Born To Kill and Win!

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Born To Kill and Win!

Mensagem por Mikhail Darkraven em Seg Fev 05, 2018 8:47 pm

Born To Kill and Win!
A roleplay é iniciada pelo post de Mikhail Björn-Østberg, seguindo por Giovanni Fiore Pellegrine. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 04 de fevereiro de 2018, na Boate Kirby's. O conteúdo é SOMENTE PARA MAIORES. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: Born To Kill and Win!

Mensagem por Mikhail Darkraven em Seg Fev 05, 2018 10:18 pm


As luzes multicoloridas iluminavam a pista de dança enquanto os jovens e adultos moviam seus corpos embalados pelo ritmo enlouquecedor da música aparvalhada, todos eles ensandecidos pelo efeito do álcool. Era aquele famoso sentimento da invencibilidade juvenil mesclado com o poder sobrenatural das bebidas alcoólicas de fazerem as verdadeiras faces se revelarem. Para Mikhail, eram apenas pedaços de carne irredimíveis e desinteressantes tentando provar para si mesmos que estavam vivos, todos eles eram patéticos e cheios de confiança e estima somente para se convencerem de que eram belos, jovens e incríveis. Observando-os do primeiro andar do estabelecimento, em sua confortável cadeira de couro negro e bebendo uma cerveja, o loiro estreitava seus olhos azuis para fita-los, estuda-los, buscando uma forma, seja ela qual for, de sentir algo por eles, mas não.

A indiferença predominava o Østberg de forma que o deixava cada dia mais próximo de sua irmã, sempre com sua cara de blasé o tempo inteiro, demonstrando zero de interesse em qualquer coisa que fosse. Mesmo com a bebida e a música – que naquele dia estava particularmente horrível –, ainda predominava a irritabilidade e tédio no deus da morte, o que era bastante perigoso, principalmente quando era provocado, como agora.

— Quem deixou essa puta ficar no meu lugar? — Reclamou um jovem de fios loiros fitando Mikhail com ódio. Foi então que um brilho nos olhos de Hel se iluminou, e um sorriso surgira.

— Hoje é domingo, sua reserva não era para hoje, meu caro. — Respondeu o deus da morte, virando-se para o outro à soleira da porta de entrada. Os punhos do outro já foram se fechando e, sem mais delongas, ele avançou. Os olhos – já verde-escuro – de Hel se tornaram brasas encantadoras e maléficas em antecipação, e então a briga começou.

Mikhail desviou para a esquerda e, com sua mão direita, segurou o pulso do jovem e o quebrou, fazendo-o ficar de joelhos, do jeito que o deus da morte gostava. Sem dó nem piedade e ainda segurando seu pulso, a mão livre do loiro materializou uma adaga e cravou-a no pescoço do homem, fazendo sangue esguichar como um gêiser das artérias cortadas no golpe. Antes dos dois seguranças – inúteis – avançarem para detê-lo, o Østberg deu um salto para trás, saindo do primeiro andar ao destruir a parede de vidro e caindo no meio da pista de dança, atraindo olhares e fazendo a música parar subitamente. Graças aos deuses! Com um leve sorriso de canto, Hel pendeu de lado sua cabeça.

— Que a festa de verdade comece! — Sussurrou o loiro, seus chifres surgindo em sua cabeça e sua roupa alterando-se, uma vestimenta negra e justa, própria para movimentos de luta, com detalhes em listras verdes, também havia surgido. Sua inseparável capa também apareceu, verde e esvoaçante.

Com suas mãos e dedos crispados, o loiro jogou duas enormes espadas de um metro que perfurou inúmeros dos jovens ali na pista, atingindo-os vários devido a lâmina ser absurdamente cortante e fina, além de gigantesca. Todos eles, covardes e sentindo o perigo da vida real, corriam como baratas, sendo atingidos por facas, lanças, espadas, adagas e foices, o sangue lavava o chão daquele estabelecimento medíocre e nem mesmo o DJ escapou, recebendo uma lança no peito como recompensa por aquela música ruim. Que idiota! Os dois seguranças retornaram, tentando atingir com míseras balas o deus da morte que, com ódio, estirou os braços na direção deles, lançando sobre eles toda a sua fúria, chamas esverdeadas atingindo-os em esferas grandes que consumiram seus corpos com violência ligeira e brutal, deixando-os apenas uma pilha de carne derretida e ossos disformes. Foi então que, ouvindo um pigarreio, Hel se virou para um jovem esguio de pele branca e que o observava. Com um soerguer soberbo de sobrancelhas, Mikhail pôs uma mão em sua cintura.

