[Misão] One-Post - Terror Night

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[Misão] One-Post - Terror Night

Mensagem por Sandman em Sex Jan 12, 2018 5:31 am

Terror Night
A chuva caía exponencialmente lá fora, enquanto Tom empurrava o carrinho metálico enferrujado. Seu som era irritante e a cada movimento e corredor novo, parecia que uma das rodas queria sair, mal tocando no chão de azulejo azul-marinho que, sob a luz fraca do estabelecimento, parecia estranhamente sujo e estranho. Haviam boas ofertas ali, poucas pessoas – o que Tom e seus amigos agradeciam – e muitos produtos diversificados que agradavam ao garoto mafioso. Enquanto fazia suas compras, eis que sua atenção é roubada por um senhor de idade que estava num dos caixas – o único disponível, dentre tantos naquele grande supermercado. Ele pegou o telefone, olhando fixamente para o mutante, sem conseguir disfarçar muito bem que estava reconhecendo-o. A pergunta seria: de onde? O homem de cabelos cinzas e camisa estilo havaiana virou-se, sussurrando desconfiado no telefone celular.

Foi então que as luzes piscaram, cinco homens então adentraram com tacos de baseball e máscaras de palhaços, todos eles com roupas pretas combinando. Do final do corredor onde o jovem estava, um sexto homem surgira, com uma sacola preta pingando no chão, deixando-o com uma coloração avermelhada. E então, ele retirara a cabeça decepada da mãe de Tom, balançando-a. Então a voz abafada pela máscara ressoou no recinto silencioso.

— Isso é pela nossa antiga chefe, bem melhor que você, pirralho! — Esbravejou o homem, dando a entender imediatamente que ele era da máfia da mãe de Tom e que queria se vingar pela morte de sua chefe.

E então, com passos firmes e sacudindo a cabeça, o homem a atirou na direção de Tom, pegando seu taco de baseball e batendo na mãe do mutante, fazendo-a chocar-se contra o peito do menino. Logo, ele estava sozinho e encurralado ali dentro.


Informações


i. Bem, a missão é one-post e é bem simples: terá de lutar pela sua vida e enfrentar os seis homens. Três deles estão com tacos de baseball, dois com canivetes e um não possui arma alguma (ele apenas grava o ocorrido de longe).

ii. O palhaço com a câmera deverá ser o último e, a esta altura, Tom descobrirá que os palhaços não são da máfia da falecida, e sim rivais querendo causar contendas em seu reino.

iii. A cabeça de sua mãe está em estado de putrefação e fora atirada contra seu peito. Poderá fazer o que quiser com ela depois.

iv. Ponha todos os seus detalhes do Arquivo Morto em Spoiler, de preferência um Spoiler para poderes, outro para atributos e o outro para o restante das informações, para que fique organizado.

v. Pode usar seus poderes à vontade e sem o uso de rolagem de dados.

vi. O prazo é até o dia 19/01/2018. Então você tem exatamente sete dias para postar.

vii. Boa sorte, qualquer dúvida, MP!



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Re: [Misão] One-Post - Terror Night

Mensagem por Tom M. Phlöros Dekker em Sab Jan 13, 2018 8:30 pm


Naquela manhã ele havia sido acordado com uma dor persistente nas têmporas. Dor de cabeça. Ao afastar as pálpebras possuía os oculares imersos em uma inchação, e olhos que se fecharam quase instantaneamente depois de perceberem que não estava em sua cama e sim, em uma conveniência. Havia um homem em sua frente, com as mãos unidas em frente ao corpo, acompanhado de uma mulher e eles não sabiam se deveriam indagar se Tom estava bem, ou se era melhor permanecer calado para não acabarem mortos na manhã conseguinte. Era explícito, então, que Tom M. Phlöros Dekker estava se preocupando de mais com merdas que ele poderia muito bem mandar alguém fazer por ele, como isso.

Mas como ele havia matado a própria mãe, assumido o cartel, tráfico e contrabando, e ele só tinha 11... Era possível que alguém achasse quaisquer fresta possível para tentar derrubá-lo. Ele, ao que tudo diz, não deixaria isso acontecer por um desleixo seu. Unicamente.

