[Missão] One-Post - Save The Children, Save The Future

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[Missão] One-Post - Save The Children, Save The Future

Mensagem por Sandman em Qua Jan 17, 2018 11:49 am

Save The Children, Save The Future


O céu estava cinzento, o vento assoprava friamente deixando os desavisados sentindo falta de seus casacos nos guarda-roupas. Era inverno, janeiro, mas naquela manhã o frio parecia ser realmente torturante. Mas ali, com seus alunos aquecidos e devidamente alimentados depois da hora do intervalo, todos pareciam estar com todo o gás, buscando conhecimento com a professora, Beatrice, que trabalhava naquele dia com o mesmo empenho que todos os outros dias, apesar do frio do inverno. Sua profissão era uma das coisas mais importantes, afinal nada melhor que ofertar conhecimento para as pessoas, certo? As crianças são um dos pilares importantes para o futuro e, para conseguir carregar nas costas tal fardo, somente com muito conhecimento e experiência eles poderiam estar devidamente preparados.

Enquanto escrevia no quadro negro mais um de seus tópicos para seu novo assunto, eis que um som irrompe dentre os corredores da ampla escola pública, atraindo a atenção da morena que, com seus poderes, pôde ouvir os sons seguidos dos disparos. Sons de botinas ritmadas, como um exército militar faria, andando em perfeita sincronia. Beatrice podia ouvir os sons dos disparos perfeitamente, os gritos logo emergiam, ensurdecedores. As crianças automaticamente gritaram, assustada, abaixando-se em suas carteiras, sabendo que seria impossível se esconderem daqueles atiradores. Era só uma questão de poucos segundos até os homens entrarem naquela sala e dizimarem aquelas pobres crianças, junto de sua professora – nem tão humana e frágil como poderiam imaginar.

— Vocês vão nas outras salas, eu irei por esta! — Gritou um dos homens, dando um chute na porta cor de creme que se quebrou, caindo em dois pedaços ao chão. O homem utilizava um uniforme negro característico da S.W.A.T., porém com um estranho emblema desconhecido que parecia ser uma caveira formada por serpentes e, logo abaixo, um nome: “Balaclava”. O homem tinha em mãos uma metralhadora, apontada para as crianças, prestes a disparar sem dó nem piedade, seu rosto coberto por um capacete militar negro ocultando suas compleições.

Informações


- Você tem exatamente sete dias para postar, contando a partir de hoje, ou seja; tem até o dia 23 de janeiro para postar.

- O grupo, denominado "Balaclava", é um grupo composto por homens de pele queimada e desfigurada por produtos químicos que visam o extermínio de crianças como uma forma de alimentar o deus que o próprio líder deles criara, que eles o batizaram como "deus das desgraças".

- Você terá de enfrentar primeiramente o homem que entrou na sala, ele possui em mãos uma metralhadora e não hesitará em matar seus alunos. Impeça-o.

- Use seus poderes à vontade, sem a preocupação de rolagem de dados. Impressione! ;)

- Ao todo, são dez homens fortemente armados (incluindo o homem que entrou em sua sala). Eles estão espalhados pela escola, indo de sala em sala atirando em todos que veem pela frente. Precisará ser rápida ou a contagem de mortos continuará aumentando.

- Por último, o líder do grupo fictício (criado especialmente para esta missão) irá encontrar-se na quadra poliesportiva do colégio, onde há um grupo de diversos jovens treinando. Ele tentará matá-los e, para a sua surpresa, ele é um marciano assim como você. Terão de travar um embate decisivo para garantir a sua sobrevivência e a de seus alunos.

- Ponha seus poderes em spoiler, assim como pontos de atributo, perícias, especialização e afins.

- Boa sorte.



