mensagem por Sieghart Pallen Wahnsinn em Sex Jan 12, 2018 3:45 am


I wish I was special, but I'm a creep, I'm a Weirdo. What the hell am I doing here? I don't belong here...

-Matar não é a resposta, salvei essas pessoas sem precisar matar nenhum desses sete bandidos. Aprenda isso, rapaz. - fui certamente atingido por essas palavras com mais força do que a van que foi arremessada pela rua. Desviei brevemente o olhar enquanto fazia um shrug pra me esconder entre os ombro. Pensei em um milhão de desculpas, acredite quando eu digo, eu pensei em várias, todas imediatamente descartadas. "foi meu irmão gêmeo."; "Foi o calor do momento"; "Eu não controlo"; "Eu estava com fome."... Nada disso. Fiz o que fiz e sempre fizera sem pensar. Estendi a mão, após uma relutância. Tinha sido salvo por um herói de verdade. Um herói de poderes mais fortes, e com uma coisa que eu senti que me faltava em muitos momentos: um bem-querer sincero pela sociedade. Fui comovido por esse sentimento de admiração em níveis tão altos. Estava diante de um digno exemplo a ser seguido, e não conseguia suportar a onda de incredibilidade exalando daquele ser. Me sentia falando com um deus.

-E-Eu tô aprendendo... - foi tudo que pude falar, e ainda gaguejei. O sorriso do homem que se apresentara como Daniel exalava confiança. Reparei na formação do sorriso. Um sorriso amigável genuíno. Por um momento, senti como se eu tivesse até um pai, pra variar. Acho que viajei demais, mas esses pensamentos foram afastados quando o rapaz de feições asiáticas se aproximo. Provavelmente também ajudara com os assaltantes, e provavelmente também deveria ter poderes. Resolvi me apresentar para ambos. -S-Sou Sieghart, o prazer é todo meu.

Proles divinas? Eu nem sabia se a pessoa que eu chamei de pai por anos era só um namorado da minha mãe que tinha um tempo maior que os outros. Tudo bem que ser filho de um deus explicaria por que eu tenho poderes, mas não era isso quem eu era. Eu era um mutante. Um renegado da sociedade. Um coração amargurado errante pelas ruas. E sentira que havia encontrado pessoas que pudessem me entender. Me detive a um sorriso de canto e usei do carisma que tinha.

-Não, Daniel, sou apenas muito bonito. - Estendi a mão para o rapaz asiático, um pouco triste por não tê-lo visto em ação. -Vocês tão de bobeira? Vão fazer alguma coisa depois daqui? - Perguntei, amigável.

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Re: Why Do You Fight?

Mensagem por Maximilian Burnham em Sab Jan 13, 2018 12:12 am

CUP NOODLES
O Capitão Músculos tomou o comando da situação e mandou Superboy proteger os civis assustados enquanto ele cuidaria dos assaltantes que restavam. Sem querer, acabou permanecendo com os incapazes de se proteger de tiros. Isso o fez esquecer da bebida que ainda não tinha pago e deixou no balcão do caixa. Para sua sorte, não deixado o dinheiro também no balcão.

Depois de assistir as habilidades extraordinárias do super-herói mais uma vez, embora uma nova tivesse sido acrescentada na lista, Max notou que era convidado a se aproximar. Em um simples aperto de mão, aquele que se apresentou como Daniel foi capaz de intensificar ainda mais a chama de heroísmo que ainda era apenas uma fagulha no peito do asiático.

— Burnham — apresentou-se ao super-herói e a alguém que parecia ter ajudado na luta contra os criminosos. — Maximilian Burnham. E aquilo foi nada. — Se estivesse agindo como o verdadeiro Burnham, as bochechas do asiático estariam vermelhas pela vergonha de ser elogiado.

“Um mercado comum como esse não precisa de tantos assaltantes com fuzis”, pensava Superboy enquanto os outros dois conversavam. Era um pouco difícil para ele acompanhar conversas lentas quando estava com a atenção em outro lugar, ainda mais quando conseguia pensar mais rápido que pessoas normais. Em uma frase dita pelo Capitão Músculos, o asiático concluía sua quinta teoria para a aparição dos criminosos. “Ainda na véspera do último dia do ano. Acredito que isso não seja comum por aqui.”

