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Mensagem por Mikhail Darkraven em Qui Jan 18, 2018 7:12 am

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A roleplay é iniciada pelo post de Mikhail Björn-Østberg, seguindo por Adam Hale Wicker. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 10 de janeiro de 2018, 22:32, no Bar Del Rey's. O conteúdo é SOMENTE PARA MAIORES. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: You Look Like a Useful Boy

Mensagem por Mikhail Darkraven em Qui Jan 18, 2018 11:31 pm

Não havia muita coisa que se pudesse fazer aquela noite. Seu trabalho estava indo bem, sem maiores problemas de adaptação como havia sido no início, pois graças ao seu intelecto superior, logo o Østberg havia conseguido manjar de todas as manhas e lidar com todos os obstáculos que o impediam de ser o melhor ali. Claro, sua irmã era a líder daquela gigantesca corporação, mas isto não o tornava inferior, muito pelo contrário. Era justamente a chance de trabalhar ali que sorteava mais oportunidades de crescer, não só financeiramente, pois sua vida já era deveras abastada pela fortuna de seu falecido progenitor, mas também sua imagem de bom homem, que o afastava automaticamente de sua faceta cruel e recôndita: a do deus da morte, Hel, que matava sem dó nem piedade e nem fazia questão pelo dinheiro recebido – seu principal objetivo era o de sentir a morte, saboreá-la como um bom vinho ou um bom bife assado.

Como um bom apreciador de bares simples e o cheiro denegridor de suor másculo, cigarro, mijo, cerveja e uísque barato, o loiro tinha como hobbies ir em bares simples e afastados da estirpe elitista e rica, cheia de seus mimos e frescuras. Apreciava a bebida forte rasgando sua garganta, a violência que flutuava acima de nós como nuvens negras de gás apenas esperando a mínima faísca de violência para transformar o lugar em um verdadeiro antro de morte e fúria. Era simplesmente saboroso! Adentrando o local, Mikhail aspirou para dentro de seus pulmões o ar venenoso que os humanos comumente apelidavam de nicotina, apenas um nome atraente para “tóxico” e “letal”. Procurando um assento, o loiro foi à esquerda, em uma mesa quadrada ao canto, recostada à parede, com dois bancos negros – assim como a mesa em si – dispostos um na frente do outro. Tomando o local para si, Hel cruzou suas pernas e deixou-se fazer seu pedido apenas com um soerguer de dedos. Imediatamente, fora atendido, pois já era reconhecido pelos redondezas e já tinha sua fama garantida dentre as gangues locais, sendo temido e respeitado não só por ser um assassino eficiente, mas por ter o papel verde – dinheiro – e poderes além da compreensão de todos ali.

Divertindo-se com os olhares que recebia – um misto de apreciação pela sua fama quase nobre e receio, juntamente com temor –, o loiro tomou um gole de seu refrigerante com vodca e, com o dedo indicador, contornava a borda do copo, apreciando a boa música dos anos setenta que tocava na rádio. Fora então que, com um riso maquiavélico no recanto de seus finos lábios róseos, Østberg observou com seus do mesmo tom do oceano estreitos uma briga surgir. Um dos homens discutia com um homem próximo ao balcão havia apalpado indecentemente sua “garota” que havia ido buscar mais bebidas para o mafioso e seus amigos. E eis o problema; um ex-presidiário atrevido e com os hormônios a flor da pele buscando a todo custo provar sua masculinidade havia mexido com a mulher de um mafioso e, então, pronto. Um soco repentinamente acertou o presidiário que, sem controle, caiu de cara no chão, porém o mesmo erguera-se e fora em direção ao seu agressor, no caminho pegando seu copo e quebrando na cabeça do homem, deixando cicatrizes feias. Mais socos, os dois rolavam como dois animais selvagens brigando por uma fêmea no cio.

