[FP] Collins, Nathaniel

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

[FP] Collins, Nathaniel

Mensagem por Nathaniel Collins em Seg Fev 12, 2018 7:08 pm

Original




Escreva os dados


i. A NOMENCLATURA: Nathaniel Collins;
ii. COMO É CONHECIDO: Fallen;
iii. TIPAGEM SANGUÍNEA: Mutante;
iv. QUANTAS ESTAÇÕES VIVEU: 22 Anos
v. PRIMEIRO RESPIRO: 05/03/1996
vi. DESCENDENTE DE QUE POVO: Americano, New York
vii. COMPORTAMENTO:  Malevolência Neutra ;
viii. COMUNIDADE: Vilões;
ix. CARGO PROFISSIONAL:Negociante.

Informe os atributos


i. PONTOS DE ATRIBUTO:  60
ii. ESPECIALIZAÇÃO: Resistente ( +5 DE RESISTÊNCIA)
iii. ATRIBUTOS:



FORÇA: 10INTELIGÊNCIA: 04
RESISTÊNCIA: 10 (+5)AGILIDADE: 05
VIGOR: 30CARISMA: 01



Diga as perícias


i. PERÍCIAS:

i. Primeiros socorros:Calouro

Cite os poderes


i. SUPER-PODERES:
Poder: Mimetismo angelical

Mimetismo Angelical é a capacidade de se transformar em uma figura angelical, esta de aproximadamente dois metros de altura, e assim, possuindo habilidades interligadas à uma benção que pode ser usada em si mesmo e em algum alvo.
i. ADQUIRE: ASAS DE ANJO, FOTOCINESE, CURA, SENTIDOS AGUÇADOS, TELECINESE, TELEPATIA.

Sub-poder: Resistência mental

Capacidade de aguentar melhor que os outros mutantes ataques que afetem o cérebro, tais ilusionismos, sedução e relacionados; em um nível elevado, é possível nunca ser afetado.


Conte o histórico

Nathaniel, Nate para sua família, era uma criança doce. Mesmo quando ainda criança, ele não brigava com ninguém, o pacífico e calmo garoto de cabelos castanhos. Tocado pelo poder celestial, o garoto sempre chorava quando alguém se machucava perto dele, tinha compaixão pelo sofrimento dos outros; como por magica, sempre que isso acontecia feridas se fechavam, doenças se curavam e não demorou muito para o pequeno ser chamado de "Anjinho".

Seus pais o ensinaram sobre os valores morais com dedicação, criando-o em um lar de amor e segurança, na pequena cidade de Glens Falls. Nate cresceu como qualquer outro garoto, mesmo com suas habilidades, que raramente usava, pois seus pais constantemente alertava-o sobre os perigos de chamar muita atenção.
Era o ultimo dia de aula na vida escolar do garoto, ele estava no quarto, ficava no andar de cima de sua casa. Era um quarto tipico adolescente, uma cama de solteiro com lençóis azuis, alguns Posters de filmes atuais, uma estante no cando direito perto da janela com livros de ficção e romances. olhando-se no espelho com suas vestes de formatura, Nathaniel deu um suspiro de satisfação ouvindo a batida sutil na porta.

-Não queremos atrasos no grande dia não é?

Disse sua mãe entrando no quarto com passos apressados, Andrea tinha o rosto levemente marcado pela idade, vestia uma blusa rosa, calças jeans um pouco antigas, cabelos curtos e castanhos assim como o do garoto, mas com alguns fios brancos. Aproximou-se passando a mão no rosto dele.

-Estou pronto.

Falou nervoso com um sorriso no rosto. Encontraram-se com seu pai na porta da casa, vestindo uma camisa listrada azul e preto, calças jeans e seus sapatos clássicos favoritos. O rosto de seu pai era um pouco gordo, bochechas rosadas e poucos cabelos loiros nas laterais de sua cabeça.

A cerimônia foi emocionante com o discurso de despedida do diretor, assim como o representante dos formandos. Aquele dia marcou também o inicio de uma nova vida para Nate, que agora ja tinha tudo encaminhado para ir morar na cidade grande.