— Pelo o que eu sei, tenho nenhum deus na minha família — respondeu Max em um tom duvidoso, pois nunca havia parado para pensar na possibilidade de ser um semideus. Isso explicaria sua força não natural como dos mitos de Hércules. — Espera, você é filho de algum deus? — perguntou assustado com a possibilidade de estar de frente a uma criatura que era apenas uma fantasia antiga há poucos minutos.

“Sensacional”, foi sua palavra para descrever tudo que aconteceu depois que foi ao mercado.

— Eu pretendia passar a noite jogando, comendo porcaria e dormindo. Por quê? — disse Max para o rapaz esguio.


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Re: Why Do You Fight?

Mensagem por Daniel Sundfør em Sab Jan 13, 2018 7:19 pm


Let Me Help
Ao perceber que o rapaz que havia quebrado o pescoço do bandido estava desconfiado e tímido, senti que talvez eu estivesse sendo um pouco mais cobrador do que eu deveria. O problema é que a última guerra que eu havia ido milhões de pessoas haviam morrido, não apenas soldados de um lado, apenas, mas também mulheres, crianças e homens de bem que não tinham envolvimento algum com toda aquela bagunça. O jovem franzino apresentara-se como Sieghart, parecia acanhado com a situação e com a bronca que havia levado, porém relevei sua insegurança quanto a situação pelo fato dele pelo menos ter tentado ajudar. O que contavam eram as ações e as intenções, não era mesmo? O outro rapaz com poderes de velocidade aproxima-se de nós e, um pouco mais descontraído, Sieghart nos pergunta se estávamos de “bombeira” e se iríamos fazer alguma coisa depois.

— Na verdade, não. Eu estive... — Como explicar que estive por anos ausente do mundo e só agora retornei à sociedade. — Ausente por alguns anos e retornei agora à “civilização”, por assim dizer, então não, nada demais para fazer. — Dei de ombros, vendo Maximilian Burnham apresentar-se.

Sobre minha pergunta, bem; pelo o que fiquei sabendo, uma verdadeira explosão de seres com poderes havia surgido na sociedade e eram divididos entre duas categorias: meta-humanos e mutantes. Ambos eram semelhantes e possuíam as mais diversas habilidades fantásticas, entretanto haviam também alienígenas das mais diversas raças por aí. Parecia impressionante. Talvez fosse o caso dos dois, quem sabe existia apenas eu de semideus por aí fora, mas em hipótese alguma eu iria desistir de encontrar outros heróis, ainda mais sabendo que eles habitavam este mundo e tentavam a todo custo protege-lo. Com a pergunta de Max sobre eu ser filho de algum deus, sorri, assentindo positivamente.

— Zeus. Esculpido do barro e entregue a pais terrenos ainda pequeno. — Falei com tranquilidade, tentando em vão esconder meus braceletes e então suspirando, fitando os dois. Max não parecia ter muitos planos para a sua noite, assim como Sieghart e eu. Poderia conversar melhor com os dois, certo?

— Por que não vamos todos a algum restaurante? Podem ir a minha casa, caso queiram, sei cozinhar bem. Poderei contar-lhes histórias e saber sobre vocês mais um pouco. Vamos. — Acenei para eles enquanto ia até minhas compras, pegando as duas sacolas e erguendo-as com um largo sorriso. Virei-me para trás na direção da mulher do caixa, a qual eu já havia pagado. — Senhorita, precisa de mais alguma ajuda? Todos estão bem? — Perguntei, em seguida voltando-me para todos no supermercado e, ao vê-los todos bem, assenti ouvindo os elogios e congratulações e então fui até os dois jovens.

— Vamos, então. Algum de vocês sabem voar? Seria melhor evitarmos as duas quadras a pé. — Perguntei à eles.

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Re: Why Do You Fight?