Para Mikhail, era puro entretenimento. Com uma pequena sugestão mental do deus da morte, um outro homem apalpara a bunda da mulher, fazendo seu namorado irritar-se mais ainda, buscando agora briga de mano-a-mano com seu próprio comparsa, e a briga então estava feita. Não deu nem cinco minutos: aproximadamente dez pessoas diferentes brigavam entre si, loucas e ensandecidas. Uma, apenas uma sugestão mental fora o suficiente para causar todo um tumulto entre aqueles seres que não honravam o título de “seres civilizados”. Bufando e revirando os olhos, o necromante então fora fitado por um homem que, irritado, olhou para o loiro com ódio.

— O que está olhando, vadia? Quer apanhar também? — Gritou o homem que havia começado toda a briga, a tal altura nem o som do jukebox podia ser ouvido. Cruzando os braço, Mikhail balançava o pé esquerdo, as pernas cruzadas, em completa indiferença. Sua namorada então aproximou-se do deus da morte e, do nada, pegou o copo da própria bebida de Østberg e tentou atirá-la no homem que, num reflexo, soerguera a mão esquerda à sua frente e então forjara um escudo verde-escuro de energia mágica, protegendo-o de molhar suas vestes. Com os olhos estreitos e fixos na mulher, suas compleições mudavam para o puro ódio, suas íris tornando-se verde-escuro.

— Não deveria ter feito isso. — Como resposta, num rápido movimento o loiro ficara de pé, de sua mão esquerda – a qual projetava o escudo, mas agora o desfazia – ele criara uma espada, que transpassara o corpo da mulher de fios tingidos de um falso ruivo e a atirara ao solo. Antes de seu homem poder atingi-lo com um soco, eis que Mikhail desvia e acerta sua cabeça com um facão, e então atraindo a atenção de todos, logo o deus ficava sem alternativas. Teria de mata-los todos.

— Ele é uma aberração. Não deveríamos ter medo dele, e sim nos juntarmos. Ele não conseguirá matar-nos, já vi mutantes com poderes mais legais que criar espadas e facas morrerem nas mãos de meus amigos. — Gritou o homem que era um ex-presidiário, buscando intimidar Mikhail, cuja única reação foi passar suas mãos pelos cabelos que, enegrecidos, formavam a base de sua coroa de chifres, que surgiam imponentes e enormes. Sua roupa fora sendo substituída por uma calça e camisa látex com detalhes verticais em verde-escuro, expondo apenas seus braços musculosos.

— Venham! — Gemeu entredentes o deus da morte, deliciando-se com a visão das almas que seriam suas.

O primeiro rebelde foi na frente, usava uma faixa ridícula e vermelha na testa e parecia saber Kung Fu. Bem, ele achava que sabia, porém, antes mesmo de aproximar-se a menos de um metro do loiro fora recebido com cinco espadas em seu abdômen e peito. Movendo suas mãos como que se preparando, logo o deus da morte atirava várias espadas do nada, criando-as e atirando-as em todos os outros ao seu redor, acertando a grande maioria, errando alguns e perfurando outros com seus chifres afiados, lançando-os longe. Alguns ele arriscou socar na cara, mas a maioria mal tinha tempo de aproximar-se. Por fim, sua capa o auxiliou a livrar-se de um tiro de um dos homens, que disparou diversa vezes e, assim que sua munição acabou, Mikhail simplesmente acertou o homem com uma esfera de energia esverdeada, queimando-o com suas chamas verdes. Apoiando-se no balcão – todos os bancos estavam em mínimos pedaços, assim como todo o local repleto de espadas de todos os tamanhos – o loiro saboreou de uma boa vodca, pura, e foi então que um jovem de fios castanhos, olhos verdes e lábios carnudos e vermelhos se aproximou, chegando ao bar.

— Esse é o momento onde você grita feito uma menininha e sai correndo. — Debochou o deus da morte, seus chifres, capa e roupa sumindo e dando lugar aos fios loiros e roupas comuns.

— Você não é jovem demais para estar por aqui? — Questionou o dono da voz rouca e incisiva, cheia de malícia e dotada de fatalidade por detrás do aparente timbre lânguido.

