DIY - The origin of Blurryface

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DIY - The origin of Blurryface

Mensagem por Elizabeth Cass em Sab Jan 13, 2018 3:42 pm

The origin of Blurryface
Os eventos transcritos envolve Elizabeth Cass. Passa-se esta em 24/12/2015, Cass' Market, no Bronx. O conteúdo é Livre. Atualmente, o exercício FINALIZADA e será fixado uma quantia de três posts. Em sumo, a diy narra os acontecimentos que levaram ao surgimento da terceira personalidade de Elizabeth, a assassina sem escrúpulos que age por interesses próprios, Blurryface.



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Re: DIY - The origin of Blurryface

Mensagem por Elizabeth Cass em Dom Jan 14, 2018 12:36 am

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Are you high enough without the Mary Jane like me? Do you tear yourself apart to entertain like me? Do the people whisper 'bout you on the train like me? Saying that you shouldn't waste your pretty face like me?



Ellie

Era véspera de Natal e eu não tinha conseguido nenhuma apresentação para o momento. Já fazia algum tempo que eu e minha música ajudávamos a pagar as contas daqui de casa. Mas o mercadinho de meus pais não poderia fechar, afinal ia ser o único das redondezas aberto. Logo, faria sentido que nossos lucros aumentassem já que as pessoas iriam lá comprar o que faltou para a ceia. E lá estava eu, com o cabelo escondido por um boné feio e com um avental por cima de minha blusa de manga comprida e minha calça jeans. Eu odiava trabalhar na loja, mas amava meus pais e aquilo vinha no pacote. Ajudar a família no nosso pequeno negócio era mais do que minha obrigação, afinal precisava ajudar a pagar os remédios de minha mãe. Câncer era uma bosta.

Provavelmente seria mais um feriado comum. Uma música qualquer de jazz ressoava na vitrola velha de meu pai, enquanto eu varria o chão da loja. Um grupo de jovens, provavelmente bêbados, entrou na loja fazendo muito barulho. Eu gostaria de ser mais como eles, mas sem dúvidas, aquilo estava bem mais para algo que Elizabeth, minha alter-ego, faria. Sim, era estúpido a personagem que eu interpretava nos palcos ter o mesmo nome que eu, mas praticamente todos me conheciam por Ellie em nosso bairro. Não era como se geral me conhecesse, mas quem conhecia era como Ellie. Mas aqueles garotos eram estúpidos demais. Pareciam até mesmo eu quando era mais nova e tentava me encaixar em grupinhos idiotas. Estavam tentando parecer constantemente mais velhos.

Fui até o caixa, deixaria para varrer a loja em outra hora. Uma garota com mechas cor-de-rosa, que parecia não ter mais que 15 anos se pôs a frente do grupo e foi passar as garrafas de cerveja pelo caixa. — ID, por favor. —  Apenas o pedi, por notar que meu pai me olhava enquanto voltava do estoque. Ela ficou emburrada e me confrontou, dizendo que aquilo era um absurdo, estávamos num país livre, e aquele blá-blá-blá todo. Assim que ele voltou para o local, mudei minha postura. — 3,5 dólares por latinha. — Falei com preguiça da situação, pedindo o dobro do preço normal. Qual é? Eu não era moralmente incorruptível, além disso o dinheiro todo iria para o caixa de meus pais. Ela soltou um resmungo e me deu o dinheiro. — Muito obrigada e volte sempre. — Forcei um sorriso. A garota me mostrou o dedo do meio e o grupo saiu.

Minha mãe me mandou ir até o estoque para repor os produtos de higiene nas prateleiras, que ela cuidaria dos clientes. Provavelmente ela tinha ouvido o que aconteceu comigo lidando com aqueles adolescentes. Meu pai tinha saído para levar uma encomenda para uma senhora na rua de baixo. Após alguns minutos colocando os produtos em um carrinho, voltei para o interior da loja para colocar as coisas em suas devidas prateleiras. Nada muito fora do comum, apenas minhas obrigações cotidianas. E aparentemente aquele seria um Natal normal como qualquer outro. Seria, se barulhos de tiros sendo disparados não invadissem meus ouvidos.




