[FECHADA] — Wirf die hände in die luft

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[FECHADA] — Wirf die hände in die luft

Mensagem por Adam Hale Wicker em Qui Fev 01, 2018 2:42 am

Wirf die hände in die luft
A roleplay é iniciada pelo post de Arthur M. Fuchs, seguindo por Adam Hale Wicker. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 10 de Maio de 2018, Metro-General Hospital e arredores. O conteúdo é SOMENTE PARA MAIORES. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.



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Re: [FECHADA] — Wirf die hände in die luft

Mensagem por Arthur M. Fuchs em Qui Fev 01, 2018 11:30 pm


Seasons came and changed the time
When I grew up, I called him mine
He would always laugh and say
"Remember when we used to play?"

Wirf die hände in die luft
bang bang he shot me down


Eu apertei os dedos fortemente contra o banco de couro e pressionei olhos e lábios para evitar um suspiro de dor de escapar dos meus lábios.

– Policial, não dá para andar mais rápido? – Eu indaguei pela quarta vez, apenas para ouvir aquela resposta novamente ríspida.

– Nós não podemos fazer milagre, rapaz. – A viatura virou mais uma esquina. – E o seu caso nem é grave, foi só de raspão.

De raspão ou direto no cérebro, foi um tiro de toda forma. Tudo bem que não apenas fora um tiro de raspão como fora no ombro, uma região feita apenas de ossos, pele e músculos, sem nenhum órgão vital. O problema é que aquele ferimento ardia tanto que eu era forçado a conter minhas reclamações de dor. Além do mais, a atadura improvisada pelos agentes da lei já estava úmida de sangue e eu só conseguia pensar se seria capaz de apagar a cicatriz usando magia.

O policial sentado no banco do passageiro fez a pergunta que outros dois já tinham feito.

– Como o meliante errou esse tiro, aliás? A bala nem entrou. Que mira ruim a desse merda.

“A mira dele era excelente, eu é que demorei em agir.”, pensei.

– Pois é. Uma mira muito ruim mesmo.


Quarenta e dois minutos antes.

Eu me pus sentado na cadeira e permiti que eles me amarrassem. Malice estava parado atrás de um deles, visível apenas para mim e suas feições demonstravam toda a sua irritação. Eu havia sido sequestrado por quatro homens que desejavam entrar na fábrica da Hell’s Core para terem acesso aos projetos de alguma nova arma biológica extremamente eficiente da empresa. Evidentemente eu esclareci que eu era mero estagiário e, não sendo o bastante, meu trabalho era na área jurídica, sentado atrás de uma mesa no escritório. Eu nem tinha direito de acesso à fábrica.

Eles não levaram tudo isso em consideração, claramente planejaram mal toda aquela ação. Sequestrar o estagiário da área jurídica da Hell’s Core objetivando ter acesso à ala de projetos da fábrica era pura estupidez; apesar disso – ou para além disso – eles eram bem violentos e mal organizados, repetindo a todo momento que me matariam se eu não os ajudasse.

Não seria difícil abatê-los com magia, contudo, desde aquele sonho/viagem temporal que tivera onde descobria a verdadeira causa do acidente que levara à morte do meu pai eu evitava usar minhas habilidades pois elas não eram minhas. Minha magia vinha de Malice e Malice matara o meu pai; quando usava essas habilidades nos últimos dias era como se estivesse alimentando-me da morte dele. Aquela era uma situação atípica, porém.

– Você precisa dos meus poderes, garoto patético. – Malice andou cambaleante em minha direção, atravessando os ladrões que discutiam entre si como fariam para me levar até a fábrica.

“Eu sei”, pensei e sabia que Malice poderia ter acesso à resposta. Bastou uma pequena explosão de energia mágica para romper a fita adesiva – sim, me imobilizaram usando fita adesiva – que prendia meus pulsos.

Era hora da ação.



– Chegamos, rapaz. – O policial abriu a porta para que eu saísse assim que a viatura parou no número 479 da West 58th Street.

Enquanto eu era conduzido para o interior do edifício, fui informado pelo par de agentes sobre os trâmites seguintes. A prioridade era que eu fosse atendido, a presença dos dois policiais iria garantir que isso fosse realizado com urgência. Depois, eles poderiam me conduzir até uma delegacia para que prestasse depoimento sobre o sequestro e a intenção dos meliantes. Detalhes que eles não informaram, mas que eu sabia que fariam parte deste processo, eram as burocracias judiciais de algum setor de assistência ao empregado da Hell’s Core. Meu chefe foi o primeiro a insistir para que eu fosse levado a um hospital o mais rápido possível e eu tinha conhecimento suficiente para saber que a empresa poderia ser responsabilizada e sofrer punições cíveis e até criminais pelos meus ferimentos. Eles eram os mais interessados no meu bem-estar naquele momento.

Nem tive tempo de sentar em uma das cadeiras da recepção, apenas observei os outros pacientes parados ali, todos com ferimentos de gravidade igual ou inferior ao meu, antes de ser informado que deveria aguardar por um atendimento prévio em uma ala interior.

– Eu preciso prestar esse depoimento ainda hoje? – Indaguei ao motorista da viatura. Agente Johnson, informava a costura em seu uniforme. Ele era mais baixo que eu, de cabelos pretos raspados e aparência latina.

– Só se quiser, meu jovem. Como o seu ferimento não foi muito grave, dificilmente vai precisar ficar internado. Mas os seus chefes podem ter interesse que isso seja resolvido o mais breve.

– Um risco, não é, Fuchs? – A voz de Malice sussurrou ao meu ouvido.

Eu suspirei de exasperação. A entidade estava certa. Ao menos um dos criminosos me viu usando magia diretamente para feri-los e eu não gostaria que eles tivessem a oportunidade de relatar isso a ninguém.