— Não tens medo de morrer, criatura bela e corajosa? — Provocou o deus da morte com sua voz rouca, tomada pelo desejo de morte e com um sorriso oblíquo em seus lábios. O jovem parecia realmente interessante.

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Re: Born To Kill and Win!

Mensagem por Llyr von Degurechaff em Ter Fev 06, 2018 2:04 pm

Algo que a juventude eterna trouxe a Giovanni além de nunca precisar se preocupar com o cansaço de seu membro amigo, foi sua capacidade de gastar dinheiro sem preocupação. Quiçá ele sempre fosse assim, despreocupado, mas é comum ver adultos ganhando cabelos brancos ao gastar cada centavo. O italiano não se importava, além do mais, poderia recuperar qualquer quantia com um bom homem em sua cama ou roubando famílias ricas após assassiná-las.

— Por que pediu por essas bebidas se não vai tomar? — perguntou uma mulher agarrada ao pescoço do baixinho. Era ousada e curiosa, embora muito pudessem ver aquilo de outra maneira, como apenas muito estúpida.

Depois de roubar todo o fôlego do jovem que estava sentado do seu outro lado, Pellegrine colocou sua atenção naquela que o questionou. Uma mão foi até a intimidade da curiosa, retirando dela um gemido prazeroso tanto para ela, quanto a quem provocava.

Giovanni sorriu.

— Pelas cores, pelo cheiro — respondeu sem pressa. Seus dedos começaram uma dança na sensibilidade feminina, enquanto o maior deles penetrava ainda mais fundo. — Assim como só a quero pelos gemidos, pelas curvas…

“E porque eu posso”, guardou o término da frase para si. Nem todas aceitavam aquilo, não desde que a força feminista conseguiu aumentar ao longo dos anos. E, como um seguidor da causa, o italiano se via no dever de não ferir os sentimentos das mulheres. Não o tempo todo.

Sangue surgiu nas mãos do italiano. Ele podia sentir o fluxo aumentar, assim como era capaz de ouvir os gritos de dor da mulher que antes gemia. Então ambos se deram conta que havia uma espada atravessada nos dois, sendo que entrou pelas costas da ousada e saiu pelas costas da mão do outro. Uma união na dor, algo poético.

Lobo removeu sua mão da lâmina e levou a ferida na altura dos olhos. Assistir sua regeneração extraordinária o acarretava um imenso prazer, ainda mais quando ele se lembrava que poucas coisas eram capazes de realmente feri-lo dessa maneira.

— Socorro! — Através do buraco de sua mão, o masoquista observou a expressão mesclada de dor, medo e tristeza daquela que antes o fazia perguntas. Ela clamava por ajuda, esperando que ainda pudesse ser salva.

— Veja — disse Lobo balançando seu braço até que seu buraco na palma da mão sumiu. — Não sou aquele crucificado que cura os outros. Reze um pouco, talvez ele venha. — Então removeu a arma do crime ainda na vítima viva, matando-a no processo. O que a atrapalharia um pouco para conseguir ajuda divina.

Lambendo o próprio sangue misturado com o da vítima atrás dele e os fluídos da mesma, Lobo caminhou na direção da figura exótica que tinha nenhum receio de se expor no meio da boate. Chifres, roupa colada e até uma capa faziam parte do figurino do homem que disparava adagas e espadas. O italiano se aproximou sem pestanejar e levantou seu queixo para encarar o mais alto.

— Ah, eu não sou corajoso, mon cher explicou-se ao homem de chifres espalhafatosos. — Apenas um estúpido curioso. — Seu sorriso psicopata escapou do controle. E então, de suas costas, Lobo tirou a espada que havia lhe ferido e executou um movimento rápido para tentar acertar o outro assassino em seu flanco. Olho por olho, espadada por espadada.

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Re: Born To Kill and Win!

Mensagem por Mikhail Darkraven em Qua Fev 07, 2018 8:10 pm


Aquele sentimento ímpar e orgástico de tomar vidas deixava a deusa da morte em estado de excitação pura e seu corpo queimava de dentro para fora no intuito de conquistar mais almas para os seus reinos. Todos ali estavam caídos perante Hela, uma espada em sua mão soergueu e fora apontada para um dos presentes que não queria partir para o além. Ele só poderia ter poderes! Regenerando-se e lambendo seu próprio sangue em um ato masoquista, Mikhail não evitou mordiscar o lábio inferior ao ver o outro provocar-lhe arrepios mediante sua total falta de empatia e apetite por morte. Ao ouvir do outro sobre não ser corajoso e sim um estúpido curioso, Hel deu de ombros.