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Re: [Missão] One-Post - Save The Children, Save The Future

Mensagem por Beatrice Alanis Agnes em Seg Jan 22, 2018 6:07 am


já existem donos para o futuro
THE CHILDREN


Uma corrente de ar passou momentaneamente por debaixo da longa saia que a professora usava, ela sentiu um arrepio, mas ignorou. Afinal, haviam criaturas curiosas e sedentas buscando sua atenção. Os vestibulares estavam próximos e o nível de nervosismo estava nas alturas, os alunos mal pareciam as crianças que Beatrice conheceu no começo do ano. A tensão que a sociedade impõe sobre eles é grande e para viver e ganhar nesse mundo, eles precisam aguentar toda essa pressão com o máximo de foco possível.
A professora entende toda essa correria, todo esse entusiasmo e as esperanças que seus alunos criam para o futuro, ela mesma havia passado por isso. Quando decidiu que queria ser professora, a jovem começou a virar rata de biblioteca, ganhou uma bolsa de estudos em uma faculdade de prestígio e largou sua vida de pequena criminosa para trás. O certo é que o mundo estava complicado e crescer nele está ficando cada vez mais difícil, por isso, Bea insiste em ajudar suas crianças no que for preciso. Ela gostaria que eles vivenciassem a vida como um todo, mas sempre preocupados com o amanhã.
O cômico surge quando um momento de reflexão passa a ser um momento que realmente acontece. Quando Beatrice voltou-se para o quadro e começou a traçar as dicas para um plano de carreira para os seus alunos, seu coração apertou-se, eles iriam partir para uma nova vida. Aqueles corações que sempre pulsam por diversos motivos, que brigam por nada, que se apaixonam a cada cinco minutos, que sofrem silenciosamente. Tudo isso para ela constitui uma espécie de família.
Sua energia estava dispersa em reflexões, então quando mais uma corrente de ar passou pela fresta da porta, ela se distraiu e sentiu o frio tocar sua pele. Na verdade, ela ficou atenta e escutou uma agitação confusa e estarrecedora acontecendo dentro do colégio. Com sua audição apurada, a jovem conseguiu definir que algo de muito errado estava acontecendo.
Virando-se em direção aos alunos, com um semblante de preocupação, Beatrice pediu para que eles permanecessem atentos e seguros.
- Está acontecendo alguma coisa, senhorita Agnes? – Um jovem sorridente levantou-se de sua cadeira para perguntar, mas o sorriso dele quebrou-se em pequenos cacos quando encarou a face preocupada da mulher a sua frente. Disparos começaram a soar e uma marcha pesada poderia ser escutada.
- Só, fiquem em segurança, por favor! – Beatrice escutava os sons horrendos, de gritos de socorro, era nesses momentos em que ela não gostava de sua audição superior. Aquele colégio enorme estava sendo coagido por um grupo de homens que pareciam militares, ela não conseguia entender a razão de tudo isso, mas eles pareciam agir sem questionar os atos.
Seus alunos estavam apavorados, alguns choravam e outros gritavam, todos já podiam escutar as atrocidades que estavam acontecendo a essa altura. Dizem que quanto mais alto o som do trovão pareça ser, mais perto de ti o próximo relâmpago estará. Em questão de segundos aquele inferno atingiria a sua sala. As crianças estavam deitadas no chão, embaixo de suas mesas.
- - Vocês vão às outras salas, eu irei por esta!
A professora permanecia de pé, encarando a porta cor de creme, que nesse exato momento fora destroçada por um homem com uma enorme metralhadora em mãos. Suas feições estavam tampadas pela mascara que utilizava e seu uniforme era parecido com os trajes de equipes especiais como o SWAT, obviamente atingir o corpo dele com um golpe só não adiantaria.
O homem levantou a arma e apontou para os alunos que choravam em seus lugares no chão, mas aquela era uma hora de agir, por mais tardia que parecesse, Beatrice precisava proteger o futuro dessas crianças. Ocultando sua presença e com uma rapidez sobre-humana, a mulher conseguiu ir para a parte de trás do homem passando despercebidamente.
Beatrice agarrou o braço do homem em que a arma estava apoiada e puxou em direção ao seu peito, com a força estupidamente poderosa que um marciano possui, a mulher conseguiu acabar com esse braço, partindo os ossos na liga em que o braço faz com os ombros. Ele imediatamente soltou a metralhadora, xingando de dor e os alunos encaravam aquela cena petrificados. Acho que descobrir que sua professora tem uma força absurda na iminência da morte é muita coisa para um cérebro raciocinar.
