Onomatopeia

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Onomatopeia

Mensagem por Rorschach em Sab Fev 10, 2018 1:20 am

Onomatopeia


20h32min
Em uma residência comum para uma família de classe média, quatro moradores jantavam em uma mesa de madeira comprida e velha, em breve quebraria com um simples empurrão que recebesse. Como todo retângulo, tinha quatro lados para cada um se sentar, mas haviam duas cadeiras em um dos lados maiores. Essa era a organização que haviam feito para que pudessem assistir à televisão que ficava na direção do lugar vago. Ninguém ficaria de costas ou na frente dos demais.

A programação da noite era assistir o jogo do time para qual a casa torcia e competia no momento. Eles tinham preferidos para todos os esportes com bola, quando não havia bola, torciam para os mais atraentes — que eram decididos pela mãe e filha mais velha —, o que nem sempre agradava os homens da casa.

Durante um grito de alegria e surpresa atordoou todos os presentes na mesa, os demais acompanharam ao perceber o motivo: um ponto naquele jogo banal. O mundo estava um caos e as pessoas se preocupavam com o fato de uma bola entrar no cesto. Não sabiam os ignorantes que aquela rotina nada produtiva seria a causa do fim deles.

Toc, toc.

O volume da TV permaneceu o mesmo, ninguém se importava em escutar a voz daquele que batia na porta. Entre eles, o mais novo foi quem se voluntariou para atender quem quer que fosse. Os outros três mantiveram seus olhos vidrados em homens correndo atrás de uma bola, derrubando uns aos outros de vez em quando.

Com sua voz ainda fina pela pouca idade, o garoto de sete anos abriu a porta e disse:

— Quem é?

Um arrepio percorreu a espinha da mãe das crianças, ela lembrou de seu filho, então procurou escutar sua voz. Depois de conseguir tirar sua atenção do programa de TV, ela pôde ouvir o menino falando e uma voz calma, como de uma senhora, respondendo-o. “Deve ser a sra. Green da casa em frente perguntando se estamos bem como sempre”, pensou a mulher, aliviada por se ver muito bem em seu papel de mãe.

Ainda na mesa, a irmã mais velhas sugava um fio comprido de macarrão até sua boca. Ela amava isso, pois sempre a fazia lembrar de A Dama e o Vagabundo, faltando apenas um rapaz dois anos mais velho por quem se apaixonou há uma semana. Seus sonhos com ele não terminavam apenas em uma refeição, mas ela jamais os realizaria, pois pretendia esperar que ele fosse até ela como sua mãe dizia ser o certo a ser feito em um relacionamento.

Quando o macarrão era completamente levado para o interior de sua boca, um som nada educado era produzido. Sua mãe a encarava com raiva em seus olhos, já o pai gargalhava pela falta de educação da menina. Então aquele som se repetiu, mas ninguém havia colocado comida na boca. Mais uma vez todos escutaram macarrão sendo sugado.

Os mais velhos se entreolharam, confusos, assustados. Desligaram a TV para poderem rastrear a origem do som. Quando levaram seus olhares na direção de onde seus ouvidos diziam vir aquele barulho, surpreenderam-se com a filha deles, apavorada e imóvel.

Slurp.

Todos gritaram. Não conseguiam compreender o que estava acontecendo. Nesse momento, lembraram do garoto na porta. Correram atrás dele, puxando a toalha da mesa sem querer, derrubando tudo no chão, incluindo pratos e copos. Tudo quebrou, mas ninguém escutou nada. Precisavam verificar o mais novo.

A porta estava fechada, o menino estava caído no chão, no meio de uma poça de sangue. O próprio sangue.

BAM!

O barulho de alguém caindo assustou ainda mais os três medrosos. Mais uma vez o som estava vindo de alguém parado, nesse caso, o menino morto. Se tivessem neurônios não destruídos pelo conteúdo televisivo, poderiam relacionar aquele fenômeno sobrenatural com delay que ocorre em áudios de séries e filmes.