— Um curioso estúpido que vai terminar com a cabeça decepada se não se ajoelhar, seu insolente! — Ameaçou o Østberg e, com o golpe do outro antecipado graças a seu dom de Percepção, o deus da morte atirou sua espada que se chocou na do outro, lançando faíscas por todo o salão. Seu sorriso foi de pura diversão diante do embate que se seguia e, como próximo golpe, Hel gladiou, bradando sua espada e investindo contra o outro diversas vezes e, encontrando finalmente um oponente a sua altura, foi impossível não conter a felicidade naquele momento. Em meio a seus golpes, eis que um atinge o joelho de Mikhail que, ao ficar de joelhos, defende-se de sua própria espada investida contra si com seus chifres, maneando a cabeça ao envergar seu corpo para trás.

— Alguém parece ser experiente em espadas. — Debochou Hel, impulsionando seu corpo ao apoiar as mãos no solo e dar um salto, ficando de pé e atirando inúmeras espadas na direção de seu oponente, até que uma enfim não pôde ser desviada e perfurou seu estômago. O sangue esguichou e atingiu a face de Hela que, inebriado, lambeu o sangue. — Que sangue diferente! É delicioso! — Gemeu o loiro, segurando o pescoço do outro e levantando-o do chão. — O que tu és? — Perguntou autoritário o deus da morte, fitando-o.

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Re: Born To Kill and Win!

Mensagem por Llyr von Degurechaff em Qua Fev 07, 2018 11:35 pm

Lobo mordeu o próprio lábio inferior. Era de seu conhecimento a existência de seres capazes de suportar um combate corpo-a-corpo com ele por mais de alguns segundos, mas não esperava que o estranho de chifres fosse capaz de desviar daquele golpe. Os dois ofereceram uma amostra de seus reflexos aos mortos e aos poucos sobreviventes da boate, o menor desviando de uma chuva de espadas e o outro de chutes e socos do italiano.

— Por que devo me ajoelhar? Não faço isso de graça e nem barato — debochou do comando ao usar seu tom de escárnio. É cômico para o cáften quando alguém pensa que pode lhe ordenar algo através de ameaças. Perder a cabeça, por exemplo, estava no fim da lista de suas preocupações.

Acompanhando o usuário de couro apertado em seu balé mortal, Lobo não se deixava levar pelos passos mais atrevidos. Os dois pareciam ser um par destinado, mas não romântico, e sim sanguinário. Com cada movimento, alguém morria pelo simples fato de presenciar aquele espetáculo.

O ator menos pomposo, no entanto, acabou alvejado por uma das inúmeras lâminas. Ele literalmente deu seu sangue ao papel, derramando quantidades alarmantes no chão e em sua roupa através de sua boca. Seu abdome doía intensamente, efeito da arma transpassada nele. Embora fosse acostumado a dores muito piores que essa, não foi capaz de agir quando o loiro tomou seu pescoço e o ergueu.

Lobo cuspiu um pouco de seu sangue no rosto de seu adversário, provocando.

— Já respondi… essa pergunta… — disse Pellegrine em meio a tosses e engasgos. Os dois se fitaram, uma falha tentativa de tentarem se compreender através de olhares. Psicopatas não podiam ser lidos dessa forma. — Agora… pulamos a parte das apresentações. Eu estou pouco me fodendo para o que você é, sua história e suas séries preferidas da Netflix. — Conforme conversavam, Lobo removeu a espada de seu estômago e a lançou para longe. — Eu só queria ver do que você era capaz — explicou enquanto soltava os dedos do maior de seu pescoço. Ele era tão forte quanto o mais alto, aliás. — Amo essas matanças, mas você acabou com tudo tão rápido. Dessa maneira, não há como alcançar o êxtase que isso proporciona.

Sem nenhuma pressa em seus passos, o italiano seguiu para trás de alguns assentos. Não havia mais gritaria, nem mesmo vidro caindo de onde as espadas infinitas do homem estranho acertaram. Porém, Lobo sabia que nem todos estavam mortos. E, com uma velocidade digna de caçador, ele puxou um rapaz pela gola da camiseta, como se aquilo fosse a pele do pescoço de um animal indefeso. O que era a maneira exata de como Pellegrine enxergava aquela gente.