Todavia, o homem parecia querer continuar com seu plano, de um jeito ou de outro, ele puxou de um bolso um pequeno revolver e mirou na mulher, que neste exato momento estava no lado oposto ao qual ele mirava. Com um chute em sua outra mão, ela fez novamente um pequeno estrago. O agressor estava com ambos os braços machucados, incapaz de realizar mais alguma de suas façanhas.
A pele do homem parecia ter sido queimada por alguma coisa, ela tinha uma textura um tanto quanto grotesca, e o homem também não era nada amigável. E temendo qualquer retaliação por parte dela, ela deu um golpe em sua cabeça que o deixou inconsciente, ou possivelmente morto. Ela reparou pela primeira vez na insígnia em seu uniforme, “Balaclava” estava escrito e ela ficou repentinamente intrigada com isso, mas decidiu pensar em descobrir mais sobre isso depois que cessasse todo o pavor que percorria naquele colégio.
Antes de sair da sala, ela volta seu olhar para seus alunos.  – Não saiam daqui de dentro até que tudo isso acabe. – Depois encarou o homem caído no chão e pegou a metralhadora e o revólver que estava ao lado do corpo.  – Fiquem de olho nele e caso alguém apareça por aqui, usem essas armas para proteção pessoal, okay? – Eles não responderam, mas a representante da turma pegou as armas. Era hora de acabar com isso de uma vez por todas.
Assim que saiu de sua sala, ela escutou um tiro sendo disparado numa sala próxima, ela correu com toda a sua velocidade e com o impulso da corrida, a mulher quebrou a porta, que caiu em cheio no corpo do homem que atirava. Alguns alunos estavam feridos e ela reparou que outros já estavam sem vida, e em um ímpeto de raiva que nublou seus sentidos, Beatrice reuniu a sua força em um único soco no abdômen dele, que acabou tirando a vida do homem.
- Uma vida não vale por todas as outras, mas deve bastar, por enquanto... – Ela se levantou e encarou os estragos na sala. Repetiu as mesmas palavras que dissera para a sua turma e entregou todas as armas que o morto possuía. Tudo fora orquestrado para acontecer basicamente ao mesmo tempo, então ela não poderia ficar muito tempo em uma única sala.
E assim ela seguiu por mais três salas. Agindo sempre com o mesmo modus operandi, combinando sua velocidade com a força, e entregando o armamento disponível nas mãos dos alunos. Ela poderia ter um pequeno problema com essa atitude, mas garantir a segurança de todos ao mesmo tempo era complicado. E até o momento, ela não havia conseguido contabilizar quantos homens estavam agindo naquele momento.
Ela conseguiu derrubar um homem com um empurrão, ele estava tentando ir em direção a uma sala, mas com o empurrão, ele foi de encontro com a parede e ficou desorientando por alguns segundos. De repente, um tiro voou até sua direção, atingindo sua perna. A mulher ficou estarrecida por um momento, ela ainda não havia levado nem um ferimento, mas sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde.
Aproveitando sua confusão momentânea, o homem que fora jogado contra a parede por Bea levantou sua arma e laçou uma rajada de tiros contra a mulher, mas antes de ser uma professora, ela já foi uma aluna e aprender com os erros é uma lição que ela sempre seguiu. E transformando suas células em algo intangível, as balas passaram direto pelo corpo da jovem sem a ferir.
Com uma força renovada, ela avançou até o homem e com a própria arma dele acertou em cheio o seu rosto. – Eu realmente preciso aprender a atirar... – Lamentou-se consigo mesmo rapidamente, pois ela precisa ir até o encontro do outro homem que havia atirado em sua perna. Uma das grandes características dos marcianos é a sua capacidade de se auto-regenerar, então sua perna já não doía tanto assim, mas sua velocidade fora prejudicada do mesmo modo. Mesmo assim, seu modo insano estava ativado e ela fora até ao atirador, tentando ao máximo desviar dos tiros que iam contra sua direção. Alguns atingiam-na, mas eram superficiais demais para fazê-la parar.
O homem estava no alto de uma escada encarando a mulher que corria furiosamente até ela, mas como se fosse um fantasma, ela desapareceu do nada. Desesperado tentando encontrá-la, ele não esperou que a mulher fosse reaparecer atrás dele. Bea tomou a arma do atirador e a amassou com suas mãos como se fosse apenas um papel.