Mensagem por Sieghart Pallen Wahnsinn em Dom Jan 14, 2018 3:54 am


I'm a scholar and a gentleman, And I usually don't fall when I try to stand. I lost a bet to a guy in a Chiffon skirt, But I make these high heels work

Meu deus. Literalmente, meu deus. Eu estava diante de uma cria divina. Por um momento, pensei na criação dessa pessoa. Sempre lia livros de mitologia grega quando mais novo, e se minha mãe pegasse, estava morto, do jeito que ela era religiosa, e eu mal conseguia crer que estava diante de uma prole divina, esculpida do barro por Zeus. Como essa criança foi criada? Será que sabia dos poderes desde pequeno? De quem foram as mãos em que caíra para ser tão educado e comprometido com o bem? Tivera treinamento de combate pesado desde a infância? Já havia se relacionado com muitas pessoas? quantos anos tinha, afinal? Tinha sexualidade definida? Será se tinha umbigo? Tinha que ter umbigo.

E os meus pensamentos, que na verdade já se encontravam tão longe de mim quanto a famosa ilha de Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch, no País de Gales, foram fisgados de supetão pelo convite feito pelo astro da noite. Ir à casa dele seria ótimo! Poderia perguntar tudo. Não conseguia dizer o que se passava na minha cabeça. Depois de tantos anos, me sentia uma criança com uma lupa em um jardim imenso, olhando coisas pra cima e pra baixo com um livro de ciências do lado. Cheio de dúvidas, curiosidades e tempo livre. Muito, mas muito tempo livre. Havia descoberto um mundo totalmente novo, e iria explorar o tanto que pudesse. Por um breve momento, depois de tanto tempo, quis novamente criar um laço. Não havia visto o outro rapaz em ação, então poderíamos conversar também. Meu coração queria sair pela boca.

— Vamos, então. Algum de vocês sabem voar? Seria melhor evitarmos as duas quadras a pé. - O senhor maravilhoso voa também? Não pude evitar uma diversão de leve. Ao ouvir a frase. Levantei as mãos abertas, chamando um pouco a atenção dos rapazes a mim, como se tivesse algo muito interessante para mostrá-los. Vi que seus olhos fitavam as minhas mãos abertas e apontei com os indicadores para meus pés. Ao ver que a atenção deles estava voltada para os pés, lentamente dobrei meus joelhos, causando o maior suspense, fazendo com que ambos os meus pés deixassem o chão e meu corpo levitasse tranquilamente no ar. A expressão em meu rosto era de surpresa teatral exagerada, como se eu acabasse de mostrar-lhes a coisa mais fabulosa do universo e esperasse a mesma expressão deles. Depois disso, comecei a dar cambalhotas muito lentas no ar, como um astronauta brincalhão em um ambiente sem gravidade de sua nave. Voar era um dos meus maiores prazeres, mas eu não costumava usar com frequência por temer que um dia fosse enjoar, mesmo que duvidasse muito que isso viesse a acontecer. Depois de brincar um pouco, ascendi aos céus como um nadador indo para a superfície de uma piscina. Os cidadãos olhavam maravilhados, como se tudo fosse parte de um show nova-iorquino.

-Próxima parada, Capitão? - pus a mão na boca e imitei uma voz de microfone de sala de comando de navio. Ou de avião. Ou de helicoptero... De qualquer forma, esperei o homem mais velho dizer para onde iríamos. Será se Maximilian Burnham sabia voar? Eu não sei se aguentaria carregar ele pelos céus...

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Re: Why Do You Fight?

Mensagem por Maximilian Burnham em Dom Jan 14, 2018 6:17 pm

CUP NOODLES
“Caralho”, quase disse Superboy, mas foi contido por Max. A parte mais sensata do jovem sabia que o escoteiro semideus não aprovaria um palavreado tão baixo. Apesar de que deveria ser compreensível para Daniel logo após ele revelar o que é de maneira tão indiferente.

— Qualquer lugar é melhor que minha casa agora — compartilhou a verdade com os outros dois enquanto se juntava a eles no ar. Como se fosse a coisa mais natural do mundo, Max flutuou para perto do mais velho. — Onde fica a sua casa?