Teria tempo para pensar nisso, porém, enquanto aguardava por atendimento sentado em uma cadeira azul e confortável no Metro-General Hospital.


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Re: [FECHADA] — Wirf die hände in die luft

Mensagem por Adam Hale Wicker em Sex Fev 02, 2018 6:56 am


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P.S. - Arthur - DANGER


Outro dia comum, acordando com o despertador, não encontrando um dos pais no café da manhã pelo trabalho e enfim a jornada para o serviço pelo metro. No início do trabalho teve de lidar mais com os problemas dos outros do que de fato com o pronto socorro normal, pois houveram duas enfermeiras faltando, o estagiário furou e toda aquela bagunça se mantinha. Uma sala de espera poderia virar um pandemônio se não fosse administrada com rapidez e objetividade, então logo que acabou de cuidar dos pacientes da enfermeira do plantão, ficou a par dos novos casos.

Separando os mais perigosos e urgentes para serem chamados a cada dois para as salas com cortinas e mesas de curativos. Variando de acidentes domésticos como queimaduras, até mesmo alguns problemas de saúde como suposta pneumonia e falta de insulina de algum diabético mais idoso. Certas pessoas resistentes acham que conseguem se virar sozinhas morando perto do hospital, então esquecem de renovar a receita do remédio e quando sentem aquela emergência recorrem ao hospital.

Irritando ao enfermeiro não pelo fato de atender, mas por já reconhecer esse fato como rotina, quase como regra do paciente em não se preocupar com a medicação em casa. Quando se trabalha com algo rotineiro todo dia como vendas e atendimento, algumas coisas acabam marcando no dia seja por sua peculiaridade, ou por ter ouvido algo diferente. Nesse dia o que marcou fora a família de quatro pessoas que capotou o carro atrás de ladrões de banco, como se já não bastasse a batida, eles ainda perderam totalmente o carro.

Atendendo separadamente cada um, seus casos eram quase os mesmos com fraturas internas, torções  nos braços pela força de impacto durante o acidente. E as excentricidades de algumas feridas abertas provenientes da capotagem que fizeram alguns deles ralarem o braço no chão com força. Enfim conseguindo não só terminar o primeiro atendimento deles, e fazer o relatório para a recepção encaminhar raio x procurando verificar mais danos do que Adam conseguiu identificar através do tato, visual e reclamações de dores dos próprios pacientes.

Fim de turno e esperando mais algum caso provavelmente insignificante como uma alergia grave, ou desidratação de algum drogado que procurava ajuda pra repor vitaminas. Contrariando algumas das expectativas, viu a ficha de um sequestro, houve um tiro de raspão e uma empresa por trás do garoto. Arqueando uma sobrancelha pela precisão de palavras com pressa no atendimento do cliente, apenas seguindo o baile fechou a pasta e chamou o nome em meio as pessoas: - Fuchs Arthur, pode vir.

Uma atenção especial fora direcionada para Adam, viera de um ruivo e um susto ao olhar pra ele. Ele possuía um mana mágico escuro compartilhado com um outro mais claro. Semicerrando os olhos e entrando na sala esperando que o mesmo seguisse para dentro, indicando a primeira maca para se sentar. Levantou a mão para os brutamontes um e dois de farda avisando que ali não iria ficar dois armados podendo acontecer mais acidentes. Fechando a porta, se virando pra o outro e o questionou: - Arthur, antes de eu começar a tratar sua ferida me responda uma coisa. Esse tiro foi culpa da sua natureza mágica parcial?

Dando de ombros esperando certa dúvida com o porque daquela pergunta assim sem explicação e em um momento incomum. Logo seguiu: - Posso ver a sua energia vital e estou vendo dois tipos bem diferentes. - Abriu os braços um pouco, com a ficha dele em uma das mãos e encerrou: - Quero saber quem estou ajudando, se é o mocinho, ou um assassino.





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Re: [FECHADA] — Wirf die hände in die luft

Mensagem por Arthur M. Fuchs em Sex Fev 02, 2018 2:54 pm


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As pontas dos meus dedos traçavam caminhos sobre a tela apagada do celular, tentando escolher as palavras adequadas para comunicar às minhas mãe e irmã o que havia acontecido comigo, se é que a Hell’s Core já não o havia feito. Mas caso isso houvesse ocorrido, minha mãe já teria me ligado em pleno desespero.

“Pirralha.”, chamei-a no mensageiro eletrônico, para ter certeza que teria sua atenção.

“Insuportável.” a resposta chegou em segundos e me fez rir.

“Não era uma ofensa, sua trouxa. Preciso te falar uma coisa e você precisa contar para a mamãe.”

“Todo mundo sabe em que time você joga, Arthur, você contou isso tem anos. A gente te ama, te aceita e tudo mais. Eu tô ocupada.”

Estalei a língua contra o céu da boca. Ela deveria estar irritada com algo além de mim, conseguia entrever a grosseria entre suas palavras.

“Eu levei um tiro”. Demorou para eu receber uma réplica. Apesar disso, o aplicativo informava que ela ainda estava online, portanto não compreendi porque demorou três minutos para digitar algo e porque a resposta fora tão curta.

“Puta merda, garoto.”. Digitei uma risada enquanto sorria para a tela do aparelho. Logo em seguida, expliquei a situação com mais detalhamento com o objetivo de deixa-la mais tranquila, pois já imaginava que ela supunha que eu estava gravemente ferido.

“Okay”, ela respondeu “mas o que eu digo à mamãe? Por que você estava dando uma de vigilante em plena luz do dia?”. Suspirei ao notar que eu não havia explicado a origem do disparo, Sophia pensava que eu havia sido atingido enquanto tentava capturar um criminoso ou ação semelhante. Era até surpreendente que a razão fosse bem menos divertida.