A expressão serena do italiano o fez parecer com uma figura artística diferente, um mágico com seu coelho. Sinalizando com sua mão livre, mostrou seu assistente nada voluntário ao homem de chifres e, interrompendo a choradeira daquele rapaz capturado, levou seu braço ao interior de seu coelho. Apenas cessou quando o cotovelo não era mais visível e a vítima começava a perder a consciência.

— Vê isso? — perguntou Lobo com o braço oculto na garganta daquele rapaz. — Ele está tão drogado… Mal sente isso. — A mão do psicopata retornou banhada completamente por saliva e ácido estomacal, além de restos de comida pouco digerida. O odor de tudo aquilo misturado às drogas e ao álcool, fez um sorriso insano surgir no rosto do pequeno mágico. — Já fez isso antes em alguém? É muito mais prazeroso que enfiar uma lâmina — disse ao loiro. — Experiência própria.

De fato, Lobo estava insano. Toda aquela adrenalina o deixou ansioso e, nesse estado, seus desejos mais imorais surgiam. Seu corpo era tomado por eles, por isso aproximou sua boca a um dos olhos daquele que havia invadido seu sistema digestivo, então abocanhou o globo ocular. Como ele imaginava, a esfera estourou em muito líquido que não conhecia, misturado a sangue.

O drogado berrou, berrou e berrou mais um pouco. Nem mesmo cocaína, ou o que quer que fosse, poderia impedi-lo de sentir aquela dor. Para a sorte dele, os gritos incomodaram o italiano que não era uma droga, e sim um estúpido curioso. Em um soco, o crânio do coelho sumiu, como em um passe de mágica.


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Re: Born To Kill and Win!

Mensagem por Mikhail Darkraven em Sex Fev 09, 2018 10:13 pm


O clima de violência, morte e até mesmo certa pitada de erotismo modelavam toda aquela noite que, de um minuto para o outro, tornou-se o ápice da semana tediosa de Hel que, neste momento, buscava não apenas vencer o outro naquele mortal embate como também queria obter informações sobre o outro, conhece-lo melhor e, quem sabe, eles dois poderiam ser parceiros de crime juntos. O que melhor para dois psicopatas viciados em matar do que trabalharem juntos como assassinos? Era o paraíso infernal perfeito para os dois! Tirando o outro do chão ao segurar-lhe o pescoço, Mikhail fora “agraciado” com uma cuspida em sua face que, ao limpá-la, deixou o outro livre. Era visível que o Østberg se divertia com a situação, apesar de vez ou outra se machucar e ouvir provocações – estas que surtiam certo efeito na animação do deus da morte. Ao falar que não ligava para quem ele era ou as suas séries preferidas, o loiro não deixou de sorrir de canto com as provocações e, quando o outro corrigiu sua forma de matar, Hel não conteve a risada.

— Deixe-me ver se eu entendi; está tentando me ensinar como se mata? — Mikhail questionou com os braços descruzados, suas mãos crispando os dedos enquanto o outro se movia até um sobrevivente, fazendo uma demonstração grotesca de sua força e poderes ao matar o homem de forma brutal e violenta, sorrindo insanamente diante do show dado e inclusive comendo seu olho. Hel não era de tais modos, contudo, apreciava-os; era como ver um ser divino nascer e ser digno de reinar ao seu lado, como um verdadeiro deus da morte merecia ter seu ajudante.

— Absorvo as almas e auras daquele que mato, portanto não preciso alimentar-me de mais nada que venha da carne suja dos seres humanos. Mas, se insiste... — com um lânguido caminhar até seu ex-oponente, Mikhail segurou a mão direita deste e, com seus olhos verde-esmeralda fulgurantes fitando o homem, Hel sorveu os líquidos nos dedos médio e indicador, lenta e vagarosamente, aplicando certo empenho, fazendo isso com os demais dedos e, por fim, suas mãos pousaram por detrás da cabeça do assassino, puxando-o para si e beijando-o.

Era como beijar um fio desencapado ou um morto-vivo, havia uma energia putrefata e tremendamente letal, porém, eram como as sombras de uma caverna sinuosa, porém bela e que clama para ser descoberta, mesmo que ocultando males inomináveis. Assim que cessou, Mikhail afastou-se do homem sem nome e limpou o canto do lábio dele, que continha um pedacinho do globo ocular comido e, sem delongas, levou à sua própria boca, mastigando-o.