— Pai, o que está acontecendo? — perguntou a garota que desejava poder pensar outra vez em cães, macarrão e um beijo cinematográfico.

O pai abriu a boca e a moveu para responder, mas nada disse, ou ninguém escutou. Tudo ficou silencioso mesmo com todos se esforçando para gritar. Começaram a bater nas paredes, e nada escutaram. Pareciam que estavam na TV, um programa sem graça de uma família típica e, por isso, o dono do controle apertou o botão “Mudo”.

Quando conseguiram se acalmar por um instante, uma quinta figura apareceu entre eles. Ninguém o reconheceu, nem tinham como. Escondido em roupas pretas e uma máscara preta com círculos branco na frente, alguém que deveria ser um homem não muito alto, apontou uma pistola para eles. Não houve tempo para reagirem.

BANG! BANG! BANG!

Três disparos, quatro corpos. E um homem de preto.

Sem fazer qualquer barulho, o assassino saiu pela porta da frente. Ele esperava por ninguém, aliás, em um mundo com tantos fantasiados, não havia motivo para ele ser especialmente escolhido para ser suspeito de algo e, até onde sabia, havia feito nada demais até que se provasse o contrário.

O assassino deixou a casa e foi embora, impune.



  1. O assassino é chamado, pelas mídias, de Onomatopeia. Ele é acusado de mais de vinte assassinatos em cinco estados. Matava cerca de uma pessoa a cada semestre, mas agora começou a matar famílias inteiras a cada semana.
  2. A família assassinada mais recentemente morava no mesmo bairro de Aries e seus irmãos, por isso o mais velho ficará preocupado com esse assassino.
  3. Onomatopeia é insano, embora muito inteligente. Seus pensamentos são complicados de se ler ou manipular, pois são uma combinação de barulhos que ele possui como código em sua cabeça. Isso, todavia, também o impede de falar. Ele possui a capacidade de controlar e gerar som em qualquer lugar dentro do seu campo de visão ou próximo, desde o som de animais até ondas sonoras fortes o suficiente para destruir prédios. Sua roupa esconde todo o seu corpo, o que dificulta a investigação da polícia.
  4. Em sua OP, deve fazer o possível para encontrá-lo e confrontá-lo. Enquanto o procurar, ele estará continuando sua lista indeterminada de alvos. Encontre-o pelo menos duas vezes, onde na primeira ele consegue escapar de você e, na segunda vez, você o machuque, assustando-o. Onomatopeia não deve ser morto, quiçá escape novamente na batalha, ou é entregue à polícia e consegue fugir deles sem que você saiba.
  5. Deixando claro: Onomatopeia não deve ser morto ou ter sua identidade descoberta, ou, caso isso ocorra, receberá nenhuma recompensa pela missão e ainda terá alguma punição.
  6. Observação: Onomatopeia possui a mania de fazer sons de coisas ao seu redor para fingir que algo aconteceu, como bater de porta, canto de pássaros e até o disparo de armas de fogo. Sua imitação é perfeita, por isso é impossível discernir sem conferir visualmente.
  7. Prazo de quinze dias para postar em sua missão, ou acabará sofrendo consequência irreversíveis. Apesar disso, não tenha pressa, ou sofrerá ainda mais caso não faça um bom texto.
  8. Mínimo de duas mil palavras.