Ele tentou atacá-la, mas a jovem desviava com facilidade. – Por que vocês estão fazendo tudo isso? – Ela perguntou, enquanto o homem ainda persistia na esperança fútil de acertá-la. – O que é Balaclava?
O homem desistiu de seus ataques e sorriu maquiavelicamente. – Nós somos servos do deus das desgraças.
- Entendi, por isso que você é feio assim... - Ela interrompeu o homem e seguiu acertando o mesmo com um chute. Seu golpe foi forte o bastante para fazer com que ele caísse, segurando as partes baixas que agora estão completamente inutilizadas. Ela inclinou seu corpo na direção do homem e falou pausadamente. - Eu estou perguntando a sério, o que vocês querem aqui?
- Estamos aqui para preparar um futuro digno para nosso deus.
- Vamos acabar com essas crianças e servi-las em pratos elegantes para o deleite de nossa divindade.
Dois homens surgiram do nada e andavam com confiança até a jovem. Eles pareciam ser um pouco mais fortes do que os outros atiradores, e diferente deles, esses dois portavam adagas, além das armas que estavam penduradas em suas respectivas costas. O mais alto, que falara primeiro, caminhou até ficar bastante próximo de Beatrice.
A jovem não havia sentido a presença deles antes, mas agora conseguia perceber a intenção assassina que eles tinham em seus olhos. Aquilo parecia uma espécie de culto, cuja intenção era nublar a mente humana para criar maquinas mortíferas. Qual é o fundamento de assassinar crianças?
Um ataque veio logo em seguida, uma pequena adaga voou na direção da mulher gerindo um corte superficial em seu braço esquerdo. Ela tentou realizar um movimento de contra-ataque, mas o outro homem também lançou uma adaga. Ambos tinham movimentos semelhantes e pareciam exatamente iguais, mesmo com a presença daqueles capacetes.
Sem poder raciocinar mais, com aquela imensa raiva que ainda irradiava em seu coração, Beatrice sugou todo o ar que havia perto dela e soltou uma fortíssima rajada de vento na direção da dupla. Os capacetes de ambos voaram e eles ficaram detidos em uma grade enorme, forçados pela ação do vento, eles acabaram soltando as suas adagas e tentavam inutilmente se movimentar.
- Vocês possuem por marcas horrendas... – Ela interrompeu seu ataque para falar e andou calmamente em direção aos homens. Eles começaram a se movimentar, mas uma força estranha os manteve presos a parede novamente. – Eu não preciso saber o que fizeram a vocês, eu quero proteger aqueles que prometi ensinar e cuidar.
Os cabelos da jovem estavam agitados, como se uma energia imensa emanasse dela. Ela apresentava uma carranca, algo que expressa toda a repugnância que ela sentia por tudo que estava acontecendo. Ela percebeu uma movimentação estranha na quadra poliesportiva do colégio, ela pode escutar os gritos de algumas pessoas.
- Vocês podem ter passados por maus momentos, mais a vida daqueles jovens não pertencem a vocês. – Uma vez próxima aos homens, Bea manipulou as grades com suas mãos e prendeu os homens, de forma que eles ficassem face a face e com um espaço bem delimitado, quase como estivessem prensados. – E uma vez que chegaram juntos, podem continuar assim por muito mais tempo.
Os homens nada puderam fazer, estavam calados, encarando a mulher que partiu até a quadra. Já o atirador da escada, ele só assistia tudo, sem conseguir ao menos se levantar. Provavelmente o golpe que levou causou machucados bastante sérios, mas ele permanecia vivo e esperando pelo que viria. No todo, ele só pensava nas almas que ceifou e em como o seu deus ficaria com sua contribuição. Os jovens de hoje são o alimento para o futuro, essa é uma causa legítima... O que a alienação não faz com as pessoas?
Assim que seus olhos registraram a cena que acontecia à sua frente, a professora que havia se mantido centrada para acabar com toda aquela desgraça que acontecia, perdeu sua compostura. A quadra se localiza nos fundos do grande complexo que era aquele colégio. Ela era como um gigante galpão, que abrigava tanto uma quadra quanto uma arquibancada. Alguns jovens pareciam treinar ali, alguns gritos soavam, mas não eram de terror. Aquela parecia uma imagem isolada, fora da atual realidade do colégio. Os jovens pareciam animados e contentes.