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Re: You Look Like a Useful Boy

Mensagem por Adam Hale Wicker em Seg Jan 22, 2018 3:47 am


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Bar - Stranger Killer - Hungry


Mais um dia no hospital, gostando de ajudar as pessoas com o que podia oferecer, não sendo tão estranho apesar de tudo que realmente poderia realizar em prol dos outros. Tudo o que conseguia e estivesse ao seu alcance, realmente fazia, aquela forma de ajuda era quase mágica não sendo nada como na outra vida, mas chegava perto. Não haviam agradecimentos, mas não estava ali pelos elogios, Adam ajudava porque sabia que podia e queria ajudar quem precisasse.

Seu pai ainda implicava por ele não ter feito a medicina de uma vez, mas devido ao passado deixar pra lá tomando cuidado onde ele estava, não era um perigo deixar ele de lado realmente. Sua mãe tinha ficado mais próxima do filho, mas não era como antes já que ambos trabalhando, não havia aquele interesse pelos conhecimentos dela em física. Escolher uma área totalmente diferente das dos seus pais era algo arriscado pelo julgamento dos mesmos, mas sabendo que escolher alguma área que fosse ao menos similar seria pior ainda. Preferia ficar da forma que escolhera seguir.

Resumindo aquele dia, foi basicamente calor demais mesmo com os aparelhos de ar condicionado ligado. Acabou por retirar a camisa por baixo do uniforme ficando apenas no tradicional tentando refrescar o máximo que fosse possível sem comprometer as regras também. Terminando seu turno só faltou soltar fogos como aquele jogo de pixels com uma nova descoberta.

Voltando pra casa usando o metro, e andando um pouco, só queria beber alguma coisa antes de chegar em casa dando de cara com os pais igualmente cansados também. Sabia que podia ter um carro, um apartamento, mas deixar sua mãe com seu pai sozinha não era uma opção e se pudesse colocaria câmeras no quarto deles por segurança. Contudo, o medo de ver coisas demais era ainda pior que seu receio de sua mãe se machucar. Andando pela calçada a noite sozinho ficou pensando onde deveria ir beber, estava com as roupas azuis do hospital, que fosse um lugar sem muita classe, ou balada pra não ficar mal pelas roupas também.

Parando em um bar daquele bem característico com odores fortes de mijo dos banheiros e bebidas entornadas no chão que provavelmente não limparam há semanas. Estranhamente e muito sem esperar, acabando por presenciar uma briga de humanos comuns com um homem de látex com poderes de chamas verdes. Enfim, entrou no radar visual do assassino poderosos e já esperava algum ataque, mas diferente daquilo que cogitava, uma piada chegara aos seus ouvidos.

Uma arqueada de olhos seguida  de uma surpreendida pela transformação dele e o questionamento dele, talvez por eu me manter ali sem a reação esperada. Levantou o indicador enquanto pegava o celular no bolso olhando as horas e deu de ombros vendo que era tarde pra caçar outro lugar que fosse perto. Guardou novamente o celular e estendeu as mãos aberta para cima na altura do peito canalizando energia para uma mudança naquele lugar.

Uma esfera de energia azul surgiu na altura do pescoço do mesmo, suas mãos alimentando aquela esfera como se fosse fogo mesmo, até que acabasse de onde tirar o combustível. Ocorrera tudo num piscar de olhos, a esfera foi brilhando mais forte, a energia azul se acumulando ao redor dela e então tudo mudou com um flash. O loiro assim Adam sequer saíram do lugar. Dando uma olhada envolta percebendo alguns objetos de clientes mortos ainda presentes, talvez os que não haviam sido metido na briga por escolha deixaram ali.

Respirou fundo e foi até a mesa próxima ao encrenqueiro, sentou na frente dele e o respondeu:
- Tenho 22 anos, legalmente posso beber em qualquer lugar do país, ou onde eu quiser com uma ajuda mágica. - Deu de ombros e conjurou uma cerveja alemã. Voltou a olhar o loiro, dessa vez nos olhos: - Quem é você? Pra causar uma bagunça em um local pequeno desses tem que estar muito a toa, porque se quisesse destruição iria lá pra fora e deixaria a cidade um inferno.




