put another dime in the jukebox, baby.

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Brooke Rousteing-Herring em Dom Jan 14, 2018 12:06 am

i. love. rock 'n roll.
Burburinhos ao redor da cidade, garotas enfileiradas atravessando as calçadas numa marcha até as lojas de roupas e garotos enchendo os depósitos de bebidas com sorrisos esperançosos por uma noite insana – não havia como negar que aquela era uma noite de festa em Manhattan.

Era sábado a noite e nada mais gritava Upper East Side senão um evento, grande em produção, lista de convidados e possibilidades de tudo dar muito certo, ou muito errado. O tema da confraternização – sem motivos aparente a não ser o de enlouquecer a noite inteira – era punk-rock, o que traria um código de vestimenta temático para todos aqueles que desejassem adentrar à casa noturna localizada na Quinta Avenida.

Vistam suas jaquetas de couro e suas calças-legging ou jeans destruídas. Calcem suas longas botas com meia-arrastão e coturnos. E torçam para que as lentes dos fotógrafos de plantão do NYT não capturem o seu momento mais agressivo nesse antro onde sexo, drogas e rock n' roll são convidados de honra.


+ RP ABERTA;

+ CARACTERIZEM-SE NO ESTILO DA FESTA;

+ AINDA QUE NÃO DESCRITO NO PRÓLOGO ACIMA, POR SE TRATAR DE UMA FESTA TEMÁTICA, CONSIDEREM TODA A AMBIENTAÇÃO DEVIDAMENTE APROPRIADA PARA A OCASIÃO. COMIDAS, BEBIDAS, MÚSICA AO VIVO E DJ'S; TUDO O QUE FOR CABÍVEL NUMA FESTA DE GRANDE ORÇAMENTO.
 




avatar
ANTI-HERÓIS
22

40.7731282,-73.9752436,14z

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Rory Chärdan em Seg Jan 15, 2018 12:28 am



Witchboy
Já tá louca, bebendo
Tão solta, envolvendo, eu tô vendo não para, não. Vai, malandra, an an. Ê, tá louca, tu brincando com o bumbum, an an tutudum, an an.

Brasil, I'm Devasted


Depois de uma ducha prolongada tratei de me vestir para a festa que rolaria logo mais na quinta avenida, fazia poucos dias que eu havia me mudado, mas por sorte do destino um dos meus colegas estava distribuindo alguns convites para uma social e acabou me entregando um, aquela seria a oportunidade perfeita para conhecer pessoas novas. Observei de forma analítica o vestuário do meu guarda-roupa, saquei uma cueca, calça jeans meia folgada e uma jaqueta de couro preta, com aquilo improvisaria minha roupa. Isso que era legal em Nova Iorque, você podia diversificar à vontade no seu estilo que ninguém se importava, nas ruas você encontrava de tudo, de um garoto com fantasia de unicórnio até um homem de negócios com terno impecável.

Arrumei meu cabelo e me voltei a porta do quarto quando Nyx bloqueou a saída. – Não me olhe com essa cara... E como assim vou me perder sem você? – aquela gata conseguia ser bem sufocante as vezes, toda amizade, por melhor que seja, deve ter um pouco desse estresse de vez em quando. – Olha só, eu vou ficar bem ok!? Serão apenas algumas horas, enquanto isso você pode explorar a cozinha do refeitório principal. -  ela rolou os olhos e saiu do caminho com todo o seu ar de superioridade. – Quando voltar teremos uma conversinha sobre você me achar ingênuo, senhorita! – massageei as têmporas com meus indicadores e médios e finalmente saí, não ia deixar a opinião de uma gata estragar a minha noite.

Após um percurso não tão longo de metrô cheguei a quinta avenida e em sequencia ao local da festa, a música alta ecoava por todo espaço, as pessoas dançavam sem pudor e bebiam descontroladamente, peguei uma cerveja de um cooler qualquer, não sabia se precisava pagar, esperava que não. O gosto era amargo, era a primeira vez que bebia algo como aquilo, a princípio fiquei preocupado por não ser um bom dançarino, mas logo percebi que só bastava balançar a cabeça e pular, rebolar ajudava também, fui deixando me conduzir pela multidão entre pulos, gritos e goles; então um sorriso de contentamento tomou meu rosto, o que mais poderia experimentar naquela noite?!




~  vestindo isso (colors)  ~  



avatar
HERÓIS
22

New York City

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Aries Yorath Vaughn em Seg Jan 15, 2018 9:16 pm


Three in One


Liberdade. Uma palavra simples e tão banalizada, mas de imenso valor. Havíamos conseguido, juntos, fugir de nossa prisão e descobrir sobre nós, mesmo que tudo tenha sido tão cruel – invadir as mentes deles, fuçar e desenterrar toda a morte que assolou nossos pais em nossos últimos momentos, buscar dentro de nossas próprias mentes memórias estranhas de quando ainda éramos recém-nascidos, era simplesmente terrível. Mas havíamos escapado, cada um de nós tinha o nosso próprio trabalho, nossas vidas pessoais e individuais, mas ainda morávamos juntos, incapazes de nos separarmos por tanto tempo. Quando vivíamos naquele laboratório subterrâneo, vivíamos sempre unidos, nossas mãos dadas e conversando apenas por telepatia, mas aqui fora tentávamos, aos poucos, conseguirmos identidades próprias – não que nós não fôssemos nós mesmos lá, afinal mesmo preso Orion aprendeu música e eu me interessei por literatura e desenho, assim como Perseus tinha seus próprios interesses também, mas o fato de sempre estarmos colados um no outro dificultava a separação de nossos egos.

Aqui fora, a história era outra. Era sol na cara, roupas diferentes, trabalhos diferentes, círculo de amizades diferentes... No início, confesso que me senti meio assolado e sobrecarregado, afinal eu estava acostumado a ter meus dois irmãos em meu encalço o tempo inteiro, cada um deles debaixo de minhas asas, mas agora eu tinha que cuidar apenas de mim mesmo. E somente eu. Digitando no computador da empresa e terminando de imprimir uns papéis, entreguei-os para meu chefe e saí mais cedo, sendo abordado por Ursula, uma secretária agradável de fios da cor do vinho e lábios vermelhos como morangos, entregando-me um convite.