— Sou Mikhail, mas pode me chamar de Hel, deus dos mortos. Quer ficar de joelhos agora que montou seu show? — questionou o loiro com sobrancelhas soerguidas em desafio, estando os dois homens com as faces a centímetros do outro, encarando-se de perto.

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Re: Born To Kill and Win!

Mensagem por Llyr von Degurechaff em Sab Fev 10, 2018 3:56 pm

Uma risada escapou de Lobo, começando quase silenciosa, uma surpresa para ele mesmo. Não esperava pela atitude daquele homem, tanto a parte dele chupar seus dedos com habilidade de algum funcionário da Casa das Máscaras, quanto o mastigar das sobras do olho arrancado da última vítima. Em pouco tempo, a risada pôde ecoar por toda a boate devido ao volume em que alcançou.

— Você é bem divertido, Mikha — alegou o italiano enquanto massageava os próprios lábios com seus dedos ainda sujos de sangue.

Lobo tomou distância daquele que se chamava de Deus da Morte. Era engraçado como dois loucos foram se encontrar em uma boate no meio de Nova Iorque, durante uma chacina costumeira. Todavia, o italiano sabia que coincidências não existem fora da ilusão passada pelos verdadeiros líderes do mundo à massa. Alguém tão poderoso ao ponto de se autoproclamar um deus, não poderia ser algo além de um perseguidor, quiçá não terráqueo.

“Permanecerei nessa dança, apesar disso”, pensou Pellegrine ao se ajoelhar ligeiramente. Após conhecer tantas pessoas egocêntricas com títulos muito maiores que o de Mikhail, Giovanni aprendeu que a maneira mais fácil de lidar com elas, era fazer o que queriam. Momentaneamente, pelo menos.

— Oh, minha alteza. O show do Lobo é muito mais que isso — disse em meio a um sorriso para o deus. — Considere isso uma participação especial minha na sua apresentação. — Com braços abertos, o italiano se referia ao tornado de espadas do começo como o verdadeiro espetáculo da noite.

Coçando a cabeça sem nenhum pudor na frente de um ser “divino”, Lobo começou a fazer várias expressões que deixavam claro que estava pensando. Isso levou um tempo até que ele apontou seu indicador para cima, chamando a atenção do homem mais alto. Giovanni se imaginava com uma lâmpada acesa flutuando acima de seu cabelo.

— Vamos trocar nossos números. — Ele retirou um cartão branco de seu bolso para entregar a Mikhail. Nele havia somente um símbolo estranho, o nome “Casa das Máscaras” e, do outro lado, um número de celular. — Assim poderemos combinar outras noites como essa.


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Re: Born To Kill and Win!

Mensagem por Mikhail Darkraven em Seg Fev 12, 2018 4:14 am


Com seus olhos tom de lima estreitos em desconfiança, foi impossível para Hel não se sentir ofendido diante da risada áspera e do comentário honesto, mas que soara jocoso, do outro. Mikhail não era acostumado a tais interações, geralmente ele utilizava seus poderes, fazia seus assassinatos contratados e, ocasionalmente, fazia suas chacinas e então ia embora, deixando seu rastro de morte e destruição para trás. Só que, agora, ele pela primeira vez tinha de lidar com um desconhecido que o vira em ação pela primeira vez e havia sobrevivido para contar história. Era uma sensação dessemelhante, porém afável, inclusive com o outro se pondo de joelhos e tendo medo algum ao fazê-lo, na verdade até mesmo fazendo piada da situação, o que fez o Østberg de fios loiros desfazer seus chifres, capa e roupas e ficando apenas com uma casual roupa que era a mesma que ele utilizava antes de toda a baderna. Quando por fim o jovem apresentou-se como Lobo e o entregara um papel branco com o endereço de um local nomeado de “Casa das Máscaras”, Mikhail sorriu de canto, guardando o papel e pegando o telefone de seu bolso.