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Re: You Look Like a Useful Boy

Mensagem por Mikhail Darkraven em Seg Jan 22, 2018 10:53 am

Os olhos brilhantes e esverdeados de Hel encaravam o garoto com a sua habitual arrogância, sondando-o enquanto o moreno parecia nem um pouco assustado, seja pelos chifres ou pelas inúmeras espadas que haviam sido feitas e atiradas para todos os lados – e ainda haviam os corpos. Nem uma única vítima havia escapado, todas haviam sido brutalmente atingidas e mortas, como sempre, o deus da morte era implacável com quem ousava se meter em seu caminho. Com um andar lânguido, Mikhail levou consigo a garrafa de vodca, pondo-a sob a mesa e, com as mãos, afastou os cacos de vidro e sentou-se, apoiando os pés na mesa e suspirando. Como uma forma de demonstrar seus poderes para mostrar coragem diante da figura assassina que era o loiro, o jovem demonstrava ser um bruxo, conjurando uma espécie de feitiço que alterou os objetos ao seu redor, incluindo os cacos de vidro na mesa e fazendo sumir os corpos.

Alegando ter vinte e dois anos, ele inclui a palavra “mágica” na sua frase dizendo que poderia entrar em qualquer bar que quisesse, parecendo firme em sua sentença de que era um poderoso bruxo. Nada falara o loiro, unindo suas mãos na altura de seu abdômen e encarando o jovem em sua demonstração de poder, avaliando-o como quem avalia uma compra num shopping. Não houve interesse sexual, apesar do garoto ser bonito. Não, Mikhail já tinha um namorado. Os poderes eram razoavelmente interessantes, pelo menos por hora – não que Hel precisasse de outros seres com poderes para auxiliá-lo em alguma coisa; ele tinha seus próprios problemas e um grupo de assassinos como aliados. Questionando-o, o jovem feiticeiro alegou que era preciso estar muito a toa para causar tanta destruição em um local pequeno como aquele, do contrário, optaria por ir na cidade causar danos.

— Bem, claramente temos um espertinho achando que pode me sondar, certo? — Comentou Mikhail, deixando seus chifres retornarem e a negritude que vinha com eles adornarem sua derme com uma tintura preta em volta de seus olhos, destacando o verde-esmeralda de seus olhos. Tal medida o impediria de ser lido telepaticamente, caso o outro tentasse invadir sua mente. — Sou Hel, deus da morte. E poderíamos estar num cômodo minúsculo; eu ainda conseguiria causar destruição digna de um planeta. Diga-me; o que consegue fazer? — Perguntou imponentemente o loiro, estreitando seus olhos e fixando seu olhar intenso no garoto.

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Re: You Look Like a Useful Boy

Mensagem por Adam Hale Wicker em Qui Jan 25, 2018 3:30 am


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Se arrependendo de não ter um grupo nessa realidade para ter equipamentos e conseguir informações de forma mais rápida. Saber o que era aquele loiro seria mais fácil em um computador do que com magia, porque não sabia o que ele era então a sua tentativa poderia invocar um tribufu que de fato poderia destruir sua vida por capricho. Aceitar a si mesmo não foi fácil, porque sempre parecia vir algo novo para se lidar, seja um poder, ou o limite remodelado para ter mais controle.

A pacifica atitude de beber a cerveja como se não houvesse havido uma carnificina há poucos minutos era algo difícil. O pouco que ele viu nem era certeza de que as pessoas estavam mortas, mas verificar eram outros problemas que na atual situação não tinha como ver. Se duplicar e ir pra onde estavam os corpos era dividir a concentração e dada a surpresa do outro comigo devia focar mais nele. Teoricamente ele era o perigo, porque os mortos só tiveram os dedos dele, as armas dele, o que mais ele tenha usado.

A cerveja estava bem gelada e isso supria quase todo mal estar de não ter lidado com aquele homem ainda, ele era um estranho, um assassino e nenhum atitude de nenhum dos lados foi feita. Ou melhor, achou que não havia sido feito nada. A resposta dele não foi explicativa, apesar de não ser exatamente grosseira demonstrando que ficou ofendido, ou que queria matar o garoto, por hora. Sua roupa de chifres voltara a dar uma ideia de que aquilo era mais do que parecia, porque látex não é bem uma armadura decente, mas ele sendo mágico de algum modo, teria sua razão.