— Aqui, toma. Sei que você e seus irmãos são novos em Nova Iorque e ainda não tiveram a devida demonstração de todo o poder das festas daqui, então nada melhor que ir nessa festa que, acredito eu, vocês irão amar. — Falou ela com um largo sorriso animado e seu jeito agradável. Ainda era estranho ver toda essa animação nas pessoas, de onde eu vinha todos eram bem robóticos e demonstravam poucos sentimentos, apesar de conseguirmos acessá-los com telepatia.

— Obrigado, tenho certeza de que vamos aproveitar muito. — Agradeci, e então franzi o cenho. Eu nunca havia falado com ela sobre ter irmãos. — Espera, como sabe que eu tenho irmãos? — Perguntei assim que ela me entregou o papel com o convite, e então ela parou seu andar e virou-se, sorrindo sem jeito.

— Arquivos. Sabemos tudo sobre nossos funcionários. Além do mais, está no seu currículo. — Ela explicou-se e então piscou o olho, dando meia-volta e indo embora. Arrumei minha mochila, pondo o convite no bolso da calça e indo embora.



...



Assim que cheguei em casa meus irmãos já estavam comendo pizza e assistindo televisão. Havia passado num mercado próximo e havia comprado algumas coisas para fazer uma janta saudável, mas como eles já estavam devorando a pizza como se não houvesse um amanhã, desisti e guardei tudo, me juntando a eles no tapete do chão.

— Saudades. Como foi o dia de vocês? — Perguntei pegando um pedaço da pizza e comendo-o, vendo o que eles estavam assistindo.

— Normal. — Respondeu Orion dando de ombros.

— Coisas normais do trabalho, umas fotos, nada demais... — Respondeu Perseus suspirando, se alongando após ter terminado de comer primeiro.

— Bem, tenho uma novidade. Uma amiga do trabalho nos deu convites. É para uma festa, temática de rock and roll. Vamos? — Sacudi o bilhete no ar, então retirando minhas vestes e indo para o banheiro. — Vocês vem ou não? — Chamei-os da porta do banheiro, sendo acompanhado pelos dois.

Enquanto tomávamos nosso banho, ensaboando as costas um do outro, íamos conversando telepaticamente, compartilhando nossas informações do dia e trocando experiência, como era de costume. Assim que terminamos, nos enxugamos e fomos direto para o nosso armário, encontrando roupas adequadas para a ocasião. Orion havia preferido uma vestimenta um pouco formal e sóbria, com direito a gravata e um blazer com pele, Perseus havia preferido uma roupa azul e que condizia muito com a temática rock da festa. Por minha vez, peguei calça de couro, jaqueta e por debaixo uma camisa. Parecíamos belos e prontos para a festa. Pegamos nossos convites e então fomos à festa que era localizada na Quinta Avenida e, seja lá onde isso fosse, chegamos lá em pouco tempo graças ao motorista eficiente do Uber, onde adentramos na casa noturna e então fomos agraciados com música alta e muitas pessoas.

Não sei exatamente o motivo, mas me posicionei no meio de Orion e Perseus e segurei a mão de ambos, e então caminhamos, ainda sentindo um pouco de incerteza com o excesso de gente – não éramos muito acostumados com festas desse tipo, afinal havíamos vivido sob ambiente controlado e com não muitas pessoas, diferente daqui, com tantas pessoas e festas. ”Bem, se conseguimos escapar do Projeto Aquarius, definitivamente vamos conseguir nos virar numa festa. Vocês viram aonde ficam as bebidas?”, perguntei para os dois, soltando a mão deles e indo rumo às bebidas. Peguei cervejas para nós três, e então um grande homem veio em nossa direção. Ele era grande, tinha longos cabelos loiros e se vestia como um verdadeiro rockeiro desajustado.

— Nossa, ou colocaram algo na minha bebida ou eu estou vendo três delícias. E aí, vamos para um canto mais reservado? — Falou um deles, ousando dar um tapinha na bunda de Orion. Rapidamente, invadimos a mente do homem ao mesmo tempo e o fizemos ir embora.

— Sai daqui, retardado! — Falamos juntos, e o homem foi embora, nos deixando em paz. Foi então que, após entregar a cerveja para meus irmãos, eis que um jovem loiro tromba em mim, fazendo-me derrubar um pouco do líquido da cerveja no chão. Virando-me para ele, porém, decidi conter a minha língua afiada.

— Foi mal, não lhe vi, perdão. — Falei para o jovem, estendendo minha mão. — Aries, e estes são meus irmãos. — Apontei com o queixo para os dois, sorrindo para o agradável jovem desastrado.


_________________


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Orion Yorath Vaughn em Ter Jan 16, 2018 10:14 pm


Privacidade
Não existe entre irmãos gêmeos telepatas
Dernière Danse
G
ostaria de poder dizer que consegui me adaptar ao mundo com facilidade devido aos meus poderes, mas, desde que eu e meus irmãos interrompemos permanentemente o Projeto Aquarius, sinto-me muito perdido. Minha âncora é a família, Aries e Perseus. Insisto em acreditar que eles sabem por onde devo ir e os sigo, apesar de saber que, no fundo deles, estão tão assustados e confusos quanto eu.

— Mais uma vez — disse um de meus colegas. Ele amava me assistir tocando piano, mas era um nível que quase alcançava a adoração. — Por favor, só mais essa.

“Mentiroso”, pensei ao ler os pensamentos dele. Não me irritei, embora odeie mentiras. Esse colega possuía o hábito de mentir, pois ninguém o levava a sério. Era quase como se ele falasse de forma sarcástica ou irônica o tempo todo. Uma graça.

— Não, Alex. Eu preciso ir para casa agora. Logo meu irmão vai chegar do trabalho — expliquei com um sorriso na boca, contendo-me para não deixar claro demais as minhas intenções. Além do mais, Alex poderia ter ciúmes e eu não queria ter que lidar com reclamações de alguém tão tagarela.

Foi um pouco complicado, mas consegui deixar meu colega e ir para casa. Estava realmente ansioso para ver meus meus irmãos, como se fizesse muito tempo que estivéssemos separados. Sempre fui o mais emotivo do grupo.

•••

Longe de queixumes mentais, enfim removi as roupas de meu corpo e me deitei no chão da sala de estar. Estava relaxando após uma longa tarde de treino e estudos, algo muito comum para musicistas. “A vida poderia ser menos difícil. Não acha, irmão?”, perguntei ao Perseus que parecia se juntar a mim, deitando-se no carpete. “Não ligaria de ser uma daquelas patricinhas onde só sofrem por não poderem comprar mais de uma ilha por mês”.