Uma dor irrompeu em seu coração ao presenciar aquilo, ela já não ouvia mais gritos de desespero e conseguiu acalmar seus nervos. Pensou em sair do lugar, para investigar mais em outras partes, ligar para autoridades. Ela realmente não queria incomodá-los, mas não poderia sair e deixar aquele grupo ali sem saber de nada. Precisavam se proteger caso algum inimigo ainda pudesse aparecer.
“Alguém como eu?”
Uma voz irrompeu na cabeça da mulher que imediatamente ficou em estado de alerta. Aquilo não era sua consciência falando, alguém de fato fizera isso.
“Parece uma boba ao me procurar, você realmente se tornou uma humana imbecial...”
Beatrice reparou em uma figura alta, que trajava uma roupa pouco semelhante aos trajes dos demais atiradores. Um enorme casaco cobria aquele uniforme, e a pele do homem não exibia o mesmo visual medonho que os outros tinham. Ele detinha uma aparência incomum, assustadora e única. Sua pele era de um tom de branco real, como se fosse uma folha de papel inutilizada. Sua cabeça também apresentava um formato estranho, ela se afunilava e dava ao homem a aparência de um ser não terrestre. O que lhe levava a certas lembranças...
[..]
- Marcianos brancos são bem diferentes dos marcianos verdes, apesar de pertencerem ao mesmo planeta.- Uma garota entediada escutava sua mãe falar mais uma vez sobre o planeta que ela nunca poderia ir visitar. Marte era a casa de Beatrice, lá é o lugar onde fora concebida, mas ela nasceu nessa bola azul e verde. Sempre quis conhecer suas origens, mesmo sendo bem nova, mas ficava cansada com todas as histórias que sua mãe insistia em contar. – Eles não se importavam com sua aparência física, dando importância à cultura de guerra que pregavam. Não tinham pelos, e sempre apareciam com uma pele branca calcária que muitas vezes formam cristas ou placas ósseas, dando ao corpo uma aparência de "armadura".
A mãe da menina suspirou triste ao lembrar tudo que aconteceu no passado. – Eles sempre queriam a guerra, enquanto nós, os marcianos verdes resistíamos a tudo isso, pois nossa filosofia sempre fora a paz.
[..]
O marciano branco que se encontrava do outro lado da quadra andou até ficar no meio da quadra. Seu casaco havia em um canto qualquer e sua aparência monstruosa estava revelada. Os jovens correram assustados, alguns conseguiram escapar, mas outros estavam sob forte influencia do poder daquele monstro.
Bea estava paralisada, tentando ao máximo entender o que acontecia. Na verdade, isso é ridículo... Ela sabia que tinha que reagir, independentemente se não soubesse como realizar tal ação. – Vai deixar que eu machuque suas preciosas crianças, minha querida?
A mesma voz que outrora havia tocado a sua mente, agora era reproduzida em alto e bom som pela boca do monstro. Ele estava detendo um grupo de cinco crianças contra a parede, e com uma pequena faca, cortava lentamente o pescoço de um menino. O sangue saia timidamente daquele ferimento. Ver aquele sangue escorrer pelo corpo de uma criança, ativou o modo de reação da jovem.
Ela avançou até ele com feroz animosidade. – Venha, me ataque!! – O monstro gritava, enquanto se defendia com igual força do ataque de Beatrice. – Mostre sua verdadeira identidade, sua falsa humana.
As células da epiderme de Bea se metamorfosearam para uma cor de aspecto verde, logo todo o corpo da mulher assumiu essa tonalidade. A ferocidade dela aumentou, ela estava livre sem o disfarce e sua convicção aumentara.
- Foi você que criou toda essa história de deus? – Ela vociferava para o homem, enquanto eles batalhavam. Os movimentos eram poderosos, mas a força de ambos era semelhante.
- É engraçado como os humanos são tolos... Eles acreditam em qualquer força mística que ofereça uma boa recompensa depois dessa vida inútil. – Um sorriso diabólico surgiu no rosto dele, como se ele tivesse percebido algo. – Basta fazê-los acreditar no momento certo, como após uma explosão “acidental” em uma indústria de produtos químicos. Pessoas fisicamente e mentalmente prejudicadas tendem a se agarrar em qualquer coisa.
A cabeça da morena estava agitada. Fora ele quem armou todo o plano, inclusive quem acabou com a vida dos homens. A obstinação para tal plano ainda era um mistério, mas ela sentia que estava por descobrir.