O homem ainda estava lá, e a mulher também. Faltava ele saber o que ele estava fazendo ali; ele afastou os lábios como quem fosso falar algo, colou-os novamente, e então só pode-se ver o ar ser expelido pelo seu nariz após passar pelos pulmões, de modo que deixava claro o seu descontentamento. Ele estava sem nada em sua dispensa, era isso. Precisava de tudo do bom e do melhor (que era ao que estava acostumado), por isso estava em um contêiner de proporções esdrúxulas, um que para ser honesto servia como resiliência para uma conveniência e que muitos gostavam de falar que era a mais vasta; nada agradável para quem não possuísse como pagar - quem podia adentrar eram indivíduos específicos e de boas "contribuições". Tom era tenro, mas todos lá já sabiam quem ele era; possuía um acordo para extraviar cannabis dentre mais drogas ilícitas, então ele era muito bem tratado.

Não possuía quase que ninguém além dos três por lá. Não estava inconfortável, contudo. Eles, mudos, o deixaram a vontade para fazer o que viera para fazer, com as mãos agarrando a superfície cálida de um suporte que usaria para por o que ia trazer consigo (não era muito). Conferiu o que já havia pego: hortaliças e um par de facas belas e finas, já que as suas já estavam gastas. Só faltavam os seus preferidos: as carnes. Ele foi até a seção onde poderia acha-los mas o que pôde ver foi... Um rastro de soturno que ia até a extremidade oposta. Não era bem isso o que ele queria. Tom franziu o cenho, afastou-se de onde estava e se escorou sobre o corrimão que poderia levá-lo para o piso inferior. Ele ergue o rosto afim de ter alguma noção sobre o que poderia haver ali. Prendendo a respiração, e tão fleumático/inalterável quanto antes, desce. O cenário não está mais tão silente, pois agora tem o eco de suas passadas. É quando os lances acabam que o cheiro passa a ficar forte — um cheiro horrível, de algo podre. Que merda era aquela? A resposta vem como, realmente, um engunho.

A iluminação falha, sua visão é comprometida, mas o que ele é capaz de ver é nítido: cerca de cinco homens surgindo atrás de si e, na sua frente, mais um; este último possuía consigo a cabeça arrancada de sua mãe, Cordélia R. Plhöros. Sua mão trazia-a pelos fios acastanhados umedecidos pelo sangue que escorrera para lá. Sua pele era pálida e decomposta, bem como os lábios desfigurados.

HELGE, "Não são muitos. Todos possuem armas, três não-cortantes e dois com lâmina (umas quais podem lamber seu pescoço, mas confia que isso não irá acontecer). O ambiente é bom para se locomover, mas não dá para enxergar bem, o que anula o âmbito posterior".
ÖRPHÉLIA, "Você não deveria ter desdenhado aquele homem".

— Que homem? — ele murmurou, enquanto todos, inclusive ele, permanecem parados bem onde estão.

[right][i]ÖRPHÉLIA, "O mesmo que provavelmente sinalizou a sua presença assim que o viu".

— Merda. — e de fato, houvera um homem. Ele era grisalho e trajava uma veste florida, uma que deixava a mostra seu torço peludo e gordo. Tom teve uma reação à aquilo... Cerra o cenho e então, assente. Foi aquele filho da puta, ele diz. Não exatamente ele, mas alguém bem próximo quanto gostaria. Närcisus.

Um deles lança  a cabeça de Cordélia sobre ele, afligindo-lhe o estômago, e isso soa rude. Tom era insensível, mas possuía um leve contraste sobre o que era tolerável e o que não (se não nem poderia ser considerado alguém com escrúpulos — mas mesmo assim, há nuances). Ele sente algo em seu peito... Algo que só surge em situações as quais são muito difíceis de acontecer, por que o que anseia não é algo sutil suficiente para que Mors possa se entreter. Afinal, é algo do feitio de um que está sempre insatisfeito, e só existe uma coisa que cessa a sua sede: a morte.

O corpo de Tom tremulou, e pôs-se a se deformar (mas, tão somente o lado esquerdo deste); seu rosto assumiu as feições de alguém bem mais mortaz, de pele negra, e madeixas crespas e volumosas. Os dentes eram mais afastados. O punho e braço possuíam veias que se alastravam por todo ele. Em condições diferentes, talvez mais arrogantes, ele teria se adulterado perfeitamente. Ele enrijece o corpo conforme ergue a perna, e enfia sob a cabeça da morta, arrebentando-a:

— "Ela era melhor" — ele desdenha, e retira a perna ensanguentada, arastando-a para retirar o grosso — Era? Perdão, ela não parecia tão boa quando Mors a matou. — Närcisus/Tom diz.