Talvez eu estivesse sendo um pouco dramático, mas era impossível esconder algo assim quando seus irmãos gêmeos são telepatas. Eu já tentei.

Minha barriga roncou quase na altura de um toque de celular comum.

— Estou com fome — tomei nota. — Quanto tempo até o Aries chegar? — Não era do feitio de nosso irmão se atrasar, ele sabia como meu estômago era pontual.

“Pizza”, Perseus e eu pensamos ao mesmo tempo, como de praxe. Sem mais delongas, pedimos a comida por telefone e começamos nosso jantar assim que ele chegou, minutos antes de Aries.

Quando o mais velho entre nós finalmente chegou, ele também se sentou conosco para comer a pizza. Conversamos um pouco e ele comentou sobre uma grande festa para irmos. Fiquei receoso no primeiro momento.

— Sim, vamos. — Tanto Perseus, quanto eu, seguimos nosso irmão até o banheiro, despindo-nos para nosso banho em grupo.

•••

Um grupo de ousados mexeu comigo, provocando a fúria de meus irmãos que os expulsaram de perto de nós. Isso me deixava contente e, ao mesmo tempo, preocupado com a superproteção que recebia. Eu seria tão indefeso assim? Precisaria algum dia perguntar a Perseus, pois ele com certeza seria sincero comigo, mesmo que isso pudesse me magoar.

Durante meus pensamentos, alguém quase fez Aries sujar a própria roupa com a bebida. Pensei que iríamos fazê-lo sofrer de enxaqueca ou obrigá-lo a imitar uma galinha no meio da dança. Entretanto, fizemos algo muito mais surpreendente para mim. Começamos a nos apresentar.

— Meu nome é Orion, prazer. — Para a minha surpresa, o rapaz que havia esbarrado em Aries era bem atraente.




_________________


avatar
HERÓIS
22

Em seus sonhos

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Perseus Yorath Vaughn em Qui Jan 18, 2018 2:45 pm



"J'ai la dalle ce soir...
Je boufferai n'importe quoi...
Même du fond de tiroir...
Je veux tout ce que t'as surtout ta...
Un regard, une main...
Et chaque fois le même refrain...
Ce souffle chaud ostinato sur les lèvres...
Je la prendrai à point...
A point...
J'ai la dalle ce soir...
Si tu sers mes envies...
T'auras un pourboire...
Je suis sûre de moi...
Tu veux des...

I LOVE ROCK N' ROLL
So come and take your time and dance with me!


Os flashs das câmeras eram rápidos e precisos. Perseus realizava a última pose do dia, trajando o novo modelo que invadiria a casa das pessoas assim que sua face e seu belo corpo fosse estampado nas ruas em revistas, outdoors e comerciais televisivos.

—  Perfeito, como sempre. — Seu agente o parabenizou com com sua costumeira animação e aplausos. — Perseus, querido, deixe sua agenda livre para hoje à noite, temos uma resenha na casa de...

O loiro não permitiu que o outro terminasse, com um movimento de mão o agente se calou.

— Desculpa, Jean querido. — Ele começou, pegando nas mãos do moreno enquanto fazia charme, em sua mente ouvia apenas os pitacos que o agente dava internamente. A vontade que ele tinha de rir naquele momento era imensa, no entanto, o Vaughn se segurou.

— Você sabe que eu adoraria ir... —
ele começou, fazendo questão de frisar a palavra. — Mas hoje eu tenho um compromisso com meus irmãos, então. Fica para a próxima, tudo bem? — ele se desvencilhou do toque do outro, lançando-lhe uma piscadela junto ao seu sorriso arrasa corações. Jean, seu agente, mal teve tempo para raciocinar enquanto o Yorath deixava o prédio.

(...)

Se havia algo que o loiro amava de verdade, esse algo se chamava pizza. Aquele fatia divina que levava bacon, mostarda, queijo e catupiry fazia "coisas" indescritíveis com o paladar dele. Quando estava para comer a última, Aries, seu irmão, chegou.

— Esperem, esperem... Pizza é sagrada. Vão na frente enquanto termino meu jantar. — Ele falou pegando a dita cuja nas mãos, recebendo alguns xingamentos em sua mente. — Já vou, já vou, seus apressados! — resmungou enquanto se despia.


(...)

Após alguns percalços durante a entrada dos trigêmeos na festa com alguns cara muitíssimos atirados, a primeira coisa que Perseus fez foi apossar-se de uma bela bebida.

— Me veja o melhor Whisky que você tem. —
pediu ao barman, queria encher a cara naquela noite.

   

Upper East Side » With My Bros » Post made by Ann » Thanksweird from lotus graphics

_________________


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Rory Chärdan em Qui Jan 18, 2018 6:17 pm



Witchboy
Já tá louca, bebendo
Tão solta, envolvendo, eu tô vendo não para, não. Vai, malandra, an an. Ê, tá louca, tu brincando com o bumbum, an an tutudum, an an.

Brasil, I'm Devasted


Era a minha segunda garrafa de cerveja, bebia rapidamente junto com a batida da música que me deixava eufórico; no meio da multidão, sentia meu corpo vez ou outra violado, ali parecia não existir o espaço pessoal com o qual eu estava acostumado, entretanto não achava ruim, afinal era uma vida nova que eu buscava, novas experiências, certo?!

Pulava, sacodia a cabeça e socava o ar, como todos os outros. Naquela festa punk rock gritar era um requisito, por sorte o álcool já havia adormecido a minha garganta e provavelmente no dia seguinte eu não iria conseguir falar. Um largo sorriso se formou em meu rosto. Meu abdômen suado vez outra grudava na jaqueta de couro aberta, na verdade, eu estava começando a ficar com calor e eu queria mesmo era tira-la, mas seria muito arrojo meu, então resolvi me afastar do calor humano trazido pelas pessoas dançantes.

Caminhei pela festa um tanto desatento em busca de um local para me refrescar, meu foco era fisgado constantemente por pessoas, luzes, roupas... Quando senti o baque do meu corpo colidindo com o de outro homem, e que homem! Mordi o lábio inferior sondando o rapaz por inteiro. – Tranquilo, a culpa foi minha, mesmo... – se não bastasse, o rapaz bonito vinha triplicado, não sabia se estava tonto graças ao álcool, mas provavelmente não, afinal as roupas eram diferentes e escutei a palavra irmãos soar como um manjar dos deuses.