Assim como sentiu uma dor enorme atingir sua costela, na região direita. Ela estava perdida em pensamentos e não acompanhou o momento do golpe. Com uma dor dilacerante, ela sentiu mais golpes por vir, mas desta vez evitava-os com sua telecinese, usando uma imensa força para reprimir, ou no mínimo desacelerar a velocidade do próximo golpe. Mas isso não foi o bastante, pois a força do oponente era maior e ele havia conseguido lhe atacar novamente, desta vez com tanta força que acabou jogando a mulher contra uma parede da quadra.
- Esperei que esse embate fosse mais interessante, mas vocês, marcianos verdes, nunca foram bons os suficientes em combates... – Mais uma vez ele levantou o punho para atacar Beatrice. – Mas vocês só sabiam pedir a paz... – Quando resolveu baixar sua mão para atacar, ele sentiu a parede rachar. Seu braço havia atravessado o corpo de Beatrice, que agora havia se levantado e estava atrás dele.
Ela sempre foi boa em brincar de se esconder, conseguia ocultar sua presença muito bem e isso acabou virando uma qualidade sua. Ela combinou essa força com a sua capacidade para ficar invisível. Os marcianos verdes poderiam não ser bons em combates, mas conseguiam ter habilidades o bastante para se defender. E enquanto era atacado pelo monstro, Beatrice reparou que ele ainda prendia as crianças com sua habilidade psíquica, mas aquilo consumia uma força enorme por si só, logo ele entraria em desvantagem.
O monstro procurava pela mulher incessantemente, mas ela não esboçava nada. Nenhum som ou qualquer outra movimentação, até porque os órgãos internos da moça estavam em um estado horrível e ela ainda precisava de tempo para se regenerar. De repente, ela fraquejou e assim que viu a mulher, o monstro partiu para o ataque. Dessa vez ela revidou, desferindo-lhe um golpe em uma de suas pernas, que acabou quebrando, mas a força do homem era maior e ele persistia no embate.
Enquanto apanhava mais e mais, certa de que estava tão machucada que mal poderia se levantar, um tiro cruzou toda a extensão da quadra até atingir o peito do marciano branco.
Era óbvio que seu tempo na Terra foi pacifico o suficiente para que ela não fosse capaz ou que ao menos precisasse aprender técnicas de combate, mas a mulher fez amigos e alianças. Essa era a herança que ela guardava em seu peito. E uma amiga sua, por mais jovem que ainda fosse, sonhava em ser uma policial, assim como a mãe dela era. Beatrice conhecia o desejo e a força de vontade de cada um de seus alunos, assim como as habilidades extracurriculares. E por meio de sua telepatia, ela conseguiu pedir para que essa aluna a ajudasse nesse conflito.
Escondida nas arquibancadas, Alice disparou em cheio o tiro. Ela estava apavorada e com medo, mas orgulhosa de si também. Já Beatrice recuperou um pouco de suas forças, o bastante para conseguir prender seu oponente.
- Eu fiz isso tudo para relembrar meus velhos tempos em Marte. – A voz do marciano enfraquecia, ao mesmo tempo em que sua influencia sobre os outros alunos desaparecia. Ele estava fraco, afinal, um tiro no peito não chega a ser fatal para um marciano, mas ainda é um ferimento muito grave, principalmente para alguém que abusou demais de suas habilidades.
Beatrice prendeu o homem com tremenda força. Ela parecia muito cansada, mas não largava aquele ser, com medo de que ele pudesse escapar. – Seus velhos tempos destruíram meu planeta natal, sua ânsia por guerras matou os meus pais... – O peito da mulher rugia de dor, mas ela sabia que grande parte da dor não era física, ela estava pensando em todas as vidas dentro daquele colégio que foram ameaçados, simplesmente porque um ser sentia prazer na desgraça.
- Você é o deus das desgraças, mas seus dias nesse cargo estão no fim...
Um batalhão pesado com fortes homens armados entraram na quadra, eles foram até o marciano branco e prenderam aquele monstro. Beatrice estava exausta e machucada, mas se ofereceu para ajudar os oficiais, que recusaram sua oferta gentilmente.
Nada do que aconteceu ali seria esquecido. Um dia, talvez, ela poderia enfrentar seus alunos e falar para eles quem e o quê ela era de verdade, mas agora os ânimos estão agitados. E ela também não sabia se iria poder continuar ali, convivendo como se ainda fosse uma humana. Afinal, todos não paravam de encarar sua pele verde brilhando enquanto seus ferimentos iam cicatrizando.