Logo após falar à minha irmã que eu havia sido sequestrado por um grupo de baixa capacidade intelectual que queria acesso à fábrica da Hell’s Core, eu ouvi meu sobrenome e nome sendo chamados por uma voz masculina.

Assim que meus orbes se ergueram eu encontrei aquela atenção especial direcionada a mim, vinda de um moreno e eu levei um breve susto. Seu rosto era quadrado e atraente, com um queixo firme abaixo da boca vermelha e farta, a pele pálida e os cabelos escuros bem penteados. A roupa que ele vestia não permitia notar muito do seu corpo, mas as mangas do uniforme de enfermeiro estavam justas nos bíceps rígidos e salientes. Ele era indubitavelmente sexy. Além do mais, também emanava energia mágica dormente, algo comum em magos enquanto não estão usando seus poderes, mas naquele momento qualquer ocorrência mágica me interessava menos que sua beleza notável. Pena que o outro rapaz não dividia os mesmos interesses que eu.

Assim que me sentei na maca recebi aquele interrogatório com certa surpresa e enfado. Permaneci calado por segundos suficientes para que ele acrescentasse à sua pergunta uma explicação. “Quero saber quem estou ajudando, se é o mocinho, ou um assassino.”. A primeira resposta que me veio à mente foi uma brincadeira de leve cunho sexual, mas me repreendi por isso. Meus dedos deslizaram pela nuca, eu fechei os olhos, suspirei. Desde quando descobri que Malice matara meu pai eu já não estava mais com ânimo para encontros. Apesar de não dar muita importância a isto, sentia um pouco de falta de poder estar com um homem.

– Não. – Respondi à respectiva pergunta. Minha camisa social já tinha os primeiros cinco botões abertos pois os policiais precisavam da minha pele exposta para realizar o curativo improvisado, portanto eu apenas terminei de abrir os outros e a retirei devagar (devido a dor) enquanto explicava. – Eu fui sequestrado por quatro caras que queriam acesso a uma... – pensei na palavra que usar – uma informação da empresa em que eu trabalho.

Coloquei a peça de roupa ao meu lado na maca e olhei a gaze manchada de um vermelho mais escuro pois o sangue já começava a secar.

– Não sou um assassino. – Comecei a puxar o esparadrapo que prendia o tecido ao meu ombro, sabia que o enfermeiro precisaria olhar o ferimento e como ele não estava realizando o seu trabalho, eu poderia fazê-lo. – Não sei se sou um mocinho também, provavelmente sim. Minha magia vem de uma entidade caótica de quem não gosto muito, mas que é útil às vezes.

Suspirei quando notei que não conseguiria desfazer a atadura sozinho.

– Pode ajudar aqui? – Perguntei com calma e paciência. – E você? De onde vem os seus poderes? – Acrescentei, observando com afinco o profissional diante de mim.


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Re: [FECHADA] — Wirf die hände in die luft

Mensagem por Adam Hale Wicker em Dom Fev 04, 2018 4:16 pm


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P.S. - Arthur - DANGER


A resposta inicial do paciente fora objetiva, levemente enevoada, mas não parecia ser mentira e Adam julgara estar apenas amenizada pela empresa em que ele trabalhava. Se ele tinha esse pensamento com a vida normal, talvez ele sequer fosse praticante da magia, mas ser ele um santo era outro lado daquela moeda. Não desconfiando dele ainda, o mesmo já fora se explicando pelas demais perguntas esclarecendo quaisquer dúvidas que pudesse haver sobre a integridade de si.

Rapidamente esquecerá sua obrigação e sendo preciso do outro lembrar Adam sobre a própria ferida e a razão de estar ali. Sorrindo sem graça, mas logo o desespero tomando conta e largando a pasta para a cama enquanto via um pouco do estrago que ele tinha. Dando de ombros para a pergunta sobre seus poderes, Adam ajudou o outro a retirar a camisa sem tanto esforço dele devido a ferida.

Quando o enfermeiro se via naquela situação de se classificar mocinho, ou assassino era meio preto e branco, mas se classificava um cinza com seus ideais específicos. Pegando gazes para secar a ferida aberta e já molhando mais algumas com água oxigenada para substituir e limpar o local. Fazendo uma rápida troca dos panos de emergência para as gazes molhadas e enfim as secas para segurar o sangue fluindo dali. Mexeu os dedos da mão livre pra fazer a caixa de metal do outro lado da cama se abrir e a linha entrar no buraco da agulha, além de dar um nó pra não passar pela pele dele.

Se afastando dele um pouco percebendo pela primeira fez os estragos naquele garoto, levou os olhos para o rosto dele e imaginando o que ele enfrentara para tantas marcas avermelhadas como queimaduras. Levou as mãos para o rosto dele enquanto a agulha fechava a ferida dele fazendo o serviço e o enfermeiro distraia o paciente com a conjuração de uma ilusão daquela sutura feita sem dores. Com tudo feito, afastou as mãos do jovem e encerrou a sutura cortando a linha e fazendo o curativo para manter a ferida limpa da sujeira alheia por pelo menos alguns dias pela cicatrização mediana.

Avisando ao garoto sobre os procedimentos de precaução com aquela ferida a ser cicatrizada com a linha até que se possa tirar. Afastando as mãos dele um pouco e deixando a agulha novamente na mesa. Voltando o foco para ele e sussurrando o feitiço para amenizar aquilo que havia por várias partes do corpo dele: - Cicatrize e cure, cicatrize e cure, cicatrize e cure. - Tendo conhecimento de seu foco ser importante para a efetividade de seus poderes curativos, dada a explicação do outro não havia pontos negativos e a intenção de deixar o belo espécime menos dolorido seria de grande interesse de ambos, teoricamente.