Em alguns anos o estudante de medicina, Nathaniel conseguiu um estágio no que amava, ajudar pessoas. Em um hospital em New York, Nathan parecia conseguir realizar seu sonho, mas não durou muito tempo.
Com um balançar constante, Nate acordou em um lugar escuro e apertado. A mala do carro se abriu deixando o garoto ver dois homem de terno. Tirando-o de lá, havia a visão de uma mansão logo a frente, para todos os lados haviam apenas árvores, não havia como identificar sua localização. O garoto foi guiado sem nenhuma palavra ser dita até a porta de um quarto. Foi aberta por uma das serventes. Era um ambiente luxuoso, havia pouca luz para ver detalhes, mas havia uma mesa de escritório em estilo vitoriano logo em frente a uma enorme janela de vidro.

-Tirem as algemas, ele é nosso convidado, não nosso prisioneiro.

Falou o homem que sentado na mesa logo a frente. Levantou aproximando-se dele, vestindo um terno preto e refinado, cabelos pretos penteados para trás, aparentava ter por volta de 30 anos. Nate podia sentir um cheiro ruim vindo dele, apesar de estar usando uma colonia forte. Com um aceno todos saíram do comodo, deixando-os sozinhos.

-Um de meus homem testemunhou algo impossível; ele chegou baleado, era fatal, mas de alguma forma sobreviveu... Ele me falou sobre você, desculpe-me pelos meus modos; Meu nome de Arthur Fallen.

Falou estendendo sua mão, por reflexo, Nate não conseguiu resistir a cumprimenta-lo, ainda confuso e sem poder falar.

-Eu vou ser direto, estou desesperado, não me restam muitas opções com uma doença letal como a minha...
Estou disposto a pagar o que for preciso se conseguir.

Colocando uma maleta sobre a mesa, Nate entendeu naquele momento o que estava acontecendo. O cheiro estranho, era a carne dele, sem conseguir conter sua curiosidade, aproximou-se de Arthur. Sobre seu terno aberto, deslizou camisa revelando uma mancha escura sobre sua pele.

-Eu posso tentar te ajudar.

Falou olhando-o firmemente, sua mão deslizou sobre seu peito, estava frio, a mão de Nate parecia uma toalha morna sobre alguém que estava morrendo congelado, foi assim que Arthur sentia-se. Em algum momento, Arthur sentou-se sobre a mesa, enquanto Nate tirava a camisa de seu "paciente".
Aquela foi a noite em que eles se conheceram, Arthur não melhorou de imediato, foi preciso que o jovem semanalmente visitasse o seu novo amigo. Seu estado melhorou por completo, com ele saudável, não tinha motivos para voltar lá, mas Nate continuava a visita-lo, mas agora apenas para passar algum tempo juntos. Não demorou muito para surgir um romance.

Nathaniel continuava com seu trabalho  no hospital, assim como os estudos na faculdade. Agora com seu romance, sua vida estava tão perfeita que nem mesmo ele podia ter imaginado melhor. Tomou alguma liberdade com seus poderes usando-o discretamente, entretanto, com alguma frequência. Arthur ajudava-o, levando-o a pessoas que ele conhecia em estado grave, Nate sabia que ele cobrava algo por isso, mas isso nunca o incomodou. Agora dono do apartamento que mora, embora o restante do prédio ainda seja do Harry, o antigo dono que mudou-se para California.

No escritório de Arthur, Nate entrou esperando encontra-lo, mas ele ainda não havia chegado ainda. Enquanto esperava ele, ouviu alguns barulhos vindos do andar de baixo. Saiu do quarto para ver o que acontecia; Arthur estava no fim das escadas, no meio da sala principal, havia um homem ajoelhado no chão, os assistentes de Arthur estavam lá parados apenas se encarando o homem ajoelhado. Longe demais para ouvir o que discutiam, Nate viu apenas o momento em que Arthur pegou uma arma de um de seus homem e atirou no homem ajoelhado de maneira fria. Naquele momento, Nate levantou-se e correu de volta para o escritório.
Arthur percebeu um movimento sobre as escadas, ainda com a arma emprestada em mãos, fez sinal para livrarem-se do corpo. Subiu cuidadosamente em direção ao seu escritório, Nathaniel não chegaria tão cedo de seu estagio no hospital, foi o que ele pensou. Pegou a maçaneta da porta, depois de um breve momento de hesitação, abriu entrando com sua arma em mãos; apenas para encontrar a janela aberta.