A vida tem dessas coisas...


Spoiler:


HABILIDADES:

i. INVISIBILIDADE: têm a habilidade de modificar as células do corpo, deixando estas invisíveis a olho nu, e assim, o próprio corpo não pode ser visto;

ii. INTANGIBILIDADE: remexendo nas células do seu corpo, o marciano consegue eliminar a propriedade de tangibilidade, ou seja, remover a capacidade de ser tocado por certo tempo, assim, podendo atravessar formas sólidas ou não;

iii. TRANSMUTAÇÃO CORPÓREA: observando qualquer pessoa, independente da raça, o marciano consegue se transformar perfeitamente nela, se tornando uma cópia idêntica;

iv. TELEPATIA: conseguem projetar os pensamentos dentro de outra mente, além de poder ler o que outros estão a pensar. Também conseguem, por intermédio disso, controlar mentalmente o ser;

v. ELASTICIDADE DE MEMBROS: com os quadros membros desenvolvidos, estes podem ser esticados, como uma borracha, sem causar dor alguma ao marciano;

vi. SUPER SOPRO: são portadores de uma impulsão de vento poderosa quando soltam o seu sopro;

vii. SUPER-FORÇA: o seu poder de ataque é poderoso, notavelmente acima dos humanos normais. Não possuem dificuldade alguma em destruir paredes metálicas com um soco qualquer;

viii. VOO: têm a capacidade de ficar suspensos no ar, assim como de sair fora do planetar, ao manipular a gravidade sobre os próprios corpos, fazendo com que esta seja eliminada;

ix. VISÃO TELESCÓPICA: o sentido visual é mais apurado que os humanos normais, podendo dar zoom;

x. VELOCIDADE SOBRE-HUMANA: a velocidade é muito acima dos humanos, seja andando/correndo ou voando, atingindo, certas vezes, km/h;

xi. REGENERAÇÃO: recuperam-se de ferimentos com velocidade absurda, porém, depende da gravidade do mesmo;

xii. LONGEVIDADE: vivem muitos anos.

xiii. TELECINESE: habilidade psíquica que permite aos marcianos impor a força de sua mente de inúmeros modos, como repulsão, atração e etc.


PERÍCIAS:
i. FURTIVIDADE, nível calouro


PONTOS DE ATRIBUTO
FORÇA: 09
INTELIGENCIA: 11
RESISTÊNCIA: 10
AGILIDADE: 08
VIGOR: 12
CARISMA: 10


ESPECIALIZAÇÃO: Resistente (+5 em Resistência)

_________________


EXCEDA SEU LIMITE...

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Re: [Missão] One-Post - Save The Children, Save The Future

Mensagem por Sandman em Qua Jan 24, 2018 12:32 am

Considerações
Tu foste uma marciana verde de inigualável bondade, protegendo todas as pessoas inocentes que não podiam se defender por si mesmas e defendeu seus ideais, pregando a paz para os humanos através de atos heroicos que com toda a certeza irão reverberar por toda a instituição de ensino na qual trabalhas. Um adendo, porém, é sobre os parágrafos. Eles estão juntos demais, sem espaço entre eles; atente-se para dar espaço entre os parágrafos em sua próxima missão narrativa, pois auxilia e muito no discernimento do texto, deixando-o mais organizado. Apesar de mínimos erros em seu texto, ele consegue transparecer com sucesso todo o seu incrível esforço na caracterização de sua heroína alienígena, em sua batalha para proteger os seres humanos de quem tanto tem apreço. Eis as suas bonificações:


Recompensas

1. +7 níveis.
2. +1 de fama.
3. Dano de 40 HP.
4. Seus danos de HP já foram retirados de seu arquivo morto.
5. Poste no tópico de Solicitação de Atualização (clique aqui) as bonificações (com exceção dos danos) para receber em seu arquivo morto.
6. Com a subida de nível, ganhaste +35 pontos de atributo, poste no tópico distribuindo-os.
7. Também ganhaste +7 pontos de perícia.
8. Um post seu será o suficiente para preencher a barra de HP. Basta postar no tópico de atualização o post solicitando a barra cheia novamente.
9. Foi um prazer!


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Re: [Missão] One-Post - Save The Children, Save The Future

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