- O prazer é todo meu, Aries, Orion... – cumprimentei com um aceno de cabeça e um sorriso simpático. – Me chamo Rory! – apertei a mão dos dois irmãos mais falantes puxando-os, em seguida, para um abraço com direito a dois tapinhas em suas costas. O terceiro irmão parecia entretido demais com sua bebida e acabou não se aproximando, mas aquilo não era um problema, de qualquer forma estava precisando de companhia e eles dois surgiram na hora certa, contudo suas vestes não pareciam adequadas. Era uma festa de punk rock, porque diabos um deles estava usando gravata?

Chequei minha jaqueta e então fechei o zíper até a metade, mesmo estando com calor, acontece que por alguns segundos me senti deslocado na presença deles. Fui calmamente até o senhor engomadinho e abri um sorriso – Olha, deixa eu te ajudar com isso... Você não está nada certo. – Primeiramente afrouxei sua gravata e a tirei colocando-a no bolso da minha calça. – Moço, esquece esse blazer, ou colete, não sei. Entrega pro guarda volume ali, junto com seu casaco, desse jeito você vai acabar morrendo de calor, Orion. Ah mais uma coisinha... – guiei meus dedos até os botões de sua camisa, abrindo três deles, pude ver de relance o peitoral do garoto o que me rendeu alguns pensamentos com luxuriosos.

- Bem melhor, não acha?! – encarei o Aries esperando uma aprovação, Orion agora parecia um bad boy dos anos cinquenta, arrumei os fios de seu cabelo formando um topete. - “Et voilá” incrível e bonitão, não que antes já não fosse... Digo, os dois são muito. – os agarrei de forma gentil os puxando para a pista de dança. Naquele momento, uma série de encantos pairou sobre minha mente, formando uma coletânea de feitiços para tornar aquela festa mais divertida, mas resolvi deixar as coisas rolarem.




~  vestindo isso (colors)  ~  



avatar
HERÓIS
22

New York City

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Carmel Langshaw em Qui Jan 18, 2018 9:28 pm



001. veste aqui • to jupiter • 2018

Me encaminhei até onde vovó corrigia as diversas provas de história, aparentemente desgostosa pelas respostas dissertativas que seus alunos davam para ela. Quase conseguia imaginar Vanessa Langshaw desejando comer o fígado de cada um dos jovens que parecem não dar a mínima para próprio futuro e para as próprias notas. Seu escritório era cheio de decorações bonitas e quadros de figuras históricas. De todos eles, acho que minha favorita era Joana d’Arc.

“Vovó?” Chamei-a colocando a cabeça para dentro do cômodo, vendo-a abaixar os óculos para me ver em sua porta, abrindo aquele sorriso doce que eu jamais havia visto igual. Sim? Dirigi-me até ela e lhe dei um abraço apertado, acolhendo-a em meus braços com um risinho sem jeito. “Eu vou sair com meu amigo. Eu vou voltar logo.” Ela não conseguiu conter sua faceta de preocupação. “Interação social, lembra? Não se preocupe, Jupiter vai me trazer para casa do jeitinho que me encontrar.”

Sorri meigamente para minha avó e dei um beijo em sua testa, vendo ela erguer as sobrancelhas e um dedo indicador para mim, me pedindo para ter juízo. No instante em que me coloquei porta a fora, ele já estava ali. Em sua aparição, foi inevitável parar a meio metro dele, pousar as mãos em meu busto e fitá-lo de maneira impressionada. “Uau, seu cabelo está tão lindo...” Pestanejei algumas vezes, antes de sorrir largamente pra ele e balançar o corpo de um lado para o outro como uma criança faria em tal circunstância.

Desfrutar de um passeio de carro com Jupiter durante a noite com as janelas abertas e a cabeça para fora enquanto ele costurava perigosamente por entre os automóveis era tão prazeroso quanto voar. Eu segurei minha touca na cabeça enquanto gritava em plenos pulmões: “ISSO É TÃO LEGAL! UHUL!” No instante em que eu finalmente colocava minha face para o interior do carro outra vez, pisquei os meus olhos azuis arregalados para minha companhia e perguntei: “Como seu irmão não gosta disso? Ele é maluco ou o quê? É tão divertido!”.

Não pareceu tão demorado todo o percurso feito por nós até chegarmos ao local da festa, e quando ele estacionou o veículo com uma manobra brusca que poderia ter me levado para além de seu pára-brisa se não fosse pelo cinto de segurança, soltei uma gargalhada tão brusca que acabei soltando dois ronquinhos pelo nariz. “Uf! Queria que minha avó dirigisse assim pra me levar pra faculdade.” Confidenciei com o louro enquanto colocava ambos os pés para fora do automóvel e agitava a jaqueta de couro fronte ao peito, assoprando a franja cor-de-rosa que se destacava com a minha roupa para longe de meus olhos.

Mas meu cabelo, apesar de liso, era um tanto rebelde. Cinco segundos depois ele estava fronte ao meu rosto de novo e eu precisei soprá-la mais uma vez, cobrindo os fios com um ar tão frio que eu parecia ter acabado de sair de uma geada. “Então, vamos entrar nesse lugar? O Pink e o Floyd vão tocar?” Questionei de forma ingênua, olhando para a camiseta que minha amiga havia escolhido para mim e dito que era de uma banda. Na época eu não sabia, mas a banda não estava mais em atividade desde 2014.