And all the people say: "You can't wake up, this is not a dream. You're part of a machine, you are not a human being. With your face all made up, living on a screen. Low on self esteem, so you run on gasoline."






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Re: DIY - The origin of Blurryface

Mensagem por Elizabeth Cass em Dom Jan 14, 2018 6:02 pm

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Ellie

Meu peito doeu de medo e ansiedade. Caralho, estavam atirando aqui na loja. De forma cuidadosa e discreta estiquei meu pescoço para encarar o que ocorria. O ex-namorado de mamãe, Paul, estava parado na frente da entrada, com uma arma na mão. Deveria ser um revólver comum, mas tudo indicava que ele havia disparado o tiro. Olhei para o teto e notei um buraco de bala. Graças a qualquer divindade ele não tinha acertado nem minha mãe nem meu pai. Aquele cara era insano e doente. Minha mãe tremia de medo atrás do balcão do caixa, provavelmente acreditando que aquilo seria apenas um assalto comum. Mas ela deveria ter muito mais medo, levando em consideração que ele era seu stalker e nunca aceitou que minha mãe tivesse casado com meu pai. Ele passou 21 anos nos odiando e nos perseguindo, com alguns poucos intervalos graças à suas passagens pela cadeia, por tráfico de drogas e estupro.

É uma pena que não o deixaram em prisão perpétua por prevenção da sociedade. Ou não castraram aquele nojento depois do que ele fez... Provavelmente eu não tinha muito tempo, e enquanto ele tentava discutir com minha mãe, que queria o forçar a largar aquela arma para conversarem como pessoas decentes e normais, liguei para a polícia. Minha mão tremia enquanto eu segurava o celular em meu ouvido. — Pelo amor de Deus, venham rápido para o Cass' Market, no Hunts Point. — Implorei com minha voz baixa para não me ouvirem. A mulher que atendia minha ligação não parecia se importar ou se preocupar muito, achando que não era de tal gravidade. — Moça, tem um cara mantendo minha mãe de refém. Por favor, é importante. — Minha voz não foi mais do que um sussurro, mas a mulher de má vontade falou que iam mandar uma viatura para cá. O policiamento na região em que morava nunca foi muito boa. Era uma região mais pobre, ninguém se importava em pessoas pobres morrendo.

Meu corpo tremia de medo. Estava com um péssimo pressentimento sobre tudo aquilo e algo me dizia que ele não queria apenas nos roubar. — Carolyn, essa é sua última chance, ou você é minha ou de mais ninguém. — Ele praticamente gritou com sua voz levemente bêbada. Eu me senti enojada. Acho que mamãe também. — Eu prefiro a morte. — Ela retrucou com acidez. Não sabia se aquilo era coragem, ou ela acreditava que era mentira. Me senti tentada a entrar na cabeça do homem. Já tinha feito aquilo algumas vezes por curiosidade, mas talvez aquilo tivesse alguma utilidade. Sempre que eu tentava o fazer precisava de uma boa dose de concentração. Consegui invadir aquela mente doentia. Ele desejava assassinar eu e meu pai. Bosta. Pelo menos papai não estava no momento, e eu ainda poderia tentar controlá-lo. Apenas precisava me concentrar um pouco e tudo daria certo.

Fique longe de minha esposa! — Ouvi um grito da voz de meu pai me desconcentrando. Ele tinha voltado no pior momento o possível, como se aquilo fosse um enredo de uma novela ruim. Respirei fundo, e tentei fechar minha mente para as bizarrices que eu tinha escavado na mente de Paul. Acho que ninguém prestou atenção quando eu saí detrás de onde estava e encarei o que acontecia. O homem deu uma risada alta e grave, que era digna de qualquer vilão da ficção. — Agora estamos com o nosso casalzinho favorito reunido. — A mira de sua arma variava entre minha mãe e meu pai. A polícia não parecia estar perto de chegar e minhas mãos suavam frio. Eu podia criar ilusões para evitar que ele nos matasse. Ou poderia tentar controlá-lo de novo.