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Re: Onomatopeia

Mensagem por Aries Yorath Vaughn em Sab Fev 10, 2018 6:43 am


Mission


O jantar era servido mais um dia para os trigêmeos Vaughn, enquanto estes comiam no chão felpudo coberto por um tapete, os três de frente para a televisão como era de costume deles. O mais velho, Aries, observava com preocupação o noticiário daquela noite. Mais uma família havia sido descoberta morta em sua própria residência, assassinada friamente pelo bandido chamado pela mídia pelo ridículo nome de Onomatopeia. Sério? Quem escolhia um nome que precisava fazer quase todos irem ao dicionário descobrirem o significado daquela palavra? O olhar em riste do mais velho não se voltou para o de seus irmãos, tampouco ele falou nada, nem pensou nada em “voz alta” para que seus irmãos o captassem. Algo precisava ser feito! Aquele homem havia literalmente matado uma família inteira bem próximo do apartamento dos três, e se ele resolvesse matar eles também? As ruas não eram seguras e o mundo não era mágico e belo como os Vaughn haviam pensado, mas viver com o medo de ser assassinado no meio da noite era demais para Aries. Assim que terminou sua comida, deixou os dois irmãos assistindo o que eles queriam – um filme bobo de comédia – e foi para o quarto, onde lá, com o auxílio de seu computador, pesquisou sobre o Onomatopeia.

O que mais haviam eram matérias, teorias e especulações sobre o assassino, inclusive com inúmeros fãs que faziam blogs e declarações para aquele homem terrível e perturbado. Prosseguindo, Aries foi absorvendo as informações à medida que ia lendo cada nova coisa sobre o assassino em série, decidindo que sairia naquela noite para matar aquele homem. O desejo de proteger os seus irmãos falava mais alto que o seu medo de enfrentar um assassino que, segundo teorias malucas espalhadas nas redes sociais e fóruns, tinha poderes. Durante a madrugada, Aries desenrolou-se de sua coberta e saiu de fininho da cama, deixando os dois irmãos para trás, dormindo sem darem-se conta do afastamento do mais velho. Pondo roupas, rapidamente o loiro pôs vestimentas adequadas para sair na noite fria da cidade e então saiu, desceu pelas escadas do apartamento e saiu para as ruas, disposto a capturar o assassino custe o que custasse. Indo até o carro negro que os três haviam comprado recentemente, Aries rapidamente entrou no mesmo e, numa velocidade bastante lenta para um carro naquela hora da noite, ele contornou o quarteirão inteiro, sua telepatia aguçada buscando qualquer indício de pensamentos homicidas.


***


Levou muito tempo, na verdade, aproximadamente uns trinta minutos até que o loiro decidisse parar num ponto onde haviam inúmeras casas e apartamentos cheios de famílias de classe média – que pareciam ser o novo prato principal de nosso assassino em série de nome ridículo. Levaram horas, muitas barras de chocolate e umas três mijadas numa árvore acima do carro, para que por fim um pensamento diferente chegasse até Aries. Por um momento, o telepata jurou que estava com sua audição aguçada ao invés de estar lendo uma mente, pois os sons que captava eram não pensamentos, e sim sons aleatórios. O primeiro som veio como um passar de páginas, depois sons de mastigação de biscoitos, depois grilos, sons de digitação e, por último, um agudo e irritante som de motor de moto, o que fez com o telepata levasse as mãos às têmporas de imediato, gemendo baixo em dor. Filho da mãe! Olhando ao seu redor através dos vidros escuros, ele conseguiu ver cruzar a esquina uma figura trajada com botinas, sobrecasaca, calça e jaqueta, todas negras. Em sua mão direita, uma arma. Sorrateiramente, o famigerado psicopata embrenhou-se pelo corredor à direita da casa da família cujas luzes ainda estavam acesas e sumiu de vista.

”É hoje que eu mato esse filho da puta...” falou para si mesmo o loiro, confiante, observando a silhueta sumir e, conseguinte à tal ação por parte do assassino, abriu a porta de seu carro e fechou-a com o mais absoluto cuidado, no intuito de emitir ruído algum. Avançando a rua deserta, seguiu o caminho feito pelo assassino e, na metade do corredor que dava nos fundos da casa que Onomatopeia planejava invadir, Aries parou e se concentrou, buscando pelo infame homem e os seus pensamentos. Os sons novamente vieram, deixando o telepata com uma característica dor na região das têmporas e no meio de sua testa devido ao esforço de invadir aquela mente complexa e que trabalhava na base de códigos. Eram sons de animais, de objetos sendo arrastados, quebrados, cliques de língua, chiados, objetos sendo manipulados... Abstendo-se daqueles pensamentos, Aries percebeu que teria de enfrentar pela primeira vez alguém completamente impossível de ser alcançado por seus poderes. Aquele homem tinha poder algum que o protegia de ser lido telepaticamente, mas, de algum jeito, sua mente repelia os convidados com aquela sua forma única de pensar – o que acabava sendo útil para o psicótico assassino.