Limpando as próprias mãos enquanto deixava o outro se avaliar pelo novo estado de suas feridas após tratadas magicamente e se distraindo um pouco para o responder melhor: - Minha mãe alterou a realidade dela e foi onde cresci, mas quando retornou as coisas, minha alma viera de um demônio. Acabei por me reencarnar com os poderes e acabando por descobrir de tudo, mas ocorreu um problema naquela realidade e de alguma forma estranha essa seria minha terceira tentativa de vida.

Levantando os punhos e semicerrando os olhos para o outro: - Torcendo pra conseguir viver dessa vez. - Puxando o banco e se sentou em frente ao outro observando aquele corpo levemente magro e malhado. Sorriu e o questionou: - O que a entidade em você fez de tão ruim? Imagino que ela tenha tentado de fazer usar a magia pra acabar com os homens do sequestro, mas acabou com uma ferida, ou demorou pra ceder, ou só agiu porque eles iam te matar. - Dando de ombros esperando pela resposta pra saber mais sobre a entidade, talvez classificar ela muito, ou pouco controladora do seu receptáculo.





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Re: [FECHADA] — Wirf die hände in die luft

Mensagem por Arthur M. Fuchs em Dom Fev 04, 2018 5:09 pm


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Meus olhos dourados acompanharam brevemente o movimento dos músculos que ladeavam os lábios do enfermeiro até aquele sorriso meio encabulado se formar. Corri com os olhos pelo contorno do seu peito até encontrar o crachá com seu nome. “Wicker, A.”, informava o papel. Após observar com mais atenção seu corpo eu fiz um movimento quase imperceptível com a cabeça ao concluir internamente que ele não fazia muito esforço em ser atraente ou galante, ele simplesmente era.

Quando o rapaz ergueu os ombros diante de minha pergunta, minha expressão tornou-se brevemente contrariada, entendendo que ele não tinha grande disposição em iniciar um diálogo naquele momento. A razão para isso me deixara intrigado, mas supus que poderia tanto ser causada pela falta de interesse em mim quanto pela necessidade de manter-se focado em seu trabalho. Segui seu exemplo e mantive-me quieto e parado, apenas acompanhando as ações do Wicker.

Suas mãos eram firmes e hábeis, os gestos eram metódicos, realizava tudo com objetivos claros sem pestanejar ou hesitar. Molhou gazes com algum líquido que fez arder a ferida quando a limpou; trocou as ataduras por novas; realizou um pequeno truque de magia. Naquele último movimento eu fui capaz de sentir a magia fluindo por seu corpo, desde o centro até a ponta dos dedos. Dei um sorriso leve, um pouco ínvido por perceber que a sua magia era neutra, diferente da minha por conta da origem que carregava.

Até mesmo quando esse poder que inundava minha alma tornava-se visível – na forma de raios ou construtos de energia, por exemplo – era sempre em tons sinistros: roxo, vermelho-sangue, azul escuro, às vezes um verde um pouco tétrico. Eu gostava especialmente do azul.

Percebi que seus olhos focaram as marcas em minha pele e depois concentraram-se em meu rosto. No momento em que percebi que nossos olhares se encontravam, eu abaixei minha cabeça e olhei as marquinhas vermelhas na minha pele, resultados da chuva ácida de alguns dias antes. Os músculos do meu pescoço enrijeceram ao sentir a palma quente da mão do enfermeiro contra minha face. Ao olhar para a agulha que se aproximava do meu ombro eu suspeitei do que ele iria fazer, portanto cerrei os olhos e deixei que sua magia realizasse os efeitos que o outro jovem desejava. Só voltei a abri-los quando ouvi a voz de Adam soar novamente, dando-me instruções sobre os dias de recuperação que se seguiriam.

Cicatrize e cure” ele começou a murmurar várias vezes, fazendo desaparecer os círculos vermelhos da minha pele branca. Eu mesmo poderia ter feito isso, eram marcas tão pequenas que não exigiriam uma grande quantidade de magia, contudo já evidenciei o motivo que me levara a evitar usar magia de qualquer tipo nos últimos dias.

Surpreendi-me quando Wicker começou a explicar sua origem. Eu o escutava com dedicada atenção, ao mesmo tempo que observava o resultado do seu trabalho bastante eficiente.

Olhei para o moreno quando ele se sentou em um banco diante de mim. Alcancei minha camisa social e a estudei, chegando à evidente conclusão de que não poderia utilizá-la mais devido ao rasgo no ombro causado pelo projétil.

– Ela não fez nada demais hoje. – Respondi sua pergunta enquanto olhava para seu rosto e mexia o tecido da blusa com os dedos. Suspirei. – Eu a chamo de Malice. Não sei o que ela é, pode ser um demônio, nunca tive interesse em perguntar. Nós temos uma relação meio simbiótica, não sei explicar em detalhes. Em síntese, ela continua viva graças ao meu corpo e eu posso usar seus poderes desde que tenha cautela. Se eu uso demais os poderes dele, abro espaço para que possa me controlar e sempre que isso acontece ele faz algo de errado ou extremamente violento; é uma criatura cruel.

Ergui os olhos para uma direção acima do ombro do enfermeiro, onde eu via a figura envolta em névoa parada, me avaliando. Seus olhos estavam inteiramente negros, mas as feições indicavam claramente seu desprezo pelas minhas palavras. Malice detestava ser avaliado sob a perspectiva da moral humana. Ele não se considerava uma criatura ruim, apenas achava nós humanos seres gentis demais, compassivos em excesso.

– Há uns dias descobri que ele fez algo extremamente ruim no passado para conseguir o que queria. Algo que me causou muito mal. – Olhei para as palmas das minhas mãos, refletindo sobre as minhas próprias palavras enquanto fazia brotar pequenas ondas de energia roxa, com a testa franzida e os músculos do maxilar tensos. – É como se os poderes que eu tenho fossem frutos desse mal, Wicker, desse acontecimento ruim.

Por fim, ergui os olhos para o outro rapaz, observando suas reações ao meu relato sem saber como esquivar-me do assunto e do clima negativo que se instaurou após eu falar dele.