Nate continuava a receber ligações de Arthur com alguma frequência, uma semana se passou, Nate já havia pego todo dinheiro que conseguiu, feito as malas e partido do apartamento quando Arthur apareceu por lá. Até então ele havia descoberto que vem curado bandidos e todo tipo de gente envolvida com a máfia. Vestido discretamente, Nate encostava sua cabeça na janela do ônibus em direção a sua cidade natal, fugindo de tudo que aconteceu. Tudo o que o garoto queria, era poder ajudar os outros, ele fez isso, mas acabou machucando muitas outras pessoas.

Enquanto procurava na internet algo para se distrair na viajem que ainda tinha  dois dias pela frente. Uma noticia chocou e fez o jovem perder o chão por um momento, como cair dentro de um buraco que nem mesmo pode-se ver o fundo. "Massacre terrorista no Gracie Square Hospital".

Colocando uma mão sobre a boca, ele lembrou de todas as pessoas que ele conhecia de lá, tudo aquilo era culpa dele. Quanto mais Nate pensava sobre o que aconteceu, tudo o que ele fez, mesmo com as melhores intenções, acabou causando tanta dor para pessoas boas. Como que pudesse ler a mente dele, mais uma vez Arthur liga para ele, pegando o telefone dessa vez, Nate fala apenas uma vez.

-Por favor, para com isso.

Falou com algumas lagrimas ainda escorrendo em seu rosto.

-Eu não posso perder você...

A voz através da ligação foi o suficiente para fazer Nate arrepiar-se, desligando sem ouvir o restante do que ele tinha a dizer.

Era um pouco tarde da noite quando Nate finalmente chegou a sua cidade. Familiar, aquele lugar estava cheio de memorias de outra vida, um sopro feliz novamente. Ainda sabia o caminho para casa, andando pelas ruas onde cresceu e soltou um suspiro de alívio quando parou em frente a sua casa. Bateu na porta apenas uma vez, quando sua mãe abriu a porta, vestindo uma saia azul e uma blusa branca.

Ela correu para abraçar ele forte quando viu o garoto. Gritando para seu pai com uma voz quase chorando.

-Ele está aqui, Chris! Ele está bem!

Seu pai apareceu, saindo da sala com pressa, com sua bermuda levemente rasgada de lado, seu moletom cinza, logo abraçou-o também com a respiração pesada.

-Apareceu na TV, o hospital que você trabalha... filho nós ficamos tão preocupados.

Falou ele com um nó na garganta que lutava para descer.

-Eu me demiti faz algumas semanas... senti falta de casa.

Mentiu sem conseguir contar a verdade, mordia o lábio inferior enquanto algumas lagrimas escorriam de seu rosto.
O quarto dele estava exatamente como deixou. Embora limpo graças a sua mãe. Demorou apenas algumas semanas; com o currículo de Nate, ele conseguiu um emprego no hospital local. Mais uma vez sua vida estabeleceu, morando com seus pais, trabalhando, haviam alguns hábitos difíceis de parar. Quando havia uma cirurgia difícil, ele ainda não conseguia evitar de ajudar. Mas em uma cidade como aquela, como Arthur encontraria-o, sempre mentiu falando que nasceu em Nova Iorque.

-Tem um cara com febre na outra sala, ele pediu por você Nate.

Falou a enfermeira com um leve sorriso no rosto. Os dedos mágicos de Nate eram um pouco conhecido pelo hospital, era como uma piada sobre seu breve caso com uma paciente meses atrás. Era o turno da noite, não havia muito movimento no hospital então não tem problema em dar uma olhada no paciente.
Entrando na sala, Nate colocou um par de luvas, mas uma voz por trás das cortinas o deixou paralisado como uma corrente elétrica.

-Você chama muita atenção, para quem quer se esconder.

Andando até eles ficarem bem próximos. Nate virou-se para tentar encarar Arthur, com um sorriso satisfeito no rosto.

-Talvez você, bem la no fundo, quisesse chamar minha atenção.

Empurrou Arthur com força, escutando bater sobre a cama, Nathaniel correu para fora do hospital, não conseguia parar. A sua adrenalina estava muito alta; correu para casa havia alguma fumaça na rua onde morava, mentalmente Nate continuava a pedir que seus pais estivessem bem, ele sabia qual casa estava pegando fogo, mesmo que ainda longe.

-Nããããoo!