Na realidade, eu nem sabia quem era uma banda. Na minha cabeça, Pink e Floyd eram dois caras.


you took my heaven away
avatar
HERÓIS
20

NYC | Albany

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Beatrice Alanis Agnes em Sex Jan 19, 2018 3:42 am


Uma voz sombria não deixava a mente de Beatrice em paz, ela andava em sua pequena casa se sentindo sufocada e querendo extravasar um pouco. Mas e todas as coisas que ela ainda precisa fazer?
Você precisava viver um pouco, sua coisinha...
Se a jovem não soubesse que estava sozinha em um prédio que aparecia abandonado, ela poderia jurar que havia alguém tentando entrar na sua mente. Tentando não, vamos falar a verdade, esse alguém já está aí faz tempos...
O colégio em que trabalhava pagava uma quantia razoável para que a jovem pudesse viver bem, ela conseguia quitar suas dividas tranquilamente desde que não extrapolasse seus limites, o que ela sempre conseguiu evitar. Mas o estresse que compartilhou com seus alunos nesta época de vestibulares acabou com suas reservas de emergência e a jovem só queria se entupir de algo entorpecente para fazer calar a voz na sua cabeça.
Não julguem mal, as pessoas lidam com a vida da melhor maneira que conseguem e os entorpecentes que Bea costuma utilizar não são tão medonhos assim, ela só gosta de se encher de doces e cafés. Sorte a sua que o metabolismo de um marciano é bem mais evoluído do que o dos humanos, caso contrário...
Era sábado e ela ficou vegetando praticamente o dia inteiro. Sua casa estava praticamente limpa, exceto pela sala, o seu cômodo predileto. Uma enorme pilha de livros e provas, cartas e cobranças, tudo isso estava em sua grande mesa de trabalho. Ela estava tão cansada quanto os alunos e por mais que adore o seu emprego, a voz na sua cabeça insistia na ideia de sair para variar e aproveitar a juventude, e uma parte da jovem estava realmente considerando essa ideia.
Isso aí, vamos agitar um pouco essa vida!!
Como um sinal, seu jabuti reapareceu depois de ficar uma semana perdido pela casa. Encontrá-lo estava em sua lista de tarefas para o final de semana, então logo que viu aquela criatura preguiçosa, ela resolveu o conflito interno. – Está okay, mente insana... Dessa vez você ganhou!
Para aquecer, ela colocou seu pequeno rádio para tocar algumas músicas. E já que ela iria experimentar a vida nova-iorquina em um sábado a noite, que música seria melhor que Welcome do the jungle? Agora vinha a parte mais complicada, como ela encontraria algo decente no meio daquele armário de roupas de brechó, ela precisava vasculhar aquilo com muito afinco. Ela gostava de fazer combinações variadas, seus alunos mais próximos viviam dizendo que as vezes ela ousava até demais, mas acho que já está na hora de esquecer daquelas crianças, certo?
Bem, às vezes é um pouco difícil, já que Beatrice não tinha uma grande quantidade de amigos que pertençam à mesma faixa etária. Ela costumava namorar uma garota com quem estudou até pouco tempo, mas depois que as duas terminaram a sua ex levou até o grupo de amigos juntos. É fácil colocar a culpa disso nela, não é?
Depois de uma busca que quase a desanimou, ela achou um vestido perfeito que combinava com um coturno lindo que estava guardado há anos. Seus dotes para maquiagem eram bem básicos, logo sobrava tempo para o grande problemão que sempre a acompanha, seus cabelos. Cabelos crespos são lindos e maravilhosos, mas as pessoas que dizem que não dão trabalho estão totalmente enganadas, até porque se você deixá-los sem um bom cuidado, eles são capazes de criar nós impossíveis de se tirar.
A voz que estava na sua cabeça não pertencia somente a um delírio, ela também pertencia a um colega de trabalho. Lucien encheu a cabeça dela a semana inteira para comparecer àquele evento, e assim que a morena confirmou para ele que ela estava preparada para a noitada, seu amigo foi até seu encontro.
{...}

Enérgica e com os cabelos ao vento, ela foi de sua casa até o local com uma animação que crescia cada vez mais. Lucien sorria ao seu lado, ele estava radiante vestindo uma linda imitação de jaqueta de couro e com uma blusa de uma banda da qual Bea nunca ouviu falar.
- Como diabos você conseguiu entradas para esse evento? – Ela sorriu para seu amigo, que por mais descolado que fosse aos finais de semana, durante os dias letivos ele era apenas um professor de matemática. Ou seja, as condições financeiras dos dois não eram tão diferentes.
- Eu tenho meus meios... – E sem prosseguir mais com o assunto, os dois chegaram ao evento e depois de uma fila imensa, entraram naquele mega evento.
Antes mesmo de entrar, a energia que emanava daquele lugar fazia o coração de Bea pular no ritmo da música. Os dois amigos foram em direção a um bar, pegaram drinks aleatórios e foram curtir no meio da bagunça. Eles dançavam sem se importar realmente com o que viria. Todos dentro daquele lugar estavam alegres e ela não estava nem um pouco arrependida de ter saído de casa.
As pessoas se empurravam, mas não de um jeito ruim, aquilo tudo era resultado de uma boa vibe. O DJ estava mandando bem também, e digo isso porque Bea sempre gostou de música, e se tivesse o mínimo de talento para a área, ela teria seguido por esse caminho. A bebida entrava em sua veia como um veneno vencido, ela era resistente demais à bebidas alcoólicas, mas sentir a sua garganta ardendo era um dos pequenos prazeres que da jovem. Tudo estava seguindo tranquilamente, até mesmo quando perdeu seu amigo de vista e começou a dançar com estranhos amigáveis.
(C) Ross

_________________


EXCEDA SEU LIMITE...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Aries Yorath Vaughn em Sex Jan 19, 2018 10:22 am


Three in One


Observando enquanto seu irmão Orion se apresentava, Aries observava o rapaz no qual havia trombado. Seu olhar não escondia o desejo, o que já era comum quando alguém se deparava com três belos rapazes exatamente iguais – era na verdade um fetiche –, mas o rapaz ali parecia querer lentamente ultrapassar os limites, provocando uma pequena crise de ciúmes em Aries que, protetor como era, teve de respirar profundamente e fitar de longe Perseus agarrado à sua bebida. O mais velho inclusive pensou em alertá-lo sobre beber desenfreado, mas eles já haviam vivido por tanto tempo confinados e limitados, por que não ceder um pouco a seus próprios instintos? Talvez fosse por esta linha de pensamento que Aries decidira ignorar as investidas de Rory que, bem afoito, retirava a gravata e o casaco do mesmo, ousando tocá-lo e abrir sua camisa.

”Esse rapaz é bem afoito, irmão, cuidado ou será só mais na cama dele pela manhã...”, falou na mente de Orion, cruzando os braços percebendo que, lentamente, ia sendo posto de lado. ”Bem melhor, não acha?” perguntou Rory ao mais velho, fazendo-o forçar um sorriso mínimo e falso, cruzando seus braços e encarando todo o desenrolar entre os dois. Era estranho do nada um jovem esbarrar nele e ir justamente “fisgar” o mais ingênuo entre eles. No momento Aries escondia seus pensamentos dos irmãos, mas a verdade era que Orion sempre havia sido o elo forte, unindo os irmãos com sua bondade e gentileza, mas sua fraqueza emocional era também sua condenação. Aries sempre havia usado a força bruta com Orion, tendo precisado de bastante esforço para convencê-lo a fugir de sua própria prisão.

