AULAS DE PORTUGUÊS

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AULAS DE PORTUGUÊS

Mensagem por Giuliana Grassi D'Fiori em Qua Fev 07, 2018 8:43 pm

Esse tópico foi criado pra mostrar como se usa travessão qqqqq


NOTAS:

O POST DO HIPISMO É MEU


A AVALIAÇÃO É DE OUTRA PESSOA, TALVEZ EU DEVESSE TER PEDIDO PERMISSÃO, VOU COLOCAR OS CRÉDITOS.

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Re: AULAS DE PORTUGUÊS

Mensagem por Giuliana Grassi D'Fiori em Qua Fev 07, 2018 8:43 pm

Hipismo
O Básico, Part. I

— Ai meu Deus... Eu tô em cima de um cavalo! — Alaska exclamou surpresa com a própria desenvoltura. A semideusa se encontrava montada em cima de uma égua rajada que era, simplesmente, magnífica.

— Ei mocinha, vai com calma. — Will a censurou — Ainda falta ajustar o estribo e te ensinar o básico sobre cavalgar. — ele explicou enquanto ajustava a sola metálica que serviria de apoio para os pés da semideusa — Muito bem, Laska. Vamos começar com os mais básicos dos movimentos. Preste atenção, vou pegar meu cavalo.

Em questão de segundos, a prole de Íris retornou, montava um cavalo albino.

— Preste bastante atenção enquanto eu vou te mostrar os movimentos. Mas, antes de tudo, você precisa segurar corretamente as rédeas. — O moreno aproximou o cavalo da égua — Essas rédeas, como pode notar, são separadas e amarradas pelas pontas. Existe um motivo para isso, ela é essencial para se praticar a montaria no estilo americano.

— E existe outro estilo? — a ruiva questionou surpresa, realmente não conhecia a fundo todo o método que havia por trás do hipismo.

— Sim, é o estilo inglês, mas isso não interessa muito. Agora, eu quero que imite a forma como estou segurando minhas rédeas. — ele mostrou a ela e Alaska o imitou. Ela notou que, além de usar somente uma das mãos, Will segurava a rédea de modo que deixava a corda um pouco folgada.

— Muito bem, Alaska! — ele a parabenizou — Agora, o movimento mais básico e essencial é: saber parar. O movimento também serve para diminuir a velocidade da cavalgada. Veja bem, eu quero que comece um trote sutil ao redor da nossa arena de hipismo, durante o trote, ensinarei como parar, certo?

Alaska assentiu com um movimento afirmativo de cabeça. Para colocar o animal em movimento, ela começou a apertar o animal com ambas as pernas. A Jones precisou fazer isso umas três vezes para que, enfim, o animal entendesse o que ela queria que ele fizesse.

O cavalo começou a trotar de forma lenta, realizando o percurso de contornar o espaço oval reservado para iniciantes.

— Certo... E agora, Will? — ela questionou.

— Para parar o cavalo, é bem simples. — Will comentou enquanto colocava o próprio animal para trotar e seguia ao lado da instruída — Mas, antes disso, vamos treinar mudar a direção do trote. O que acha?

— Você é o professor aqui... — ela comentou fazendo um movimento de “dar de ombros”, como se, realmente, não importasse muito para ela o que ele viesse a decidir.

— Pois bem... — ele aumentou o trote avançando na frente de Alaska e se pondo alguns metros à frente do cavalo dela para então parar.

— Espera, Will... o que você está fazendo? — ela questionou preocupada, ainda era uma iniciante, o que significava que não poderia evitar um possível futuro acidente.

— Estou te dando uma motivação. — respondeu de forma relaxada. — Então, para evitar que nossos cavalos se colidam, você tem que fazer o que eu falar, certo?

— Tá, só cuida em dizer como que faz isso! — ela exclamou, nervosa. Afinal, a imagem de dois cavalos se colidindo com ela em cima de um deles não parecia muito atraente.

— Puxe a rédea para o lado que deseja ir. — Alaska fez o que lhe foi mandado. — Muito bem, agora bata a perna oposta ao lado na lateral do cavalo. — Por ter escolhido direcionar o animal para a esquerda, Alaska usou a perna destra para bater levemente na lateral do animal. Obedientemente, ele fez o que ela havia ordenado através dos comandos básicos de hipismo. Alaska sorriu vitoriosa e ergueu as mãos para o alto em comemoração.

— Ainda não acabou, ruivinha. — Will chamou-a de volta para a realidade, fazendo a garota murchar. — O último movimento do dia é: como parar. É o mais simples.

O semideus trotou até Alaska.

— Observe minhas mãos e meu corpo. — Alaska assentiu e ficou a observa-lo enquanto trotava lentamente pelo percurso oval. A semideusa então notou que o rapaz inclinou o corpo para trás e puxou as rédeas, imediatamente, o cavalo usou suas patas para frear, parando exatamente alguns centímetro depois de Will realizar o comando.