O comentário dele fez Adam perceber que nem os deuses escaparam daquela realidade alterada, ou seja, todos se fuderam mesmo. Bebendo mais um gole da cerveja antes de fazer qualquer coisa, o olhou nos olhos confirmando: - Vai mesmo querer que eu faça agora? Puta que pariu... - Negando com a cabeça de olhos fechados, deixou a garrafa sobre a mesa e ergueu a mão esquerda aberta girando um pouco no ar. Sua roupa mudou para um traje de combate, com a parte do meio em um cinza detalhado com vermelho nas partes laterais onde era possível ver o espaço.

Há o espaço para um cinto onde tem um emblema, e umas esferas nas laterais. Não menos importante e mais chamativo também, a capa com capuz em um tom forte de vermelho cobrindo bem o seu corpo sem exageros. Levou a mão esquerda a cabeça e puxou o capuz para trás falando: - Sou Wiccano, lido com magia. Tudo o mais que posso fazer como voar e teleporte vem da magia. - Estendeu as mãos para os lados e o questionou semicerrando os olhos: - Quer saber mais alguma coisa, ou posso continuar bebendo?




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Re: You Look Like a Useful Boy

Mensagem por Mikhail Darkraven em Sab Jan 27, 2018 9:37 am

Era nítido o quão desconfortável o jovem feiticeiro havia ficado ao adentrar o bar, mas, ignorando toda a confusão que Mikhail havia causado, eis que o rapaz decide demonstrar seus poderes. Alterando as suas vestes, aquilo era algo que o deus da morte também conseguia fazer, evocando seus chifres e capa, juntamente das vestes negras. O traje do moço era belo, com detalhes que lembravam os movimentos celestes das galáxias, algo hipnótico e atraente. Como reação, Hel soerguera uma sobrancelha e tomou um gole de sua bebida, observando o outro apresentar-se como Wiccano, revelando que seus poderes eram provenientes de magia. Maneando negativamente a cabeça, Mikhail contornou o copo com o dedo indicador quanto a pergunta do outro.

— Então, você possui poderes mágicos, não é? Diga-me; estaria interessado em trabalhar para uma organização criminosa? Você me parece ser bem útil e poderoso o suficiente para se livrar sozinho de problemas. — Com visível curiosidade, Mikhail buscava como sempre integrar novas pessoas com poderes à organização para a qual trabalhava, pois, internamente, o deus sabia que teria de ensinar a todos os novatos o que ele sabia e, secretamente, Hel até que apreciava ser professor para aqueles jovens novatos, ensiná-los a matar, se infiltrar e muitas outras coisas.

— No que trabalha? Pagamos bem mais do que seu atual chefe. Pense nisso, Wiccan. — Piscando um olho, Østberg ficou de pé, pegando a garrafa inseparável. — Venha, vamos dar uma volta. — Ali, de pé, os chifres se desfizeram, assim como a capa verde-escura e a roupa de látex, enquanto o loiro como oferta estendia a mão para o rapaz, visando saírem dali do bar.

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Re: You Look Like a Useful Boy

Mensagem por Adam Hale Wicker em Seg Jan 29, 2018 9:27 pm


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Meneando para responder o garoto, como quem faz um jogo ridículo e fica com medo de perder seu parceiro de jogo. Preso aquilo, Adam esperou uma resposta e logo que a teve, negou a oportunidade dada, pois não era de seu hábito tais palavras adequadas para si. Mas não dizendo as exatas palavras de negação, pois ele ainda não conhecia os talentos do garoto por um todo, então deixaria ele sem saber tanto.

Nunca pensou conhecer um deus de verdade, mas considerando algumas de suas lembranças, sabia que não devia ser uma divindade como Deus no cristianismo, devia ser uma categoria específica de alienígenas tratados como deuses. Se ele fosse menos maligno talvez fosse interessantes ambos conversarem sobre sua vida como divindade, as histórias reais e que deuses eram diferentes dos mitos.