Arrastando-os pelas mãos, Rory os puxava na direção da pista de dança, o que fez Aries relutante deixar para trás seu irmão mais novo, que bebia tranquilamente. Ótimo, o rapaz estava invadindo a vida dos três irmãos e dando em cima de um deles, justamente o mais suscetível. Desconfiado, o loiro mais velho nem pensou duas vezes; vasculhou a mente do rapaz, encontrando pensamentos indecentes com os dois gêmeos e... encantamentos? Buscando um pouco mais, Aries encontrou o que procurava; a certeza de que suas dúvidas quanto ao garoto estavam certas. Interrompendo a dança do jovem, o mais velho rudemente fez sua mão virar diamante e soergueu o rapaz pela gola de sua camisa, fitando-o irado.

— O que você quer de nós? Você tem poderes mágicos e está trabalhando para eles, não é? — Entredentes, o loiro falava com ira, seus olhos injetados de raiva e olhando para cima para encarar o seu suposto algoz. Convicto de que o outro possuía interesses ocultos nos trigêmeos, sua principal teoria – que o paranoico rapaz tomava como verdade – era a de que ele só podia ser um agente buscando prender os gêmeos.


_________________


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Orion Yorath Vaughn em Sab Jan 20, 2018 3:50 pm


Privacidade
Não existe entre irmãos gêmeos telepatas
Dernière Danse
F
iquei bastante surpreso quando recebi uma demonstração de afeto de um completo estranho após me apresentar. Apesar de passar do nível em que apenas se abraça com meus irmãos, eu não estava acostumado a ter tamanho contato com outras pessoas. Aliás, durante o Projeto Aquarius, nossos observadores e cuidadores eram nem um pouco carinhosos. Minha maior aproximação daqueles cientistas foi meu pulso sendo puxado por suas mãos frias.

Meu coração começou a palpitar quando notei a aproximação de Rory outra vez. Parecia que minhas roupas não estavam adequadas à festa ou algo do gênero. Eu não conseguia me concentrar em algo além dos movimentos hipnóticos do rapaz, até me esqueci que poderia saber as verdadeiras intenções dele com uma rápida leitura de seus pensamentos.

Como se aquele homem fosse meu mestre, removi meu blazer e não faço ideia de onde o deixei. Apenas ansiava por mais comandos, mais pedidos com aquele tom que escondia nem um pouco de seu desejo libertino.

— Rory… — Não consegui balbuciar algo a mais que o nome daquele rapaz. Ele deveria ter algum dom especial, ou eu estava brincando de interpretar uma prostituta barata sem saber.

Sem esperar muito, o loiro me puxou para a pista de dança. Como um escravo bem domado, não tentei impedi-lo de me levar. Todavia, alguma voz em minha cabeça parecia não estar gostando da minha atitude e muito menos do homem encantador. “Essa não é a minha consciência”, notei tarde demais.

— Aries, pare! — exclamei ao meu irmão que já ameaçava Rory. Um mero soco de diamante poderia matar qualquer um, sendo do laboratório que fugimos ou não. — Se Rory fosse de lá, ele não nos contaria. — Isso era óbvio. Por isso sugeri ao meu irmão:

“Vamos procurar pelo Projeto Aquarius na cabeça dele, juntos”. Com alguns de meus dedos em minha têmpora, requisitei a ajuda psíquica de Aries antes de adentrar a mente do suspeito. Desejava que meu irmão estivesse enganado, pois nada de agradável ocorreria se Rory tivesse a intenção de nos machucar ou capturar. “Mas apenas por isso, nada de invadir a privacidade dele”.




_________________


avatar
HERÓIS
22

Em seus sonhos

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Rory Chärdan em Sab Jan 20, 2018 4:44 pm



Witchboy
Já tá louca, bebendo
Tão solta, envolvendo, eu tô vendo não para, não. Vai, malandra, an an. Ê, tá louca, tu brincando com o bumbum, an an tutudum, an an.

Manhattan, I'm Devasted


O barulho emitido pelas caixas de som era absurdamente alto, mas consegui ouvir com clareza a acusação de Aries que parecia ter sido proferida simultaneamente ao meu pensamento relacionado a magia, Miss Moore sempre me alertou que esse papo sobre coincidência não existia, as coisas acontecem como reflexo de ações, na maioria das vezes, não pelo mero acaso. A acusação do loiro me pareceu estranha demais, como se ele tivesse lido a minha mente, um telepata! Tentei me concentrar usando de minha magia para “adivinhar” a essência dos irmãos, Nyx era bem mais eficiente naquilo do que eu, ela conseguia identificar singularidades poderosas há metros de distância, seus sentidos eram bem mais apurados.  

Sim, eram telepatas e o nível de poder referente a telepatia era bem mais alto que o meu, sentia como se eles compartilhassem informações, mas alcança-las mesmo eu tendo um certo nível de habilidade mental, era um trabalho muito exaustivo, a psique deles possuía muita força, era uma energia muito poderosa, enquanto a minha era limitada e estava muito abaixo em comparação.

Os dois então começaram a discutir verbalmente e agora eu os entendia, quer dizer, compreendia as palavras, mas não fazia ideia sobre o que conversavam. – Calma, calma, calma... Quem são "eles"? – mordi meu lábio inferior olhando meio confuso, então tentei algo diferente. “Caso sejam telepatas e sei que são, a essa altura devem estar vasculhando a minha mente, então por favor parem. O que tem aqui dentro é meio pessoal sabe?! E provavelmente eu ficaria constrangido se por acaso vocês acessassem minha intimidade, como descobrir que achei o Orion muito gatinho e que na verdade eu queria lhe dar uns beijinhos...

Eu não tinha tanto domínio mental para inibir meus pensamentos, se procurassem mais a fundo logo encontrariam meu almoço de sobras da terça-feira, que por sinal me deu uma baita indigestão e aquilo, definitivamente, não contava como pontos positivos ao tentar investir em alguém. – Olha só... Se querem saber qualquer coisa, basta perguntar, eu respondo numa boa, o.k.?! – fitei o irmão, visivelmente enciumado, com um sorriso sincero. “E sim, eu tenho poderes mágicos, mas não fala isso alto. Ninguém precisa saber disso, existe uma coisa chamada identidade secreta.”