– Obrigado, aliás – Eu acrescentei com um sorriso – Pela atadura, ficou muito boa. E por todo o resto também.


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Re: [FECHADA] — Wirf die hände in die luft

Mensagem por Adam Hale Wicker em Seg Fev 05, 2018 4:52 pm


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As palavras de Arthur fizeram o enfermeiro pensar em como seria ter uma entidade mais velha que o tempo dentro de si e querendo possuir seu corpo para fazer suas próprias coisas. De certa forma seria bom ter com quem conversar, mas aquele receito de beirar a doideira com alguém cutucando que ceda a maldade não deveria ser fácil. Ficar sempre nesse limite era difícil, acabaria por ser herói não por convicção e sim por contrariedade perante a entidade, mas isso teria uma validade.

Imaginar o que ele descobriu, o que ele fez e até mesmo os tipos de coisas que poderiam fazer era como provocar um nervo de rancor por todos que cometessem o mal. A vontade era de sair nas ruas pra beber e tentar esquecer esse nervosismo com o mal no mundo, aquela dúvida era como a abstinência de uma droga que não se saciava: necessidade de heroísmo. Confirmando com a cabeça pelos agradecimentos dele e avançando contra ele, o beijando matando a vontade que estava evitando pensar. Fora um selinho como um 'cala a boca' e estendeu a mão direita sem graça com um meio sorriso: - Desculpa, mas ficar te olhando falar me deu vontade disso. Se te incomodou, me perdoe por isso.

Sorrindo olhando pra baixo: - Invejo você poder culpar alguém por ações ruins que tenha tido, eu faço porque cedi aos impulsos como esse beijo. - Voltando a se sentar melhor no banco e deu de ombros: - Conversa com ela. Seja prático e me acompanha nisso. Vocês estão presos um ao outro, o mínimo é se entenderem. Se ela te perturba tanto para reagir, então reaja, porque a falta de conversa entre vocês é o que deixa ela como um karma pessoal seu. Imagina que ela não consiga sair do seu corpo então tenha de proteger ele mais do que você mesmo, ou seja, ela pode prever e sentir coisas que não vai conseguir compreender.

Girando os olhos para cima e entortando a boca um pouco: - E essa entidade é velha, com certeza deve renegar boa parte das suas atitudes por achar elas fracas. - Levantando as próprias mãos e canalizando energia caótica no ar como uma demonstração para o outro: - Ela pode ser caótica, mas pode canalizar e transformar o interesse dela para algo seu. Se sintonize com ela, a maioria dessas criaturas e entidades gostam de compartilhar suas histórias mesmo que venham com ego, e superioridade.

Passando a mão direita pela energia caótica vibrante no ar e apagando ela, trocando de lugar e erguendo a esquerda balançando. Negando com a cabeça: - Não sei o que descobriu dela, pode ter sido capricho mesmo se você viu a situação com as emoções dela também. Só tente ver pelos olhos dela, alguém super forte que devia ser quase um deus preso em alguém que julga fraco e incompetente para a magia que pode dispor a ele. - Dando de ombros e sorrindo observando as reações dele: - Ele esta atrás de mim querendo que me mate? Não sou um vilão, só tente pensar nela como alguém injustiçado e preso, talvez consiga sentir um pouco de empatia e entenda que o que ela fez, talvez seja a explosão de tanto tempo presa. Isso acontece com qualquer um e se continuar a prendendo ela vai ficar pior cada vez que tiver uma brecha. - Se levantou do banco e atraiu a prancheta com telecinese, se dirigiu para a porta e avisou:

- Caso não queira me matar e Malice concorde comigo, me encontre lá fora. Vou sair daqui a pouco e você está livre. - Adam levantou a mão direita na direção do outro, os dedos se mexeram como uma onda e uma camisa social surgiu no corpo do outro. Entre um flash e outro, o enfermeiro saiu da sala para o balcão onde entregava a pasta do paciente. Conversando com a enfermeira atendente e pegando uma carteira enquanto assinava seu ponto com horário correto.

Pensando no que disse ao garoto, talvez ser muito incisivo contra algo que ele já acreditava ter uma opinião perfeita fosse errado. Não era correta se meter nos problemas do outro, mas sendo um tipo de problema como aquele, lembrava como era aprender a lidar com os poderes. Como quando aparecia um novo e tinha de lidar com novas memórias e sozinho muitas vezes se virar em não explodir sua própria casa, ou o seu pai com outro caso problemático.

Se dirigindo para a secretária fechar oficialmente o ponto na máquina e enfim poder sair. Era uma distância mínima, rodando o balcão de atendimento para passar o dedo na máquina atrás dele, seguindo daí pelas portas laterais de saída e procurando pelo estacionamento o garoto. Não queria usar os poderes pra isso, confiava que tivesse sido bom falar em prol da Malice, talvez ele estava tão ligado em odiar ela que não pensava no contrário possuindo mais razões que si próprio.





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Re: [FECHADA] — Wirf die hände in die luft

Mensagem por Arthur M. Fuchs em Ter Fev 06, 2018 3:33 am


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Flutuei da surpresa bem-vinda para a decepção disfarçada em segundos.

Eu não estava esperando por aquele gesto, mas subitamente senti os lábios macios do enfermeiro contra os meus e mal tive tempo de segurar sua mão e retribuir o gesto, ansiando por mais, antes dele se afastar. Seu pedido de desculpas fez-me sorrir, dispensando tais palavras afinal eu também havia ansiado por aquele beijo.

– Não incomodou. – Eu esclareci, apenas para deixar as coisas inteiramente claras.

Seu erro foi não ter dado continuidade àquele beijo. Meu erro foi não ter iniciado um novo beijo após ele sugerir que eu conversasse com Malice. Conforme seu discurso se desenrolava eu endireitei minha postura, enrijecendo os músculos nas minhas costas, refletindo fisicamente a postura que minha mente assumia. Uma grande barreira. Tivera um breve momento de fragilidade, dividindo com Wick um pouco das coisas que sentia, mas me irritou um pouco sua compaixão – claramente equivocada – e empatia por aquela criatura que destroçaria seu belo rosto harmônico pelo prazer que lhe causava ver belas coisas sendo destruídas.

Malice não era um ser humano. Até o modo como eu oscilava o gênero pelo qual me referia a ela (ou ele) evidenciava isso. Ela não compreendia minha compaixão porque isso não era uma parte dela. Eu não respeitava seu desejo por destruição porque este me era moralmente errado. Eu fazia bom uso de seus poderes e até mesmo das emoções que ela fazia brotar em mim. Quando eu precisava lutar, a ira da entidade caía bem.

Por fim, eu compreendi que o rapaz não sugerira nada daquilo com intenções ruins, ele apenas desconhecia a minha verdadeira situação – e essa ignorância se devia ao fato de que eu não quisera que ele soubesse mais. No momento em ele puxava a prancheta com telecinese e dirigia-se à porta, eu já admirava sua tentativa de me auxiliar, apesar de não ser capaz de levar em conta nenhum dos seus conselhos. Sorri com o canto dos lábios ao ter uma nova camisa ao redor do meu tronco e assenti para o outro.

Meus olhos correram pelo pequeno espaço até pararem em Malice. Ela não estava realmente ali, era apenas uma projeção mental de uma aparência que a agradava. Era eu ali, exatamente os mesmos traços físicos, mas com alguns aspectos mais obscuros, tanto no tom dos cabelos e olhos quanto nos sentimentos que transparecia. Ele sorria.

– Gostou dele? – Perguntei enquanto pegava meu celular para conferir as últimas mensagens.

– Ele está certo, jovem. – Desapareceu em uma nuvem de fumaça apenas para reaparecer a centímetros de mim. – Nós podemos realmente entrar em um acordo que nos satisfaça mutuamente.

Virei a cabeça para encará-lo.

– Que tipo de acordo?

– Por exemplo. – Seu sorriso tornou-se débil. O indicador pairou no ar, apontando para o meu rosto. – Tu te se satisfazes dando prazer a ele... – O seu dedo moveu-se em círculos até estar apontando para si mesmo. – ... e eu me satisfaço fazendo-o sentir um pouquinho de agonia. Já imaginou aquele rostinho lindo se contraindo e gemendo diante de nós? Talvez no ápice de um orgasmo – Sua voz tornou-se mais sussurrante, porém mais próxima. – talvez no limite máximo da dor?

Suspirei. Pus-me de pé.

– Você me dá nojo, Malice. – Eu murmurei com sincera ira.

– Odeias-me tanto – ele sussurrou ao meu ouvido e eu quase fui capaz de sentir o seu hálito quente e pestilento – pois sabes que sou uma parte inseparável de ti.


Demorei para chegar ao estacionamento pois antes tivera de convencer os dois policiais de que tudo estava bem e que poderia prestar depoimento em outro momento. Foi uma tarefa relativamente árdua, eles indagaram pelo menos duas vezes se tinha certeza da minha decisão, mas após afirmativas firmes eles concordaram e se foram.

Wick estava realmente lá. Aproximei-me propositalmente em silêncio e quando nossos corpos estavam separados por uma distância de centímetros eu segurei sua cintura e o virei para mim.

– Acho que não agradeci seus cuidados da melhor forma. – Aproximei seu corpo do meu e segurei com a mão livre a sua nuca. – Assim talvez seja melhor.

Dito isso, beijei-o. Não o selinho breve que ocorrera dentro do hospital, mas um beijo mais prolongado, iniciado apenas como um contato tímido entre nossos lábios que logo cresceu para um afoito beijo de língua.

O que era um beijo logo se tornou vários deles conectados, seguidos e bem aproveitados. Até que alguém tivesse que estragar. Eu ouvi distintamente a pistola sendo engatilhada.

– Perdão por estragar o romance. – Reconheci a voz de hoje mais cedo como pertencendo a um dos homens que me assaltara.

Com o canto dos olhos eu percebi que pelo menos mais um homem o acompanhava. Meus olhos se ergueram para Adam. Suspirei. Levantei lentamente ambas as minhas mãos, seria mais fácil fazer aquilo com elas na altura da minha cabeça.

Eu teria resolvido aquilo com muito mais facilidade mais cedo se não tivesse me contido tanto. Naquele momento, eu sabia que não poderia fazer de novo. Devagar eu fui movendo minha mão direita para trás da minha cabeça, onde eu sentia a ponta do cano da arma contra meus cabelos.

– Não, não, sem movimentos burros, boneca. – Rolei os olhos. Não bastava ser um merda, tinha que ser preconceituoso.

Não precisei tocar a arma. Com a palma da mão apontada para a pistola, eu usei telecine para empurrá-la para o lado, tirando a mira da minha cabeça. Rapidamente eu me virei apenas o suficiente para colocar minha mão esquerda diante do rosto do maldito e disparar uma explosão de energia contra ele. Em seguida, ergui uma barreira diante de mim e de Wick apenas para barrar os tiros que os outros dois – um deles estava mais afastado do centro dos eventos – disparavam.

Com certa decepção, cheguei à triste conclusão de que precisaria decidir o que fazer com aqueles caras agora que eles sabiam quem eu era e, pior, sabiam que usava magia.


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Re: [FECHADA] — Wirf die hände in die luft

Mensagem por Adam Hale Wicker em Ter Fev 06, 2018 2:13 pm


Wirf die hände in die luft


P.S. - Arthur - DANGER


Mesmo estando com pouca confiança em ter feito o garoto confiar em sua eterna companhia, acreditava que ao menos ele fosse aparecer. Podia acreditar na versão em que ele escolheu um ponto de encontro difícil e que talvez o outro esperasse por ele lá dentro, mas entre a espera e as dúvidas, apenas fora surpreendido. Mãos em sua cintura o viraram e então as palavras sussurraram as próximas ações de ambos, subindo para a nuca do enfermeiro e então o beijo em sua mente tornara-se realidade.

Não apenas um educado selinho como antes, mas sim um beijo, que se prolongou em meio aos toques das mãos entre os corpos como que explorando novos territórios. As intenções quase claras apesar de não tão possíveis dado o local, mas a criatividade de fazer em locais públicos em meio ao tesão não fugia da mente de Adam como se já estivesse preparado para essa situação. Escutando uma trava de arma e com o olhar de Arthur, sabia que a coisa ia ficar complicada bem rápido.

Flexionando os dedos médios e anulares, seguindo a mão para mínimos movimentos enquanto utilizava seus poderes dando um pequeno travamento com as câmeras que davam para aquele local. Uma delas ficava na porta atrás de si, a outra atrás de um letreiro na lateral do hospital e por fim uma no meio do estacionamento. Todas as três com os movimentos travados para não irem ali e enquanto isso o outro lidava com o atirador com arma na sua cabeça. Passando então o controle das câmeras para uma mão e tomou a frente do ataque aos mal educados e grosseiros armadores.

Ainda com aquele sinal de mão levantou a mão esquerda erguendo as armas deles com uma psicocinese focada nas armas de fogo que eles carregavam. Erguendo todas no ar e em um movimento diagonal as movendo para o chão do estacionamento longe de todos os presentes. Retornando a mão esquerda para a frente do corpo e girando ambas na direção dos homens, criando aquelas ligas de plástico prendendo suas mãos nas costas, seguida da telecinese para os deixar sentados e imóveis no chão.

Um sopro na direção deles e o direcionou como teleporte para um armazém velho nas docas onde treinava às vezes os poderes desastrosos. Parando com a magia nas câmeras e deixando os dedos normais, batendo de leve no ombro de Arthur: - Estão presos em um armazém nas docas, depois os mato e me livro dos corpos. - Se aproximou novamente, subiu a mão esquerda pelo pescoço dele e deixando a direita na cintura começando a beijar o pescoço do outro provocando: - Onde estávamos mesmo?





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Re: [FECHADA] — Wirf die hände in die luft

Mensagem por Arthur M. Fuchs em Qui Fev 08, 2018 1:41 am


Seasons came and changed the time
When I grew up, I called him mine
He would always laugh and say
"Remember when we used to play?"

Wirf die hände in die luft
bang bang he shot me down

Após breves segundos minha ação foi apenas manter a barreira de magia até que o outro agisse (habilmente) para incapacitar todos os três meliantes de uma vez. Eu apenas observava enquanto Wick fazia tudo aquilo, quase não tendo que realizar nenhum ataque. Ele era claramente habilidoso com magia.

Quando os homens desapareceram e o moreno reaproximou-se eu emiti um leve suspiro diante de suas palavras. Eu não me intitulava como um herói, no entanto também não me enxergava como um vilão ou anti-herói. Eu simplesmente me divertia combatendo e era especialmente legal quando meus adversários eram bandidos. Ocasionalmente também era divertido exagerar um pouco nos ataques e descontar o stress do dia em alguém que realmente merecia uma surra. Contudo, eu não gostava de matar. Já o fizera, mas fora em momentos pontuais.

– Se possível – comecei a falar, olhando nos olhos do enfermeiro. – não os mate. Eu tenho um irônico código ético que evita assassinatos. Certifique-se se alguém mais sabe dos meus poderes. – Corrigi minha fala – Dos nossos poderes. Até onde sei, só eles três me viram usando magia. Mas tente só apagar a memória deles e soltar em algum lugar distante. Caso não consiga... – Dei de ombros com uma expressão de resignação.

Eu definitivamente não poderia arriscar minha segurança pessoal e a das pessoas ao meu redor pelo bem-estar de três sequestradores; caso eles não pudessem ter sua memória apagada, teriam de ter suas vidas encerradas.

Meus pensamentos, distantes por se organizarem ao redor dos problemas daquele dia, foram trazidos de volta para o momento que vivia quando o corpo de Adam se aproximou do meu. O toque daqueles lábios atraentes na sensível pele do meu pescoço causou-me um arrepio e uma outra reação fisiológica natural no baixo ventre. Cerrei os olhos e deixei desenhar-se em minha face um sorriso.

Minhas mãos seguraram a cintura do rapaz e o colocaram escorado em um carro atrás de si. Colei meu corpo ao dele.

– Acho que – beijei seu rosto e depois seu queixo. Tracei um caminho de beijos até sua orelha e mordisquei-a. – nós estávamos aqui.

Uma mão minha segurou seu rosto enquanto minha língua voltava a invadir sua boca, dando início a mais uma série de beijos, toques, sugadas e mordidas, agora mais afoitos que anteriormente – muito provavelmente devido à adrenalina do combate anterior que ainda corria em minhas veias e tornara meu desejo por Wick mais intenso.

– Espera. – Parei brevemente os beijos e distanciei meu rosto o suficiente para olhar os olhos do outro (e para conferir o quão atraente seus lábios ficavam depois de vários beijos, vermelhos e úmidos). – Você não me disse seu nome.

Mordi seu lábio como uma pequena brincadeira, com minhas mãos estrategicamente posicionadas às suas costas.

– Acho que seria legal eu saber pelo menos o nome do cara que eu estou beijando no estacionamento do hospital depois de levar um tiro. – Brinquei, sorrindo.


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Re: [FECHADA] — Wirf die hände in die luft

Mensagem por Adam Hale Wicker em Seg Fev 12, 2018 5:44 am


Wirf die hände in die luft


P.S. - Arthur - DANGER


Foi lindo para Adam saber que mesmo depois de todo aquele momento entre eles ser interrompido e o outro contato com os homens, Arthur ainda não queria matá-los. Era diferente quando o culpado seria o enfermeiro, não ligado diretamente a nenhum deles e talvez fosse apenas pelo dever que sentia em terminar aquilo tudo. Será que realmente não havia maneira dele se relacionar com Malice? Desconhecia como saber de verdade e a forma dele transformada talvez não soubesse como mudar de novo, então não entraria de verdade naquele caminho.

Seguindo dali para um momento mais intimo e sem dúvidas de mais gostoso tamanha era o interesse mútuo de se conhecerem mais. Beijos, toques, mordidas e aquela selvageria da pressa em fazer aquilo em um local público só deixava tudo mais perigoso. No caso era possivelmente por haver mais dos sequestradores por falta de conhecimento de Adam, já para Arthur pudesse saber se tivessem mais deles. Seguindo o exemplo do parceiro, se deixou levar e então o outro fora se interrompendo parcialmente para falar alguma coisa.

O toque do outro parecia transmitir mais tesão, os beijos intensificavam em querer mais rápido e a proximidade dos seus corpos só o deixavam mais louco para aquilo seguir onde ambos claramente queriam. A pergunta feita como similar a uma gota de água numa panela quente, não fizera muito efeito inicialmente em meio aqueles toques e beijos.

Subindo no capo do carro e retirando a própria camisa, não queria ficar como enfermeiro já que a brincadeira de médico chegara ao efeito desejado. Deixando a camisa atrás de si e entrelaçando as pernas na cintura do outro. Sorrindo e tocando o rosto do outro com umas das mãos enquanto o olhava um pouco. Utilizando o polegar acariciando a bochecha dele sentindo aquela barba rala, subindo a outra mão pelo tronco dele e sentindo mais safadamente o corpo dele sem aquele olhar clínico de ferimentos.

Brincando com o mamilo direito dele e falando enquanto olhava naqueles olhos claros: - Pode me chamar de Adam Wicker, aposto que meu pai já deve ter encontrado com você. Ele tem um karma com clientes mafiosos porque pagam mais e a sua empresa não é exatamente estranha pra mim. - Desviou o olhar um pouco e desceu a mão do rosto para a mão dele: - Sei que isso pode ser só casual, mas você só está lá pelo trabalho não é? Acredito que não tenha mentido pra mim lá dentro e que seja mesmo bom apesar da sua companhia.





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Re: [FECHADA] — Wirf die hände in die luft

Mensagem por Arthur M. Fuchs em Ter Fev 20, 2018 12:11 am


Seasons came and changed the time
When I grew up, I called him mine
He would always laugh and say
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bang bang he shot me down

Após o enfermeiro subir sobre o capô do carro próximo e retirar sua camiseta meu olhar percorreram sua pele exposta como se degustassem uma recompensa merecida. Finalmente tinha a chance de estudar com liberdade a constituição do corpo do outro através de um novo sentido além do tato. Como meus dedos e imaginação já haviam deduzido, seu tronco era atraente, com músculos bem distribuídos. Ansiava pelo momento em que seriam meu olfato e paladar os próximos sentidos a explorarem a pele do Wicker.

Minhas mãos tocaram seu corpo em posições diferentes: uma às suas costas, sentindo o calor da pele e a outra sobre a calça jeans, na parte externa da coxa e quadril, puxando-o em seguida para mais perto quando abraçou minha cintura com as pernas firmes. Seus toques por meu peito, a carícia no mamilo e o afago no rosto me levaram a querer ter mais do corpo dele exposto. Minha excitação crescia e era perceptível em meus gestos.

Apesar da atração que se tornava mais visceral, eu prestei devida atenção às palavras dele, com foco superior em uma delas:

Adam. Seu nome era Adam. “Um belo nome” ponderei mentalmente. Seus dedos desceram, tocaram minha mão. Movi meus dedos para que se entrelaçassem aos dele. Eu compreendia a sua pergunta, jamais seria capaz de pôr minha mão no fogo pela Hell’s Core, o que eu não tinha plena ciência com relação à ela (aquilo que era de conhecimento público, na verdade, como o fato de ser uma fábrica de armas químicas e biológicas, um tema bastante controversa) eu ouvia na forma de buchichos pelos corredores.

– Sim, eu só estou lá a trabalho. – Breve pausa. – Na verdade, a minha área não tem a ver com os negócios da Hell’s Core, não diretamente. Sou estagiário do setor jurídico. Eu só redijo e reviso alguns contratos, cuido de coisas pequenas parecidas. Sou uma boa pessoa, Adam – sorri pois era a primeira vez que o chamava pelo seu primeiro nome –, acredite em mim.

Em seguida, minhas duas mãos passaram a tocar suas coxas, uma delas na parte externa da esquerda e a outra na parte interna da direita, aproximando-se da sua virilha e do volume adjacente.

– Mas se você quiser eu posso ser mau quando necessário... – Acrescentei com um pequeno sorriso que evidenciava o significado secundário daquelas palavras, a malícia notável presente nelas.

Novamente, tomei aqueles lábios nos meus, ansioso por usar nossas bocas para algo mais prazeroso que o diálogo. Minha mão direita passeou pela perna de Adam até encontrar o volume proeminente em sua calça de fino tecido. Pressionei com certa força o relevo rígido do seu membro por sobre a peça de roupa apenas para estudar suas reações, pouco antes de colocar minha mão dentro da sua cueca. Sorri entre o beijo ao ter seu membro firme entre meus dedos e comecei a subir e descer minha mão ao redor do pau intumescido, a ereção entre as minhas pernas aumentando automaticamente apenas por aquele toque.


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Re: [FECHADA] — Wirf die hände in die luft

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