Foi então que, no meio de suas divagações, sons de gritos invadem os ouvidos do loiro que, automaticamente transforma seu corpo em diamante e avança, chegando ao quintal amplo com piscina e então de imediato abre a porta de vidro, adentrando a residência e encontrando um jovem – que, se tivesse quinze anos era muito – já morto. Um tiro atinge a pele de diamante de Aries que, sobressaltado, ergue as mãos, encarando o homem mascarado – uma máscara negra, com pequenos pontos brancos. Novos tiros atingem sua pele impenetrável e, ao ver que não poderia matar Aries, o assassino simplesmente arreda o pé da sala de estar e corre rumo à porta da frente, arrombando-a com dois chutes e, como forma de contê-lo, uma mulher de fios ruivos na escada atira um lustre contra o assassino. Foi tudo muito rápido; o homem virou-se e ergueu sua arma para a dona de casa e, sem pensar, Aries se jogou na frente da mulher, quebrando parte do corrimão escuro e caindo nas escadas com a bala caindo no chão, sem ter matado a mulher que chorava copiosamente pelo seu filho.

Pondo-se de pé, Aries correu para o meio da rua, encontrando nenhum vestígio do homem, nem mesmo uma arma ou pedaço de roupa deixados para trás. Nada. Ele era ágil, então. Desfazendo sua forma de diamante corajosamente – pois o assassino ainda podia estar por perto –, Vaughn engoliu em seco e fitou seu carro, seu coração parou e tudo o que veio à sua mente foi a preocupação com os seus irmãos. Ir até eles ou ficar com a mulher que havia perdido o filho? Com os olhos marejados e as mãos agarrando com força os fios loiros tentando acalmar-se, o telepata correu, deixando para trás seu carro, cujo pneu havia sido furado pelo Onomatopeia – uma clara ameaça. Correndo por quase um quarteirão inteiro, seu corpo se transformou em diamante e, como resultado, sua velocidade fora incrementada por conta da fisiologia melhorada do diamante. Assim que chegou em casa, correu e subiu as escadas, constatando que a sua porta estava intacta. Abrindo a porta e entrando no seu apartamento, o telepata desfez sua forma de diamante e encontrou seus dois irmãos dormindo abraçados, inconscientes. Com um suspiro, Aries recostou-se a uma parede e deslizou, sentando-se no chão, elétrico demais para conseguir dormir e ansioso demais para acordar os seus irmãos e explicar tudo para eles.

Naquela noite, Aries não foi capaz de dormir. Ficou batendo os pés insistentemente no chão e deixou a televisão ligada no volume mínimo para estar alerta caso o assassino surgisse à sua porta. Ele sabia que cedo ou tarde Onomatopeia iria estar lá. Só restava saber quando. Quando os primeiros raios solares foram iluminando a sala que, exausto, os olhos do Cuco se fecharam para arrebata-lo para os braços de Morfeu.


***


Quando foi acordado por seus irmãos às sete e quarenta da manhã, Aries imediatamente transformou o corpo em diamante, sobressaltado com o susto que os irmãos lhe deram. Levando as mãos à cabeça em cansaço, pela primeira vez os dois irmãos viram o mais velho chorar. Sua mente foi do nada infectada pela cena nociva de um corpo estirado no chão, coberto de sangue, retirado deste mundo de forma horrível. A mãe em prantos, tentando inutilmente desafiar todas as probabilidades ao lançar um abajur no assassino, tudo isso fazia com que o Vaughn nascido primeiro chorasse ainda mais, tentando em vão controlar-se. Ele sentia que em breve Onomatopeia iria chegar até a sua residência. Ele havia sido burro o suficiente de ter ido vigiar um psicopata com seu carro pessoal, onde continha seu nome e endereço para qualquer um encontrar caso lembrasse da placa – e todos sabem que psicopatas são bons com essas coisas. Seus dois irmãos o encheram de perguntas, questionando-o sobre o motivo dele dormir no chão e de estar vestido como quem tivesse saído recentemente.