Alaska o imitou, mas, apesar de ser um movimento tão fácil à olho nu, a prática estava ali para mostrar que a história era diferente. Por alguma razão, seu animal havia decidido por livre e espontânea vontade não dar ouvidos aos comandos básicos e, ao invés de parar, acelerou o trote, perdendo o controle. A semideusa começou a sentir um leve pânico e teve o descuido de soltar as rédeas, o animal agora seguia livremente para onde quisesse.

— WILL! — Ela exclamou assustada enquanto o cavalo seguia o curso, acelerando cada vez mais o trote — EU NÃO CONSIGO PARAR! VOCÊ DISSE QUE ERA SIMPLES!— exclamou nada mais que o óbvio. Então o moreno instigou o próprio animal a trotar e começou a cavalgar rumo a uma Alaska desesperada.

Rápido e experiente, o semideus mostrou o quão bom era cavalgando ao trotar mais rápido que o cavalo da ruiva e se colocar a frente dele, forçando-o a parar por se encontrar diante de um obstáculo. Um suspiro de alívio escapou dos lábios da semideusa quando colocou os pés no chão. O coração palpitava aceleradamente pela recente aventura, mas, graças aos deuses e a Will ela ainda estava ilesa.

— Obrigada! — ela agradeceu — Pela aula e por me salvar! — riu consigo, um riso meio estrangulado por ainda estar abalada.

— Tem certeza que está tubo bem? — o semideus questionou preocupado, recebendo um sorriso amarelo da semideusa.

— Eu só preciso... espairecer. — ela respondeu enquanto se afastava. Talvez, Alaska não tivesse sido feita para cavalgar, e, com isso em mente, ela seguiu para o seu lar, as forjas.
©️ DFRabelo
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Re: AULAS DE PORTUGUÊS

Mensagem por Giuliana Grassi D'Fiori em Qua Fev 07, 2018 8:44 pm


Ei, Alaska! Belezinha?

Então, como tu tomou liberdade pra me pedir pra avaliar, eu vou tomar liberdade pra criar um ~guia prático de travessões~ aqui (tô brincando mas é sério). Consulte-o sempre que estiver em dúvida, e, como eu sou preguiçoso, talvez eu linke-o nas próximas avaliações que fizer, mesmo que para outras pessoas, para explicar o que são esses detalhezinhos de detalhezinhos que eu tanto falo por aí.

Eu sou PÉSSIMO em ser didático, mas vou tentar explicar e, pra isso, vou usar e abusar de exemplos do seu post. [Nem todos vão trazer descontos, socorro!, ninguém é tão carrasco. Mas é bom pra você perceber e pra geral entender melhor, também.]

A regra mais simples que consigo pensar é: antes de verbos de elocução (dizer, falar, gritar, explicar, perguntar, entre outros), não há pontuação, e a letra do verbo vem em minúsculo; quando o verbo posterior ao travessão demonstra ação, é necessária pontuação antes do travessão, e a letra vem em maiúsculo. No entanto, isso é muito genérico e difícil de entender, então lá vão os exemplos [em verde, os certos; em vermelho, os errados]:

— Ei, mocinha, vai com calma. — Will a censurou.
— Ei, mocinha, vai com calma — Will a censurou.
O verbo de elocução é "censurar", porque ele diz respeito à forma como o falante se dirigiu à interlocutora, ou algo tão chato quanto isso.
"Ah, mas a palavra que vem depois do travessão é 'Will', não 'censurou'. Sim, jovem padawan, mas a frase (segundo a ordem "original") seria assim: Ei, mocinha, vai com calma — censurou-a Will. Então, quando invertida, a regra se mantém: sem pontuação.

— Ainda falta ajustar o estribo e te ensinar o básico sobre cavalgar. — ele explicou (...).
— Ainda falta ajustar o estribo e te ensinar o básico sobre cavalgar — ele explicou (...).
Da mesma forma que a frase acima, mesmo com o "ele" vindo depois do travessão, a ordem ""correta"" (muitas aspas em "correta") seria: Ainda falta ajustar o estribo e te ensinar o básico sobre cavalgar — explicou (...). [porque o "ele" poderia ser omitido] Dessa forma, sem pontuação também.

— Ai meu Deus... Eu tô em cima de um cavalo! — Alaska exclamou (...).
Aqui, está certíssimo. Resolvemos o lance do "nome" no primeiro exemplo, né?, então tudo certo com isso.
"Ah, mas tem uma pontuação, o ponto de exclamação." Sim, jovem padawan, mas o ponto de exclamação pode. E o de interrogação também, como veremos no exemplo abaixo.

— E existe outro estilo? — a ruiva questionou (...).
De novo, perfeito. O ponto de interrogação, assim como o ponto de exclamação, mesmo sendo pontuações, ainda exigem letra minúscula depois. Não me pergunte o motivo, não faz nenhum sentido. Acho que o preconceito é só com o ponto final mesmo.

— (...) Mas, antes de tudo, você precisa segurar corretamente as rédeas. — O moreno aproximou o cavalo da égua (...).
Aqui, tá certo. O verbo depois do travessão demonstra ação, então beleza: pontuação antes do travessão, e letra maiúscula depois do travessão.