— Bem, por que não darmos uma incrementada e comermos a nossa sobremesa? — Sugeriu Hel com um largo sorriso, pondo o telefone encostado ao seu ouvido e, assim que a mulher do outro lado da linha falou, um tímido e novo Mikhail deu as caras e, com melodiosa voz, falou ele: — Por favor, venha para este endereço, ouve um terrível atentado e milhares morreram, venham, rápido! — Choramingou o loiro e, assim que desligou o telefone, voltou seus olhos para Lobo, rindo em desafio. — E então, virá no mínimo umas cinco viaturas com dois policiais cada, cinco para mim e cinco para você, o que acha? — Questionou o loiro com uma sobrancelha erguida. Como forma de preparo, o deus da morte fez surgir uma espada (aqui) em sua mão direita, à espera dos policiais que, em breve, iriam adentrar no reino de Nifflheim.

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Re: Born To Kill and Win!

Mensagem por Llyr von Degurechaff em Seg Fev 12, 2018 11:12 pm

Por um momento, a suspeita acerca do Deus da Morte desapareceu. O italiano devaneava com o cenário pressuposto, mais uma luta naquela noite e, dessa vez, com policiais. Apesar dele acreditar que espadas tragam uma emoção maior e medieval, não perderia a chance de receber tiros a queima roupa para depois assassinar os atiradores. Era um sonho prestes a se tornar realidade.

— Como você sabe que matar policiais é a minha sobremesa favorita? — perguntou Lobo, risonho. Mesmo sem sua máscara para ocultar sua identidade, o psicopata sujaria ainda mais as suas mãos com sangue. Caso se repetisse a chacina, não restaria uma testemunha sequer, apenas o cúmplice de chifres.

Hel parecia tão entusiasmo quanto o menor. Com antecedência, sacou uma espada comprida do nada — o que sempre impressionava o italiano, deixando-o curioso para saber como aquele truque de mágica funcionava. Contudo, alguma coisa fez o dito deus da morte desfazer sua vestimenta negra, assim como seus chifres gigantes.

“Eu nem sequer mencionei o como achei engraçada a fantasia. Será que ele é telepata e notou que o imaginei inúmeras vezes, desde que o vi, como um brasileiro sambando no Carnaval?”, pensou Lobo enquanto girava sobre um calcanhar, imitando uma criança hiperativa para esconder seu riso.

Sirenes fizeram as pupilas do monstro canibal dilatarem.

— Vamos comer? J’ai une faim de loup!



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Re: Born To Kill and Win!

Mensagem por Mikhail Darkraven em Qui Fev 15, 2018 12:04 am



Enquanto esperava calmamente pelas viaturas que em breve chegariam, Hel respirou profundamente e seu olhar cruzou-se com o de Lobo, deixando-o naturalmente curioso quanto ao comportamento e pensamentos do outro. Ainda era uma novidade encontrar outras pessoas iguais a ele, com o mesmo apetite insaciável por morte e destruição, então ainda era meio surreal conhecer e até mesmo formar uma certa amizade por Lobo. Com a felicidade do outro diante da chance de matar policiais, Mikhail piscou os olhos e, deixando sua espada (link) flutuando envolta pela energia mágica esverdeada, o loiro passou as duas mãos de dedos finos e compridos por seus fios dourados, seus chifres surgiram e os olhos assumiram um tom de lima, queimando como brasas na escuridão. Suas duas mãos, na altura de seus cotovelos, abriram-se e fez surgir duas compridas espadas (link).

— Ótimo, então vamos para o abate aos porcos — com um sinuoso andar, o deus da morte fez a terceira espada criada anteriormente flutuar, deslizando pelo próprio ar e atingindo o primeiro policial na jugular, atravessando-a e espirrando sangue em diversas direções, o que de imediato já criou temor entre os homens fardados, que entravam na boate com suas pistolas disparando e gritando inúmeras asneiras.

Com um salto no ar, o corpo flexível e ágil de Mikhail girou no ar, suas roupas mudando abruptamente e, assim que aterrissou no chão, suas espadas atingiram mais dois homens fardados em seus abdomens, girando-as Hel então puxou-as, mais sangue espirrou e os homens caíram mortos. Com um ardiloso sorriso em seus lábios avermelhados e finos, o deus dos mortos caminhava com certa volúpia, suas mãos largaram as espadas enquanto ele ia na direção de um dos policiais caído, já sem balas no cartucho de sua arma, apesar de aponta-la como um sinônimo de defesa. Com a mão direita fazendo um leve movimento de erguimento, uma mística energia esverdeada envolveu o homem e abruptamente o levantou do chão, deixando-o imóvel. Segurando-o pelo pescoço, o Østberg não hesitou em virar-lhe a cabeça em trezentos e sessenta graus, encarando um dos homens que era a quinta e última presa do deus da morte, ir na direção de Lobo.