Fechei os olhos e entrei na mente doente dele. Solte essa arma. Sibilei entre seus impulsos psicopatas que se dividiam entre querer matar meu pai e estuprar minha mãe. Eu sentia vontade de matar ele naquele momento. Sua mente tentava lutar contra meu controle. Não tinha certeza se eu ia aguentar o manter no estado de inércia por muito tempo. Respirei por um instante e aquilo foi o suficiente para seu dedo bater no gatilho e uma bala atingir o peito de meu pai. Não conseguia mais me controlar, nem mesmo conseguia manter o controle sobre a mente dele. A música de jazz que tocava no fundo foi se tornando distante. Eu sentia vontade de chorar, de gritar de matar Paul. Minha visão ficou embaçada. Tudo ficou escuro daquele momento em diante.



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Re: DIY - The origin of Blurryface

Mensagem por Elizabeth Cass em Seg Jan 15, 2018 11:28 pm

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Ódio. Esse era o único sentimento que eu era capaz de sentir. Ódio e uma enorme vontade de tentar me vingar. Eu queria sentir o sangue quente de Paul escorrendo por minhas mãos. Há anos estava adormecida. O ódio e a vontade de me libertar me pertencia. Fui eu que cortei a perna daquele homem quando tentou me estuprar, quando eu tinha 14 anos. Também fui eu que fiz meu tio sofrer morte cerebral após ele me abusar por uma última vez quando eu tinha 6 anos. Eu era o pior lado de Elizabeth e só acordava quando precisava me defender de forma mais intensa. Ou quando eu tinha vontade, o que era quase nunca. Mas naquele instante aquele homem ia pagar por matar meu pai. Outro tiro foi ouvido. Sangue saia do ombro de minha mãe. Não era um ponto vital, e foi só um tiro de raspão. Mas ele não ia ter uma outra oportunidade de atirar em toda a sua vida.

Andei para frente pouco me importando se eu seria notada. Uma poça de sangue estava acompanhando meu pai no chão. Mas eu não ia me focar naquilo. Os olhos pretos de Paul me fitaram assim que me viu. Seus olhos passearam por todo o meu corpo, como se tentasse me invadir. Mas aquilo não ia acontecer. Ele abriu a boca para tentar falar algo, mas eu fui mais rápida em invadir sua mente e mantê-lo paralisado. Com um pequeno esforço o fiz parar em uma ilusão, em que ele estava preso em uma caixa de vidro. Eu o via por fora daquela ilusão, e naquela caixa de vidro ele não conseguia me enxergar. E eu iria o torturar. Até ele perder a sanidade de forma total. — Seja bem-vindo ao seus piores pesadelos e medos. — Minha voz ressoou por todo
ambiente o fazendo se debater e tentando sair da caixa. — Fique quieto. Não há como sair daqui, apenas se eu quiser. — Soltei a informação demonstrando minha total satisfação em meu tom de voz.

Fiz uma varredura em sua mente procurando por seus piores medos. Todos tinham algum medo, só precisava procurar para trazer a tona. No caso, eu dei um enorme sorriso de satisfação quando descobri que o medo daquele babaca eram corvos. Ótimo. Já sabia exatamente o que fazer com aquele ser humano desgraçado. Uma revoada de corvos invadiu o pequeno espaço daquela caixa de vidro. Corvos famintos, para ser mais exata. Os corvos bicavam seus olhos, puxavam seus cabelos, enquanto ele tentava gritar de terror. Bom, ele apenas tentava, pois aquilo seria o mais próximo o possível de um pesadelo. Ele não conseguiria gritar. E a sua boca se abria, mas nenhum som era ouvido e os corvos continuavam tentando se alimentar de seu corpo. Os cantos de minha boca se curvaram para cima, formando o sorriso mais doentio o possível.