- Aliás, uma conversa telepática pode ser bem rude durante uma interação, ta?! – gargalhei em seguida percebendo o meu erro. – Faz de conta que eu falei isso em minha mente. – Por sorte a música alta havia tornado a conversa mais restrita, contudo caso alguém notasse iria pensar que éramos um bando de chapados falando coisas aleatórias, pelo menos eu esperava por aquilo. Voltei a dançar fitando o outro irmão, o que parecia mais tranquilo, puxando ele para se mover no ritmo da música – Deixa de neurose e vem dançar! – abri o zíper da jaqueta de couro tentando aliviar o calor que sentia, vez ou outra tocava do corpo do Orion, por “acidente”, na verdade procurando alguma brecha para me aproximar mais.




~  vestindo isso (colors)  ~  



avatar
HERÓIS
22

New York City

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Brooke Rousteing-Herring em Sab Jan 20, 2018 11:02 pm



My rebounds

flashback to my mistakes

my earthquakes


"Sorria para a câmera!", gritou alguém mais adiante.

E então houve uma explosão de luz cegante provinda de flashes das câmeras fotográficas que se amontoavam junto aos seus respectivos donos, na fachada de uma casa noturna adiante da Quinta Avenida, em Upper East Side - e naquele instante, Brooke Rousteing-Herring sentiu como se fosse o início de uma longa noite de problemas.

O estágio paparazzi, quando se tratava de uma noite de evento em Manhattan, já não assustava mais a morena. Seus pensamentos se encontravam um pouco mais além do que aquele prólogo habitual, protagonizado pelos que se podiam ser considerados a nata nova-iorquina, lhe proporcionava. Estava pensando no fim da noite, por sua vez - em como tudo aquilo terminaria, porque o início ela já sabia muito bem.

Depois da adoração personificada em ataques fotogênicos dos ditadores digitais, tentando garantir o seu pedaço da silhueta de Rousteing-Herring naquele seu modelito personalizado pelo excêntrico estilista que assinava a grife Balmain, a menina embalou seus passos para o interior do lugar onde era sediada a festa; a música alta imediatamente lhe enchendo os ouvidos e causando tremores por seu corpo na medida que o grave era intensificado nas caixas de som.

O ar cheirava a fumaça de cigarro, couro e corpos suados
quando Brooklyn chegou ali, e ela imaginou que aquela era uma mistura tóxica atrativa demais, fazia-a sentir sedenta por qualquer bebida que estivesse disposta nos balcões espalhados pelo âmbito, mas ir buscar uma bebida culminaria em atravessar o salão - e atravessar o salão era sinônimo de exposição. Mas como ela poderia evitar ser vista? Sua mini-saia recheada de correntinhas áureas e spikes parecia tentadora demais para não se olhar. Sua jaqueta de couro adereçada com tudo que ostentasse brilho, atitude e rebeldia parecia reluzir a cada instante que as luzes lhe alcançavam.  

Passar despercebida estava longe de ser uma opção para ela, ainda que fosse contra a sua vontade e toda aquela exibição não passasse de um trabalho mesclado a prazer; ela usava as roupas que lhe pediam para usar, pelo simples fato de ser quem era. Publicidade podia ser uma merda, huh?

E justamente quando seus olhos azuis pareceram mirar um par de olhos distraídos alguns metros mais tarde em sua caminhada, ela viu-se arrependida. Arrependida por não poder se camuflar por entre as pessoas que enchia a boate ao som de algum rock dançante dos Beatles vestida daquela maneira. Arrependida de não viver numa cidade onde queda de energia fosse uma rotina, então, ali mesmo, tudo se tornaria escuro e ela poderia correr para longe do que via - um par de olhos azul-oceano olhando adiante, no bar, acompanhado dos lábios rosados comprimidos numa linha fina e séria e a pele lisa levemente coberta por uma barba que para a espectadora secreta era uma novidade; assim como o tamanho ligeiramente maior dos fios capilares.

— Mas... que merda. — Brooke praguejou, sentindo-se especialmente azarada, enquanto espiava confidencialmente seu passado perturbar o presente, sentando no bar, da mesma forma que ela recordava tê-lo deixado a muitos meses atrás em um hotel, distante da multidão de Nova-Iorque.

Era quente, e era verão, e ela o tinha exatamente onde desejava.

Então ela o deixou sozinho. Deixou o dinheiro em sua mala. Roubou-lhe a chave do carro e jamais foi vista novamente por ele.

E bastava que ele girasse sua cabeça para que isso mudasse.

Nikolai Petrov. Aquele que outrora fora seu carro de fuga.


+ outfit | with: her past | at: upper east side


©️

_________________


if a man talk shit, then i owe him nothing.






avatar
ANTI-HERÓIS
22

40.7731282,-73.9752436,14z

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Nikolai Petrov em Seg Jan 22, 2018 5:40 am




Weeds

Always Coming Back



O frio tomava conta de Nova Iorque, encobrindo-a em suas nevascas e nuvens cinzentas. O inverno era uma época fria demais para o ruivo que, sentindo-se um pouco mais fraco pela ausência de luz solar, preferia viajar a longas distâncias para locais ensolarados, como o Brasil ou a Califórnia. Ele lembrava-se perfeitamente de suas viagens, todas guardas e cultivadas carinhosamente no jardim de sua memória. Mas, acima de todas essas suas rosas, a mais bela delas permanecia enroscada em ervas daninhas. Como uma cantora já dissera antes, as memórias sempre voltam para nos atormentar como ervas daninhas, nos picando a pele sempre que tentávamos acessá-las, revivê-las, rasgando o peito de dentro para fora. Podia se recordar com exatidão do perfume delicioso da morena, da sensação de seus fios sob seus dedos, de sua pele... Mas ele tinha de seguir em frente, esquecê-la, afinal, ela era a sua erva daninha e não merecia ter espaço em seu jardim, não era?