— Quero que saiam hoje para seus empregos e só voltem quando eu os chamar, está bem? — Ordenou o irmão mais velho, assentindo para Orion e Perseus que, confusos, se entreolharam, desconfiados. Negando veemente a ordem, eles se opuseram à Aries, provando serem tão resistentes e teimosos quanto ele, afirmando que não, não iriam fugir assim tão facilmente. Era complicado, mas eles iriam compreender depois. — Olha, eu não estou com paciência para explicar, mas resumindo: tentei deter o Onomatopeia e ele sabe agora onde eu estou, não é seguro para vocês dois ficarem comigo. — Falou o loiro erguendo suas mãos como quem implorava que eles fossem logo embora, mas sem chance. Os dois cruzaram os braços e, em uníssono, disseram “não”.

Como forma de despistá-los, Aries decidiu criar então um plano mirabolante com os seus irmãos: eles deveriam ir trabalhar cada um em seu emprego, como uma pessoa normal e, durante a noite, eles ficariam prontos e já armados com facas e suas próprias formas de diamantes para o caso do assassino surgir à porta deles. E, afirmando positivamente, os trigêmeos marcaram de chegarem em casa às onze da noite, que era a hora que o Vaughn mais velho saía do trabalho.

Ledo engano, ele largou uma hora e meia mais cedo e foi na frente, já pronto para enfrentar o seu oponente.

Aries era esperto assim como Onomatopeia, ele sabia muito bem que, após ter seus planos impedidos, o psicopata iria associar o carro ao loiro vigilante e então iria decorar sua placa do carro para encontrar seu endereço. Chegando em casa, seus passos eram dados com toda a lentidão do mundo, com direito a ouvido na porta para tentar descobrir qualquer som vindo de lá de dentro. Nada. Usando sua telepatia, o loiro buscou encontrar os estranhos sons vindos da mente perturbada de seu oponente, porém não foi capaz de encontrar nada. Nem um único ruído. Seguro, Aries abriu a porta e entrou na casa com rapidez, fechando a porta e, enquanto a trancava, eis que de repente ele sente a aproximação e, tentando agir, ele busca dar uma cotovelada, mas era tarde demais. Uma linha ou espécie de corda envolve seu pescoço e bloqueia seu ar, puxando-o para trás com força o suficiente para escoriar sua pele. Sendo puxado para trás com violência, suas chaves caem no chão e nem mesmo gritar Aries podia.

”Seja lá quem você é, solte-me agora ou vou transformar sua mente em papa, sua anta!”, ameaçou enfaticamente o loiro buscando pelo menos distrair o outro, mas como resposta vinha apenas sibilos de serpente, grunhido de raposa ou gato do mato e som de talher raspando vidro. Tentando transformar sua pele em diamante, Aries buscava ar e controle para o fazê-lo e, assim que o fez, chutou com seus dois pés a bancada de tijolos vermelhos da cozinha, caindo para trás e, com seu novo peso de diamante, conseguiu derrubar finalmente o seu inimigo. Tateando o chão e ficando de pé, Aries avistou seu inimigo altamente resistente ficar de pé e vir em sua direção e, como resposta, um chute fora desferido contra o estômago do outro, que segurara sua perna e o puxara, fazendo-o segurar-se à bancada com tampo de granito da cozinha e rachá-la ao ser puxado, tamanha a força do outro – não era uma força sobre-humana, mas ainda era assombrosa para um ser humano comum.