O mantive naquele estado pelo que ele acreditou serem dias. Seu corpo foi parcialmente comido pelos corvos. Olhei no meu relógio e ele dizia que se passaram dois minutos. Saí de sua mente, ainda o mantendo preso na ilusão, olhando para o meu redor. Minha mãe estava escorada na parede. Me aproximei ela, sabendo que estava ferida. — Aguenta mais um pouco, por favor. — Pedi com delicadeza segurando sua mão. Ela meneou a cabeça em afirmação e apertou minha mão. Suspirei começando a me acalmar. O maldito estava voltando a se movimentar, mas aquilo não ia ficar tão barato assim. Soltei a mão dela e me dirigi em sua direção. Cerrei meu punho e encarei seus olhos escuros. — Se deite no chão em posição fetal. — Ordenei dentro de sua mente. Ele já tinha sentido dor sem deixar uma única marca física. Caminhei de forma pesada em sua direção e dei um chute no meio de suas pernas.

Ele gemeu de dor e eu apenas consegui rir daquele ato. A dor que ele sentia me divertia e saciava minha parte sombria. Não poderia deixar mais claro o quanto eu desejei ver esse maldito sentindo dor e sofrendo graças a mim. Novamente revirei algumas de suas memórias, e consegui achar uma em especial que eu queria fazer questão de que não saísse de sua mente. O momento em que ele foi estuprado na cadeia. Tinha noção de que aquilo ocorria com estupradores, e me deixava bem feliz que aquilo ocorreu com ele. Sorri e deixei aquela imagem e lembrança em um estado de "replay" em sua mente. Ouvi o barulho das sirenes. Finalmente aqueles policiais filhos da puta resolveram dar as caras. Eles entraram na loja apontando as armas para todo e qualquer lugar. — Vocês chegaram tarde demais. — Trinquei os dentes com um cansaço evidente. — Ele matou meu pai. — Apontei para o homem que estava deitado. Aquela história era meio complicada de acreditar. — Por favor, uma pessoa morreu e minha mãe está ferida. Eu tive que resolver isso, mas não é sempre que uma meta-humana está por aí. — Eles algemaram Paul e foram verificar as filmagens assim que indiquei onde estavam. Assim que estavam carregando minha mãe na maca para o hospital, eu acabei desmaiando. Isso era algo para Ellie lidar com isso.




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Re: DIY - The origin of Blurryface

Mensagem por Sandman em Qui Jan 18, 2018 3:44 pm

título
Tua Do It Yourself fora permeada por uma linguagem de fácil compreensão e uma dinâmica palatável e fluida, com muitos sentimentos empenhados e transcritos sucessivamente. Todavia, faltara certo aprofundamento na transição (neste caso específico, a criação de uma) personalidade para a outra. Compreenda: é envolto estupro na trama, abusos físicos sérios e traumáticos que, em minha honesta opinião, poderiam ter um zelo maior no seu "acabamento", mas que foram resumidos de forma fácil demais, quase apressada. Entretanto, continua a minha afirmativa de que tua missão fora muito bem feita.


Recompensas e Danos


i. 4 níveis
ii. +1 de fama positiva
iii. - 5 de HP (pelo cansaço extremo por conta da telepatia)
iv. Os pontos a menos de HP já foram retirados de teu perfil, de forma que, para recuperá-los, bastará um post em quaisquer RP's. Poste no tópico de atualização para recuperar os pontos perdidos.
v. Tu ganhaste vinte pontos de atributos e quatro pontos de perícia. Poste no tópico de atualização requisitando tais recompensas, distribuindo-as.
vi. Foi um prazer!



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Re: DIY - The origin of Blurryface

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