Considerando o desconhecimento de Hel sobre Adam, o mesmo retornou ao traje azul do hospital e quase que imediatamente ouviu a pergunta dele. Negou com a cabeça o que ele afirmou e o corrigiu: - É Wiccano, acerta da próxima. - Cogitou recusar a proposta dele, mas sem saber do envolvimento dele, preferiu seguir o mesmo pra saber exatamente do que estava escapando e de onde poderia acabar se metendo.

Seus pais desconheciam seus poderes, então viver uma vida tripla não seria fácil, mas conhecer outros rumos não deveriam ter problemas. Deu de ombros e seguiu o outro com um olhar de dúvida sobre as intenções do estranho e a cerveja na mão pronta para ocupar sua boca.





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Re: You Look Like a Useful Boy

Mensagem por Mikhail Darkraven em Seg Fev 05, 2018 9:53 pm



Com passos calmos, Mikhail tranquilamente tomou a frente e saiu do âmbito de morte e cadáveres, saindo do bar e aspirando o ar fresco da noite, soltando o ar preso de seus pulmões em apreciação. Como havia sido ignorado e ainda corrigido pelo jovem, o Østberg mordiscou seu lábio inferior e levou a garrafa de vodca aos lábios, apreciando o gosto forte e que queimava sua garganta, mas que, em hipótese alguma, iria deixa-lo realmente bêbado – graças a seu fator de cura regenerativo eficiente contra os efeitos maléficos do álcool. Entrando em seu carro – um automóvel negro e luxuoso, espaçoso –, o loiro deu a partida assim que Adam adentrara e foi direto a uma boate.

— Bem, você não respondeu a minha pergunta, Wiccano. Creio que nós dois daríamos uma dupla formidável caso uníssemos os nossos poderes. — Falou o loiro assim que freou o carro na frente da boate, descendo do mesmo. — Pode ter tudo o que quiser, basta querer trabalhar comigo. Aposto que você já deve ter matado alguém antes, estou certo? Com sua idade já tinha matado meu pai. — Comentou o Østberg com um óbvio riso de escárnio em sua face, admitindo seus próprios crimes sem dar a mínima importância.

Avançando mais alguns passos, e os dois estavam dentro do local e dirigindo-se à parte VIP que era sempre reservada por direito aos mais abastados para ocuparem tal recinto. Sentando-se numa poltrona negra de couro, Mikhail cruzou as suas pernas e pegou para si um copo, enchendo-o com sua garrafa de vodca ainda na metade, observando o outro, curioso sobre a curiosidade dele. Ele parecia interessado, apesar de fazer questão de manter distância da moral duvidosa do deus da morte, o que o deixava intrigado sobre a sua verdadeira face.

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Re: You Look Like a Useful Boy

Mensagem por Adam Hale Wicker em Seg Fev 12, 2018 4:41 am


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Com o outro se levantando da cadeira e saindo dali, Adam apenas o seguiu considerando que estava explícito o seu interesse sem compromisso no que ele falava. Duvidava que conseguisse descobrir algo daquele homem que ele não quisesse mostrar e um combate com o mesmo poderia ser inútil, além de se envolver em algo desconhecido porque um deus da destruição não é bem fácil de se assimilar em poucos minutos.

Mesmo com as dúvidas sobre confiar naquele desconhecido em mostrar seus planos, ou talvez em levar Adam para uma armadilha onde cortaria as pontas soltar do ataque que ele acabara de fazer. Com a entrada no carro do outro, como que um gatilho de arma, o destino misterioso já pareceu mais perto e então o local em que estava ficou ecoando em sua mente. "Passageiro de um suposto deus assassino indo para um lugar misterioso." Não por medo, mas sim por confusão de estar traindo alguns de seus ideais pessoais quanto a heroísmo e pessoas a se relacionar.

Encontrar outros com poderes, já era bem difícil quando a maioria era vilão, ou então procurava uma equipe. Mas abrindo mão dessas oportunidades, suas escolhas eram mais livres do que se prender a uma equipe e isso era uma visão a se manter quando ouviu novamente a pergunta do outro. Sorrindo sem graça e olhando pela janela as coisas passando como sua vida de escolhas deixadas pra trás, meio que o fazendo repensar na resposta que daria no bar, mas acabando por não mudar de verdade.