O moreno aproximou o cavalo da égua — Essas rédeas (...)
O moreno aproximou o cavalo da égua. — Essas rédeas (...)
Agora o problema foi um pouco diferente, perceberam? Mas é fácil de perceber: faltou um ponto final, porque a ação tinha terminado, e a frase depois do travessão vem em maiúscula. Então, ponto final nessa ação aí!

— Você é o professor aqui... — ela comentou (...).
Certíssimo, de novo. Por alguma razão, reticências entram na regra dos pontos de exclamação e interrogação, que já discutimos acima.


E fim do guia de travessões, pelo menos, com esse post. Tudo isso, se não me engano, pode entrar em "coesão, estrutura e fluidez". Agora aos critérios:

Coerência (48/50)
Olha, você fazer aulas "preparatórias" é muito bom e já te faz, adiantadamente, ter uma boa margem em coerência. Mas, como eu gostei de pegar no seu pé, vou explicar o desconto de dois pontinhos: a facilidade natural para alguns movimentos. Explicando, vou considerar que tiveram três movimentos principais no treinamento: trotar; virar; parar. Para todos os movimentos, precisariam de, basicamente, dois componentes: conhecer o movimento; e realizá-lo de fato. Até aí, acho que tudo certo.  Mas eu mudaria esse último: realizá-lo de fato, com algum "efeito colateral". E vou exemplificar: no trote, você não demonstra como sabia que, apertando as pernas na lateral do cavalo, você começaria um trote. Lógico que Will poderia ter te dito em uma conversa informal em algum outro momento, ou seja, ele não precisaria necessariamente de uma linha de diálogo ali pra te contar o movimento, mas você simplesmente o fez. Positivamente, fê-lo com um "efeito colateral": o cavalo demorou umas três vezes para, enfim, te entender. Vamos à virada: Will te explica, e você faz. Parece tudo ok, né? Mas faltou o "efeito colateral": você poderia ter virado com muita brusquidão [essa palavra existe?, nem sei], ou ter virado tanto que girou 180 ou 360 graus, em vez de só direcioná-lo para outro lado, entende? E eu explico o porquê desses efeitos colaterais: é a primeira vez que você monta, aparentemente. Um filho de Íris ou Poseidon não necessariamente precisaria narrar esses "efeitos colaterais", porque já possuem alguma familiaridade. Se você tivesse dito que já tinha subido em algum cavalo alguma vez na vida, também poderia relevar. Mas você é uma filha de Hefesto que ficou toda animada em subir em um cavalo. Então, "efeitos colaterais", para uma primeira tentativa, seriam perfeitos. Já te disse isso, mas vale ressaltar: isso é detalhe do detalhe; só te explico porque acho que você conseguiria aprimorar esse tipo de coisa.

Coesão, estrutura e fluidez (24/25)
É incrível como seu texto tem um encadeamento muito bom das ideias, como ele flui com facilidade e como ele é bem estruturado. Dá pra perceber, direitinho, o que seriam "começo, meio e fim", e mesmo a progressão de dificuldade é muito bem feita. Então, só tirei um ponto pelos travessões que falei no "guia"; e foi só um pra você ver que, mesmo com tantos casos, é algo tão pequeno que pode praticamente passar batido.

Objetividade e adequação à proposta (14/15)
Agora tô fazendo o desconto no lugar certo. Lembra o que falei sobre "diálogos demais", se não me engano, da última vez? É exatamente o mesmo caso. Na verdade, eu até acho que você conseguiu equilibrar os diálogos com ações efetivamente; mais do que isso, eu acho que, em uma situação real, a gente falaria muito mais do que agiria. Contudo, eu tenho uma pequena questão com isso: na minha opinião, nós pensaríamos que falamos mais do que agimos, mas terminaríamos tendo agido mais do que falado, sabe? E é aí que quero chegar. Os seus diálogos trazem um realismo impressionante ao texto, deixando-o até mais leve, mas ainda acho que você pode acertar melhor na mão. Dessa vez, eu diria que estava quase perfeito, tão quase que poderia ser somente "qua": foi "qua" perfeito. Mas ainda tem esse "qua", então, desconto de um pontinho. Mas você está no caminho, sério; deu pra perceber uma melhora do anterior pra esse.

Ortografia e organização (10/10)
Pensando bem, eu acho que, talvez, a questão dos travessões se encaixasse melhor aqui do que em fluidez. De toda forma, como tirei o ponto lá em cima, não vou tirar daqui; até porque, fora um errinho de digitação perdido por aí, você esteve muito bem. Eu ainda trocaria umas vírgulas por alguns pontos, ou colocaria algumas vírgulas em locais em que elas não estão, mas acho que é mais questão de "estilo" ou "preferência" do que "certo vs. errado", então não vale a pena descontar. Foste ótima!

TOTAL: 95xp!

(aguardando atualização)




AVALIADOR esse ser humano aí q

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