Eles vão até ele. Primeiro os com faca: possuíam mais condições de ferir e por isso eram mais nocivos. Avançaram um pelo flanco esquerdo, e um pela frente: Närcisus esboçou um sorriso tênue nos lábios ao arrastar a perna destra para trás e, então, desprezar a mão alheia defronte afim de fazê-lo soltar a arma; o homem em sua trás até que enfiara a faca em sua pele, mas naquelas condições ele não sentia dor (ainda). Närcisus/Tom, sem remorso, arrancou a arma de entre sua carne, músculo e veias e, então, passara-a em si próprio.

— Que porra é você? — um deles vocifera, fraquejando para trás.

— Eu? — o moreno diz, — Só a personificação da carnificina.

Num afasto das pálpebras, Närcisus/Tom já andava até eles, lentamente. Ambas as armas estavam apostas para quem quisesse se apossar, mas quem é que se arriscaria a se aproximar? Antes que pudessem fazer algo, a pele de ambos começou a se desfazer. As moléculas de seu corpo estavam se desintegrando a cada passada do menor, e sem que sequer dessem conta, já estavam só em ossos, se desatando em restos mortais.

Já em frente a eles, o moreno tão somente visou-os com desfeita: — ...Só faltam três. —. Os homens que estavam até então estagnados, tremem. Ajeitando as mãos na posse de suas armas, decidiram ir de fronte a Tom e, de fato, encheram-no de porrada. Não esperavam por isso. Afligiram-lhe o torço, e as pernas, e todo o seu corpo enquanto puderam. O suor que descia e escorria de suas peles era frio, e até saliva saía dos dentes cerrados de forma estreita. Seus braços consumiam toda a força que lhes cabia em cada taca que davam, e deram até Tom estar estirado e ferido de forma que ele estava quase irreconhecível.

Ofegantes. Deslocaram o maxilar do moreno, e quando ele se pôs a cair, e haviam marcas de fraturas em seus braços, costelas, ombros e pernas. O sangue escorria de tantos pontos diferentes que um legista ficaria impressionado (mas não de um bom modo). O peito dos três subia e descia, oscilando de forma descompassada em relação ao coração.

— S-Será que ele morreu? — um diz, com a epinefrina tão alastrada em seu corpo que ele mal poderia soltar o que possuía em mãos.

Vários instantes se passaram, e eles ainda esperavam que algo fosse acontecer. Não poderia ter sido tão fácil assim... E não foi, para o desalento de todos. Assim que passadas gordas ressoaram do recinto, assim como uma respiração penosa devido a vias obviamente obstruídas, algo se sucedeu quando aquele quarto desgraçado apareceu:

— E então, conseguiram seus merdas? — ele parecia confiante, mas não muito em suas feições claramente hesitantes. Se aproximou devagar, e tentou por os punhos unidos aos flancos que eram, do contrário, sua pança. Estava gotejando mais do que os três homens que haviam efetuado todo a porradaria.

— Parece que sim, não sei... — um fala, e o homem vocifera.

— Como assim "parece"? Ou mataram, ou não mataram! — vociferou.

Tentar explicar o receio que possuíam era difícil de mais para que aquele gordo entendesse. Não sabiam, afinal, se haviam realmente matado Tom M. Phlöros Dekker. Não sabiam. Foi então que um cara de expressão amedrontada surgira com algo que parecia uma câmera minúscula com restos de flores por cima, o que sugeria que estivesse em meio às plantas que enfeitavam as arestas. Ele parou bem longe do corpo, com desgosto de vê-lo ferrado e "morto":

— As gravações estão todas aí, fiz o que me pediram... Nunca mais me envolvo numa porra dessas! — ele quase que enfiou a tal nos braços do homem para ir de lá na maior pressa possível. Mas não foi o que aconteceu. Ele não poderia.