Embora o bom senso sempre dissesse que não se deve ir a casa de estranhos, Burnham se sentia isento dessa regra. Aliás, havia poucos males que poderiam afetá-lo só por estar em uma casa, embora fosse de um filho de Zeus. “Daniel pensou que eu também fosse um semideus. Devo ter habilidades a altura, caso precise usá-las.”

Ainda havia as inúmeras perguntas que não paravam de brotar na cabeça do asiático. Ele queria saber mais sobre o homem com tanto poder que se isolou da sociedade e também sobre o rapaz que parecia ser um com o ar. Pelo o que tinha escutado, o jovem tinha matado algum dos assaltantes. Max quis, por um instante, ter presenciado, mas em seguida afastou o pensamento macabro com sua mão, como se fosse um mau cheiro.

Quando partissem em direção à casa de Daniel, Superboy se aproximaria de Sieghart e sussurraria na medida do possível durante um voo em alta velocidade.

Aquela foi a primeira vez que você matou?



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Re: Why Do You Fight?

Mensagem por Daniel Sundfør em Seg Jan 15, 2018 6:38 pm


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Observei, ainda impressionado com os poderes de ambos, o uso de seus poderes para voar. Assim que Sieghart falou de forma carismática e engraçada qual era a próxima parada, assenti para o mesmo, observando-o flutuar logo acima de Maximilian e eu. Foi então que eu comecei a flutuar também, sendo acompanhado em seguida do jovem de compleições asiáticas. Sobre sua pergunta, indiquei com o queixo a direção para qual deveríamos ir e então impulsionei meu corpo, fechando as mãos em punho e sendo acompanhado pelos dois rapazes logo atrás de mim. Não sabia se era uma boa ideia leva-los até minha residência e conversar com eles, me abrir para pessoas que não possuíam absolutamente nada em comum comigo, mas, neste mundo de injustiças e desesperanças, precisava dar algumas cartas sem esperar nada em troca. Era uma das leis supremas do universo, creio eu; ser bom e não esperar receber recompensas, só assim as pessoas viam dignidade umas nas outras para poder serem elas mesmas.

Fingindo que não ouvia a pergunta de Max para o outro, contornei um prédio e pousei na sacada de um apartamento com suavidade, puxando o suéter e jogando-o numa cesta de lixo próxima, ficando apenas com uma camisa branca e regata por debaixo. A sala de estar – na verdade o apartamento em si – eram de espaço mediano, para apenas uma pessoa, pois nunca fui apegado ao luxo ou grandes construções. Com pisadas fortes no piso de mogno fui até a geladeira e simplesmente comecei a guardar o conteúdo das sacolas lá dentro, assim como no armário de inox negro logo acima da pia. Deixava os rapazes explorarem a casa, apesar do meu quarto e o de hóspedes estar fechado. Na sala, encontrava-se o laço, minha espada e o escudo que eu havia deixado ali pouco antes de ir ao supermercado.

— Vão querer alguma coisa, rapazes? Aliás, vocês tem idade para beberem? — Falei enquanto colocava um pouco de gim em um copo, fitando-os da cozinha. Por fim, chamei-os até a cozinha e então lancei os dois copos na mesa até os dois. — Quero saber; há quanto tempo possuem esses poderes e, o mais importante,  o que fazem com eles? — Era uma pergunta direta a minha, mas eu precisava fazê-la. Eles eram jovens com grandes poderes e grandes responsabilidades, um cálculo errado num voo e eles poderiam morrer, serem mortos ou pegos por maníacos e estudados em laboratório. Existiam todos os tipos de loucuras lá fora, e os dois me pareciam bem pouco à vontade com a ideia de salvar pessoas, só o fazendo como forma de seguir o que eu havia começado.

— Eu sei; é uma pergunta pessoal demais, mas... isso não é uma pergunta comum, como as que envolve a escolha de uma profissão ou algo do gênero; envolve o que vocês vão fazer com esses dons que vocês possuem. Uma escolha errada e o mundo inteiro pode amá-los ou odiá-los, vocês podem salvar ou matar pessoas com a mesma facilidade que uma pessoa comum consegue piscar os olhos. É muita responsabilidade. — Falei enfaticamente, apoiando minhas mãos no balcão e olhando cada um deles nos olhos, esperando pela resposta deles.

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