Entortando a boca um pouco e negando parcialmente: - Não duvido disso, mas eu não confio que nossos interesses sejam o mesmo. - Negando com a cabeça e se permitindo sair do carro, não se deixando abalar pela possibilidade de morrer recusando a união ao deus. Querendo seguir sua linha de pensamento com a resposta, mas as palavras do outro o fizera limpar sua mente como que se tivesse desligado a luz. Imaginar-se no lugar do outro era uma coisa muito difícil, porque geralmente era nos casos de seu pai quando ele queria uma opinião de fora do seu ramo.

Ou então também, poderia ser em casos de amigos que fizeram coisas mais absurdas tipo trair o parceiro, ou se meter em uma briga. Nunca teve de se colocar em um papel que matou o pai e talvez tivesse ficado mais obscuro do que é hoje. Essa linha de pensamento com certeza seria um tremendo algo a mais quando fosse dormir. Quase toda sua vida sendo repensada, colocando todos os eventos com seu pai em xeque, praticamente imaginando ele morto desde a descoberta dos poderes.

Parecia tudo sistemático como que ligado aleatoriamente no que deveria ser o alvo de sua atenção, indo atrás do outro não como seu filho, mas era ainda um pouco menos que um aliado naquele lugar. Entrando na área VIP e nem se importando com suas roupas azuis, apenas seguiu e sentou no sofá lateral ao outro pensando na sua vida com outros olhos, com outro foco e modelando outra versão sua se descobrindo. Com certeza seria mais arrependido dos seus poderes e medroso quanto aos seus próprios limites. Respirando fundo e levantando os olhos pelo corpo daquele loiro tentando tomar a coragem de seu interior.

Aquilo era um monstro, mas não era como nos filmes de terror, ele era um exímio assassino sem ligar pra nada além de si e seus interesses no futuro. Saber o seu papel não era mais um interesse, talvez o quisesse como um medo de ser o faxineiro para o outro, mas não era demasiado valido no momento. O contato visual novamente aconteceu e o respondeu de uma vez: - Com catorze eu quase matei meu pai, mas ao contrário de você eu não me orgulho e sem ofensas, eu posso ser muito mais do que você imagina. - Sorrindo sem graça, entortando a boca como um tic de nervosismo: - Eu já matei sim e não tenho pesadelos disso, mas não sou um assassino como você Hel. Eu busco controle dos meus próprios poderes, e isso não é algo que limpar as suas bagunças vai me ajudar. - Desviando o olhar esperando um fora do outro daquele lugar, apesar disso não iria sair sem o convite oficial, mas seria ao menos interessante a sequência disso sem dar um fim dramático.





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Re: You Look Like a Useful Boy

Mensagem por Mikhail Darkraven em Qui Fev 15, 2018 2:46 am



Era mais do que claro o total desinteresse de Wiccano em firmar qualquer tipo de aliança com o loiro, o que apenas denotava que o comportamento e a forma dos dois ali presentes de pensar eram completamente opostas. Passeando seu dedo indicador com obliquidade pelo copo de vidro com a vodca, Hel deixou um sinuoso sorriso surgir entre seus lábios cor de carmesim. Era divertido conhecer seres bondosos e poderosos como aquele jovem feiticeiro, que se defendia das palavras de Mikhail parecendo sentir-se não muito à vontade, inclusive disparando uma insinuação que fez o Østberg sorrir.

— Não pedi para que limpasse a minha carnificina, já fiz chacinas piores que aquela e deixei todos os corpos como troféus para todos verem — com um largo sorriso viperino, o loiro piscou o olho. — Mas falemos de você, já sei sua idade, sobre seu trabalho e poderes, e, claro, que quase matou seu pai, mas não o fez. O que precisa? Se está aqui, na minha companhia, é por que precisa de algo. Ajuda com os poderes? — Perguntou o deus da morte com os olhos de grossos cílios negros estreitos encarando o jovem bruxo.

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Re: You Look Like a Useful Boy

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