Enquanto o gordo esbanjava satisfação, os três agressores se acalmavam, e o outro fugia, Tom espalmou as mãos ao lado do corpo. Todos saltaram ao vêr que aquele falecido não estava tão morto quanto deveria. Ele foi se erguendo lentamente, e o pavor era tanto que nem um deles saíra de onda estava. Sequer respiravam. Aquele semblante cheio de lascerações, feridas, hematomas e cortes estava estendido em frente a eles: todos sabiam que logo estariam tão parecidos quanto achavam que ele estava. Mais até que a própria cabeça solta de Cordélia R. Phlöros.

Quando a milícia compareceu não sabiam o que estava nas mãos deles. Haviam drogas, e haviam exatamente sete corpos pendurados em frente ao contêiner. A língua de um estava arrancada; um não possuía ambos os olhos, e os ademais estavam sem os braços. Quando foram achar os membros que havíam faltado, estavam sendo todos mandados para as esposas e marido de cada um. Mas de uma declaração eles sabiam: quem havia feito era alguém que se intitulava como "Eles". Chamaram o caso de ORGANISM PARTS.

ESPECIFICAÇÕES:
VITALIDADE 100/100
VELOCIDADE 150m/s
PERCEPÇÃO 200m/s

Força 05
Inteligência 10
Resistência 05
Agilidade 10
Vigor 10
Carisma 05
INFORMAÇÕES:
i. RESISTÊNCIA À TORTURA, calouro;
PODERES:
i. M. ESPONTÂNEA é a instabilidade do organismo e da mente que repercute em variações mutagênicas e de personalidades distintas.

ii. PSICOCINESE (Mors), uns afirmam ser uma manifestação da onipotência, só que ela precisa da sua própria mente pra ser usada. É a habilidade de fazer o que quiser, mas sua determinação é oriunda de todos os poderes psíquicos/psiônicos existentes.

iii. M. MOLECULAR (Närcisus) é capaz de gerar, moldar e manipular moléculas, podendo controlar, literalmente, tudo em escala molecular. Pode, também, manipular a vida em um âmbito celular, incluindo, e não se limitando, a alterações genéticas, distorção física e aumento de funções biológicas.

iv. ANÁLISE-AUTÁRQUICA (Örphélia) dá a possibilidade de analisar rapidamente o ambiente ao seu redor com um pensamento  rápido e detalhado, capaz de encontrar padrões pré-estabelecidos que outros não conseguiriam. Graças a isso o usuário tem a excelente capacidade de fazer planos muito inteligentes em um curto período de tempo. Em alguns casos, o possuidor desse poder também consegue prever as ações de uma pessoa, analisando a personalidade dela.

v. DETECÇÃO DE CONDIÇÕES (Helge) é a capacidade de detectar condições específicas a seu redor, incluindo ameaças, seres vivos e habilidades. Possui um limite de distância ao redor do personagem para funcionar, de acordo com tal.

vi. M. EMPÁTICO (Ëmmett) é a habilidade por meio da qual, através do contato físico, o mutante consegue drenar a energia, as memórias e as habilidades físicas e mentais, normais ou especiais que a vítima possua, além de alguns dos seus super-poderes e alguns traços de sua personalidade. Normalmente, isso ocasiona a perda de consciência e de memória no alvo. O efeito da transferência é temporário; escoam-se as características absorvidas e a vítima volta ao normal. Todavia, contatos prolongados podem causar o dreno permanente e até levar à morte a pessoa que recebeu o toque.

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Re: [Misão] One-Post - Terror Night

Mensagem por Sandman em Qui Jan 18, 2018 2:40 pm

título
Tua escrita é, por deveras, primorosa. Tu tens uma capacidade ímpar de transpor em uma escrita sinuosa todos os detalhes acerca dos locais onde estás, o que fazes e o que cada personalidade maquiavélica está a pensar. Parabéns, e eis tuas recompensas.


Recompensas e Danos


i. 8 níveis
ii. - 3 pontos negativos em Fama
iii. Dano: 60 pontos de HP
iv. Conseguirás recuperar teus pontos de HP por completo após um total de duas postagens. Após tais, deverás ir ao tópico de atualização (link aqui) requisitar a recuperação total de tua vida.
v. Os pontos de HP a menos já foram retirados de teu Arquivo Morto, entretanto, deverás requisitar teus níveis (juntamente dos pontos de atributo e perícias) no devido tópico de atualização, citado acima.
vi. Foi um prazer!


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Re: [Misão] One-Post - Terror Night

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