O grito do garoto foi desesperado enquanto se aproximava, bombeiros já estavam combatendo o fogo, jovem foi parado enquanto continuava tentando passar pelo bombeiro, segurando ele gritando para que ele parasse. A casa já estava muito deteriorada quando eles chegaram, quem quer que estivesse lá, eram apenas cinzas.

Olhando para a madeira misturando-se em tons de preto e cinza, as poucas brasas ainda vermelhas estalavam enquanto o jovem ajoelhado no gramado segurava seu rosto, suas lagrimas escorriam pelo seu braço antes de cair no chão. O parque no quintal de sua casa, agora não passava de uma cama de plástico derretido, o jardim que lembrava de sua mãe sorridentemente cuidar de suas flores, vestindo sua roupa de jardineira verde e marrom, as horas que passou com seu pai jogando basquete. Tudo o que restava do garoto eram cinzas.
Mais uma vez ele pagou o preço por tentar fazer a coisa certa; Nathaniel tentou ser bom, fazer a coisa certa, ajudar os outros, mas toda vez ele causava mais dor e sofrimento. Milagres nunca vem sem um preço, suas boas intenções causaram tudo aquilo. Alguém precisava pagar, naquele momento de raiva, seu celular toca novamente.

-Não restou nada para você aí, estou te esperando em casa.

Falou Arthur com um tom de riso na voz, Nate com a voz séria respondeu.

-Estou chegando.

Desligou mais uma vez sem ouvir a resposta.
Jogando o telefone na grama, ele queria vingança, Nathaniel queria apenas uma coisa, a vida de Arthur Fallen, e ele estava indo buscar.

Entrando pela porta da frente, os homens de Arthur tentavam imobilizar Nate, mas ele perfurava seus corações e cortava suas cabeças com uma espada de luz em suas mãos. Até aquele momento ele não tinha ideia do que podia fazer. O garoto conseguia sentir onde Arthur estava, em seu escritório. Chutando a porta, Nate entrou em passos pesados finalmente encontrando Arthur sentado em sua mesa sorrindo.

-Olha como você ficou poderoso, é tão magnífico.

Com nojo de seu rosto, a raiva de Nate formou algo que parecia uma onda, arremessando Arthur contra a janela, que não quebrou por pouco, deixando-a rachada em vários pontos.

-Eu não devia ter curado você.

Rosnou Nate. Arthur levantou do chão com dificuldade, olhando para o garoto.

-Você ainda me ama, essa raiva vai passar... Podemos fazer tanta coisa juntos.

Uma força invisível agarrou o peito de Arthur, empurrando-o para dentro; alguns estalos da sua costela enquanto quebravam. Ele gemia de dor enquanto continuava falando e rastejando para Nathaniel.

-Você pode curar isso não é? Eu não posso perder você...

Suas ultimas palavras foram interrompidas com um ultimo estalo, enquanto suas costelas perfuravam seu coração e pulmões. Olhando para o corpo desprezível na sua frente, algumas lagrimas lutavam para sair, enquanto ele segurava com todas as suas forças.

-Eu amava você Arthur Fallen, mas não cometerei esse erro novamente.

Depois daquela noite, Nathaniel visitou todos os amigos do Arthur, avisando sobre sua morte. Era um aviso a todos; aquele que fosse atrás dele, teriam o mesmo destino. Nathaniel continuou com seus contatos da máfia, fez mais alguns amigos e arrumou um emprego no bar de uma boate qualquer. Algumas pessoas procuravam pelo nome de Fallen, para fazer negócios ilegais, assassinatos, cobranças de dividas, contrabando. Sua vida mudou para um lado completamente diferente naquele dia. Entretanto o que mudou de verdade, foi um pequeno pedaço em seu coração que apodreceu, chamado de amor.

Na varanda de seu apartamento, com uma garrafa de Vodka na mão, vestindo camisa preta e calças jeans escuro rasgadas, sapatos de couro e uma corrente de prata no pescoço. Exatamente um ano se passou desde que seus pais morreram, Nate recordava do que aconteceu. Em um momento de raiva jogou a garrafa na porta que abriu um pouco na hora. Nate havia esquecido completamente que pôs um anúncio no jornal a procura de um colega de apartamento.

Outras Coisas

i. Mencionado no fim da história, seu colega de quarto é Yago Altimari.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum