— Combat de deux monstres

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— Combat de deux monstres

Mensagem por Giovanni Fiore Pellegrine em Seg Fev 05, 2018 12:05 am

— Combat de deux monstres
A roleplay é iniciada pelo post de Giovanni Fiore Pellegrine, seguindo por Noir Dekker. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 3 de fevereiro, playground no Queens. O conteúdo é SOMENTE PARA MAIORES. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.



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Re: — Combat de deux monstres

Mensagem por Giovanni Fiore Pellegrine em Seg Fev 05, 2018 12:19 am

Apesar dos seus cinquenta e quatro anos de idade, Giovanni ainda desperta com lágrimas escorrendo em seu rosto ao se dar conta que está sozinho. Não literalmente, visto que sempre há alguém ao seu lado com quem passou a noite. Ele sente saudade de sua irmã mais velha e, às vezes, de sua mãe que cuidava dele nos limites possíveis impostos pelo marido dela.

— Está tudo bem com você? — perguntou alguém no quarto ao pequeno italiano. Não era fácil para Fiore recordar se aquele era o dono da casa onde estava ou apenas mais um participante da brincadeira noturna.

Em um gesto de erguer somente um dedo da mão que aprendeu com seu pai, o enfezado com lágrimas mal apagadas colocou as primeiras roupas que encontrou espalhadas pelo cômodo e deixou o lugar. Apesar das suas lembranças muito emotivas, ele nunca gostou de conversar com outros a respeito, principalmente durante as primeiras horas do dia, momento de seu mau humor costumeiro.

Na saída da grande casa em que se encontrava, roubou um cigarro da boca de mais algum metido a rico daquele lugar. Em outra situação, poderiam reclamar, mas, entre tantos pervertidos como aqueles, roubar algo de outro — ainda mais quando esse algo estava nos lábios de alguém — é visto como uma atitude provocadora, lasciva. Eles gostam.

— Que porcaria — disse Giovanni, depreciando o tabaco surrupiado que acabara de tragar.

•••

O Sol se encontrava tão perpendicular à calçada da Casa das Máscaras que quase não havia sombra abaixo de Lobo. Era o pior momento do dia, pelo menos para um membro da sociedade B como ele era. Apesar de nunca precisar de protetor solar, ou qualquer tipo de protetor, sentia-se mal com toda aquela luz em sua pele.

Com sua destra, Giovanni puxou a calça três números maior que o dele para cima e chutou uma camisinha usada do caminho de pedras para o gramado. “Aqui é muito mais belo durante a noite”, constatou internamente.

Apesar das portas serem fechadas antes do amanhecer, muitos clientes deixavam o prostíbulo pela manhã ou no começo da tarde. Esses eram os famosos VIPs, como os funcionários nomearam. Possuíam um vigor sem igual na cama e uma carteira tão cheia que quase é um crime não possuir um siri para guardar um pouco do dinheiro.

Um dos seguranças da Casa perguntou pelo motivo do chefe não ter passado a noite em seu lar, visto que foi muito divertida e badalada. A resposta já se encontrava na pergunta, mas o italiano decidiu ser educado.

— Les choses de la vie, mon cher — respondeu em francês, a língua daqueles com quem dormiu e que acabou esquecendo de desligá-la de sua cabeça por um tempo. O guarda então assentiu, engolindo em seco a resposta como se fosse um insulto.

Por exceção de quem trabalhava ali, ninguém sabia que Giovanni era o Lobo, dono do lugar. Ninguém esperava alguém com uma aparência tão jovial comandando uma casa de prostituição de luxo.  Devido a esse fato, todos os clientes tinham nenhuma vergonha em devorá-lo com os olhos, embora não fosse nem de perto o mais bonito dos rapazes. A teoria dos prostitutos de que os homens gostam de tudo que tem pelo menos um buraco ganhava mais força a cada dia, Giovanni não podia negar a respeito disso.

•••

Aquele VIP virá essa noite. O quarto preferido de vocês estará prontíssimo confirmou um dos secretários do italiano. Ele era viciado em montar casais de funcionários e seus clientes favoritos, embora isso nunca ocorresse de verdade. Ninguém quer casar com uma puta e nenhuma puta da Casa das Máscaras quer ter sua identidade revelada, por isso das máscaras e alter-egos.

Giovanni tentou dizer algo, mas sua boca estava tampada por um dos braços estirados na mesa de sua sala. Não havia elegância naquela pose, era a maior prova de que ele ainda era uma criança, embora fosse quase um idoso. Todavia, essa maneira de agir difere, e muito, da utilizada por ele quando trafegava entre os ricos e seus subordinados nas festas, momento em que seu rosto é oculto pela máscara de um lobo.

Para o azar do funcionário cupido e do VIP daquela noite, Pellegrine planejava algo muito mais carnal e nem um pouco lucrativo. Era um segredo dele.

•••

Mais tarde naquele mesmo dia, os porcos já se encontravam em suas casas de tijolos para escapar do lobo faminto. Mal sabiam que não havia tipo de casa que ele não pudesse invadir, mas, para a sorte deles, seu interesse dessa vez não estava nisso. Após muita procura sobrevoando Nova Iorque como um Papai Noel punk, Lobo avistou um playground cheio de adolescentes, crianças e seus pais. Sua moto pendeu na direção do chão e só parou quando o som de um corpo sendo amassado pôde ser escutado.

O berreiro junto à choradeira fez o italiano lembrar o porquê de preferir isso a assistir filmes de terror. Nunca conseguiam imitar o verdadeiro terror nos gritos de uma pessoa em situações como essa e nunca conseguiriam.

Terminado o susto inicial, alguns começaram a mover seus corpos para executar uma fuga. Era emocionante, para Giovanni, como os pais abandonam os filhos ou se sacrificam por eles. Em ambos os casos, todos morriam, assim como aconteceu com o pai e suas filhas que se abraçaram antes de correr. Quando se deram conta, suas pernas haviam sido cortadas por um movimento rápido das correntes que Lobo levava consigo.

Um sorriso sádico era a única parte do rosto do italiano que não estava oculta pela máscara lupina. Ele sabia que era um risco enorme ser descoberto como um assassino em série, então precisava esconder sua identidade, embora apenas seus funcionários tivessem seu rosto gravado na memória. Todo cuidado era pouco e, para ele, a máscara era o suficiente.

Terror. Era isso que Lobo precisava, muito raro durante o sexo e pouquíssimo procurado. Mas, para um amante do sofrimento, era uma das coisas mais excitantes no mundo.

Em certo momento, os mais distantes conseguiram escapar do massacre e certamente não voltariam para o maníaco terminar o que havia começado. Porém, sua intenção não era de concluir a matança. Seu objetivo estava concluído, aliás. Conseguir arrancar aquelas expressões e assisti-las de camarote era tudo que desejava para aquela noite. O resto, como a criança inocente que se remexia em sua mão, não passava de um bônus.

Deus, por favor… De… A súplica da criança foi em vão. Nenhum deus estava ali para salvá-la de ter o pescoço quebrado, assim como não estava presente quando aquele monstro ainda era um inocente.

— Ele não se importa conosco. — Lobo encarava os olhos sem brilho de sua última vítima ainda erguida pelos seus dedos. — Nunca se importou.

Obs:
Como combinamos, isso será um PvP que acabará quando um de nós alcançar 25% do HP. Para deixar registrado, então, nenhum dos dois pode ser morto.
Podemos fazer uso de qualquer item comum e de todos os especiais que constem em nossas fichas.
Não há prazo para a postagem.
Esse é o primeiro turno, portanto, apenas introdução/apresentação. Nada de ataques.
— Pourquoi tu me lance un regard noir?
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