Apoiando as duas mãos na bancada, com o outro pé Aries acertou um chute bem na face mascarada de Onomatopeia, lançando-o para trás e fazendo-o cair desequilibrado no centro de vidro da sala, o que deu vazão para o telepata com pele de diamante correr para o seu quarto às pressas, trancando a porta e alcançando seu telefone no bolso da calça, ainda funcionando apesar da tela trincada. Digitando o número de emergência, eis que a porta é subitamente derrubada, lançando lascas de madeira para todas as direções e, estranhamente, som nenhum fora emitido – era como se do nada a porta estivesse no mudo. Fitando ainda pasmo a potência do poder de Onomatopeia, Aries virou-se para este e recebera um pesado objeto na face – um extintor de incêndio. Caindo para trás e perdendo de sua mão o telefone celular, o Cuco segurou o extintor na segunda tentativa do assassino, apertando-o, fez todo o ar preso ir diretamente para a face deste, aproveitando da distração para lhe chutar entre as pernas e bater na cabeça dele com o objeto metálico diversas vezes, até que Onomatopeia não mais resistisse ou se movesse.

Soltando um suspiro aliviado, Aries caiu para trás de bunda no chão, recostando-se à parede e esticando o braço para agarrar o celular, ligando para a polícia e, em seguida, para os irmãos. Eles com certeza iriam entender os motivos que o levaram a mentir para eles, definitivamente. Eles poderiam muito bem entrar na mente do Vaughn mais velho e ver que não havia egoísmo algum em sua mente; ele fizera tudo aquilo por amor aos seus amados irmãos, para protege-los daquele assassino, para resguardá-los, e ele não se arrependia – e faria a mesma coisa, tudo de novo. Assim que chegaram ao apartamento, era evidente a bagunça; o centro de vidro quebrado, o tampo de granito rachado, a estrutura de tijolos vermelhos da bancada rachada, a porta do quarto arrombada, o extintor de incêndio que ficava na cozinha completamente amassado no quarto e vários policiais pedindo para que os três saíssem do apartamento.

Ainda mascarado o bandido foi levado, deixando os trigêmeos Cucos mais calmos e tranquilos. Tudo iria ficar bem, afinal. Seu objetivo final havia sido alcançado, ora! Ele havia conseguido fazer o bem e havia protegido seus irmãos daquele assassino psicopata. E ele passaria o resto da sua vida preso.

How to deal with a serial killer


Informações:
Raça: Reencarnado
Personagem: Celeste Stepford/Frost [Irmãs Stepford/Três-em-Uma/Irmãs Cucos] (Marvel Comics)
Vitalidade: 200/200
Nível: 4
Velocidade: 150m/s [+5]
Percepção: 100m/s [+5]
Perícias:
CORPO A CORPO (KUNG FU), nível calouro
LEITURA CORPORAL, nível calouro
Especialização: Atacante

Atributos:
Força: 10
Inteligência: 10
Resistência: 15
Agilidade: 15
Vigor : 20
Carisma: 10

Poderes:
1. Mente Colmeia: Os Irmãos Cucos possuem um raro poder que os une pela telepatia, tornando-os mais fortes quando reunidos, de preferência com proximidade e contato físico. Quando juntos, os trigêmeos podem incrementar seus poderes telepáticos, conseguindo um alcance e controle maior e mais eficaz. A mente dos garotos possui uma espécie de "link", que os deixa conectados mesmo a grandes distâncias, podendo eles conversarem entre si, inclusive possuindo desde pequenos uma linguagem própria e "criptografada", que os protege de serem lidos por outros telepatas.

2. Telepatia: É o poder de acessar a mente alheia, lendo seus pensamentos e projetando os seus na mente de outrem. Quanto estão juntos, a mente de colmeia deles deixa o poder bem mais efetivo, permitindo-os lerem com mais rapidez e até mesmo adentrando a mente dos mais poderosos telepatas.

3. Bloqueio Telepático: Sendo telepatas poderosos, os trigêmeos possuem uma barreira psíquica muito bem protegida, de forma que os outros telepatas acabam encontrando gigantescas dificuldades em derrubar as três barreiras na mente de cada um deles.

4. Triangulação Mental: É um poder deveras importante para os três irmãos; é a capacidade deles de "triangular" seus poderes psíquicos, de forma que, unidos, eles podem utilizar a telepatia para ler outras três mentes ao mesmo tempo (e dividir as informações um para o outro simultaneamente), além de conseguirem "jogar" os invasores para três direções diferentes ao mesmo tempo, fazendo o mesmo se perder na mente dos trigêmeos.

5. Ilusão Telepática: Um dos poderes dos trigêmeos é a capacidade de induzir ilusões telepáticas em seus adversários como forma de distraí-los e incapacitá-los. As ilusões geralmente afetam os cinco sentidos.

6. Alteração Mental: Este é um poder pouco utilizado pelos trigêmeos, porém de grande valia. É a capacidade de absorver conhecimento, transferir, mexer com a mente dos outros (e com as suas próprias ao pegar conhecimentos de outros), alterar percepções dos outros quanto ao tempo e espaço, alterar, apagar e implantar memórias.

7. Rastreamento Mental: É o poder de procurar pela mente de outras pessoas, seguindo seus rastros psíquicos. Eles podem inclusive rastrearem pessoas que nunca viram, apenas as sentindo na mente de outros e então vasculhando suas assinaturas mentais deixadas nas mentes alheias para poder rastrear seu alvo.

8. Projeção Astral: É o poder de transferir seus espíritos para fora de seus corpos, podendo viajar a longas distâncias em tal forma. São capazes de ler pensamentos e alterá-los sob tal condição.

9. Forma de Diamante: São capazes de transformar por completo seus corpos em diamantes inquebráveis e altamente resistentes. Nesta forma, possuem atributos físicos dobrados, os quais são:

9.1. Super-Força: Na forma de diamante, possuem uma força acima da média, podendo até mesmo amassar metais resistentes e levantar grandes pesos com exímia facilidade.

9.2. Imunidade Telepática: Possuem completa imunidade telepática, sendo nenhum telepata capaz de adentrar as mentes dos jovens rapazes.

9.3. Durabilidade Sobre-Humana: Possuem uma durabilidade fora do comum, podendo serem eles jogados de prédios, prensados contra objetos pesados, receberem socos extremamente fortes; a forma de diamante simplesmente é incrivelmente resistente.

9.4. Estamina Sobre-Humana: Possuem um vigor acima da comum, podendo passarem o dia inteiro na forma de diamante praticando exercícios físicos ou lutando sem se cansarem.

9.5. Transformação Compartimental: Podem transformar apenas pequenas partes de seus corpos em diamantes, podendo também transformarem órgãos internos, como as Cucos já fizeram ao conter a Força Fênix.


10. Anulação/Ativação de Emoções: Um dos poderes que eles descobriram só recentemente é a capacidade de transformarem seus corações em diamante. Com tal feito, eles literalmente acionam e desligam suas emoções, podendo ser um poder bem útil contra empatas ou telepatas que buscam controlá-los através das emoções, feromônios e outros tipos de controle emocional.

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Re: Onomatopeia

Mensagem por Rorschach em Dom Fev 11, 2018 2:35 pm

avaliação
Diferente de sua última missão, não cometeu dois erros citados anteriormente. Gostaria de dizer isso a respeito de todos eles, mas fico contente com a evolução, apesar de incompleta. Pelo menos foi capaz de usar o antagonista com primor, o que me deixou muito satisfeito.

Mantendo a lista de pontos que podem ser corrigidos e aprimorados:


  • Uso incorreto de inicial maiúscula após travessão;
  • Uso incorreto de pontuação antes de travessão;
  • Parágrafos extensos;
  • Poucos diálogos (o que não é um grande problema, mas é uma mudança muito perceptível em comparação aos seus demais textos).



Recompensas e Perdas


1. +7 níveis
2. +7 de fama positiva
3. -100 HP
4. Distribua aqui os seus novos pontos de perícia e atributo, além de pedir por seus níveis e fama.


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Re: Onomatopeia

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