Um soerguer de mão, apenas isso, foi o suficiente para que uma sombra negra surgisse bem à frente do homem, enfiando sua mão transmutada por sombras no coração do mesmo e o fizesse arregalar os olhos, caindo fraco e de joelhos, sua expressão de puro terror. Enfim, ele morreu de parada cardíaca – a morte mais “leve” comparada com as outras dali. Deixando que Lobo se satisfizesse com seus cinco policiais, Hel o observava – era perceptível a rapidez com a qual Mikhail matava, sendo que o outro bem mais violento e gostando mais de lutas corpo-a-corpo, amando sujar as mãos e até mesmo provando do sangue e carne de suas vítimas. Com um atroz riso, Østberg aproximou-se de seu parceiro.

— Satisfeito? — Questionou o deus da morte.

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Re: Born To Kill and Win!

Mensagem por Llyr von Degurechaff em Dom Fev 25, 2018 12:36 am

O deus da morte estava certo quanto ao número de viaturas e policiais. Apesar de trotes serem muito comuns, os homens fardados acreditaram na informação passada pelo telefone. Ao sacarem suas armas, apontaram-nas aos dois únicos vivos que saíram da boate. Era o protocolo, imaginava o sádico assassino, por isso não somente atiraram ao avistarem Mikhail e Giovanni. Um pequeno erro de decisão.

“Por quem eu começo?”, perguntou-se Lobo. “Aquele ali”, apontou um dedo imaginário a um dos homens de uniforme. Mas, antes que pudesse avançar contra seu alvo primário, o psicopata mais alto atacou.

— Esse era… — Em um passo forte, quase um salto, Lobo se deslocou até um policial ainda vivo. Sua mão atravessou o abdômen em sua frente e depois retornou segurando algumas tripas. — Deixa pra lá.

Enfim, um tiroteio teve início. Dezenas de projéteis acertaram o italiano, mas nenhum produziu algum dano impossível de ser reparado pela regeneração anormal daquele monstro. Aquilo era como brincadeira de criança — considerado assim pelo próprio Lobo —, embora os policiais levassem muito a sério.

Uma pistola foi completamente descarregada no peito de Pellegrine, deixando sua camisa com tantos furos quanto um queijo suíço. A ficha não caía para aqueles homens que estavam gastando balas inutilmente; um homem, entretanto, parecia ter compreendido e, logo em seguida, ficado inerte devido ao medo. Deveria ser a primeira vez dele enfrentando alguém com habilidades. Ele mal sabia que os poderes do psicopata não eram nem de perto o que mais deveria temer.

As mãos de Lobo ainda sujas de sangue tocaram o rosto do homem apavorado, fazendo-o tremer com o toque. Era o que o sádico queria, por isso aquele policial foi poupado. A espécie de plateia que o italiano gostava.

Em uma dança nada démodé, o sádico assassino arrancou membros, amassou crânios e decepou uma cabeça. De longe, ele era um tornado de sangue que não trazia vento, e sim dor e morte. Um verdadeiro terror ao policial apavorado que foi intensificado quando a cabeça de seu parceiro foi lançada em sua direção e, por reflexo, ele a apanhou.

Após terminar sua parte, o deus da morte se aproximou de seu novo amigo para lhe fazer uma pergunta retórica. Devido o enorme sorriso estampado no rosto de Lobo, qualquer um há quilômetros de distância saberia como ele se sentia em relação ao que havia feito naquele lugar. Por isso, talvez, o sádico não deu atenção ao loiro, mas sim à arma que confiscou de uma vítima. Antes de fazer uso dela, precisou conferir se ainda possuía munição. Para sua sorte, restava o número exato de balas que estava precisando.

— Agradeço a atenção — murmurou Lobo em um ouvido do último policial que ainda encarava o falecido parceiro em suas mãos. Não houve tentativa de fugir da mira da pistola que o italiano colocou em seu queixo, somente permitiu que o gatilho fosse puxado para então se juntar aos outros no misterioso pós-vida.

Coberto por projéteis amassados, pedaços do que restou da própria roupa, entranhas e muito sangue, Lobo descansou suas costas em cima do capô de uma viatura. Seus olhos negros passaram a observar as estrelas no céu daquela noite, trazendo-lhe um pouco de nostalgia.

— Não importa quantos eu mate. O vazio continua me incomodando — confessou para o deus.



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