Sim, não merecia. Ela havia lhe deixado para trás, fugido, ido embora sem dizer o porquê e sem dizer adeus. Seu verão quente com a mulher amada se tornara um inverno de neve e sem sol, como agora. Regando as suas plantas, o ruivo suspirou e estreitou os olhos recordando-se de tudo e, como forma de afoga-la em bebidas, Nikolai saiu de seu jardim e adentrou sua casa, encontrando um convite para uma festa. Ele já havia fitado aquele convite, mas dera pouco apreço à festa temática, mas aos poucos, sua ideia ia mudando. Ele precisava ter um pouco de diversão, então foi diretamente ao seu armário, caçando as roupas apropriadas. Era simples, mas deveria ser o suficiente para que sua vestimenta não fosse tida como “fora da proposta”. Não sabia quem havia organizado o evento, mas deveria servir para distraí-lo de sua labuta.

Desceu do carro negro e observou que já havia um número grande de pessoas ali, todas bem vestidas e prontas para distribuir sensualidade e saudosismos com as vestimentas clássicas. Nikolai, entretanto, deu uma rápida olhada ali no recinto, atentando-se por poucos segundos em três figuras exatamente iguais – trigêmeos pareciam serem bem sensuais, não? –, porém, logo indo ao bar, onde lá, pediu uma dose de tequila e virou o copo, gesticulando para que fosse novamente enchido. Virou o copo, sem precisar acenar de novo, logo fora cheio mais uma vez, e, sem muito controle, bebeu tudo. Sua cabeça doeu, o mundo girou, apesar dele não estar bêbado – bem longe disso –, mas a pressa com a qual ele havia virado os três copos pareceu afetá-lo, e, massageando as têmporas, eis que ele nota uma presença: uma bela mulher de fios negros como a noite, de derme da mesma cor que a neve e de olhos fixos em sua presença.

Brooke. O nome saiu baixinho de seus lábios entreabertos, seus olhos arregalando-se em perplexidade quanto ao encontro que não poderia ser coincidência. Levantando-se de seu assento, Nik não mediu o que iria falar para a outra, queria apenas ficar próximo da mesma e poder extravasar o que tinha contido dentro de si durante todo esse tempo: raiva, mágoa, ressentimento e mais raiva. Assim que aproximou-se da morena, fitou-a de cima a baixo. Seus punhos estavam fechados, seus olhos semicerrados e brilhando como dois faróis verdes.

— Me parece muito bem, Brooke. — Elogiou ele com uma falsa polidez, a língua coçando para dizer coisas indevidas e mil xingamentos diferentes. — Muita coincidência eu ter tido a súbita vontade de ter vindo para uma festa onde justamente a encontro, sendo que eu nem me lembrava de ter sido convidado para vir a esse lugar. — De braços cruzados, Nikolai deu uma rápida olhada no local seu redor, mas voltando-se para a morena cujos dons telepáticos ele sabia que existiam – só não havia tido gigantescas demonstrações por parte dela para saber quais os seus limites. — Me dê um, apenas um único motivo para que eu não te envenene aqui ou crie um Godzilla feito de plantas, Brooke. — Ameaçou o ruivo da forma mais “contida” a possível, buscando controlar suas emoções.

E, de repente, ele estava de volta ao quarto de hotel, sozinho, com seu verão sendo destroçado pelo sumiço da garota.



avatar
VILÕES
34

Manhattan, New York, USA

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Aries Yorath Vaughn em Qui Jan 25, 2018 3:51 am


Three in One


Irritado, Aries continuava soerguendo o loiro do solo ao segurar sua gola, encarando-o com os olhos azuis vidrados no rapaz. Ele não confiava nem um pouco no jovem com poderes e pensamentos libidinosos quanto aos trigêmeos. Ele parecia interessado demais, preocupado demais em ganhar a confiança dos Cucos, invadindo o espaço pessoal deles com muita afobação. Para o trigêmeo mais velho, aquilo cheirava a agente buscando controlar e pegar de volta as três cobaias do Projeto Aquarius. Fora então que, já enfeitiçado pelos encantos do garoto com poderes, Orion decidiu que, juntos, os dois deveriam procurar pelas informações na cabeça de Rory. Estreitando os olhos, Aries suspirou, ocultando os três das pessoas que começavam a suspeitar e olhar para eles com seus poderes de ilusão telepática.

— Certo, mas se eu encontrar nem que seja a mínima ligação dele com o Projeto Aquarius, eu juro que parto o crânio dele em mil pedaços. — Ameaçou Aries firme, como sempre era ao dar ordens aos irmãos, principalmente a Orion, o mais sensível dos três. ”Sério que gostou desse rapaz? Ele é tão blergh...” comentou Aries com desgosto, fazendo um leve bico com os lábios róseos e então se concentrando.

O que se sucedeu após a entrada na mente de Rory foram apenas informações fúteis e desinteressantes, como o fato do bruxo achar Orion mais bonito que Aries e Perseus – o que não fazia sentido, mas devia ser por conta da animação e expressões animadas do Cuco mais bonzinho, ou sua personalidade amável. Vasculhando um pouco mais a fundo, Aries, como sempre fora curioso em excesso e uno com seus poderes telepáticos – ao contrário de Orion, que só buscava o necessário –, logo o loiro tratara de realmente revirar os pensamentos e memórias do outro. Viu que ele era austríaco, tinha mãe, avó, foi criado junto de seus parentes – diferente dos Cucos, sempre próximos e com pais mortos assim que eles vieram ao mundo. Ele viu poucas coisas, no entanto, algo relacionado a magia negra tendo de ser controlada, afastamento da família e coisas do tipo, mas não quis mais ver nada. Ele tinha razão, não era do Projeto Aquarius. Suspirando, Aries ignorou o outro e cruzou os braços, repassando o que sabia para Orion.

— Bem, você está limpo. Parabéns. — Aliviado, Aries assentiu para o jovem bruxo que agora os convidava para dançar. Ainda com sua típica expressão blasé, o loiro segurou o braço de Rory, chamando-lhe a atenção e atrapalhando aquela sua dança aparvalhada. ”Se machucar os sentimentos de Orion ou tentar alguma gracinha com ele, juro que mato sua gata cinzenta de nome Nyx e parto no dia seguinte para a Áustria matar sua avó e sua mãe, Aura e Lilith. Tá me entendendo?”, após a ameaça, Aries o largou, dando um tchauzinho com as mãos. Dando meia volta, Aries prosseguiu na direção da entrada do local, como destino sua casa. Não iria atrapalhar a vida pessoal de seus irmãos, claro, se bem que Perseus apenas bebia sem jeito num canto. ”Vamos, irmão?”, estendendo a mão, Aries e Perseus saíram dali, juntos.


_________________


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: put another dime in the jukebox, baby.

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum